• No results found

5. The site of au pairing and mixed and messy methods

6.3. Solutions?

A gestão de biorresíduos apresenta um grande desafio para a União Europeia, na medida em que existem diversas estratégias possíveis de adotar, cabendo a cada Estado-Membro decidir qual a mais sustentável, quer a nível económico, quer ambiental.

Uma abordagem SIG apresenta-se como positiva à gestão de resíduos urbanos, na medida em que permite uma análise espacial e temporal do setor dos resíduos. Tendo isto em consideração, é essencial que os dados a utilizar sejam à menor escala possível, pelo menos à escala do concelho, por forma a representar, detalhadamente, a realidade de cada local. Ao mesmo tempo, deverão também ser utilizados um maior número de indicadores, em especial económicos e ambientais, por fim a solidificar e a ir de encontro a resultados que visam a sustentabilidade do setor de resíduos.

A prevenção de resíduos alimentares e como esta irá afetar a produção total de biorresíduos, a nível nacional, ou de SGRU, tem interesse para estudos futuros, já que, comparativamente a outros fluxos de resíduos, os resíduos alimentares, de habitações, facilmente são prevenidos, sendo apenas necessária a alteração de hábitos de consumo da população. Ao mesmo tempo, tem também interesse estudar estratégias locais, como a compostagem doméstica/comunitária, por forma a entender a sua possível eficiência e o seu impacto na gestão de biorresíduos.

Para concluir, e tendo em consideração este tipo de estudo, quanto maior a escala deste, maior serão as dificuldades a enfrentar. É, portanto, aconselhável realizar estudos, semelhantes, a escalas inferiores, por exemplo à escala de SGRU ou concelho, visto possibilitar uma comunicação direta com as entidades locais, permitindo, por sua vez, discutir indicadores e estratégias, bem como obter dados de maior detalhe.

Referências bibliográficas

ACD. (22 de Maio de 2018). Obtido de Associação Contra o Desperdício: http://www.zerodesperdicio.pt/ ACR+. (2011). Inventory of good practices regarding bio-waste minimization in Europe. Belgium. Afroz, R., Hanaki, K., & Tudin, R. (2011). Factors affecting waste generation: A study in a waste

management program in Dhaka City, Bangladesh. Environmental Monitoring and Assessment, 179, pp. 509-519.

Alfthan, B., Semernya, L., Ramola, A., Adler, C., Peñaranda, L., Andresen, M., . . . Mermon, M. (2016). Waste Management Outlook for Mountain Regions - Sources and Solutions. UNEP, GRID- Arendal e ISWA, Nairobi, Arendal e Viena.

Amaro, C., Ribeiro, D., Ventura, I., & Brito, J. (2018). Avaliação do Sistema de Recolha Porta-a-Porta: Caso de estudo da Urbanização da Portela. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa, Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente, Caparica. Amsa. (2014). Taking Waste Management into the Future. Brussels. Obtido em 10 de abril de 2018, de

https://www.municipalwasteeurope.eu APA. (2016). Ficha SGRU 2016. Lisboa.

APA. (2017a). Relatório do Estado do Ambiente 2016. Agência Portuguesa do Ambiente, Lisboa. APA. (2017b). PERSU 2020 - Relatório de Avaliação 2016. Amadora.

APA. (2018). Sistemas de Gestão e Infraestruturas. Obtido em 2 de Junho de 2018, de Agência

Portuguesa do Ambiente:

https://www.apambiente.pt/index.php?ref=16&subref=84&sub2ref=108&sub3ref=209

Arcadis, & Eunomia. (2009). Assessement of the options to improve the management of bio-waste in the European Union. Version A.

Baptista, P., Campos, I., Pires, I., & Vaz, S. (2012). Do garfo ao campo - desperdício alimentar em Portugal. Lisboa: CESTRAS.

BiPRO/CRI. (2015). Assessment of separate collection schemes in the 28 capitals of the EU. Final Report.

Calijuri, M., Marques, E., Lorentz, J., Azevedo, R., & Carvalho, C. (2004). Multi-criteria analysis for the identification of waste disposal areas. Geotechnical & Geological Engineering, 22, pp. 299-312. CE. (2015). Circular Economy Package: Questions & Answers. Obtido em 22 de Maio de 2018, de Official website of the European Union: http://europa.eu/rapid/press-release_MEMO-15- 6204_en.htm

CE. (2018). New waste rules will make EU global front-runner in waste management and recycling. Obtido em 22 de Maio de 2018, de Official website of the European Union:

https://ec.europa.eu/info/news/new-waste-rules-will-make-eu-global-front-runner-waste- management-and-recycling-2018-apr-18_en

Chalkias, C., & Lasaridi, K. (2011). Integrated Waste Management. (S. Kumar, Ed.) Benefits from GIS Based Modelling for Municipal Solid Waste Management, 1, pp. 417-436.

