7 Symbolske grenser i The League of legends
7.1 Spillepreferanser og posisjonering i gruppen
O termo “responsabilidade social” tem merecido interpretações as mais diversas, sem, contudo, levar à consolidação de um conceito unitário, vez que se apresenta como um fenômeno multifacetado, uma mistura de idéias, conceitos e práticas.
De acordo com Duarte e Dias (apud ASHLEY et al., 2002, p. 5), a responsabilidade social:
para alguns, representa a idéia de responsabilidade ou obrigação legal; para outros é um dever fiduciário que impõe às empresas padrões mais altos de comportamento que os do cidadão médio. Há os que a traduzem, de acordo com o avanço das discussões, como prática social, papel social e função social. Outros a vêem associada ao comportamento eticamente responsável ou a uma contribuição caridosa. Há ainda os que acham que seu significado transmitido é ser responsável por, ou socialmente consciente, e os que a associam a um simples sinônimo de legitimidade ou a um antônimo de socialmente irresponsável ou não responsável.
O fato é que a responsabilidade social abre um campo muito vasto para a investigação e o diálogo multidisciplinar, de modo que as interpretações que lhe são emprestadas variam segundo o aspecto que cada ramo da ciência geralmente enfatiza em sua análise e observação.
Assim é que, do ponto de vista da Filosofia, a responsabilidade social é definida como “a possibilidade de prever os efeitos do próprio comportamento e de corrigir o mesmo comportamento com base em tal previsão”, sendo que “o primeiro significado do termo foi o político, em expressões como “governo responsável” ou “responsabilidade do governo”, que exprimiam o caráter pelo qual o governo constitucional age sob o controle dos cidadãos e em função deste controle (ABBAGNANO, apud ASHLEY et al, 2002, p. 6)
Já as Ciências Sociais, conforme Biroui (apud ASHLEY et al, 2002, p. 6), a define como sendo “a responsabilidade daquele que é chamado a responder pelos seus atos face à sociedade ou à opinião pública [...], na medida em que tais atos assumam dimensões ou conseqüências sociais”.
Para Jaramillo e Ángel (apud ASHLEY et al., 2002, p. 7), “responsabilidade social pode ser também o compromisso que a empresa assume com o desenvolvimento, bem-estar e melhoramento da qualidade de vida dos empregados, suas famílias e da comunidade em geral”.
Para o Direito, a responsabilidade social se identifica com a chamada “função social da empresa” que, por sua vez, é interpretada como uma derivação da função social da propriedade, um dos princípios da ordem econômica previsto no art. 170, inciso III, da Constituição Federal de 1988: “A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: [...] III – função social da propriedade”.
Como se vê, o espectro da responsabilidade social é muito amplo, e impõe às organizações a adoção de condutas e ações aparentemente incompatíveis com os paradigmas tradicionais de mercado e os modelos de ganho de capital, criando um valor paralelo que vai assumindo uma importância crescente: o valor solidário.
Essa transição para a solidariedade não tem se mostrado uma tarefa fácil, justamente porque demanda a ruptura com esses paradigmas tradicionais de produção e gestão, e a remodelação do perfil organizacional das empresas.
Segundo Srour (apud PEREIRA; REZENDE PINTO, 2004, p. 155) a
responsabilidade social dobra-se a múltiplas exigências: relações de parceria entre clientes e fornecedores, produção com qualidade ou adequação ao uso com plena satisfação dos usuários, contribuições para o desenvolvimento da comunidade, investimentos em pesquisa tecnológica, conservação do meio ambiente mediante intervenções não predatórias, participação dos trabalhadores nos resultados e nas decisões da empresa, respeito ao direito dos cidadãos, não discriminação dos gêneros, raças, idades, etnias, religiões, ocupações, preferências sexuais, investimentos em segurança do trabalho e em desenvolvimento profissional.
