4. DET DIALOGISKE PERSPEKTIVET SOM EIN TILNÆRMINGSMÅTE TIL INKLUDERING
4.3. Språk, læring og kommunikasjon i eit dialogisk perspektiv
A presente investigação emerge de um projeto de investigação mais lato e abrangente, desenvolvido e sob a responsabilidade das docentes: Doutora Rute Meneses e Doutora Isabel Silva, sobre a adaptação psicossocial do estudante ao Ensino Superior. Assim sendo, e como este estudo incorpora uma investigação mais ampla, já havia sido solicitado e concedido às docentes todas as autorizações necessárias tanto por parte dos autores para a utilização e administração dos instrumentos, como por parte da Comissão de Ética da Universidade Fernando Pessoa para a realização da investigação.
A seleção dos participantes foi efetuada por conveniência e de acordo com a flexibilidade de horário do investigador e dos docentes. Nesse sentido, contactou-se os professores responsáveis pelas turmas, através de correio eletrónico, no sentido de autorizarem a recolha dos dados e de indicarem um dia, e uma hora, que considerassem mais adequada e que não implicasse a alteração das atividades letivas planificadas por estes, dando-se, também, aos mesmos a hipótese de declinar o pedido.
Após as autorizações dadas pelos docentes, o investigador deu preferência às unidades curriculares de vertente prática, na lógica de conseguir um maior número de discentes por turma.
Foi durante os meses de Março, Abril e Maio de 2010 que se procedeu à recolha dos dados sobre as vivências académicas, o otimismo e a personalidade, recorrendo-se aos questionários: QVA-r, LOT-R e NEO-FFI-20. Para além destes instrumentos, o protocolo apresentava, ainda, um questionário de caraterização sociodemográfica e académica que tinha como objetivo facultar ao investigador dados relacionados
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especificamente com as características pessoais, sociodemográficas e académicas dos participantes.
A administração dos questionários foi realizada em contexto de sala de aula, em regime presencial, e em contacto direto com os alunos, no sentido de explicar e informar os mesmos relativamente aos objetivos da investigação, à importância da sua colaboração, bem como esclarecer as dúvidas que estes pudessem apresentar aquando do preenchimentos dos questionários e do consentimento informado, apesar de todo o protocolo ser de autopreenchimento.
Também, é da responsabilidade dos investigadores que conduzem a investigação garantir e privilegiar os princípios e os códigos de ética, nomeadamente, os princípios da Beneficência – “Fazer o bem” para o próprio e para a sociedade; da Avaliação da Maleficência – “Não causar dano”, ou seja, avaliar os riscos possíveis e previsíveis; da Fidelidade – “estabelecer confiança” entre o investigador e o respondente; da Justiça – “Proceder com equidade” que implica imparcialidade e neutralidade por parte do investigador; da Veracidade – “Dizer a verdade” é informar dos riscos e dos benefícios, tendo o participante direito a participar livremente, bem como desistir; da Confidencialidade – “salvaguardar” o direito à informação pessoal reunida ao longo do estudo; e do Anonimato “garantir” a proteção da informação (Almeida, & Freire, 2008; Nunes, 2012).
Assim, e após a apresentação dos objetivos da investigação e explicada a importância da colaboração dos estudantes neste estudo, bem como prestados outros esclarecimentos (acerca da garantia da confidencialidade e do anonimato das respostas dadas), os alunos tinham o direito de participar livremente, ou de declinar, e mesmo de abandonar a sua participação em qualquer circunstância sem qualquer espécie de represálias ou penalizações, mesmo após terem dado o seu consentimento inicial.
Posteriormente foi entregue uma declaração que visava a obtenção do consentimento informado por parte dos participantes (cf. Anexo 1). Os estudantes que deram o seu consentimento informado responderem ao protocolo de forma individual, tendo sido o tempo médio de resposta aproximadamente de vinte minutos.
O método adotado para a seleção da amostragem adveio de dois cuidados centrais. Primeiro, conseguir uma amostra que retratasse o melhor possível as distintas características pessoais e da situação de vida da população que se pretendia estudar (estudantes universitários a frequentar o primeiro ciclo do Ensino Superior); e, em
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segundo lugar, igualar a relação custo-benefício nos procedimentos de recolha de dados, embora se tratasse de uma pesquisa exploratória de reduzida dimensão. Optou-se pela utilização de métodos não probabilísticos para a escolha dos intervenientes, dado que estes tinham que frequentar o primeiro ciclo de estudos na Universidade Fernando Pessoa e participar voluntariamente.
O processamento da informação e a análise estatística dos dados foram efetivados com recurso à versão 21 do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), garantindo, assim, através da codificação das respostas, a confidencialidade e anonimato dos inquiridos.
Na análise estatística dos dados foram utilizadas os seguintes testes de medida: Teste t – Student: aplicado quando se pretende comparar as médias de variáveis quantitativas em dois grupos diferentes de sujeitos e nos quais são desconhecidas as variâncias populacionais (Pestana, & Gageiro, 2008).
Teste de Mann-Whitney: alternativo ao teste t para amostras independentes realizado para grupos com menos de 30 elementos (Pestana, & Gageiro, 2008). É um teste não-paramétrico adequado para comparar as funções de distribuição de pelo menos uma variável ordinal medida em duas amostras independentes (Marôco, 2010).
One-Way Anova: uma extensão do teste t – Student, usado na comparação de duas ou mais médias de variáveis independentes, e que avalia o efeito de um fator na variável endógena, testando se as médias da variável endógena em cada categoria do fator são ou não iguais entre si (Pestana, & Gageiro, 2008). No presente estudo, para se testar a igualdade de mais de duas médias recorreu-se aos testes Post-hoc, nomeadamente ao teste de Scheffé, dado que permitem saber quais as médias que se diferenciam entre si (Pestana & Gageiro, 2008).
Coeficiente de correlação de Pearson (r): consiste numa medida de associação linear entre variáveis quantitativas e varia entre -1 e +1 (Pestana, & Gageiro, 2008). Um coeficiente igual a +1 significa que as duas variáveis têm uma correlação perfeita, desta forma, quando uma aumenta a outra aumenta em média num valor proporcional. Quando o coeficiente de correlação é igual a -1significa que existe uma correlação linear negativa perfeita entre ambas. Quando o coeficiente é igual a zero significa que não existe relação linear entre as variáveis (Pestana, & Gageiro, 2008). Sabe-se ainda que um coeficiente de correlação menor que 0,2 representa uma associação linear muito
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baixa, entre 0,2 e 0,39, baixa, entre 0,4 e 0,69, moderada, entre 0,7 e 0,89 alta e por fim entre 0,9 e 1, muito alta (Pestana, & Gageiro, 2008).
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