Kapittel 2 Teoretiske perspektiver på rom og sted
2.4 Spatial fit
- Contextualização: autor e instituição detentora
As espécies fotográficas apresentadas ao atelier pertencem à Colecção Gervais- Courtellement da Cinémathèque Robert Lynen. Gervais-Courtellement foi um fotógrafo francês nascido em 1863 que trabalhou sobretudo com o processo fotográfico Autochrome.
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A cinemateca possui uma parte do fundo com cerca de 5000 exemplares. A cinemateca Robert Lynen situa-se em Paris e existe desde 1926.
Trata-se de um conjunto de 30 Autochromes (9x12cm). Todas as imagens são fotografias a cogumelos. Elas retratam as diferentes espécies de cogumelos numa determinada zona e numa determinada data. Estas imagens podem dar informação imprescindível a investigadores de várias áreas, formando assim uma base de dados única.
No ARCP são tratados cerca de 200 autochromes por ano. Devido a esta quantidade, o atelier desenvolveu um protocolo de tratamento garantindo assim um trabalho consistente.
- Análise visual: identificação do processo fotográfico, materiais, estrutura e temática
Descrição da
Espécie N.º de referência de CVP2013.110 a CVP2013.139
Identificação
Proprietário: Cinémathèque Robert Lynen Autor: Gervais-Courtellement
Processo fotográfico: Autochrome (Diapositivo de rede a cor em vidro).
Formato: 9x12cm Título: -
Datas: -
Inscrições: Coll. Gervais-Courtellement Reproduction Interdite > + os diferentes números originais de inventário ex: 4787.
Materiais e Estrutura
Materiais constituintes: Vidro, verniz, fécula, emulsão de gelatina e prata, corantes, verniz.
Montagem: Lado da emulsão protegido por placa de vidro como suporte secundário. Utilização de um separador em papel negro. O conjunto é selado com uma fita preta estabilizando-o. Normalmente existem etiquetas sobre o bordo selado, onde se indicam o nome da colecção e o número de inventário. Em alguns casos, os autochromes chegaram sem vidro de protecção.
Temática Cogumelos.
Tabela 33: Análise visual das espécies fotográficas de CVP2013.110 a CVP2013.139.
Conservação de espécies fotográficas: o vidro como suporte e protecção !
- Diagnóstico do estado de conservação
Ao realizar uma observação geral às espécies fotográficas considerou-se que, de um modo geral, elas se encontravam deterioradas. No entanto, as imagens encontravam-se em muito bom estado. O problema comum a todas é a deterioração química do suporte secundário, ou seja, do vidro. Deste modo, propôs-se substituir o vidro de forma sistemática.
Em quase todos os casos, a fita seladora encontrava-se em muito mau estado, noutros casos era inclusivamente inexistente. A sua cola secou de tal forma que se tornou quebradiça soltando-se do vidro. Os resíduos de cola deixados por ela também estão presentes em ambos os vidros.
Foram ainda detectados micro-destacamentos da camada de verniz ou da emulsão, os quais não têm tratamento. No entanto, propôs-se anotar a anotação da quantidade de destacamentos e a sua futura observação.
- Equipamento, materiais, consumíveis e solventes
Consumíveis Cotonete Vidros 9x12cm 1,5mm de espessura Tinta da china Papel absorvente Gore-Tex® Tabela 34: Consumíveis.
- Metodologia de intervenção e manipulações realizadas
Procedimentos
Observação da espécie proposta a tratamento.
Preparou-se a fita Filmoplast® P90 para uma selagem dupla. 1º fita branca cortada de forma a ficar com uma largura de 0,8 cm, 2º fita negra pintada com tinta da china.
Completou-se a ficha do estado de conservação de cada fotografia. Removeu-se a fita adesiva antiga.
Retiraram-se as etiquetas. No caso de não ser possível a seco, separaram-se da fita adesiva através de humidificação pontual com Gor-Tex®.
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Tabela 35: Procedimentos realizados nas espécies de CVP2013.110 a CVP2013.139.
Fig.120: Observação da espécie. Fig. 121: Selagem danificada. Fig.122: Selagem inexistente.
Fig. 123: Camada de verniz. Fig. 124: Alteração do verniz. Fig. 125: Dobra na emulsão.
Fig. 126: Remoção da selagem antiga. Fig. 127: Embalagem de protecção. Fig. 128: Lining da etiqueta.
por via húmida (cotonete embebido em H2O).
Removeu-se do vidro de protecção em caso de alterações físicas ou químicas.
Verificou-se que a emulsão não se encontrava colada ao separador. Em caso de que esteja colada não se deve remover o separador.
Limpou-se por via seca a emulsão – Pincel suave e pêra de sopro. Limpou-se por via húmida o suporte – Água destilada + Etanol 50:50
Procedeu-se à limpeza por via húmida do novo vidro de protecção – Etanol (Vidros anteriormente preparados por uma lavagem por imersão em água destilada e após limpos com uma mistura de água destilada e Etanol 50:50). Secar durante 24h. Antes de se utilizar, deve-se limpar com etanol e um pano de microfibra.
Utilização do mesmo separador. Em caso de que seja necessário um novo, usou-se o papel Chronos 120gr/m2.
Selagem com Filmoplast® P90 recortado 3mm para garantir que fique tapado pela fita negra, ou seja ele terá 0,8cm de largura.
Selagem realizada com Filmoplast® P90 pintado com uma mistura de tinta da China e água destilada 50:50. A selagem é feita sem se cortar o Filmoplast® P90. Usa-se o sistema histórico, o mesmo que se usava na peça original.
Acondicionaram-se em embalagem individual. Envelope de quatro abas e caixa de cartão de conservação. Acondicionamento em posição horizontal.
Conservação de espécies fotográficas: o vidro como suporte e protecção !
Fig. 129: Substituição da selagem. Fig. 130: Reposição da etiqueta. Fig. 131: Após a intervenção.
- Resumo das intervenções realizadas
Acções CVP2013.110 a CVP2013.139
Imagem Suporte
Limpeza via seca ou mecânica 100% 100%
Limpeza via húmida 0% 100%
Remoção de fitas adesivas 0% 100%
Remoção de etiquetas 0% 50% Reposicionamento de etiquetas 0% 50% Inserção de separador 100% - Substituição do suporte secundário 100% - Selagem Filmoplast® P90 - 100% Selagem Filmoplast® P90 pintado de preto - 100% Acondicionamento em
envelopes de quatro abas 100%
Acondicionamento em caixa
de cartão Klug 100%
Tabela 36: Resumo das intervenções realizadas nas espécies de CVP2013.110 a CVP2013.139.
- Comentário sobre o resultado obtido
Foram tratados trinta autochromes. O resultado é visivelmente positivo. Os suportes secundários química e fisicamente alterados foram substituídos. Através de uma nova selagem, as espécies são agora mais estáveis evitando novas deteriorações físicas. A limpeza e o seu novo a condicionamento também contribui para a estabilização química e física dos materiais. O seu acondicionamento numa câmara com o ambiente controlado, vai ainda garantir que não apareçam novas deteriorações sobretudo de origem química.
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Visualmente, os autochromes recuperaram o seu aspecto original, podendo agora observar- se todos os detalhes da imagem sem que existam interferências.