Chung, S., & Poon, C. (1996). Evaluating waste management alternatives by the multiple criteria approach. Resources, Conservation and Recycling, 17, pp. 189-210.

Correia, M., & Linhares, E. (2016). Sensibilizar para o desperdício alimentar: um projeto de educação para a cidadania. Instituto Politécnico de Santarém e Universidade de Lisboa, Portugal. Denafas, G., Ruzgas, T., Martuzevičiusa, D., Shmarin, S., Hoffmann, M., Mykhaylenko, V., . . . Ludwig,

C. (2014). Seasonal variation of municipal solid waste generation and composition in four East European cities. Resources, Conservation and Recycling, 89, pp. 22-30.

DGT. (2017). Carta Administrativa Oficial de Portugal - Versão 2017 (em vigor). Obtido em 6 de Abril

de 2018, de Direção-Geral do Terrítório:

http://www.dgterritorio.pt/cartografia_e_geodesia/cartografia/carta_administrativa_oficial_de_p ortugal_caop_/caop__download_/carta_administrativa_oficial_de_portugal___versao_2017__ em_vigor_/

ECN. (2010). Organic Waste and Biomass - Material and Energy Source for the Future. Alemanha. ECN. (2017). Bio-Waste Recycling in Europe Against the Backdrop of the Circular. ECN.

Ehrlich, P., & Ehrlich, A. (1998). Betrayal of science and reason - how anti-environmental rhetoric threatens our future. Washignton, DC, EUA: Island Press.

ERSAR. (2017). Relatório Anual dos Serviços de Águas e Resíduos em Portugal - Caraterização Geral do Setor de Águas e Resíduos 2017. Lisboa.

EWP. (2018). Obtido em 18 de maio de 2018, de Epic WebGIS Portugal: http://epic-webgis- portugal.isa.ulisboa.pt/

Fusions. (2016). Estimates of European food waste levels.

Gallardo, A., Carlos, M., Peris, M., & Colomer, F. (2014). Methodology to design a municipal solid waste generation and composition map: A case study. Waste Management, 34, pp. 1920-1931. Generowicz, A. (2014). Multi-Criteria Analysis of Waste Management in Szczecin. Polish Journal of

Environmental Studies, 23, pp. 57-63.

Gomes, A., & Silveira, A. (2014). Modelo de recolha seletiva de biorresíduos: utopia ou realidade? 16º Encontro de Engenharia Sanitária e Ambiental. Lisboa.

Grazhdani, D. (2016). Assessing the variables affecting on the rate of solid waste generation and recycling: An empirical analysis in Prespa Park. Waste Managements. Waste Management, 48, pp. 3-13.

Greco, G., Allegrini, M., Del Lungo, C., Savellini, P., & Gabellini, L. (2014). Drivers of solid wate collection costs. Empirical evidence from Italy. Jornal of Cleaner Production, 106, pp. 364-371.

Hanan, D., Burnley, S., & Cooke, D. (2013). A multi-criteria decision analysis assessment of waste paper management options. Waste Management, 33, pp. 566-573.

Heinrich, K. (2017). Milan Achieves World-class Separate Food Waste Collection. Obtido em Julho de 25 de 2018, de Beyond Food Waste: https://beyondfoodwaste.com/milan-achieves-world-class- separate-food-waste-collection/

Hula, A., Jalalai, K., Hamza, K., Skerlos, S., & Saitou, K. (2003). Multi-criteria decisionmaking making for optimization of product disassembly under multiple situations. Environmental Science & Technology, 37, pp. 5303-5313.

INE. (2011). Quadros de Apuramento - Censos 2011. Obtido em 16 de junho de 2018, de Instituto

Nacional de Estatística:

http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros INE. (2014a). Estatística de Resíduos. Lisboa.

INE. (2014b). Tipologia de Área Urbanas. Relatório Técnico, Lisboa.

JOANNEUM RESEARCH. (2015). Smart City – Good Practice. Waste, Public services and infrastructures. Food waste recycling - Milan, Italy . Austria.

