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5.1. Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF)
Esta entrevista integra a pesquisa Os Bens Ferroviários nos Tombamentos do Estado
de São Paulo (1969 – 1984). O trabalho é desenvolvido no Programa de Pós-
Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O questionário contém perguntas direcionadas aos membros da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) que tenham atuado nos anos de 1970 e/ou de 1980. O interesse por esse período específico está relacionado ao pedido de tombamento feito pela Associação em 1980, referente à Estrada de Ferro Perus-Pirapora (EFPP). Dessa forma, nosso objetivo é compreender a atuação da ABPF nesse período, bem como as experiências pessoais de cada entrevistado. Por questões metodológicas, solicitamos ao entrevistado autorização para gravar o conteúdo, consentimento expresso através de termo específico (anexo). A entrevista é composta por 13 questões e tem tempo estimado de 1 hora e 10 minutos. Sua participação é fundamental para alcançarmos os objetivos desta pesquisa, agradecemos a colaboração.
SOBRE O ENTREVISTADO Nome
Data de Nascimento
Período de Atuação na ABPF Síntese da formação
Profissão
Atuação Profissional em 1970 – 1980. A PARTICIPAÇÃO NA ABPF
1) Fale-nos sobre o cenário da preservação de bens ferroviários nos anos de 1970 e de 1980.
2) Quais motivações levaram o senhor a participar da ABPF? Conte-nos como conheceu a Associação e o início de sua participação.
SOBRE OS ASSOCIADOS E A MOTIVAÇÃO
Para este bloco de perguntas, apresentamos também fragmentos de textos publicados entre 1979 e 1982 na Revista Ferrovia.
[Aos Amigos Ferroviários – Alberto H. Del Bianco. Nov/Dez 1979]
“Em principio poder-se-ia pensar que esta Associação era coisa de maníacos ou fanáticos com vontade de ‘andar de trem’, mas, felizmente os srs. Presidentes da RFFSA e da FEPASA não pensam dessa maneira e sim, que somos um grupo de abnegados que tenta por todos os meios evitar a destruição da memória ferroviária nacional, a exemplo do que ocorre em vários países europeus e também na Argentina e Uruguai, onde existem associações que se preocupam na preservação de material ferroviário” (p. 22)
[Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – Patrick Dollinger. Mar/abr.1980]
“Ela é o fruto da colaboração de todas as pessoas, preocupadas com o destino de nosso patrimônio ferroviário com valor histórico. Somos atualmente cerca de 220 sócios oriundos de todas as classes e origens. Infelizmente, os ferroviários são a minoria entre nós” (p.34).
3) De maneira geral, é possível descrever um perfil dos associados (profissão, faixa etária, etc.)? Qual a motivação dos associados? Existiam critérios para filiação?
4) Fale-nos sobre os ferroviários que participavam. De que forma colaboravam para a causa?
5) O fragmento do texto Aos amigos ferroviários reforça o distanciamento da “vontade de andar de trem”. Ainda assim, gostaríamos de saber se a diversão também era um elemento presente na motivação dos Associados.
AS AÇÕES DA ABPF
6) Quais eram os objetivos do grupo?
7) Também através da Revista Ferrovia identificamos algumas ações da ABPF no período. Dentre elas, destacamos a realização de viagens ferroviárias em antigas composições (Jundiaí e Paranapiacaba), os esforços para criação do Museu em Jaguariúna, as próprias publicações ou mesmo o mencionado pedido de tombamento da EFPP. A partir disso, conte-nos sobre essas ações e a participação de outras instituições ou empresas, a exemplo da Ferrovia Paulista S.A. na concessão de trecho ferroviário.
8) Especificamente sobre os artigos mencionados, como ocorria a publicação? A participação da ABPF era proveniente de um espaço contratado ou cedido pela
Revista Ferrovia? Fale-nos também sobre a relação com essa empresa.
9) Qual era o objetivo dessa ação (publicação)? Conte-nos sobre o processo de elaboração dos textos.
10) Fale-nos sobre o Museu Dinâmico e a operação de trens turísticos. Como isso estava inserido nos interesses de preservação?
A PRESERVAÇÃO DOS BENS FERROVIÁRIOS
11) A expressão “patrimônio ferroviário” aparece em diferentes publicações da ABPF nos anos de 1970 e de 1980. Qual era o entendimento da Associação naquele momento sobre esse patrimônio? Que tipo de valores justificavam os interesses de preservação?
12) Conforme anteriormente mencionado, identificamos ações como denúncias e pedidos de proteção de bens ferroviários. Como era a relação entre a ABPF e os órgãos de defesa do patrimônio? Em destaque o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT).
13) Caso seja de seu conhecimento, fale-nos sobre o pedido de tombamento da E.F. Perus-Pirapora. Como era a relação entre associados e técnicos para os estudos que embasaram a proteção?
