Neste edifício foram aplicadas diversas técnicas de eficiência energética, inclusive nos âmbitos de ventilação e iluminação.
O edifício é de uso comercial, com aproximadamente 32.000 m² de área construída, localizado em uma área nobre de Porto Alegre (próximo as Avenidas Carlos Gomes e Soledade). Com 14 andares de 800 m² de área disponível para locação por andar, sendo que se pode locar no mínimo 400 m².
Mapa 3: Localização do edifício Carlos Gomes Center
Fonte: <http://www.carlosgomescenter.com.br/> Acesso em 10 de outubro de 2011.
É um dos edifícios com mais tecnologia no sul do país, e localizado num importante eixo comercial da cidade.
Esse edifício foi totalmente planejado para receber as empresas, e atender a diversos tipos de necessidades, se adaptando facilmente a elas, como por exemplo, a energia. Possui
gerador próprio, além de possuir áreas para instalação de geradores particulares caso haja necessidade.
Imagem 6 e Croqui 1 da Fachada SE e SO
Fonte: <http://www.carlosgomescenter.com.br/> Acesso em 10 de outubro de 2011.
O estacionamento na região é escasso, pois além de possuir diversas áreas nas quais é proibido estacionar, poucas vagas da rua, são divididas com um hospital de alto padrão, ao lado da edificação.
Para resolução desse problema, o edifício possui estacionamento próprio para seus usuários, e pago para seus visitantes, além de uma área de manobra na frente do prédio.
Imagem 7: Estacionamento do Edifício Carlos Gomes Center
Fonte: <http://www.carlosgomescenter.com.br/> Acesso em 10 de outubro de 2011.
Os serviços e as áreas comuns se localizam no centro do edifício, o que facilita as instalações prediais, além de garantir uma planta mais livre para as futuras instalações.
Imagem 8: Planta tipo pavimento escritórios
Fonte: < http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/6773/000489913.pdf?sequence=1> Acesso em 10 de outubro de 2011.
Imagem 9: Planta tipo pavimento escritórios demonstrando a divisão do pavimento.
Fonte: < http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/6773/000489913.pdf?sequence=1> Acesso em 10 de outubro de 2011.
A estrutura é de concreto armado revestida de vidro, permitindo assim que dentro dos pavimentos se tenha uma visão panorâmica de Porto Alegre, garantida pela distância entre a fachada deste edifício e do entorno.
Por se localizar no sul do país, este edifício possui em sua fachada vidro duplo, aumentando a eficiência energética, pois em climas frios, este permite que a primeira camada que recebe insolação direta aqueça, e a segunda camada repasse esse calor para o ambiente, além de impedir a saída de ar mais ameno de dentro do edifício, perdendo calor para o exterior. Sua entrada é marcada por um pórtico que quebra a pele de vidro, sustentando uma estrutura metálica.
Imagem 10 e Croqui 2: Entrada do Prédio.
Fonte: <http://www.panoramio.com/user/1622402?comment_page=5&photo_page=12> Acesso em 10 de outubro de 2011.
O acesso para pedestre se dá na entrada identificada no croqui, e é controlada inicialmente por uma porta giratória, que culmina numa pequena recepção para identificação dos visitantes, e depois na área das catracas. Tudo isso se desenvolve em um grande Lobby.
Imagem 11: Catracas de acesso.
Fonte: <http://www.carlosgomescenter.com.br/tour/images/carlos_gomes_center_01_8.jpg> Acesso em 10 de outubro de 2011.
Imagem 12: Lobby.
Fonte: <http://www.carlosgomescenter.com.br/tour/images/carlos_gomes_center_01_10.jpg> Acesso em 10 de outubro de 2011.
Os pavimentos de escritório possuem piso elevado e forro rebaixado para passagem de cabeamentos necessários as instalações. Além disso, cada andar possui uma sala de automação, para onde corre o cabeamento desta.
Possui quatro elevadores, que se voltam para um hall, onde se encontram dois sanitários independentes (um masculino e outro feminino).
Pelas fachadas totalmente iluminadas, notou-se a necessidade da divisão do sistema de ar condicionado, pois os níveis de insolação ocorrem de maneira distinta, como vemos na planta abaixo:
Imagem 12: Planta tipo pavimento escritórios demonstrando o sistema de ar condicionado.
