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Spesielle utfordringer i det reineierbaserte reiselivet

In document Landbruksbasert reiseliv i Norge (sider 41-45)

A Food and Drug Administration (FDA) aprovou a THS à base de estrogénios para a prevenção da osteoporoseassociada à menopausa, demonstrando de facto que a osteoporose é uma doença estrogénio-dependente (64).

4.3 | IMPACTO DA MENOPAUSA NA QUALIDADE DE VIDA E SAÚDE DA MULHER

De modo a facilitar a compreensão e a leitura, a palavra “menopausa” será empregue daqui para a frente para designar a extensão que compreende as etapas de transição menopáusica e pós-menopausa citados segundo o sistema de classificação assente nos critérios STRAW +10.

A menopausa, apesar de não ser considerada uma doença, está associada a um conjunto de sinais e sintomas que de certa forma comprometem a qualidade de vida e a saúde da mulher. A falta de informação acessível a respeito das várias etapas e da sintomatologia da menopausa gera ideias erradas a seu respeito, contribuindo para desenvolver alguma insegurança por parte destas mulheres quando atingem esta fase das suas vidas, seja pelo medo de adoecer ou pela maior consciência do processo de envelhecimento. Muitas mulheres acreditam ainda que, após a chegada da menopausa, se venham a sentir incompetentes e incapazes de desempenhar normalmente as suas atividades ou empreenderem-se em novos projetos de vida. O evento da menopausa pode ser vivenciado por algumas mulheres como a paralisação do próprio fluxo vital. Se insatisfeitas e desmotivadas, podem colocar em dúvida tudo o que têm feito, com a

desorganizou, que a vida é um caos. Muitas referem uma “sensação de tragédia iminente”. As próprias mudanças corporais previstas podem ter impacto na auto-imagem feminina e potencializar também um sofrer psíquico, segundo a visão de cada sociedade a respeito da mulher mais velha (5).

As alterações hormonais próprias da menopausa associadas à desvalorização estética do corpo e a toda a sintomatologia de intensidade variável podem, porventura, aparecer no limite como sofrimento depressivo. No entanto, estas manifestações não deveriam ser tratadas necessariamente com medicação psicoativa, mas entendidas como parte do complexo processo de revisão da vida. Cabe verificar se os episódios de tristeza ou sintomas depressivos estão associados à história prévia de depressão, ao pouco suporte psicossocial na maturidade ou ao possível desconforto físico e emocional, associados aos sintomas da menopausa (5).

Por outro lado, esta fase da vida pode ser encarada, para muitas, como um tempo de realização de sonhos adiados (5).

Em suma, a menopausa é uma etapa inevitável do envelhecimento feminino que não pode ser encarada como a chegada do fim da vida. Todas estas alterações exigem adaptações físicas, psicológicas e emocionais. No geral, esta fase é acompanhada de perdas e ganhos, altos e baixos, novas liberdades, novas limitações e possibilidades para as mulheres (5).

4.4 | UMA NOVA VISÃO SOBRE A MENOPAUSA – Terapêutica Hormonal de Substituição ou Suplementos Alimentares

Para algumas mulheres menopáusicas muitas das mudanças associadas a esta fase da vida acabam por desaparecer ao longo do tempo, no entanto, existem muitas outras para as quais a sintomatologia da menopausa acaba por degradar significativamente a sua qualidade de vida. Estas últimas encaram a THS como uma “lufada de ar fresco” e como um novo rumo para as suas vidas, uma vez que o tratamento acaba por resolver muitos dos sintomas inerentes à menopausa. Diante de toda a sintomatologia e riscos que a falta de estrogénios pode acarretar, parece que não restam muitas dúvidas sobre a necessidade de aplicação da THS. Se a hormona estrogénio está em falta na menopausa, nada mais lógico, para os defensores da THS, que a base do tratamento seja a sua reposição (7).

A THS é atualmente a terapêutica mais eficaz na resolução de muitos dos aspetos sintomáticos subjacentes a esta fase da vida da mulher, no entanto, nem todas podem usufruir dos seus benefícios (8). A THS é contraindicada a mulheres com perdas hemáticas vaginais, com cancro de mama ou cancro do útero, nas portadoras de coagulopatias ou com antecedentes

de tromboembolismo, na patologia cardíaca, com antecedentes de Acidente Vascular Cerebral (AVC), na doença hepática e a mulheres que desenvolvem reações alérgicas ao medicamento hormonal (7,8). Mesmo para as mulheres cuja terapêutica hormonal se encontra indicada, muitas são confrontadas com os inúmeros efeitos colaterais. Os medicamentos hormonais podem aumentar a probabilidade de coágulos sanguíneos, ataques cardíacos, derrames e cancro da mama. Para mulheres com idade igual ou superior a 65 anos, estes medicamentos podem aumentar a probabilidade de vir a desenvolver demência. Para a mulher que ainda mantém o seu útero, a toma de medicamentos apenas com estrogénio aumenta a probabilidade de vir a contrair cancro endometrial. Adicionar progesterona reduz esse risco (8). Apesar de a THS estar indicada na prevenção da osteoporose, esta não apresenta ação cardioprotetora, nomeadamente na prevenção de eventos cardíacos ou AVC. A FDA adianta ainda que é errado pensar que esta terapêutica evita a perda de memória ou a doença de Alzheimer, bem como confere ação protetora contra o envelhecimento e as rugas ou aumenta o desejo sexual. Como todos os medicamentos, esta terapêutica hormonal tem riscos e benefícios. Por todas estas razões, a THS deve ser individualizada para cada mulher e usada na menor dose possível e pelo menor tempo possível para a resolução dos sintomas (7).

Em 2013, a FDA aprovou um novo medicamento,Brisdelle (paroxetina), desta vez de origem não-hormonal, para o tratamento de sintomas vasomotores associados à menopausa. Contudo, uma série de efeitos secundários e advertências são também impostas a esta terapia (73).

Apesar de constituir uma etapa normal do ciclo biológico da mulher, da mesma forma que a adolescência, e não uma doença que incapacita ou a limita para a vida, verifica-se um uso irracional de medicamentos. Esta é, talvez, uma das razões pelas quais a terapia hormonal constitui assunto de grande controvérsia (5).

Dada toda esta envolvência e a complexidade de riscos e contraindicações associadas à THS e terapia não-hormonal, muitas mulheres optam hoje pela medicina alternativa com recurso a suplementos, visto serem popularmente classificados como formulações naturais, seguras e isentas de perigos para a saúde. Esta alternativa surge na esperança de melhorarem a sua saúde, especialmente nesta fase da vida.

De acordo com a FDA, os Suplementos Alimentares (SA) são produtos tomados por via oral que contêm um “ingrediente dietético”, destinando-se a acrescentar ou complementar a dieta. Suplementos não são considerados medicamentos e como tal não têm o intuito de tratar. A FDA acrescenta que, neste momento, ainda não se têm certezas se estes produtos alternativos

são úteis ou seguros e se vão realmente aliviar os sintomas da menopausa (6,7). Estudos estão a ser feitos para apreender os benefícios e os riscos, também eles, associados a esta “nova” medicina (7).

Estas e outras questões relativas ao enquadramento dos suplementos no alívio dos sintomas e melhoria da qualidade de vida das mulheres na menopausa são o tema central desta dissertação e são abordadas no capítulo II.

II CAPÍTULO | SUPLEMENTOS ALIMENTARES NA

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