2.4 Switchyard Grounding System
2.4.4 Soil Ionization
Esta seção analisa a estrutura das defasagens (lags). O item 2.4.1.1 apresenta a metodologia utilizada para definir a extensão das defasagens, lag length criterias – AIC,
SC, HQ e FPE. O item 2.4.1.2 apresenta o teste de exogeneidade-bloco de Granger (causalidade). Os resultados da seleção da extensão das defasagens dos modelos, bem como os resultados dos testes de causalidade e exogeneidade Granger/ Block estão sumarizados na Tabela A2.1.
2.4.1.1 Ordenamento das Variáveis do Modelo VAR (teste de Granger/ Block)
O teste de GRANGER/ BLOCK é utilizado em sistemas de variáveis com mais de duas variáveis endógenas, já em que as interpretações associadas à causalidade são mais complexas, na medida em que uma variável yt pode Granger-causar outra variável, zt, através de uma terceira, xt 78.
O teste Granger/ Block é utilizado para definir o ordenamento das variáveis, em termos de exogeneidade das variáveis do VAR. Este teste calcula a significância conjunta de cada uma das variáveis endógenas defasadas, para cada uma das ‘n’ equações do sistema.
A ordenação das variáveis dos modelos VAR é baseada na estatística qui- quadrado (χ2). Sendo que as variáveis mais exógenas possuem valores menores da
estatística χ2, quando comparadas com as variáveis mais endógenas. Os resultados
deste teste estão sumarizados na Tabela A2.1 do Anexo 2.
A Tabela 21 mostra o ordenamento das variáveis dentro do sistema de equações de cada um dos modelos VAR e suas respectivas ordens de defasagens, conforme os testes GRANGER/ BLOCK e os critérios de escolha do número de defasagens (lag
length criteria).
78 Os critérios de seleção adotados indicaram ordem de defasagem 1, VAR(1), para o modelo 1 de França, Índia e Japão e modelo 2 da Alemanha e Canadá, entretanto, a inclusão de mais uma defasagem (VAR(2)) se fez necessária para eliminar o problema de autocorrelação presente nos modelos quando estimados com apenas uma defasagem.
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TABELA 21 Ordenamento das variáveis do VAR e escolha do número de defasagens
PAÍS Modelo Modelos VAR Defasagens
1 D TXCREF; DIFJREAL; D BTCPIB; D FBKFPIB; D CONSPIB VAR (2)
2 D BTCPIBD; FBKFPIB; D TXCREF; D CONSPIB; D IDEPIB VAR (2)
1 DIFJREAL; DCONSPIB; DTXCREF; FBKFPIB ;BTCPIB VAR (1)
2 DCONSPIB; DTXCREF; BTCPIB; FBKFPIB; DIDEPIB VAR (1)
1 DTXCREF; BTCPIB; DIFJREAL; DFBKFPIB; CONSPIB VAR (2)
2 DFBKFPIB; CONSPIB; BTCPIB; DTXCREF; IDEPIB VAR (2)
1 DTXCREF; DCONSPIB; DFBKFPIB; BTCPIB; DIFJREAL VAR (2)
2 DTXCREF; DFBKFPIB; DCONSPIB; DIDEPIB; BTCPIB VAR (2)
1 DTXCREF; DCONSPIB; DBTCPIB; DFBKFPIB; DIFJREAL VAR(2)
2 DTXCREF; DCONSPIB; DBTCPIB; DIDEPIB; DFBKFPIB VAR (1)
1 TXCREF; DIFJREAL; DFBKFPIB; DBTCPIB; DCONSPIB VAR (2)
2 DCONSPIB; DFBKFPIB; DBTCPIB; TXCREF; IDEPIB VAR (2)
1 DBTCPIB; CONSPIB; FBKFPIB; DIFJREAL; TXCREF VAR (2)
2 CONSPIB; DBTCPIB; FBKFPIB; TXCREF; DIDEPIB VAR (1)
1 DIFJREAL; DFBKFPIB; DCONSPIB; DBTCPIB; DTXCREAL VAR (2)
2 DIDEPIB; DCONSPIB; DTXCREAL; DFBKFPIB; DBTCPIB VAR (1)
1 DTXCREF; DFBKFPIB; DIFJREAL; BTCPIB; DCONSPIB VAR (1)
2 DFBKFPIB; DCONSPIB; BTCPIB; IDEPIB; DTXCREF VAR (2)
1 DTXCREF; DFBKFPIB; DCONSPIB; BTCPIB; DDIFJREAL VAR (1)
2 DFBKFPIB; DTXCREF; BTCPIB; IDEPIB; DCONSPIB VAR (2)
1 BTCPIB; CONSPIB; FBKFPIB; DIFJREAL; DTXCREF VAR (2)
2 BTCPIB; CONSPIB; FBKFPIB; IDEPIB; DTXCREF VAR (2)
1 DCONSPIB; FBKFPIB; TXCREF; DIFJREAL; DBTCPIB VAR (1)
2 FBKFPIB; DIDEPIB; DCONSPIB; TXCREF; DBTCPIB VAR (1)
1 DBTCPIB; DIFJREAL; DTXCREF; FBKFPIB VAR (1)
2 DBTCPIB; DCONSPIB; DTXCREF; DIDEPIB VAR (1)
ALEMANHA BRASIL CANADÁ CHILE CHINA ESTADOS UNIDOS FRANÇA ÍNDIA ITÁLIA JAPÃO RÚSSIA REINO UNIDO MÉXICO
Elaborada pelo autor com o uso do Eviews 7.1. Dados: IFS, WDI e WEO.
