• No results found

Spesielt om finmasket varegrind

In document Skien kommune, Telemar k fylke (sider 33-44)

4.2 Tiltak for nedvandring

4.2.3 Spesielt om finmasket varegrind

Na caminhada de educador e pesquisador, cidadão e agente, na busca do cultivo de uma educação escolar mais atuante e nesta fase da pesquisa que embasa esta dissertação, surge a preocupação de discutir e analisar os dados fornecidos pelos sujeitos envolvidos na PP as respostas que fluem com os dados, no contexto da mesma.

Está claro que a análise dos dados, numa pesquisa-ação, não significa espaço único, mas a culminância de um processo que já se iniciou com a própria ação dos envolvidos, a partir das discussões iniciais sobre o tema/problema da pesquisa.

Neste processo, como lembrou Freire mais intensa, curiosa, crítica, foi e

56

54

vai se instaurando. É na intencionalidade do projeto do desenvolvimento da escola. Depositando como prioridade e importância de um trabalho continuado, que se funda a idéia de inconclusão. Freire57 afirma que essa consciência de inclusão torna os educadores mais fortalecidos, pois nesse movimento permanente de procura, se alicerça, por sua vez, a esperança e exercita tanto mais e melhor capacidade de aprender e de ensinar como sujeitos e como puros objetos do processo em que nos envolvemos.

Teoria e prática, ação-relexão-ação, intencionalidade, participação coletiva, democratização do ensino, autonomia são dimensões que fluem como essenciais na estruturação do PP.

A responsabilidade demonstrada nos estudos que se sucederam no interior da escola, revelou-se produtiva, estabelecendo como meta principal, o despertar para uma reflexão critica, na e sobre a prática escolar.

Ainda sobre essas questões, Freire58 afirma:

É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas cronológico. O velho que preserva a sua validade ou quem encarna uma tradição ou uma presença no tempo continua novo.

Esta afirmação leva a aprofundar a reflexão como perspectiva de um fazer o PP como um projeto que não traduz inovação por inovação (grifo meu), mas foi buscando em suas raízes a motivação básica para inovar.

Amparada vida de mundo que vai apontando novas trilhas paradigmáticas, a escola não pode ficar estanque da sociedade.

57

Freire. op. cit.p. 58.

58

Há tempo evidencia-se a emergência de uma nova e significativa proposta de escola, mais autêntica, coerente, preocupada com a dimensão sócio-político- cultural vivido pela clientela que a integra.

Procura-se estabelecer articulações e relações entre os dados e os referenciais teóricos pesquisados, na busca de respostas ás questões iniciais da Pesquisa, aos seus objetivos.

As situações problemas que ocorrem na dinâmica de sala de aula e as atividades que envolvem a escola e a comunidade vão apontando novas dimensões/características do trabalho como um todo. E a reflexão, como pesquisador, educador, criticamente vai se consubstancianciando. O olhar para o tema/problema que gerou a pesquisa torna-se mais desafiante.

Preocupo-me, especialmente, com a relação entre a teoria e a prática, considerada base de apoio fundamental no desenvolvimento e na análise desta pesquisa.

Movido por esse pesquisar e refletir, este estudo encontrou em Minayo59, novas orientações e esclarecimentos auxiliares: “o produto final da análise de uma pesquisa, por mais brilhante que seja, deve ser sempre encarada de forma provisória e aproximativa”.

59

56

Assim, cada vez mais impregnado do tema/problema, aumentou o estímulo para que fossem tecidas considerações e reflexões, embora ainda, em princípios.

Tenho clareza de que a PP como essência, se constitui uma busca, uma caminhada que não se encerra com um documento escrito e este documento é tentado á colocar em prática através do PDE.

Desta forma, alguns pontos precisam ser resgatados dos momentos trabalhados no desenvolvimento da pesquisa e que trouxeram maiores preocupações e angústia.

Um deles, a autonomia da escola, tão desejada e pretendida, destaque nas reflexões é apresentada como força imprescindível para as administrações escolares e, precisa ser buscada com sabedoria.

Essa autonomia para Minayo60, se conquista pela competência em duplo sentido: técnica e política. Implica em outorga e conquista que se obterem pela competência técnica e pelo compromisso profissional.

É importante ressaltar ainda, que a elaboração do PDE encontrou respaldo na interação do grupo envolvido nessa conquista. O quanto mais o grupo estiver envolvido e coeso em função dos objetivos traçados, melhores condições terá de executar com sucesso o seu projeto de desenvolvimento de escola.