Fonte: < http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/6773/000489913.pdf?sequence=1> Acesso em 10 de outubro de 2011.
Como sistemas de automação predial temos:
-Cabeamento: a distribuição vertical se da pelos Shafts, e horizontal se dá pelo piso e pelo forro;
Croqui 3: Distribuição do cabeamento.
- Segurança: feita através dos acessos restritos aos elevadores, as catracas, câmeras de segurança, além de sensores de proximidade no entorno do edifício. As correspondências são entregues na recepção e só então distribuída para os escritórios.
Croqui 4: Sensor de proximidade.
- Condicionamento térmico: o sistema de ar-condicionado é locado de andar por andar, e os usuários pagam somente taxas de energia.
Croqui 5: Fluxo de ar
- Energia elétrica: como já dito anteriormente, o edifício possui geradores próprios, bem como a instalação e manutenção dos equipamentos.
Projeto
a. Recorte das demandas e busca da área de intervenção: informações de programa, diagrama de massas e de fluxos, setorização.
A estrutura do apart-hotel será divida em três setores: o primeiro setor de serviços, o segundo setor dos quartos para hóspedes, e o terceiro setor para moradores.
Programa Completo do Apart-Hotel: -Apartamentos para hóspedes
-Apartamentos para moradores -Auditório
-Lobby
-Escritórios de aluguel -Espaço Múltiplo I (eventos)
Espaço Múltiplo II (leitura, exposições e estar)
-Bar -Piscina
-Espaço verde -Espaço Fitness -Espaço para beleza -Lan-house
Como infraestrutura o apart-hotel contará com: -Cozinha
-Lavanderia para hóspede -Lavanderia interna
-Serviço de costura -Vestiário
-Refeitório
-Transporte de bagagem -Serviço de busca e entrega
-Serviço de limpeza -Administração -Depósitos e estoques -Segurança -Estacionamento -Ambulatório -Cofres de Aluguel -Rouparia
Pré-dimensionamento dos ambientes em porcentagem de ocupação: -Apartamentos, corredores e serviços do andar 50% - 60%
-Recepção e Lobby 4% - 7%
-Espaços de Usos Múltiplos 4% - 12% -Manutenção, cozinha e depósitos 9% - 14% -Administração, diretoria e secretaria 1% - 2% -Entretenimento, lazer, lojas e espaço da beleza 2% - 10%
É fundamental a ressalva que essas áreas condizem a um apart-hotel, ou hotel padrão, e que, portanto, a variação desses valores pode ocorrer devido às especificações do projeto, bem como a priorização da eficiência energética.
Segue abaixo os diagramas com as relações dos espaços. Esses diagramas estão divididos de acordo com os usos, e separados por áreas de circulação de funcionários, e áreas de circulação de hóspedes.
b. Terreno
Terreno e estudo de localização:
Se encontra no Jardim Yara, rodeado por: Avenida Dr. Oscar Piarajá Martins, Rua Quatro, Rua Dois e Rua Milton A. Nogueira. Apesar de encontra-se em uma ZM (Zona Mista), segundo o Plano Diretor, LEI COMPLEMENTAR Nº 1.926, DE 16 DE OUTUBRO DE 2006.
É importante ressaltar que o terreno encontra-se na VP21 (Via Principal Vinte e Um) devido a Av. Dr. Oscar Pirajá Martins, que é um dos acessos principais da cidade, segundo o Art.65 do Plano Diretor.
O terreno possui baixa declividade, aproximadamente 2% de inclinação, e faz parte de um loteamento recém-criado na cidade. Possui 7.707,55m² aproximadamente.
O lote está próximo a pontos comerciais como: supermercado, padaria, oficina mecânica, restaurantes, entre outros, e já se encontra ligado a todas as redes de infraestrutura da cidade. O terreno possui uma vista panorâmica para o fundo de vale, e uma área de preservação permanente.
Mapa 4: Mapa da cidade com a localização do centro e da rodovia.
Mapa 5: Mapa de zoneamento.
Imagem 19: Vista do terreno.
Imagem 20: Fotos do terreno.
