2.6 Språkets betydning for læring
2.6.5 Språklige komponenter
A atividade desenvolvida pelo professor na sala de aula possui singularidades e especificidades, uma vez que é decorrente da sua formação, das condições impostadas na sua atuação e, mesmo, por questões pessoais.
É a partir dessa prática que retomamos as teorias que orientam a nossa ação docente, fazendo surgir novas práticas e novas teorias. Nessa perspectiva, daremos início à análise da prática da professora/partícipe.
Procurando evidenciar aspectos de sua efetivação, a primeira observação da aula da partícipe ocorreu 10/05/2011.
Nesse dia chegamos à turma, conversamos com os alunos, e a partícipe explicou sobre o trabalho a ser realizado como também sobre os objetivos que havíamos definido para esse momento. A professora inicia a aula retomando um conteúdo de História do Rio Grande do Norte já trabalhado anteriormente: “O Massacre de Cunhaú e Uruaçu”. Ela objetiva aprofundar a discussão sobre esse tema, lembrando que essa turma tem 18 alunos e frequência irregular. Naquele dia só estavam presentes 14 alunos, sendo 9 meninas e 5 meninos... A nossa aula começou às 13 horas e terminou às 17 horas e 20 minutos.
Vejamos como ocorreu esse processo:
Le - Hoje vamos continuar o conteúdo que já tínhamos começado a trabalhar ontem. A presença dos holandeses no Rio Grande do Norte.
Extrait da aula do dia 10/05/2011.
Aluna: A gente tá estudando sobre os holandeses?
A partícipe retoma o que a aluna perguntou a partir de uma nova pergunta:
Le - Pessoal, estamos estudando sobre os holandeses? O que estamos estudando sobre os holandeses? O que vocês sabem dos holandeses no Rio Grande do Norte? Pessoal, hoje nós vamos estudar o conteúdo tendo por base esse texto que eu trouxe, porque no nosso livro não tem esse conteúdo... Então, o que vocês já aprenderam?
Aluno - Aprendi sobre os escravos... Cana de açúcar... Eles queriam gado, ouro e as riquezas naturais... Teve o feriado em 3 de outubro, era feriado né, isso esse feriado foi criado por causa desses massacres que a aconteceram em Uruaçu, né?
Aluna - Esse feriado foi para lembrar o massacre de Cunhaú e o marco de Uruaçu... Então os holandeses no ato de crueldade eles fizeram dois grandes…
Le - Eles fizeram muita crueldade... Mas o maior foi aqui onde eles matavam as pessoas com muita crueldade e colocava em praça pública pra todo mundo ver e intimidar as pessoas...
Outra aluna: Mas a senhora não disse que foi os portugueses... Foi André de Albuquerque... Le - Mas foi em outro momento... a história tem movimento...
Outra aluna: Como é o nome daquele homem que a senhora disse que chamou todo mundo pra ir pra igreja...
Le - O grande traidor Jacó passou quatro anos infiltrado junto com os índios e chamou todo mundo para Igreja... Disse que não ia fazer mal e quando todo mundo terminou de entrar aí ele começou a atirar e matar...
Aluno - Só lembrando Jacó Rabi ele conhecia toda parte de terra por onde vivia esse pessoal se infiltrou no meio do povo...
Outro aluno - Eles conheciam Brasília?
Le - Brasília nem existia nesse tempo... É mais nova do que eu... Gente, agora vamos ler esse texto... Vamos ler juntos...discutindo... perguntando... Quem vai começar a leitura?
Extrait da aula do dia 10/05/2011
Após essa conversa inicial para situar a aula, uma aluna inicia a leitura de um parágrafo. Após a leitura a professora questiona:
Le - O que vocês entenderam dessa primeira parte do texto?
Aluna - Jacó Rabi... Ele se infiltrou entre os índios para dominar a línguas dos índios e traduzir as línguas dos índios pros Holandeses...
A partícipe novamente intervém, indicando um aluno para dar a explicação: Le - Vá L., explique o que você entendeu nesse pedacinho aqui dos primeiros Marcos Brasileiros.
Aluno - Eu entendi que 1645 os setenta fieis morreram... Não entendi se a arma era uma metralhadora.. Não “seio” se era metralhadora... espingarda...