Por outro lado, reforça Tamarati61, ela (escola) concebe sua proposta pedagógica ou um projeto da escola e tem autonomia para executá-lo e avaliá-lo ao assumir uma nova atitude de liderança, no sentido de refletir sobre as finalidades sociopolíticas e culturais da escola.

60

Minayo. op. cit.p.48.

61

Tamarat,José.Educar o soberano: ao iluminismo pedagógico de ontem e de hoje.p.58.São Paulo:Cortez,1996.

No caso deste estudo, por se tratar de escola da rede pública, houve a autonomia da gestão como facilitadora das diversas situações que exigiram tomadas de decisões e melhoria e atualização do processo escolar e envolvimento com a sociedade.

A força e a competência, o envolvimento e o compromisso dos profissionais da escola, foram observados nas ações do dia-a-dia como destaques no decorrer da pesquisa.

Persiste, de outra maneira, porém com a mesma importância, a preocupação coma participação dos pais dos alunos nas atividades e decisões da escola, com o corpo diretivo, técnico e docente.

Essa questão, no enfoque de Fonseca62, traz à tona a grande dificuldade das escolas, na sua maioria e, especificamente, desta, em analisar e decidir, com as famílias, situações técnico-pedagógicas, de interesse de ambas:

O projeto pedagógico deve assegurar a presença das famílias, para refletir sobre o processo educativo, sugerindo, indicando caminhos, questionando, participando da gestão democrática da Escola.

...reinventar a democracia na Escola parece-nos a melhor forma de promover a cidadania (individual e coletiva) e esta implica contaminar com o político, todos os domínios da interação social.

Deve, portanto, a escola estar comprometida politicamente, a ponto de ser capaz de interpretar as carências reveladas pela sociedade, direcionando suas possibilidades para respostas a essas demandas sociais.

O entendimento de que fica evidenciando, nesta etapa da pesquisa é o de que a educação escolar é dialeticamente reprodução da sociedade e ao mesmo tempo precisa ser instrumento de transformação da vida social, se agir

62

58

competentemente, servindo de modelo.

A escola tem consciência de que, na medida em que a comunidade onde está inserida apropriar-se de conhecimentos úteis e atualizados, de valores, atitudes e modos de agir, será capaz de transformar a sua realidade por si própria.

A pesquisa não termina por ter sido analisada e registrada, ela é um passo, um estudo, uma realidade a ser pensada.

O projeto nela trabalhado é ser concebido como um instrumento norteador das atividades exigidas no funcionamento da escola, ao mesmo tempo de controle e de aprendizagem, Está atrelando a múltiplos mecanismos e estratégias que provém de vários centros de decisões e de diferentes atores.

A coordenação e liderança seguras, competentes e criativas incentivaram a participar do grupo lá atuante e unificaram as ações docentes, favorecendo o crescimento da escola.

Os momentos de envolvimento na pesquisa, dirigidos para o tema/problema: projeto pedagógico da teoria à prática, implicou, obviamente, na capacidade de desenvolver competência técnica, política e humana nos profissionais, e também de trabalhar com um projeto que seja aplicável e mais que isso, viável.

A reflexão constante que se sucedeu durante a pesquisa, objetivamente em função do projeto da escola, me animam a polemizar ainda mais, nas palavras de Vasconcellos o projeto se destrói no momento da sua realização. Cessa de existir como tal. É uma materialização da intenção.

A escola tem nas mãos com o projeto, as diretrizes da sua caminhada rumo ao futuro, às novas idéias e às presenças novas nos seus espaços de atuação. Livre para criar e fazer educação, porém, ao mesmo tempo trabalhando com participantes que agora a ela se integram como exigência atual – a comunidade escolar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL, Constituição da República Federativa do18 ed. Atualizada e ampliada. São Paulo: Saraiva, 1998.

BRASIL, Secretária de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais : terceiro e quarto ciclo do ensino fundamental : Brasília: MEC / SEF, 1998 .

BRASIL, LEI DE DIRETRIZES E BASE DA EDUCAÇÃP NACIONAL. Lei n 9.394. 1996.

BREJON, Moysés ( org. ) Estrutura e Funcionamento do ensino de 1 e 2 graus : Leituras. 14 ed. São Paulo: Pioneira , 1982 .