Com efeito, agir com responsabilidade social impõe uma série de novos parâmetros para a atividade empresarial, como, por exemplo, produzir sem depredar o meio ambiente,
manter relacionamento ético com os fornecedores e consumidores, investir em segurança do trabalho e desenvolvimento profissional dos empregados, respeitar as diferenças de raça, gênero, religião, enfim, contribuir efetivamente para o desenvolvimento da comunidade,
Uma mostra das dificuldades na superação dos velhos paradigmas, principalmente do entendimento arraigado de que o papel das empresas é simplesmente o de gerar e distribuir riquezas entre os seus acionistas é a divergência de opiniões entre Milton Friedman, Prêmio Nobel de Economia, e Keith Davis, da Universidade Estadual do Arizona, dois dos maiores economistas do mundo. Para Friedman, (apud ASHLEY et al, 2002), que é acompanhado por Neil Chamberlain e Hanry Manne (apud ASHLEY et al, 2002), a única responsabilidade que a empresa deve perseguir é o lucro, utilizando-se de todos os recursos organizacionais, objetivando o aumento do retorno do capital para os acionistas. A empresa já é considerada socialmente responsável somente por gerar novos empregos, pagar salários justos e melhorar as condições de trabalho, além de contribuir para o bem estar público ao pagar seus impostos. A empresa que desvia seus recursos para ações sociais pode prejudicar sua competitividade.
Na mesma linha de Friedman, outro precursor da corrente contrária à responsabilidade social das empresas é Levitt (apud PEREIRA; REZENDE PINTO, 2004), para quem, no sistema de livre-empresa se supõe que o bem-estar seja automático, e onde não o é torna-se tarefa do governo.
Em oposição a Friedman, Keith, Davis (apud ASHLEY et al, 2002) defende o entendimento de que a empresa impõe à sociedade os custos decorrentes de suas atividades, o que lhe acarreta a responsabilidade direta no sentido de buscar envolver-se nas soluções para os múltiplos problemas que atingem a comunidade. As empresas, visando atender às necessidades dos novos tempos, terão que ampliar seus objetivos, que não mais devem estar restritos aqueles puramente econômicos, levando em consideração outros parceiros e os acionistas
De acordo com Ashley, Coutinho e Tomei (apud PEREIRA; REZENDE PINTO, 2004, p. 154-155), os argumentos a favor da responsabilidade social corporativa partem de autores da área acadêmica intitulada Business and Society, segundo os quais, a responsabilidade social pode ser enquadrada em duas linhas básicas: ética e instrumental.
Os argumentos éticos são derivados dos princípios religiosos e das normas sociais prevalecentes. Considera-se que as empresas e os seus colaboradores deveriam comportar-se de maneira socialmente responsável por ser a ação moralmente correta, ainda que envolva despesas improdutivas para a organização. Já os argumentos na linha instrumental consideram que há uma relação positiva entre o comportamento socialmente responsável e o desenvolvimento econômico da companhia.
Roberto Dunn (apud ASHLEY et al, 2002), presidente do Business for Social Responsibility (BSR), organização norte americana sem fins lucrativos dedicada à divulgação da responsabilidade social nos negócios, propõe uma visão conciliadora, argumentando que ser socialmente responsável é um dos pilares de sustentação dos negócios, tão importante quanto a qualidade, a tecnologia e a capacidade de inovação. Quando a empresa é socialmente responsável, atrai os consumidores e aumenta o potencial de vendas, gerando maiores lucros para os acionistas. Além disso, também é, hoje, um sinal de reputação corporativa e da marca.
Para o Business for Social Responsibility o conceito de empresa socialmente responsável aplica-se às organizações que atuam nos negócios de forma a atingir ou exceder as expectativas éticas, legais e comerciais do ambiente social em que estão inseridas (ASHLEY et al., 2002). O Instituto Ethos (apud MACHADO FILHO, 2004, P.243), corrobora com esse entendimento quando afirma que
A responsabilidade social das empresas tem como principal característica a coerência ética nas práticas e relações com seus diversos públicos, contribuindo para o desenvolvimento contínuo das pessoas, das comunidades e dos relacionamentos entre si e como meio ambiente. Ao adicionar às suas competências básicas a conduta ética e socialmente responsável, as empresas conquistam o respeito das pessoas e das comunidades atingidas por suas atividades, o engajamento de seus colaboradores e a preferência dos consumidores.
Ainda, segundo o Instituto Ethos, as empresas socialmente responsáveis se caracterizam por serem reconhecidas como agentes de nova cultura empresarial e de mudança social; como produtoras de valores para todos (colaboradores, acionistas e comunidade), e serem consideradas diferenciadas e apresentar maior potencial de sucesso e longevidade.
É como se a responsabilidade social gerasse um círculo virtuoso: quanto mais a empresa é bem sucedida, mais cresce sua necessidade de atuação socialmente responsável. Assim, em última análise, a responsabilidade social vem a se configurar como um fator importante para a própria sustentabilidade das organizações.