Uma Aluna: Eles mataram mesmo com faca... Com crueldade...
Le - Matavam e esquartejavam as pessoas... Mas não vamos nos deter só nisso, não... Essa história tem muitas outras coisas importantes... O que motivou essa chacina? Por que os holandeses foram matar essas pessoas? A religião dos holandeses era a evangélica... Os colonos eram católicos... Então...A rivalidade. Os holandeses queriam que todo o povo aqui se convertesse à religião Calvinista, certo? Eles não admitiam que aqui tivesse pessoas protestantes...
Extrait da aula do dia 10/05/2011
A professora no início da discussão não permite que a aluna continue o que estava dizendo e solicita que um aluno continue a leitura. Após a leitura Le enfatiza:
Le - Agora vamos discutir esse pedacinho... É colocado que o movimento do domínio holandês já começou em Pernambuco... O que aconteceu não foi só no Rio grande do Norte, não... Essas coisas vinham acontecendo nas capitanias do Brasil.
Aluna: Elas foram primeiro pra Salvador?
Le - Não... Eles desembarcaram primeiro aqui...Depois eles foram para Pernambuco, certo? É importante lembrar...
Aluno: Quando se falava em Jacó Rabi já ficava com medo porque ele era perigoso... Não que ele matasse não, mas era que ele, professora, ele era irmão de Billad...
Le - Eu disse a vocês eles viviam no meio da comunidade pra conhecer a língua, para aprendem a língua... Pra conhecer os fatos, para dar informações aos Holandeses sempre acompanhados pelos índios...
Outro aluno - Mas as pessoas ficavam com medo por quê? Le - Por que eles eram cruéis...
Aluna: Mas existiam também índios que eram também... Que faziam maldades... Le - Existiam os índios tapuias que eram canibais...
Mesma aluna: Comiam gente?
Le - Sim... Mas eles não eram assim por maldade... Eles faziam isso pela sobrevivência... Se não fosse assim eles iriam comer eles mesmos... Além dos Tapuias, Jacó Rabi fez aliança com os Potiguares também... Ele disse ser mensageiro de Recife aos moradores de Cunhaú...
A mesma aluna - E o “negoço” da igreja?
Le - No dia 16 de julho, domingo grande de Colombo, estava na Igreja para escola dominical celebrada pelo Padre André... Havia um certo receio pela presença de Jacó Rabi...Alguns preferiram ficar esperando na casa de engenho...Vejam, como o povo ficava temeroso com a presença de Rabi...Todo mundo sabia que ele estando por perto alguma coisa ruim poderia acontecer... Quando chegou a hora da missa os fiéis, as famílias se dirigiam para a igrejinha. Eles não portavam armas... Só bastões... O padre inicia a celebração... Após a elevação da hóstia e do cálice foram fechadas todas as portas da igreja, se deu início ao massacre. Os fiéis foram covardemente atacados pelos
flamengos (o nome que era dado aos holandeses) com ajuda dos índios tapuias e potiguares... Mesmo percebendo que iam ser sacrificados, os fiéis não se rebelaram, eles não estavam armados... Foram passivos. Foi um ato de muita covardia, pois foram esquartejados...
Aluna: Por que eles fizeram isso?
Le - Por quê? Para impor o domínio militar... Para intimidar as pessoas a se submeterem a sua cultura e religião... Na hora do ataque, os fiéis se confessaram pedindo com grande contrição, o perdão de suas culpas... Os “caras” foram matando e antes de serem mortos iam pedindo perdão de seus pecados, para morrer de alma limpa... O padre que estava rezando a missa morre dizendo o ofício da agonia...
Outra Aluna - Morreu muita gente, num foi?
Le - Foi.., como a gente já viu aqui 70 pessoas... Pessoas que não aceitaram a imposição dos holandeses... O pânico tomou conta da população daquela região. Quem não se refugiou nas fronteiras da Paraíba com o Rio Grande, dirigiu-se para a casa de João Lostão situada no desaguadouro da lagoa de Papari em barra de Cumurupim... Foram cenas idênticas as de Cunhaú apesar de que neste massacre as tropas usaram mais crueldade. Depois da missa, fecharam as portas da igreja e os mataram ferozmente, arrancaram suas línguas, braços e pernas foram decepados, crianças foram partidas ao meio e grande parte dos corpos foram degolados. Arrancaram-lhe os olhos a uns, tiraram as línguas de outros, cortavam o pênis e metiam-lhe nas bocas...
