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Sources  of  Errors  and  Uncertainty

6   Discussion

6.1   Sources  of  Errors  and  Uncertainty

Finalmente, foi avaliada a produção de NO nos sobrenadantes das culturas de MMO infectados ou não com as duas formas evolutivas do parasito. Para isso, foi utilizado o Método de Griess, técnica que possui um limite inferior de detecção de 2,5 μM e um limite superior de 100 μM. Utilizando-se essa metodologia, não foi possível detectar a presença de NO nas amostras analisadas.

5 DISCUSSÃO

A leishmaniose compreende um grupo diverso e complexo de doenças antropozoonóticas distribuídas mundialmente em regiões tropicais e subtropicais, cujas manifestações clínicas variam desde lesões cutâneas até sérias lesões mucocutâneas mutilantes ou viscerais. A Leishmaniose Visceral (LV) é considerada a manifestação mais grave da doença, sendo frequentemente fatal quando não tratada (VAN GRIENSVEN; DIRO, 2012). Além disso, os tratamentos convencionais atualmente utilizados são ainda ineficientes e não muito específicos para as diferentes manifestações da doença (MCGWIRE; SATOSKAR, 2014). Recentemente, a LV foi categorizada pela Organização Mundial da Saúde como uma das prioridades de investigação (“WHO | Leishmaniasis,” 2015), mas o seu estudo é ainda muito incipiente quando comparado a outras enfermidades como a aids, câncer e outras doenças prevalentes em países desenvolvidos. Por se tratar de uma doença causada por parasitas de ciclo complexo e que possuem como alvo as células de defesa do hospedeiro, é de suma importância estudos acerca das bases celulares e moleculares envolvidas nessa interação.

Alguns efetores e mecanismos implicados na infectividade, patogenicidade e virulência de certas espécies de Leishmania têm sido recentemente descritos (SIBLEY, 2011; WALKER et al., 2014). Entre os efetores implicados na relação Leishmania-hospedeiro está a glicoproteína imunomodulatória CD200 (BARCLAY et al., 2002; CASERTA et al., 2012; HOLMANNOVÁ et al., 2012a). Foi demonstrado que L. (L.) amazonensis, agente etiológico da Leishmaniose Cutânea (LC), é capaz de inibir as respostas de defesa de macrófagos, sobreviver e se multiplicar no interior dessas células por meio da indução da expressão de CD200 (CORTEZ et al., 2011). Tendo em vista a complexidade que envolve a infecção causada por L. (L.) infantum chagasi e a escassez de dados a respeito da relação desse parasito com as células de defesa do hospedeiro, o presente trabalho investigou a participação da proteína CD200 na interação L. (L.) infantum chagasi-macrófago em um modelo murino C57BL/6, tradicionalmente relacionado a resistência à infecção (SACKS; NOBEN-TRAUTH, 2002).

Uma das etapas fundamentais para o entendimento dessa interação foi determinar o perfil de infecção da cepa MHOM/BR/1972/LD em macrófagos oriundos da medula óssea (MMO) de camundongos da linhagem C57BL/6. As infecções

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experimentais foram realizadas a partir de culturas em fase estacionária de formas promastigotas, mas também a partir de culturas de formas amastigotas axênicas. Enquanto o número de parasitos na forma amastigota axênica se manteve constante durante todo o período de infecção, em infecções com a forma promastigota o número de parasitos diminuiu para um terço nas primeiras 24 hpi, o qual se manteve inalterado até tempos mais tardios (Figuras 06 – 10).

A diminuição na quantidade de parasitas deve ter ocorrido devido ao fato de a cultura utilizada não conter exclusivamente formas promastigotas metacíclicas, sabendo-se que formas procíclicas são menos resistentes à ação microbicida dos macrófagos (PUENTES et al., 1988). Esse padrão de crescimento de promastigotas de cultura em fase estacionária também foi evidenciado em outros trabalhos (RODRÍGUEZ et al., 2011). Esses resultados sugerem que o parasita L. (L.) infantum chagasi apresenta um crescimento lento no interior de macrófagos de camundongos C57BL/6, o que pode significar uma baixa virulência nessas células ou nesse modelo murino ou ainda, possuir diferir por outras características, discutidas a seguir.