Analise da área:
• A – Natureza do objeto do TFG: por ser um Apart-hotel, a área apresentada é ideal, pois se encontra perto de pontos importantes da cidade, como acesso fácil das avenidas e rodovias. Por não ter outras edificações na mesma quadra, esta seria privilegiada, dando maior visibilidade ao empreendimento. Nota: 8
• B – Características da cidade: a cidade apresenta um alto nível cultural. Muito disso se deve as políticas nesta área realizadas pelo governo, como já descrito anteriormente. O bairro em questão (Jardim Yara) é conhecido como o bairro dos médicos, apresentando um contexto social e econômico adequado para a implantação do projeto. Nota: 10
• C– O entorno: o diálogo com as ruas vizinhas se dará através do partido arquitetônico, que na região em sua maioria, se encontram edificações contemporâneas e com partidos arquitetônicos inovadoras, se comparados ao restante da cidade. Nota: 8
• D – Tamanho e características dos terrenos: o terreno possui mais de sete mil metros quadrados, possibilitando a execução do apart-hotel, havendo espaço inclusive para aplicação de técnicas de implantação que melhorem o desempenho energético. Nota: 10
• E – Legislação: apesar de se encontrar em uma zona residencial, a rua em que o lote se encontra, permite a execução de edifícios comerciais. Nota: 8.
• F – Sistema viário atual: como já dito anteriormente encontra-se numa das principais avenidas de São João da Boa Vista, com fácil acesso a rodovia e ao centro. Nota: 10
• G – Forma de aquisição e regime da propriedade: fácil aquisição, pois a gleba foi recentemente loteada e os terrenos estão à venda. Nota: 8
c. Conceitos e Partido adotados e seguidos.
A plástica da edificação segue algumas diretrizes relacionadas ao conceito:
-A primeira diretriz refere-se ao contexto das edificações do entorno. O apart-hotel será implantado em um loteamento recém-inaugurado em São João da Boa Vista, e cercado por edificações de pequeno ou médio porte e em sua maioria de até dois pavimentos. Com isso podemos afirmar que o cenário descrito é mais horizontal, do que vertical. Esse fator foi considerado primordialmente na plástica da edificação, uma vez que a distribuição do apart-hotel é mais horizontal do que vertical. Apesar de possuir três pavimentos. Ainda na contextualização da edificação, nota-se que o terreno encontra-se no lote mais alto de seu entorno, sendo um
divisor. De um lado do terreno, encontra-se uma cidade com poucos vazios urbanos, sendo preenchida em sua maioria por edificações de uso residencial, e um arquitetura mais com linhas retas e quinas, de outro lado, encontramos um loteamento recém-inaugurado, sem edificações e margeando uma grande área verde, de APP. No conceito do projeto, buscou-se enfatizar a dualidade da cidade, onde de um lado, encontra-se uma fachada reta e com quinas representando subjetivamente a cidade já ocupada. Na fachada oposta a essa, encontramos uma presença constante de curvas e linhas mais orgânicas, representando este lado mais verde, e menos ocupado do entorno. Tais linhas também remetem a plástica pura, no qual remetendo-se ao conceito principal do projeto, que é a sustentabilidade e questões ligadas à mesma, essas linhas mais orgânicas que se remete de certa maneira a natureza, mas não a associando de maneira direta, mas sim, uma ligação entre a natureza e a própria adaptação à cidade.
-A permeabilidade do projeto também foi uma diretriz buscada, uma vez que este se localiza perto de uma área de proteção permanente, cercada de um lado por belezas naturais e por outro pelo skyline da cidade. Assim como no item anterior, buscando a integração natural / cidade.
-Fez-se também a cooptação com a própria cidade no que se refere aos cheios e vazios presentes na cidade, o que a tornam mais interessante.
Por último, faz-se necessário ressaltar que toda a plástica da edificação se sujeitou as alterações segundo as necessidades principalmente referentes à eficiência energética.
d. Propostas de implantação (relações urbanas, relações público-privado do hotel/apart, serviços e demais usos coletivos, etc.).
A implantação do apart-hotel será realizada em parte do terreno, para garantir que técnicas de melhoria da eficiência energética tenham espaço para serem aplicadas, bem como a utilização do solo para reabsorção de água e criação de um estacionamento na área externa.