Outro aluno: Professora, os holandeses eram homossexuais?
Le - Não, eles faziam isso pra mostrar a crueldade deles... Não tem nada com homossexualidade... A raiva deles era por causa da religião... Vejam só... Três meses depois dessa chacina depois da matança no engenho Cunhaú... Depois de passarem por tantos momentos ruins resolveram se defender erguendo uma fortaleza de madeira... e mais uma vez foram enganados. Acreditando na conversa dos holandeses que poderiam sair da fortaleza pois estavam a salvos dos tapuias, os moradores caíram mais uma vez numa cilada e foram massacrados sem piedade...
Aluno - Esse povo era muito ruim...
Le - Jacó Rabi chefe desses massacres tinha muita maldade... Foi uma figura das mais detestada na Capitania do Rio Grande. A serviço dos holandeses, ele viveu quatro anos entre os tapuias, assimilando a sua língua e os seus costumes. Como intérprete tratou de fazer amizade entre os índios e os invasores flamencos, pra ser beneficiado com suas maldades. Ele é considerado o mais cruel personagem da história do Rio Grande do Norte.
Aluno - Mas Jacó Rabi morreu? Outro aluno - Quem matou?
Le - Vamos terminar de ler o texto... Aí a gente vai descobrir...
Extrait da aula do dia 10/05/2011
O trabalho de retomada do conteúdo ocorreu de forma dialogada mediada pela leitura de um texto e por questões já discutidas anteriormente.
Os alunos se envolveram de forma efetiva na leitura e discussão, perguntaram quando sentiram necessidade e a partícipe respondeu de forma clara sem subterfúgio, o que mostra que a relação professor-aluno é bastante interativa, o que certamente proporciona significativas aprendizagens, uma vez que permite ao aluno condições de pensar e dizer sua palavra desenvolvendo a sua autonomia.
É fato que nem todos os alunos estavam participando da discussão e em muitos momentos Le não deu chance para uma participação mais efetiva, inclusive, tolheu uma aluna quando da sua manifesta participação. Mas de maneira geral há liberdade e valorização do que as crianças falam.
As crianças precisam crescer no exercício desta capacidade de pensar, de indagar-se e de indagar, de duvidar, de experimentar hipóteses de ação, de programar e de não apenas seguir os programas a elas, mais do que propostos, impostos. As crianças precisam ter assegurado o direito de aprender a decidir, o que se faz decidindo. (FREIRE, 2000, p. 58-59).
É importante observar que na leitura havia palavras com calvinista, que passou despercebida pelos alunos e a professora não deu nem uma explicação, apenas disse que”os holandeses queriam que o povo se convertesse a religião calvinista”.
Após a discussão ocorrida Le considera que é importante continuar a leitura, tendo em vista que há questões que ainda não foram vistas e solicita a continuação da leitura por uma aluna.
Le - Gente, vamos continuar lendo, vamos passar a leitura para as meninas, que estão muito caladinhas... Vocês não querem fazer uma perguntinha? Você, leia o próximo parágrafos...
Nesse momento, as crianças conversam e fazem certo barulho, fazendo com que a partícipe pare e chame a atenção dizendo da importância do que está sendo feito.
Le - Silêncio, pessoal, senão a gente não vai entender nada.. Aluno: Professora R tá mexendo comigo...
Le - Vamos parar... Isso não é hora de brincadeira...
Passada essa turbulência a aluna indicada faz a leitura de um dos trechos dos textos e questiona:
Mesmo sem a professora ter concluído o seu raciocínio novamente um aluno faz uma pergunta sobre a morte do responsável pelos massacres, como vemos a seguir:
Aluno - Jacó morreu? Le - Morreu sim...
Outro aluno - Quem matou?
Le - Calma... Vamos ver o que diz o final do texto...
Aluno - (lendo o texto) ele morreu assassinado por dois soldados...
Le - Há uma versão da história que diz que esse assassinato foi encomendado pelo comandante do forte Joris Garstman que estaria vingando a morte de João Lostão Navarro, que era seu genro e havia sido morto a mando de Jacó Rabi... Desses massacres surgiu esse feriado católico, no dia 3 de outubro... O massacre de Uruaçu ocorreu no dia 03 de outubro de 1645, por isso o feriado... Gente por isso basta de massacre, né?