5.2. Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT)
Esta entrevista integra a pesquisa Os Bens Ferroviários nos Tombamentos do Estado
de São Paulo (1969 – 1984). O trabalho é desenvolvido no Programa de Pós-
Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O questionário contém perguntas direcionadas a Técnicos ou Conselheiros do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) que tenham atuado durante os anos de 1970 e de 1980. O interesse por esse período específico está relacionado ao tombamento da Estrada de Ferro Perus-Pirapora, processo com trâmite entre 1980 e 1987, e nosso objeto de estudos. A partir das experiências de cada entrevistado, nosso objetivo é compreender a atuação do CONDEPHAAT na dimensão do trabalho cotidiano. Por questões metodológicas, solicitamos ao entrevistado autorização para gravar o conteúdo, consentimento expresso através de termo específico (anexo). As informações coletadas têm finalidades unicamente acadêmicas e poderão ser utilizadas em apresentações científicas nacionais ou internacionais. A entrevista é composta por 19 questões e tem tempo estimado de 1 hora e 30 minutos. Sua participação é fundamental para alcançarmos os objetivos desta pesquisa, agradecemos a colaboração.
SOBRE O ENTREVISTADO Nome
Data de Nascimento
Período de Atuação no CONDEPHAAT e função exercida Atuação Profissional (Atual)
Síntese da Formação CONDEPHAAT
1- Conte-nos sobre o início de sua atuação no CONDEPHAAT, em especial, sobre sua rotina de trabalho (função exercida) e o cotidiano dos funcionários. 2- Fale-nos sobre o papel dos profissionais da área de História nas ações do
órgão de defesa naquele período.
3- Sabemos que nesse período o CONDEPHAAT contou com profissionais formados em diferentes áreas, tais como a Arquitetura, História e Geografia. Assim sendo, existiam colaborações ou trocas de conhecimentos entre profissionais de áreas distintas? A participação nas decisões de tombamento ocorria da mesma maneira?
4- Como era realizada a designação do técnico responsável pelo estudo de cada tombamento? A escolha estava baseada em critérios específicos?
5- De que forma são conduzidos os estudos para tombamento? Fale-nos sobre o trabalho para elaboração do parecer técnico. A partir de sua experiência, em que medida os argumentos apresentados pelo solicitante influenciam as investigações?
6- Como era realizada a designação do Conselheiro Relator do processo? O parecer elaborado pelo Conselheiro tem peso similar ao parecer técnico na decisão de tombamento?
7- Considerando o recorte proposto e o período total de sua trajetória no órgão de defesa, fale-nos sobre a organização administrativa da instituição e o papel do CONDEPHAAT no Governo do Estado de São Paulo.
8- Em nossa pesquisa, não identificamos uma política de proteção entre 1969 e 1984. No caso dos bens ferroviários, a indefinição de diretrizes é indicada, por exemplo, no parecer de Carlos Lemos para a Estação de Santa Rita do Passa Quatro: “[...] encarecemos a necessidade de um plano de tombamentos que nos oriente no sentido de que tombar e o que não tombar dentro do Estado”. Considerando o exposto, o que orientava o trabalho do CONDEPHAAT? Existiam diretrizes para as decisões? O mesmo é válido para os bens relacionados à ferrovia?
BENS FERROVIÁRIOS
9- Fale-nos sobre o cenário da preservação de bens ferroviários nos anos de 1970 e de 1980.
10- Em sua opinião, que fatores levaram a instituição a considerar esse tipo de remanescentes? De que maneira esses objetos estavam inseridos na história e formação da identidade paulista naquele momento?
11- Até o final dos anos de 1980, o CONDEPHAAT havia tombado um total de 15 (quinze) bens ferroviários. Sabemos que o conceito de patrimônio industrial e a própria ideia de patrimônio ferroviário são posteriores ou não consolidados no período estudado. Dessa forma, fale-nos sobre os conceitos, premissas e outros embasamentos que sustentavam o estudo sobre esse tipo de bem. Existia o interesse por acumular conhecimento (entenda como discutir a questão ou mesmo criar diretrizes) específico sobre os bens ferroviários? 12- Os processos de tombamento mencionados (vide tabela) eram interpretados
como similares?
BENS FERROVIÁRIOS - TÉCNICOS E CONSELHEIROS
13- O senhor / a senhora se recorda de Técnicos e Conselheiros que tenham trabalhado com mais ênfase sobre bens ferroviários? Em caso afirmativo, mencione a contribuição deles.
14- Entre 1969 e 1984, recorte de nossa pesquisa, notamos que Carlos Lemos participou de 7 (sete) dos 9 (nove) tombamentos de bens ferroviários realizados no período. Essas participações ocorreram como parte da rotina de sua função ou, de maneira oposta, a atribuição de processos foi fruto de uma designação baseada em critérios?
15- De maneira geral, fale-nos sobre Lemos e sua atuação no CONDEPHAAT. 16- Fale-nos sobre a convivência entre os colaboradores (Técnicos e
Conselheiros). Existiam ações (formais ou informais) para compartilhar questões e conhecimentos?
17- Em que medida os conhecimentos adquiridos e discutidos ao longo de um processo de tombamento podem exercer influência sobre outras decisões? PERUS-PIRAPORA
Caso seja de seu conhecimento, fale-nos sobre o processo de tombamento do Acervo da Estrada de Ferro Perus-Pirapora (21,273/80). O processo foi solicitado pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), em 1980, e tombado pelo CONDEPHAAT, em 1987.
18- Durante as análises técnicas e decisões do Conselho, existiam outros processos que serviam como norteadores para a condução do processo e tomada de decisões? Em caso afirmativo, mencione quais.
19- No processo de tombamento, identificamos que algumas visitas foram realizadas em conjunto com membros da ABPF, solicitante. Como era a relação entre os associados da ABPF e os Técnicos responsáveis pelo estudo?