Muitos estudos têm demonstrado que a resistência/suscetibilidade de Leishmania aos modelos murinos normalmente utilizados pode depender das condições de cultivo (meio de cultura, pH, temperatura, entre outros) e da cepa e/ou espécie utilizada (DEY et al., 2002; MÉNDEZ; NELL; ALUNDA, 1996). Méndez e colaboradores (1996) mostraram, por exemplo, que culturas axênicas de formas promastigotas de L. (L.) infantum chagasi são menos infectivas para macrófagos peritoniais murinos que formas promastigotas de L. (L.) donovani. Outro fator determinante no processo infectivo pode ser ainda o tipo celular utilizado nas infecções experimentais. Dias Costa e colaboradores (2009) avaliaram o perfil de infecção de formas promastigotas da cepa MCAN/BR/2000/CNV-FEROZ de L. (L.) infantum chagasi em duas populações de células fagocíticas de camundongos: macrófagos peritoniais e células de Kupffer. Nesse trabalho, os autores mostraram que essa cepa é mais suscetível a macrófagos peritoniais que a células de Kupffer (fagócitos presentes no fígado). Tais diferenças de suscetibilidade podem estar relacionadas ao tipo de resposta que cada uma dessas células é capaz de ativar frente a uma infecção por esse parasito (DIAS COSTA et al., 2009).

Além disso, vários estudos têm demonstrado a importância do modelo in vivo utilizado para explicar os fenótipos de virulência em Leishmania, como no caso do

modelo Balb/c (relacionado à suscetibilidade) e C57BL/6 (relacionado à resistência) nas infecções por L. (L.) major (SACKS; NOBEN-TRAUTH, 2002). Um outro dado importante que pode explicar o baixo crescimento de L. (L.) chagasi no macrófago é a disponibilidade de nutrientes para o parasita no ambiente inóspito do vacúolo parasitóforo (ANDREWS, 2012; SANS-FONS et al., 2013).

Em nossa experiência, mesmo não sendo capaz de se proliferar no interior dos macrófagos, o número de parasitos L. (L.) infantum chagasi (das duas formas evolutivasbiológicas testadas) que conseguiu infectar os MMO manteve-se até o final das infecções experimentais (Figuras 06 a 10). Esses resultados apontam para a presença de mecanismos de evasão da resposta imunológica dos macrófagos, responsáveis por garantir a sobrevivência dos parasitos no interior dessas células. Na literatura, diferentes mecanismos de evasão da resposta imune têm sido descritos na relação patógeno-hospedeiro nas espécies de Leishmania mais estudadas, os quais incluem a manipulação da maturação dos fagossomos (MATHEOUD et al., 2013; RODRÍGUEZ; GAUR; WILSON, 2006; UENO et al., 2009; WILSON et al., 2008), indução de processos de morte celular programada como autofagia e apoptose (SCHAIBLE et al., 1999; SRIVASTAV et al., 2014), mas também a inibição da produção de moléculas citotóxicas e leishmanicidas (BOGDAN, 2008; GREGORY; OLIVIER, 2005).

Entre as moléculas citotóxicas, produzidas pelo sistema imune do hospedeiro e que possuem uma importante ação leishmanicida, estão os produtos gerados a partir do sistema redox (radical superóxido, peróxido de hidrogênio, peroxinitrito e o óxido nítrico) (HORTA et al., 2012; VAN ASSCHE et al., 2011). A produção de NO, em especial, é considerada um dos mecanismos de defesa mais eficazes contra patógenos intracelulares como Leishmania (BOGDAN; RÖLLINGHOFF; DIEFENBACH, 2000; INIESTA; GÓMEZ-NIETO; CORRALIZA, 2001; MÜLLER et al., 2013). Haja vista a importância desse efetor, algumas espécies de Leishmania, em particular aquelas que causam as formas mais severas da doença, têm desenvolvido ao longo da evolução diferentes mecanismos de escape da produção de NO (DA SILVA; FLOETER-WINTER, 2014; WILKINS-RODRÍGUEZ et al., 2010).