DEMO, Pedro. Educar pela Pesquisa. São Paulo: Autores Associados, 1996.

__________. Cidadania Tutelada e cidadania assistida.São Paulo: Autores associadas,2000.

ESPÌRITO SANTO, Ruy Cezar do. Desafios na Formação do Educador: retomando o ato de Educar. Campinas: Papirus, 2002.

FERREIRA, Naura Syria Carapeto. Gestão Democrática da Educação para uma Formação Humana. Revista Em Aberto: gestão escolar e formação de gestores. Brasília, v. 17, p. 167-176, fev./jun. 2000.

FONSECA, Marília (Org). As Dimensões do Projeto Político Pedagógico. São Paulo: Papirus, 2001.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. 21. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.

__________. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

GADOTTI, Moacir. Projeto Político Pedagógico. Educação em Revista, Porto Alegre, Ano III, n. 13, p. 15-30, 1998.

60

GANDIN, Danilo; GANDIN, Luís Armando. Temas para um Projeto Político Pedagógico. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 1999.

___________. A Prática do Planejamento Participativo. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 1999.

___________. Planejamento Como Prática Educativa. 11. ed. São Paulo: Loyola, 2000.

HARGREAVES, Andy. Aprendendo a Mudar: o ensino para além dos conteúdos e da padronização. Porto Alegra: Artmed, 2002.

LIMA, Sueli Azevedo de S. Da C. Gestão da Escola: uma construção coletiva. In: CASTRO, Marta Luz Sisson (Org) et alii. Sistemas e Instituições: repensando a teoria na prática. Porto Alegre: EDIPUCRS, p. 151-165, 1997.

LUCK, Heloísa et al. A escola participativa: o trabalho do gestor escolar. 4ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.

MADEIRA, Margot Campos; MADEIRA, Vicente de Paulo Carvalho. Representações Sociais do Administrador Escolar. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação RBPAE. São Bernardo do Campo: v. 18, n. 2. p. 203-214, 2002.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. (Org) Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 16 ed. Petrópolis: Vozes, 1994.

MORGAN, Garrenh. Imagens da Organização. São Paulo: Atlas, 1996.

MOTTA, Paulo de. Direito Educacional e Educação no Século XXI: com comentário á nova Lei de Diretrizes e Bases da educação Nacional. Brasília:UNESCO, 1997.

PADILHA, Paulo Roberto. Planejamento Dialógico: como construir o projeto político pedagógico da escola. São Paulo: Cortez.

PERRENOUD, Philippe. Construir as Competências desde a escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

PETTAT, André. Produção da Escola Produção da Sociedade: análise sócio- histórica de alguns momentos decisivos da evolução escolar no ocidente.

Trad. Eunice grusman. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

SANTA CATARINA (ESTADO). Conselho Estadual de Educação. Resolução n. 17, de 13 de abril de 1999. Estabelece diretrizes para elaboração do projeto político pedagógico das Escolas de Educação Básica e Profissional do Sistema de Educação de Santa Catarina. Florianópolis, 1999.

SANTA CATARINA (ESTADO). Decreto Estadual n. 3.735, de 17 de dezembro de 1946. Regulamento para os estabelecidos de ensino primário no estado de Santa Catarina. Florianópolis, 1946.

SANTA CATARINA (ESTADO). Decreto Estadual n. 3o. 436, de 30 de setembro de 1986. Regulamenta o Artigo 28 da Lei n° 6.320 de 20 de dezembro de 1983 que dispõe sobre estabelecimentos de ensino – construções escolares. Florianópolis, 1986.

SANTA CATARINA (ESTADO). Lei complementar n° 170, de 07 de agosto de 1998. Lei do Sistema Estadual de Ensino de Santa Catarina. Florianópolis, 1998.

TAMARAT, José. Educar o soberado: crítica ao iluminismo pedagógico de ontem e de hoje. São Paulo; Cortez: Instituto Paulo Freire,1996.

THIOLLENT, Michel. Metodologia da Pesquisa-ação. 3, ed. São Paulo: Cortez, 1986

VASCONCELLOS. Celso dos S. Planejamento: plano de ensino-apredizagem e projeto educativo. São Paulo: Cortez, 1997.

VEIGA, Ilma Passos. Projeto político pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas: Papirus, 1995.

In document Skien kommune, Telemar k fylke (sider 33-44)