No contexto da discussão sobre os massacres no Rio Grande do Norte notamos a preocupação de deixar claro alguns valores quando uma das crianças questiona sobre se era proibido ter uma religião. A partícipe deixar claro o respeito que precisamos ter com os outros e com as escolhas que fazem. O conteúdo trabalhado foi um excelente caminho para essa discussão. Entendemos, contudo, que esse aspecto foi restringido sendo ressaltado apenas uma vez na fala da partícipe, quando ressalta a importância do respeito pelo outro. Os alunos fizeram perguntas e afirmações que poderiam ter sido retomadas, o que daria vários momentos de discussão, mas a professora não se ateve a essas intervenções deixando um vácuo no conteúdo e no conhecimento que poderia ter sido elaborado.
Concluindo o assunto que estava sendo estudado Le acrescenta: Le - O feriado aconteceu depois que lá em Roma o Papa tornou os mártires...
Antes mesmo de a professora concluir um aluno pergunta: Um aluno - Ele foi santo?
Le - Pois é... Isso é o que a gente chama de intolerância... A gente precisa aceitar o outro do jeito que ele é... Da forma que pensa... Isso que a gente tá estudando é importante pra que a gente conheça a história do nosso Estado e também para que a gente entenda que não se pode obrigar ninguém a ter uma religião, a pensar de determinada forma... A gente precisa respeitar o outro como ele é... Seja ele católico, protestante, umbandista sabe lá... Além disso, gente, a gente poderia discutir se isso... Esse movimento foi bom ou foi ruim pra gente...
A mesma aluna: Foi ruim... Matou muita gente... Matou índio... Aluno - Os índios não ajudaram a matar, professora?
Le - Eles foram beatificados. O arcebispo de Natal Dom Alair Vilar,lá pelos anos de 1988 iniciou o estudo sobre os mártires de Uruaçu e Cunhaú e lutou para essa beatificação e aí no dia 05 de Maio de 2000 ocorreu a beatificação que foi oficializada em Roma, pelo Papa João Paulo II.
O mesmo aluno: Ele foi santo?
Novamente a partícipe busca esclarecer.
Le - Não... Não são santos: eles foram beatificados. Há uma diferença entre os santos e beatos. Um Santo deve ser honrado nas celebrações realizadas por toda a Igreja. Um beato pode ser honrado somente em certos lugares. Então... O feriado estadual do dia 3 de outubro é um feriado católico... Uma homenagem aos mortos durante dois massacres. Um ocorrido na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú, no município de Canguaretama, e o outro na Comunidade Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante. Foram muitos mortos que morreram sem reagir... Gente, é importante perceber que esse feriado é uma homenagem aos católicos...
Durante o processo de leitura e discussão do texto podemos destacar a preocupação da partícipe em buscar os conhecimentos prévios dos alunos, questionando sobre o que já sabem, mesmo não havendo como é possível notar, um aprofundamento maior do conteúdo estudado. As questões ficaram na superficialidade. Por exemplo, a partícipe poderia ter trazido a outra versão que existe para esses acontecimentos, o que permitiria aos alunos uma comparação crítica possibilitando a elaboração das suas ideias a respeito do massacre.
A turma se mostrou o tempo todo participativa, respeitando, na maioria das vezes, o turno da fala um dos outros, mesmo assim, em alguns momentos ficou bastante barulhenta. As conversas paralelas e brincadeiras atrapalhavam a concentração. Afinal, a atenção concentrada é fundamental para que o aprendizado realmente ocorra. A desconcentração provoca dispersão, mas a partícipe buscava sempre trazer os alunos de volta a discussão, inclusive, cobrando dos que estavam calados e estavam sem falar a respeito do que estava sendo discutido.
Em diversos momentos a partícipe demonstra a colaboração acrítica técnica, pois se centra nas questões teóricas sem avançar na preocupação com as dúvidas levantadas, o que no nosso entendimento contribuiria para o alargamento dos conhecimentos e aprendizagens. Percebemos também não haver interação entre os próprios alunos. Cada aluno fazia a sua pergunta, mas não interferia, nem ajudava na busca de respostas do colega. Nessa primeira aula predominou ações repetitivas, a professora não soube aproveitar a situação para criar um espaço de reflexão nem possibilitar a busca das respostas por parte dos alunos.