Cortez e colaboradores (2011) mostraram de maneira inequívoca que a inibição da produção de NO por L. (L.) amazonensis é capaz de promover o seu crescimento, virulência e sobrevivência no interior de MMO de camundongos C57LB/6. Foi demonstrado que a inibição da produção de NO por L. amazonensis

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ocorre devido à inibição da expressão e síntese da enzima óxido nítrico sintase (iNOS) nos macrófagos logo após a entrada dos parasitos nessas células. Esse mecanismo de evasão da resposta imune de macrófagos tem como principal protagonista a sinalização intracelular mediada pela proteína imunomodulatória CD200 do próprio hospedeiro. Como modulador negativo da resposta imune, a indução de CD200 tem como consequência o bloqueio da produção de NO, o que favorece o desenvolvimento do parasito (CORTEZ et al., 2011). A importância desse efetor na relação L. (L.) amazonensis-macrófago foi confirmada em experimentos realizados com camundongos mutantes para CD200 (CD200-/-), onde a replicação e

a virulência desses parasitos são seriamente comprometidas (CORTEZ et al., 2011). No entanto, a virulência de L. (L.) amazonensis em MMO de camundongos CD200-/-

pode ser restaurada em células tratadas com a proteína recombinante CD200-Fc (CORTEZ et al., 2011).

Nem todas as espécies de Leishmania são capazes de induzir a expressão e síntese de CD200 em macrófagos. Esse é o caso do parasito L. (L.) major, agente etiológico da LC, mas que causa apenas lesões cutâneas brandas e não sistêmicas como L. (L.) amazonensis. Normalmente, L. (L.) major apresenta baixa virulência para MMO de camundongos C57LB/6. Contudo, o tratamento de MMO com a proteína recombinante CD200-Fc torna o parasito L. (L.) major tão patogênico quanto L. (L.) amazonensis nesse modelo (CORTEZ et al., 2011).

Entretanto, até o presente momento, a participação de CD200 nas relações patógeno-hospedeiro só foi estudada em espécies de Leishmania causadoras de lesões cutâneas. Assim, o presente estudo representa o primeiro relato da participação desse modulador do sistema imune em infecções causadas por parasitos causadores da LV, a forma mais grave dessa doença. Assim como evidenciado para L. (L.) amazonensis, o parasito L. (L.) infantum chagasi também é capaz de induzir a expressão e a síntese do imunomodulador CD200 em MMO murinos (Figuras 11 e 13).

Porém, de maneira interessante, a indução da expressão de CD200 por L. (L.) infantum chagasi em MMO de C57LB/6 foi observada em tempos mais tardios de infecção (Figuras 11 e 13), diferente de L. (L.) amazonensis que é capaz de induzir a expressão e síntese dessa proteína já na primeira hora após a sua interiorização nessas células (CORTEZ et al., 2011). No entanto, foram observadas diferenças estatísticas na indução de CD200 apenas em infecções realizadas com as formas

promastigotas. Haja vista a grande variabilidade de expressão observada nas infecções por formas amastigotas (Figura 12), experimentos adicionais, incluindo análises de imunoprecipitação e Western blot (que não foram realizados), são ainda necessários para a confirmação desses resultados.

Os resultados obtidos sugerem a participação de mecanismos de infecção e evasão da resposta imune em L. (L.) infantum chagasi diferentes daqueles observados para outras espécies de Leishmania nesse modelo. Esses mecanismos podem ter uma relação direta com a virulência dessa espécie para esses macrófagos. Ou seja, assim como L. major, L. (L.) infantum chagasi não apresenta uma alta patogenicidade para macrófagos de C57LB/6. Além disso, apesar de inicialmente infectar as células de defesa, o parasito L. (L.) infantum chagasi tem como alvo ainda as células de órgãos viscerais do hospedeiro, como medula óssea, fígado e baço (MCGWIRE; SATOSKAR, 2014). Pelo fato de não se manifestarem de uma forma altamente virulenta para esses macrófagos, pode-se sugerir que nesse modelo, além de hospedeiras, essas células também sejam utilizadas como “veículo” para a disseminação em outros sítios-alvo, como observado para outras células da linhagem mieloide. John e Hunter (2008) suportam a conclusões de um outro grupo de pesquisadores, confirmando que a presença de neutrófilos durante o processo infeccioso em modelo experimental com L. (L.) major proporciona a entrada do parasito na célula hospedeira, de acordo com a teoria do “Cavalo de Tróia”. Nesse caso, essas células são utilizadas como uma maneira de entrada silenciosa dos parasitos no macrófago.