Será projetado com grandes recuos, impossibilitando que no futuro, quando o loteamento já estiver bem edificado, ocorra um aglomerado de edificações, impedindo inclusive a ventilação e iluminação de alguma parte do projeto.
Sua fachada com vista para o skyline da cidade está na direção nordeste, não tendo problemas diretos com insolação. Todavia a fachada oposta, com vista para a APP, será sudoeste, já possuindo alguns problemas com a insolação. Porém, já prevendo este inconveniente, foi proposto uma laje maior, proporcionando sombra aos ambientes ocupados, além de criar uma varanda com vista privilegiada da cidade.
Imagem 21: Implantação do projeto. Fonte: <Ana Lídia Martorano Tavares>.
Imagem 22: Insolação e Ventilação do terreno. Fonte: <Ana Lídia Martorano Tavares>.
e. Acessos;
O acesso ao apart-hotel se dará através da via amarela, onde os moradores poderão ter acesso ao estacionamento no subsolo, e os hóspedes poderão deixar seus carros nas mãos dos manobristas.
A via em laranja claro representa o acesso ao centro e a rodovia. Como ilustrado no mapa, nota-se que o terreno encontra-se em posição privilegiada, com fácil acesso.
As vias em laranja escuro representam o acesso aos bairros e em vermelho encontra-se representado a rodovia.
Mapa 9: Acessos ao terreno
(Fonte: Prefeitura Municipal de São João da Boa Vista, com edição de Ana Lídia Tavares). Acesso em 20 de junho de 2012.
f. Volumetrias e organizações espaciais dos usos privados;
O projeto se inicia na definição de dois blocos. O primeiro bloco onde se localizará os apartamentos dos hóspedes, e o segundo bloco onde se localizará os apartamentos dos moradores. Em ambos os blocos estão presentes também os serviços, logicamente que distintos segundo seu uso, e melhor adaptados à rotina de cada grupo.
O projeto se organiza através de um vazio central, no qual se encontra um dos espaços múltiplos, o de eventos. Como exibido na imagem abaixo:
Imagem 23: Fachada próxima a APP. Fonte: <Ana Lídia Martorano Tavares>.
Os blocos são “envelopados” por um pórtico que se inicia na lateral entre o bloco dos hóspedes e o espaço múltiplo I, e termina na extremidade oposta do bloco dos moradores. Esse pórtico é selado com uma grande cobertura de vidro, inclinada 3%, que além da função de cobertura, servirá também como coletora de água da chuva, uma das maneiras de melhorar o consumo de água do edifício. Essa água será utilizada como parte da água necessária para o uso dos vasos sanitários, para limpeza do edifício, e irrigação de vegetação.
Esse pórtico encontra-se com pé direito diferente do restante do edifício, destacando-se do mesmo. Essa cobertura abriga uma parte do teto verde, com vegetação. A vegetação usada lá será a Hera-Sueca (Plectranthus sp) por ser uma vegetação que precisa de luz indireta e não dos raios solares incidindo diretamente.
Imagem 24: Heros-sueco Foto: <Raquel Patro>.
Já no restante do teto verde, ou seja, a parte que ocorre a incidência direta dos raios solares será utilizado a Brilhantina (Pilea microphyll), que possui um ciclo de vida perene,
Imagem 25: Brilhantina Foto: <Raquel Patro>.
Ambas as vegetações não devem ser pisoteadas, entretanto, o acesso a esse pavimento se dá somente para manutenção dessa vegetação, e não há acesso constante dos usuários.
Esse teto verde, além de auxiliar na estética do edifício, tem a função também de baixar a temperatura, além de captar água da chuva. Essa, por sua vez, será transportada através de dutos de coleta, até as paredes laterais do pórtico, onde se encontram os jardins verticais, que serão regados por essa água.
Já em relação á vegetação dos jardim verticais, será utilizada Vinha-virgem ou Hera japonesa (Parthenocissus tricuspidata) que é um tipo de vegetação trepadeira, com um ciclo de vida perene.
Imagem 26: Hera japonesa Foto: <Raquel Patro>.