Kalekar, P. (2004). Time series Forecasting using Holt-Winters Exponential Smoothing. Kanwal Rekhi School of Information Technology, Bombaim.

Karadimas, N., & Loumos, V. (2008). GIS-based modelling for the estimation of municipal solid waste generation and collection. Waste Management & Research, 26, pp. 337-346.

Krishna, S., Pandey, K., & Karnatak, H. (2017). Geospatial multicriteria approach for solid waste disposal site selection in Dehradun city, India. Current Science, 112(3), pp. 549-599.

Langendorf, J. (2018). Entrevista via telefone. (J. Brito, Entrevistador)

Matos, A. (2011). Capítulo 3 - Processo de Recolha, Transporte e Transferência. Universidade de Aveiro, Departamento de Ambiente e Ordenamento, Aveiro.

Metson, G., Cordell, D., Ridoutt, B., & Mohr, S. (2018). Mapping phosphorus hotspots in Sydney’s organic wastes: a spatially explicit inventory to facilitate urban phosphorus recycling. Journal of Urban Ecology, pp. 1-19.

Monteiro, E. (2013). Recolha seletiva de resíduos urbanos: Caso de estudo de Aveiro. Dissertação em engenharia do ambiente, Universidade de Aveiro, Departamento de Ambiente e Ordenamento, Aveiro.

Mwenda, A., Kuznetsov, D., & Mirau, S. (2014). Time Series Forecasting of Solid Waste Generation in Arusha City - Tanzania. Mathematical Theory and Modeling, 4(8), pp. 29-39.

Petridis, N., Stiakakis, E., Petridis, K., & Dey, P. (2016). Estimation of Computer Waste Quantities Using Forecasting Techniques. Journal of Cleaner Production, 112(20), pp. 3072-3085.

Queiruga, D., Walther, G., González-Benito, J., & Spengler, T. (2008). Evaluation of sites for the location of WEEE recycling plants in Spain. Waste Management, 28, pp. 181-190.

R4R. (2014). Good Practice: Catalonia. Door-to-door Separete Collection.

Russo, M. (2003). Tratamento de Resíduos Sólidos. Dissertação de mestrado em engenharia civil, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Departamento de Engenharia Civil, Coimbra.

San, C., & Jose, R. (2012). Multi Criteria Analysis in the Renewable Energy Industry. Londres: Springer Verlag .

Sankar, J., Balasundaram, N., & Roopa, D. (2018). Forecast and Prediction Analtsis of Solid Waste Generation Rates Using Statistical Models in Salem City. International Journal of Civil Engineering and Technology, 9(6), pp. 738-749.

Santos, S., Silva, M., Melo, R., Gavazza, S., Florencio, L., & Kato, M. (2017). Multi-criteria analysis for municipal solid waste management in a Brazilian metropolitan area. Environ Monit Assess, 189, p. 561.

Sariatli, F. (2017). Linear economy versus circular economy: a comparative and analyzer study for optimization of economy for sustainability. Visergrad Journal on Bioeconomy and Sustainable Development, pp. 31-34.

Stan, V., Virsta, A., Dusa, E., & Glavan, A. (2009). Waste Recycling and Compost Benefits. Notulae Botanicae Horti Agrobotanici Cluj-Napoca, 37, pp. 9-13.

Sukholthaman, P., Chanvarasuth, P., & Sharp, A. (2015). Analysis of waste generation variables and people’s attitudes. Journal of Material Cycles and Waste Management, 19, pp. 645-656. Thomas, C., Slater, R., Frederickson, J., & Burnley, S. (2003). Developing Integrated Waste

Management Strategies: Information Needs and Role of Locally-Based Data. Report Prepared for The Onyx Environmental Trust, The Open University, Reino Unido.

Time series forecasting using Holt-Winters exponential smoothing. (2004).

Vaz, F. (2009). As características da fracção orgânica dos RSU recolhidos seletivamente na área metropolitana de Lisboa e a sua influência no comportamento do processo de digestão anaeróbia. Dissertação de mestrado em engenharia do ambiente, perfil de engenharia sanitária, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente, Caparica.

Wynmann von Dach, S., Bachmann, F., Borsdof, A., Kohler, T., Jurek, M., & Sharma, E. (2016). Investing in Sustainable Moutain Development - Opportunities, Resources and Benefits. Centre for Development and Environment (CDE), University of Bern. Bern: Bern Open Publishing. Zemanek, J., WoĨniak, A., & Malinowski, M. (2011). The role and place od solid waste transfer station

in the waste management system. Commission of Technical Rural Infrastructure, Polish Academy of Sciences, Cracow Branch, Cracóvia.