Mesmo não se proliferando no interior dos macrófagos, os parasitos L. (L.) infantum chagasi continuam vivos até alcançar os órgãos viscerais, onde são capazes de se disseminar e provocar graves lesões nos tecidos (KUMAR; NYLÉN, 2012). De maneira interessante, um estudo realizado por Erin e colaboradores (2014) sugere que os efeitos da interação entre CD200-CD200R na progressão tumoral em modelos de câncer de mama podem refletir diferenças na imunogenicidade e potencial metastático das células tumorais, além da capacidade de induzirem inflamação crônica. Belkin e colaboradores (2013), num estudo realizado sobre uma forma frequente de neoplasia de pele, o carcinoma espinocelular, verificaram que fatores tumorais podem induzir a expressão de CD200 na superfície de células do endotélio vascular. Essa ação sobre os vasos sanguíneos locais está associada a progressão do tumor devido a supressão do

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CD200R de células mielóides durante diapedese. Sendo assim, diferente de L. (L.) amazonensis, que manipula a síntese de CD200 em tempos mais iniciais de infecção para escapar das respostas de defesa e se proliferar no interior dos macrófagos, o parasito L. (L.) infantum chagasi a utiliza em tempos mais tardios de infecção (Figuras 06 a 08), sugerindo-se que esse mecanismo seja utilizado posteriormente como forma de garantir a sua disseminação.

Seria interessante verificar o efeito da presença de CD200 na virulência e proliferação de L. (L.) infantum chagasi em tempos mais precoces de infecção. Para isso, são necessários ainda experimentos utilizando-se a proteína CD200 purificada na sua forma nativa ou produzida em sistema heterólogo (CD200-Fc), como realizado por Cortez e colaboradores (2011). Esses resultados poderão auxiliar sobremaneira no entendimento da participação de CD200 na proliferação dos parasitos em macrófagos, como observado em L. (L.) amazonensis. Em camundongos CD200-/-, o parasito L. (L.) amazonensis não é capaz de se proliferar

e sobreviver em MMO quando comparado a camundongos selvagens, porém sua virulência pode ser completamente restaurada na presença da proteína recombinante CD200-Fc (CORTEZ et al., 2011). Na presença de CD200-Fc os macrófagos são incapazes de produzir NO, favorecendo o desenvolvimento do parasita.

Além dos macrófagos, outras células fagocíticas da linhagem mieloide que não foram exploradas neste trabalho, como basófilos, neutrófilos e células dendríticas, podem estar implicadas na infecção e no desenvolvimento do parasito no hospedeiro. Experimentos in vivo demonstraram que os neutrófilos representam um dos tipos celulares mais importantes no período inicial de infecções com L. (L.) infantum chagasi (THALHOFER et al., 2011). Assim, seria de suma importância verificar o perfil de infecção da cepa MHOM/BR/1972/LD em outras células da linhagem mieloide, assim como avaliar a expressão e síntese de CD200 em diferentes tempos após uma infecção experimental com esse parasito.

Por se tratar de um modulador negativo do sistema imunológico, a proteína CD200 pode influenciar outras respostas de defesa além da produção de NO, como a produção de citocinas (interleucinas, interferons, TNF-α) e outros compostos microbicidas e citotóxicos (VAINE; SOBERMAN, 2014). Ao interagir com o receptor transmembrana CD200R, a glicoproteína CD200 bloqueia as funções imunológicas de células mieloides por intermédio da ativação de uma cascata de sinalização

celular mediada por tirosina-quinases (MIHRSHAHI; BARCLAY; BROWN, 2009). Para um melhor entendimento do envolvimento dessa via na interação Leishmania- macrófago, faz-se necessários estudos sobre os mecanismos utilizados na indução da síntese endógena desse efetor nos macrófagos pelo parasita, cuja expressão basal nessas células é normalmente indetectável (MUKHOPADHYAY et al., 2010).