Carroll (apud PEREIRA; REZENDE PINTO, 2004) aponta quatro faces ou dimensões para a responsabilidade social: econômica, legal, ética e filantrópica. Na figura 1, denominada Pirâmide da Responsabilidade Social, são apresentadas as quatro dimensões propostas pelo autor, e o quadro l contêm os comentários acerca dos significados que ele atribui a cada uma delas.
Filantrópica
Contribuições com recursos para a comunidade, melhoria
da qualidade de vida.
Ética
Obrigações para fazer o que é certo, justo e correto.
Legal
Codificação da sociedade Indicando o que é certo e errado.
Econômica
Base que sustenta todas as demais responsabilidades.
Figura 1: Pirâmide da Responsabilidade Social.
QUADRO 1 – SIGNIFICADO DAS QUATRO DIMENSÕES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL SEGUNDO CARROLL EM 1991
Dimensões Significado
Econômica A dimensão econômica incluiria as obrigações da empresa em ser produtiva, lucrativa e atender às expectativas dos acionistas de obter retorno sobre o investimento. Todos os outros papéis dos negócios são atributos derivados desse pressuposto fundamental.
Legal A dimensão legal requer que o negócio acrescente à sua missão econômica o respeito às leis e aos regulamentos. A sociedade espera que os negócios ofereçam produtos dentro das normas de segurança e obedeçam a regulamentações governamentais.
Ética A dimensão ética leva em consideração princípios e padrões que definem a conduta aceitável determinada por público, órgãos regulamentadores, grupos privados interessados, concorrentes e a própria organização. A tomada de decisões deve ser feita considerando-se as conseqüências de suas ações, honrando o direito dos outros, cumprindo deveres e evitando prejudicar terceiros.
Filantrópica A dimensão filantrópica prevê que o negócio deve estar envolvido com a melhoria da sociedade por meio das responsabilidades legal, ética e econômica, bem como com a adoção de práticas filantrópicas.
A dimensão filantrópica prevê atividades que são guiadas pelo desejo dos negócios em se engajar em papéis sociais não legalmente obrigatórios, mas que estão se tornando cada vez mais estratégicos.
Fonte: Carroll em 1991; Maignan e Ferrell em 2001; Ferrell et al. em 2000 (apud PEREIRA; REZENDE PINTO, 2004, p. 155).
Mais tarde, em 1998, Carroll reviu essas quatro dimensões, ressaltando que elas não existem separadas ou isoladamente umas das outras eestão intimamente relacionadas, embora freqüentemente em conflito. O conjunto dessas dimensões é que revela o significado da responsabilidade social (PEREIRA; REZENDE PINTO, 2004).
Os autores clássicos da área social, como Howard Bowen entendem que existem cinco tipos de público beneficiado com a responsabilidade social: funcionários, clientes, fornecedores, competidores e outros com os quais a empresa mantenha relações comerciais. Peter Blau e W. Richard Scott (apud ASHLEY et al., 2002) afirmam que, dentre todas essas categorias, a empresa deveria escolher apenas uma categoria, que seria a principal e se consubstanciaria na missão da organização, enquanto as outras representariam apenas despesas.
Já para os autores contemporâneos, a responsabilidade social contempla o público interno e externo, além de investimento na preservação ambiental, mas não necessariamente privilegiando uma categoria em particular. A responsabilidade social pode ser conceituada através de sete vetores: apoio ao desenvolvimento da comunidade na qual atua; preservação do meio ambiente; investimento no bem-estar dos funcionários e dependentes e em ambiente de trabalho agradável; comunicações transparentes; retorno aos acionistas; sinergia com os parceiros e satisfação dos clientes e consumidores (MELO NETO; FROES, 1999).
A manifestação da responsabilidade social também pode ser entendida como relacionada a um processo de evolução de atuação das empresas. Depois de começarem com a filantropia pura e atribuírem a alguns setores – como o de Recursos Humanos – a responsabilidade pelo comportamento ético e social da companhia e seus funcionários, as empresas passaram a repensar sua função e seus procedimentos, implementando mudanças conceituais e agindo de forma socialmente responsável, seja sozinha ou em parceria com Organizações Não Governamentais (ONGs) ou com o governo (ASHLEY et al., 2002).
Na seqüência, observa-se como se deu essa evolução da responsabilidade social, no Brasil e no mundo.