O restante do teto verde, se apoia no outro pórtico que cruza o prédio de uma extremidade a outra. Além do restante do teto verde, se apoia nesse pórtico também o jardim vertical com a vegetação acima descrita.
O teto verde possui uma estrutura em camadas, composta pela própria estrutura da cobertura, acima desta uma manta asfáltica ou uma membrana impermeável, acima um geocomposto drenante ou um duto drenante, coberto por uma manta de proteção de
raízes. Por fim, temos o solo leve e superfície plantada. Esquema descrito na imagem abaixo:
Imagem 27: esquema teto verde
Foto: <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.088/210>. Acesso em 13 de nov. de 2012.
Quando está superfície estiver sujeita a ser pisoteada, deve-se colocar uma proteção como mostra a foto acima, já no caso do projeto em questão, não há necessidade.
Imagem 28: Vista do projeto Fonte: <Ana Lídia Martorano Tavares>.
O projeto possui um grande vazio que liga visualmente um lado ao outro da cidade,
ambiente no qual, se projeta a vivência do hall de entrada, bem como a multiplicidade de domínio público-privado.
Imagem 29: Elevação voltada para a área mais edificada. Fonte: <Ana Lídia Martorano Tavares>
No primeiro andar também encontramos os serviços como: espaço fitness, escritórios de aluguel, auditório, lojas, espaço beleza, ambulatório, lan-house, três guaritas, além de toda a infraestrutura de apoio ao apart-hotel e aos funcionários, como lavanderia, vestiários, refeitório e costureira.
O prédio é todo conectado por 3 elevadores e 1 monta carga, sendo 2 elevadores de uso dos hóspedes e moradores e 1 de uso dos funcionários, além da rampa de acesso aos andares.
Como se pode notar através das imagens os dois blocos do prédio são desconectados por um desnível de 1,5m.
No segundo andar temos uma maior setorização, abrigando praticamente somente os apartamentos, de um lado dos hóspedes e do outro dos moradores. Este andar conta também com 2 roupeiros, espaço para material de limpeza, além de um depósito pra móveis.
Para que não houvesse quartos sem ventilação, foi elabora um átrio central em ambos os lados, destinando a ventilação para esses átrios. Ainda sobre a ventilação dos quartos, para se obter uma ventilação cruzada, elaborou-se uma laje alveolar, na qual servirá de saída de ar dos quartos, bem como passagem de toda tubulação e infraestrutura necessária, além de suprir os grandes vãos propostos pelo projeto.
Ainda referente a estrutura do prédio, além de contar com essa laje alveolar que deverá ser de concreto de alto desempenho, (CAD 60, 100 Mpa), os pórticos deverão ser feitos do mesmo material. Sobre a fundação dessa estrutura, deverá ser realizada paredes diafragmas, com espessura de 1m e profundidade variável, de acordo com a carga e a resistência do solo.
Os quartos variam em 3 tipologias para moradores, todos contando com quarto, cozinha , sala de estar, uma pequena lavanderia e um banheiro. Alguns apartamentos dos moradores contam também com varanda, que além de sua função básica, neste projeto teve a finalidade de
sombrear as aberturas (diretriz bioclimática). Dos hóspedes variam em 2 tipologias contando com quarto, sala de estar e banheiro, e as mesmas varandas dos apartamentos dos moradores.
Os dois blocos contam também com uma grande laje de acesso irrestrito, que tem tanto a finalidade de sombrear as aberturas, como também serve de um mirante para os hóspedes observarem a paisagem.
Já no terceiro andar podemos encontrar o restaurante, sendo este divido em duas áreas: uma área mais pública, com mesas mais próximas, e com uma área mais reservada próxima ao átrio, cozinha industrial, que além de servir os clientes, é responsável também pela alimentação dos funcionários, a piscina e sauna, que se ligam em um deck, o espaço múltiplo I, além do restante dos quartos dos hóspedes.
O apart-hotel conta também com um subsolo, onde se encontra o estacionamento para moradores e uma casa de máquinas, tanto para os elevadores, como também para instalação de geradores e outros equipamentos.
Acima da guarita localizada no lobby, encontra-se a caixa d’água de 60 mil litros, o que corresponde a provisão de três dias de água para o hotel.
Imagem 30: Imagem do projeto.