A função da sinalização inibitória mediada pela via CD200:CD200R tem sido confirmada em diferentes processos biológicos (HERNANGÓMEZ et al., 2012; HOLMANNOVÁ et al., 2012b; VAN DEN BORNE et al., 2014), mas também em doenças degenerativas e tumores (RYGIEL et al., 2012; WALKER et al., 2009; WANG et al., 2007). Mais recentemente, a participação desse mecanismo tem sido investigada em doenças infecciosas causadas por diferentes patógenos, como vírus (KARNAM et al., 2012; SHIRATORI et al., 2005), bactérias (MUKHOPADHYAY et al., 2010), protozoários (CORTEZ et al., 2011; DECKERT et al., 2006) e vermes (CASERTA et al., 2012).

Além de L. (L.) amazonensis e L. (L.) infantum chagasi, outros patógenos também utilizam a via CD200:CD200R em benefício próprio por meio da manipulação da expressão de CD200 e/ou do receptor CD200R. O parasito Toxoplasma gondii, por exemplo, é capaz de induzir a expressão de CD200R e CD200 em células da glia e nos endotélios de vasos sanguíneos, respectivamente (DECKERT et al., 2006). Foi demonstrado que camundongos CD200-/- são mais

resistentes a infecções por T. gondii por apresentarem uma maior expressão de MHC II, TNFα e iNOS, quando comparado a infecções com camundongos selvagens (DECKERT et al., 2006). De maneira semelhante, camundongos mutantes para o receptor CD200R (CD200R-/-) também são mais resistentes a infecções pelo Herpes

simplex virus 1 (HSV-1) (SOBERMAN et al., 2012).

Nas infecções por Leishmania, uma das respostas de defesa mais afetadas pela sinalização mediada por CD200:CD200R, induzida pelo parasito, é a geração de metabólitos do sistema redox. Os efeitos da inibição da produção de NO em MMO de C57BL/6 pela cepa MHOM/BR/1972/LD de L. (L.) infantum chagasi ainda precisam ser melhor explorados. Nos experimentos realizados neste trabalho não foram incluídos inibidores de NO, limitando assim as conclusões a serem formuladas a respeito da participação da produção de NO no controle de L. (L.) infantum chagasi. Da mesma forma, seria de suma importância a realização de experimentos com camundongos CD200-/- e com outros métodos de quantificação de NO (como

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sondas fluorescentes) para se confirmar a relação da indução de CD200 e a inibição da produção de NO em MMO, como comprovado para L. (L.) amazonensis (CORTEZ et al., 2011).

Finalmente, os resultados oriundos deste trabalho contribuíram para ampliar o nosso conhecimento sobre o envolvimento da proteína imunomodulatória CD200 na leishmaniose, assim como L. (L.) amazonensis, o parasito L. (L.) infantum chagasi também é capaz de induzir a expressão de CD200 em macrófagos murinos. Em conjunto, tais evidências sugerem que esse mecanismo de manipulação da resposta imune do hospedeiro seja conservado entre as espécies que causam as manifestações mais graves da leishmaniose, uma vez que em L. (L.) major (causador de manifestações mais brandas da doença) esse mecanismo não foi observado.

Estudos dessa natureza abrem novas possibilidades para a realização de trabalhos futuros a cerca da identificação de novos efetores e mecanismos envolvidos na relação patógeno-hospedeiro em doenças tropicais negligenciadas, como a leishmaniose. Além disso, o conhecimento dessas relações reveste-se da maior importância para a busca de compostos que possam interferir nesses processos, mas também no desenvolvimento de estratégias que possam auxiliar em programas de controle da doença em todo o mundo.

6 CONCLUSÕES

 As duas formas biológicas de L. (L.) infantum chagasi não são capazes de se proliferar no interior de MMO, porém conseguem resistir no interior dessas células;

 O gene CD200 é induzido em MMO em 120 hpi pela forma promastigota de L. (L.) infantum chagasi;

 A presença da proteína CD200 foi confirmada em amostras de MMO infectados por L. (L.) infantum chagasi no tempo de 120 hpi.

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