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– Spørreundersøkelse Widerøe (inkludert WGH og WTS)

Ausubel destaca que não se pode estabelecer uma dicotomia entre a aprendizagem mecânica e a significativa; elas estão envolvidas em um processo contínuo e progressivo, podendo existir rupturas que permitam o conhecimento do novo. Mas é ilusório pensar que a passagem entre uma e outra é natural; trata-se de etapas que são construídas e totalmente dependentes dos subsunçores dos indivíduos. Na aprendizagem significativa, as etapas de aquisição de significados é a mais difícil de ser atingida. Adquirir o domínio da situação de modo a promover a ancoragem dos conceitos é o grande desafio do ensino.

Existem também outras duas classificações possíveis para a aprendizagem: a receptiva e a aprendizagem por descoberta. No primeiro caso, o aluno é colocado diante de uma nova situação de modo que será necessário desenvolver o conhecimento de novos conceitos para interpretá-la. Essa busca é o que tornaria a aprendizagem significativa, uma vez que a passividade cederia espaço às interações características como a “captação de significados, ancoragem, diferenciação e reconciliação”. Na aprendizagem por descoberta, onde o indivíduo necessita investigar, ele visa a solução de alguma situação que lhe for imposta, não sendo necessário que isso resulte numa aprendizagem significativa. Entre essas duas aprendizagens também não existe uma dicotomia, uma vez que o conhecimento não se constrói por uma ou por outra forma de maneira excludente. A figura 11 sintetiza a evolução conceitual entre as aprendizagens.

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Figura 11: Esquema baseado no diagrama de Novak (NOVAK, 1998), que apresenta a evolução de um conceito passando pelas diversas possibilidades de aprendizagem.

Para Ausubel, o esquecimento é uma decorrência natural da aprendizagem significativa, chamada por ele de assimilação obliteradora, que ocorre quando o conceito vai desaparecendo pouco a pouco da estrutura cognitiva do aluno. Nos termos de Ausubel, os conhecimentos prévios existentes (subsunçores) vão perdendo a ancoragem com os novos conceitos. No entanto, por mais que exista esse esquecimento há uma particularidade que permitirá classificar se a aprendizagem ocorreu de maneira significativa ou mecânica. Se sobrou algum resíduo do conhecimento e o indivíduo tem uma mínima noção do assunto em questão, então um retorno ao estudo e uma revisão daqueles conceitos já aprendidos permitirão que ele reestabeleça a ancoragem dos conceitos. Na aprendizagem mecânica, o esquecimento é praticamente total. As novas informações são aprendidas praticamente sem interação com conceitos relevantes existentes na estrutura cognitiva do indivíduo. Casos frequentes desse tipo de aprendizagem são as memorizações de fórmulas, leis e conceitos.

As colocações de Ausubel sobre a aprendizagem significativa foram elaboradas para uma situação formal de ensino que pode ser tanto uma sala de aula (presencial) como, nos dias de hoje, em um ambiente virtual (a distância).

O sucesso da aprendizagem significativa depende do conhecimento prévio do aluno, da postura assumida pelo professor, do uso de materiais potencialmente significativos e da vontade do indivíduo. O professor é o mediador que organiza o ensino, utiliza-se de recursos didáticos a fim de potencializar as relações entre o conhecimento prévio do aluno e o conhecimento a ser aprendido. É possível, também, relacionar a aprendizagem significativa com a avaliação do indivíduo. Essa última deve receber, assim como o processo de aprendizagem, outro enfoque, onde o aspecto principal seria buscar evidências de que a

aprendizagem estaria ocorrendo, não encontrar uma maneira de determinar taxativamente se ela ocorreu. Para Ausubel, uma evidência da aprendizagem significativa seria a verificação de uma compreensão genuína de um conceito, o que permitiria a assimilação clara do conceito, a possibilidade de diferenciá-lo e de posteriormente transferi-lo, aplicando-o a situações similares.

Além de Ausubel, que elaborou a teoria da aprendizagem significativa, outro pensador, Piaget, se dedicou a esse tipo de estudo. No entanto, Piaget não foca na aprendizagem, mas na construção da inteligência e do conhecimento. A seguir, serão apresentados alguns pontos que merecem destaque na teoria piagetiana.

3.2. PIAGET E A EQUILIBRAÇÃO

Uma das maneiras de compreender a formação das estruturas que permitem o desenvolvimento do conhecimento é usar a teoria de Piaget. Para ele, o indivíduo é composto de várias unidades que se complementam, de modo que cada uma dessas partes deve conviver em harmonia para que o todo não se desmonte (LIMA, 1980). É como se o indivíduo vivesse numa busca constante pelo equilíbrio e, caso ele seja descompensado, algo deverá acontecer para restabelecer a ordem.

Para Piaget, o conhecimento é resultado da interação do sujeito com o meio. Aquilo que o indivíduo sabe entrará em contato com o novo, realizando trocas constantes que enriquecerão sua estrutura cognitiva. Ele então buscará sanar as carências que podem vir a surgir, ou desconhecimento de algo que possa aparecer. Nesse processo é que se tem a chance de acontecer o desenvolvimento cognitivo.

Nossos conhecimentos não provêm nem da sensação nem da percepção isoladamente, mas da ação global, de que a percepção participa apenas como função de sinalização. Próprio da inteligência, não é contemplar, mas “transformar”, e seu mecanismo é essencialmente operatório. Ora, as operações consistem em ações interiorizadas e coordenadas em estruturas de conjunto (reversíveis, etc.); se desejarmos explicar esse aspecto operatório da inteligência humana, convirá partir da ação – e não apenas da percepção. (CHIAROTTINO, 1984, p.104)

Dessa forma, Chiarottino (CHIAROTTINO, 1984) mostra como Piaget tenta ressaltar e dar a devida importância tanto para o sujeito como para o objeto, que nesse caso é a interação com o meio, sem desmerecer nem um nem outro, dando destaque crucial a ambos para que sua teoria seja compreendida. Para ele o homem constrói o conhecimento a partir de interações com o meio, sendo resultado de uma troca constante entre sujeito e ambiente.

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Essa construção é contínua e efetiva quando a troca existe. Com esse pensamento, Piaget une indivíduo e contexto, tentando, com sua teoria, superar os estudos até então desenvolvidos para a estruturação do conhecimento. Para Taille e outros, “(...) desde o nascimento, o desenvolvimento intelectual é, simultaneamente, obra da sociedade e do indivíduo (TAILLE, OLIVEIRA e DANTAS, 1992)”

Para desenvolver sua teoria e ainda responder a questões cruciais sobre como se dá a formação do conhecimento e como ele evolui, Piaget estudou o comportamento de crianças. A partir desse estudo ele obteve conclusões que permitirão compreender um pouco melhor esse processo e cujas principais etapas serão descritas a seguir.