Podemos dizer que Le efetivou uma reflexão técnica, uma vez que as perguntas na maioria das vezes estavam centradas no conteúdo do texto propriamente dito e nem
possibilitou aos alunos se manifestarem e irem além do que estava posto no texto, perdendo a oportunidade de ter aprofundado a questão, dando condição para novos questionamentos e ao surgimento de novos conhecimentos.
Ferreira (2009, p. 22), afirma:
[...] os alunos chegam à escola com uma variedade de experiências. A partir dessas experiências é que formam as representações, concepções e conceitos através dos quais olham de si mesmos, para a vida e para o mundo em que vivem, ajudando-os a explicar e interpretar o que acontece consigo mesmos, com os outros e no seu entorno.
Assim, a partir do que já conhece das suas experiências, o professor pode fazer novas provocações e incitações possibilitando novas elaborações e formas de ver a si e o outro. Questionar, confrontar e refletir sobre a história do nosso Estado é uma forma de descobrirmos a nós mesmos. A partícipe Le poderia ter construído situações de aprendizagem para que os alunos pudessem refletir mais efetivamente sobre as circunstâncias históricas e sociais dos massacres e as consequências disso na nossa vida, indo além do contexto da sala de aula. Como isso não ocorreu à reflexão continuou técnica.
Dando prosseguimento a nossa investigação realizamos a 2ª observação no 26/07/2011. A turma estava organizada em círculo, a professora havia planejado uma aula de língua portuguesa, que tinha como objetivo construir um texto reescrevendo a história “Um herói fanfarrão e sua mãe valente”. Diferentemente da primeira, em que os alunos discutiram sobre a história do Rio Grande do Norte, especificamente, “Os Massacres do Cunhaú e Uruaçu”. Nessa aula, a participe leu um popular conto finlandês chamado “Um herói fanfarrão e sua mãe bem valente”, que narrava à história de um guerreiro e bonito cantor. Um dia, sua mulher quebra um acordo que tinham, e ele resolve procurar outra noiva na Lapônia.
A aula é iniciada por Le como vemos no extrait a seguir:
Le - Oi pessoal, hoje vou começar a aula contando uma história pra vocês: “Um herói fanfarrão e sua mãe bem valente”. O que vocês acham que é contado nessa história, Um herói fanfarrão e sua mãe bem valente?
Um dos alunos com uma certa grosseria na voz, responde: A - Sei lá...
A professora então apresenta a capa do livro contendo gravuras de um cavaleiro com espadas e repete a mesma pergunta:
Le - Alguém tem uma ideia do que vou ler nessa história? L - Não... É que os dois plantavam alguma coisa... Outro aluno: Não tenho nem ideia...
A partícipe novamente repete:
Le - Alguém tem ideia do que vou ler aqui? Gostaria que as meninas participassem também, porque as meninas aqui gostam de participar da aula e só tem uma menina prestando atenção... Assim que as meninas participarem da aula eu começo...
Os meninos começam a ficar eufóricos e a mexer com as meninas: N - É Professora... Viu? Meninas não têm nem palpite...
Outro aluno: acho que o herói é atrapalhado. Uma das meninas então se manifesta: V - eu já li esse livro. Mas não vou dizer não. Outra aluna: a professora da sala de leitura já leu...
Após esse momento, a partícipe então se pronuncia e inicia a história:
Le - Bom já que ninguém tem ideia eu vou ler. Nas terras geladas da Finlândia lá no norte, bem no norte, no caminho do norte mais norte de todos, que é um cone no meio das paisagens lindas e em uma lenda muito diferente conta que viveu há muitos e muitos anos um herói galante e valente chamado Aquiles, grande guerreiro magro, poderoso e bonito cantor. O que vocês acham dessa história? Todo esse cenário? Depois de muitas de muitas aventuras tinha conquistado e fugido com uma moça bonita de uma família de outro lugar e se casado com ela e tinha feito um trato: ele não iria mais se meter em brigas e guerras, e ela não iria a aldeia dançar e se divertir. Mas um dia ele foi