2.4.1.2 Critério de Seleção das Defasagens (lag length criteria)
A escolha da ordem de defasagem do modelo VAR não é trivial, na medida em que o número de defasagens necessárias para obter ruído branco nos resíduos (ou resíduos branqueados) da primeira variável endógena não é o mesmo para obtê-los na segunda variável.
Os critérios de seleção das defasagens ou lag length criteria computam vários critérios para selecionar a ordem de defasagem do VAR irrestrito ou VAR na forma
reduzida. Os critérios de seleção da ordem de defasagem AIC, SC, HQ e FPE estão sumarizados na Tabela A2.1 do Anexo 2, que apresenta o resultado para cada um dos
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dois modelos dos treze países incluídos na análise econométrica, bem como a ordem de defasagem correspondente79.
2.4.1.3 Raiz Inversa do Polinômio Autorregressivo (teste de estabilidade)
O resultado destas estimações apresentam as raízes inversas dos polinômios autorregressivos. O modelo VAR estimado é considerado estável, caso as raízes inversas (dos parâmetros das variáveis do sistema de equações) obtiverem módulo menor do que a unidade e estiverem dentro do circulo unitário80.
As raízes inversas estão apresentadas nas figuras A3.1 a A3.2 do Anexo 3. Todos os vinte e seis modelos estimados obtiveram raízes inversas dentro do circulo unitário, atendendo a condição de estabilidade.
Para cada modelo há n x p raízes inversas, onde k é o número de variáveis endógenas e p é a ordem máxima das defasagens. Ou seja, se o modelo tem cinco variáveis e é um VAR (2), então n x p = 10: serão dez raízes inversas calculadas, LÜTKEPOHL (1991).
É possível perceber que quanto mais os valores das raízes inversas se aproximam do circulo unitário, mais extenso é o efeito de um choque aleatório (em uma ou mais variáveis do modelo estimado), que somente se dissipará após sucessivos períodos81.
79 Os critérios de seleção utilizados para identificar a ordem (extensão) das defasagens foram: critério de informação de Akaike, AIC; critério de informação de Schwarz, SC; critério de informação de Hannan- Quinn, HQ e critério de Previsão de Erro Final, FPE. Para mais detalhes sobre a especificação do VAR, quanto à ordem de defasagem, ver Lütkepohl e Krätzig (2004).
80 Nos casos em que o VAR não é estável, as respostas aos impulsos e os erros padrão não são válidos, Lütkepohl (1991).
81 É possível observar, que quanto mais o valor das raízes inversas se aproximam de zero (ou seja, quanto mais concêntricos se apresentam as raízes invertidas no gráfico do círculo unitário), mais rapidamente os choques aleatórios tendem a se dissipar nas funções impulso-resposta estimadas. Analogamente, quando as raízes inversas das equações do VAR tendem à unidade, em valor absoluto (ou seja, quanto mais as raízes se aproximam do limite ou da “borda” do círculo unitário), o choque aleatório levará sucessivos períodos para se dissipar. O que pode ser notado na análise de impulso-resposta, apresentada no item 2.4.4.
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