Anexos

Anexo I – Caracterização das infraestruturas de valorização de biorresíduos e respetivas fontes bibliográficas

SGRU Tipo de tratamento Capacidade de

tratamento (t/ano) Bibliográfica

ALGAR-A Digestão anaeróbia 33 347 Alvará de licença nº2/2014/CCDRAlg

ALGAR-B Compostagem 9 000 Alvará de licença nº2/2014/CCDRAlg

ALGAR-C Compostagem 5 000 Alvará de licença nº12/2014/CCDRAlg

ALGAR-D Compostagem 5 000 Alvará de licença nº13/2013/CCDRAlg

AMARSUL-A Compostagem 60 000 AMARSUL (2015). Memória descritiva da central de TMB AMARSUL-B Digestão anaeróbia e compostagem 31 000 Licença ambiental nº589/1.0/2015

AMBILITAL Compostagem 20 000 Licença ambiental nº624/0.1/2016

BRAVAL Compostagem 40 000 BRAVAL (2016). Relatório & Contas 2016 ERSUC-A Digestão anaeróbia e compostagem 63 000 Licença ambiental nº366/2010 ERSUC-B Digestão anaeróbia e compostagem 63 000 Licença ambiental nº367/2010 GESAMB Compostagem 48 000 Alvará de licença nº13/2017/CCDR-Alentejo

LIPOR Compostagem 59 600 Averbamento ao alvará de licença nº39/2014/CCDR-N PLANALTO BEIRÃO Digestão anaeróbia 35 000 Licença ambiental nº354/0.1/2016 RESIALENETEJO Compostagem 15 000 Licença ambiental nº627/0.1/2016 Resíduos do Nordeste Digestão anaeróbia 29 150

Resíduos do Nordeste (2017). Licenciamento Único Ambiental –

Parque Ambiental do Nordeste Transmontano

RESIESTRELA Compostagem 35 000 Licença ambiental nº100/2010

RESINORTE Compostagem 60 000 Licença ambiental nº705/0.0/2018

RESITEJO Compostagem 20 395 Alvará de licença nº080/2014

SULDOURO Digestão anaeróbia 20 000 Alvará de licença nº53/2012/CCDR-N TRATOLIXO Digestão anaeróbia 75 000 Licença ambiental nº387/2010

VALNOR Digestão anaeróbia 45 000 Aditamento ao pedido de alteração da licença ambiental nº28/2005 (PCIP) VALORLIS Digestão anaeróbia 20 000 Licença ambiental nº18A.1/2007 VALORSUL Digestão anaeróbia 40000 VALORSUL (2016). Relatório & Contas 2016

Anexo II – Características dos SGRU

SGRU População servida 2016 (hab)

Capitação de biorresíduos

(kg/(hab.ano)) Taxa de reciclagem (%)

Capacidade de tratamento de biorresíduos (t/ano) Acessibilidade ao serviço de recolha seletiva (%) ALGAR 441 669 310,7 21 52 347 73 AMARSUL 782 246 194,4 24 91 000 85 AMBILITAL 111 802 208,4 50 20 000 66 AMBISOUSA 333 860 146,7 36 0 51 AMCAL 24 184 198,1 61 0 77 BRAVAL 287 278 144,8 57 40 000 65 ECOLEZIRIA 124 241 167,2 17 0 56 ERSUC 926 772 156,1 80 126 000 54 GESAMB 145 628 204,2 73 48 000 70 LIPOR 956 359 191,7 28 59 600 92 Planalto Beirão 334 924 140,6 15 35 000 42 RESIALENETEJO 90 242 221,9 27 15 500 73 Resíduos do Nordeste 134 021 156,9 83 29 150 52 RESIESTRELA 189 228 145,1 73 35 000 60 RESINORTE 924 435 141,7 45 60 000 51 RESITEJO 200 340 171,9 23 20 395 66 RESULIMA 313 141 157,1 13 0 50 SULDOURO 439 759 158,7 48 20 000 78 TRATOLIXO 849 924 181,4 44 75 000 94 VALNOR 252 919 170,6 66 45 000 59 VALORLIS 301 942 145,5 50 20 000 44 VALORMINHO 74 039 185,7 11 0 39 VALORSUL 1 5860 20 179,4 28 40 000 90