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Soil groups in the NoSIS

In document The Norwegian Soil Information System (sider 36-44)

Relativamente à hipótese formulada, não se verificaram resultados estatisticamente significativos quanto à variação positiva dos níveis de saúde mental, de bem-estar e de expressão emocional na totalidade da amostra do estudo. No entanto, pode-se observar através da análise da média das ordens que os níveis de saúde mental, de bem-estar e de expressão emocional tenham melhorado para a maioria dos elementos.

Através da interpretação dos gráficos e tabelas acima apresentados podemos afirmar que apesar dos resultados serem nulos do ponto de vista inferencial, do ponto de vista descritivo observam-se melhorias.

Descritivamente, o valor da média de todas as escalas e subescalas melhorou quer do 1º para 2º momento, quer do 2º para o 3º momento, sendo que a tendência dos dados estatísticos é para melhorar, apesar de só existir diferença estatisticamente significativa nas subescalas da ansiedade e dos laços emocionais do MHI e no envolvimento social da EMMB.

Analisando o comportamento da mediana observa-se que variou positivamente do 1º para o 3º momento nas escalas principais do estudo (MHI, EMMB e EEE) acompanhando a tendência evolutiva. O mesmo ocorreu com a mediana de todas as subescalas do MHI e da EMMB.

Constata-se portanto que, de um modo geral, os valores de todas escalas evoluíram positivamente, tendo presente a consciência de que individualmente, possam não ter evoluído da mesma forma todos os elementos da amostra, tal como é observável analisando os gráficos (n. º 1, 2 e 3) apresentados.

Ainda que não se possa inferir que a intervenção terapêutica com o grupo ComunicAr’te tenha melhorado os níveis de saúde mental, bem-estar e expressão emocional daqueles utentes, as melhorias obtidas e observadas através da análise descritiva dos resultados evidenciam o resultado positivo desta intervenção.

Verificando-se as melhorias estatisticamente significativas obtidas e analisando as diferenças individuais pré e pós teste pode-se concluir que houve ganhos em realizar a intervenção em 6 meses, quando comparado aos resultados obtidos após três meses de

intervenção (2º momento de avaliação), visto que inicialmente, durante a fase de projeto, o tempo previsto para a duração do grupo era de 12 semanas.

Poder-se-á apontar como limitações o tempo de duração do grupo, o fato de não haver grupo de controlo e a reduzida dimensão e heterogeneidade da amostra, não sendo possível, portanto, extrapolar os resultados para a generalidade da população.

As limitações inerentes à dimensão e heterogeneidade da amostra poderão ser justificativas do facto de não se terem alcançado melhorias estatisticamente significativas nas escalas principais do estudo e na maioria das subescalas em análise. Teria sido útil ter um grupo de controlo, no entanto devido à dificuldade em manter nesse grupo as mesmas características do grupo experimental de modo a que fossem comparáveis, optou-se por não implementar o grupo de controlo. Também foi idealizada a implementação do projeto em diversos grupos diferentes, no mesmo período temporal, no entanto devido às limitações inerentes aos recursos físicos e humanos não foi possível realizá-lo.

Considera-se como fator positivo o facto dos terapeutas terem realizado todas as atividades com os utentes, sendo reconhecido pelos técnicos as dificuldades na sua realização. Considera-se que, através do participar de igual forma nas atividades, contribuiu para um aperfeiçoamento da capacidade de empatia. Os próprios utentes demonstraram surpresa e espanto (positivo) enaltecendo este comportamento.

Deste modo, sugere-se para futuros estudos semelhantes a realização da intervenção com maior duração (mais prolongada no tempo), a implementação da intervenção a uma população mais alargada (por exemplo, diversos grupos a decorrer simultaneamente) e a utilização de um grupo de controlo.

Diversas são as referências na literatura encontradas sobre os benefícios do uso da arte enquanto terapia e que salientam a importância do seu uso. Sousa (2005) citando a Sociedade Portuguesa de Arte-terapia (2001) menciona a sua utilização, com pacientes esquizofrénicos e em perturbações de stresse pós-traumático, entre outros. As terapias expressivas são utilizadas também na intervenção com famílias e com vítimas de violência sexual (Ferraz, 2009; Pratt, 2004), com crianças (Eaton, Doherty & Widrick, 2007; Ferraz, 2009;Pratt, 2004; Sousa, 2005), na dor, perda e morte (Pratt, 2004 citando

Malchiodi, 1993), junto de pessoas que sofreram traumatismo crânio-encefálico (Pratt, 2004 citando David, 2000 e Lazarus-Leff, 1998) e acidente vascular cerebral (Pratt, 2004 citando Wilson, 2001 e Yaretzky, 1996). É usada também junto de paciente com dor (Pratt, 2004 citando Trauger-Querry, 1999 e Russell, 1995) e em pacientes com VIH (Pratt, 2004 citando Edwards, 1993).

Perante os resultados positivos obtidos, está a ser desenvolvido um novo projeto de implementação do ComunicAr’te no meu local de trabalho (Equipa de Tratamento de Caldas da Rainha), tendo os mesmos objetivos mas sendo, no entanto, dirigido à pessoa com problemática de toxicodependência com diagnóstico de depressão. Sendo este conceito entendido com uma emoção negativa caraterizada por “sentimentos de tristeza a melancolia, com diminuição da concentração, perda de apetite e insónia” (CIPE, 2011, p. 48).

A justificativa desta intervenção fundamenta-se em duas vertentes, indo de encontro aos estudos de Sawyer (1987) referidos por Pratt (2004) evidenciando os resultados positivos do uso de arte com pessoas com depressão, e devido à evidente prevalência deste diagnóstico na população identificada.

Também as boas práticas defendidas na intervenção nas pessoas com patologia dual, coexistindo toxicodependência e outra doença mental e, enunciam entre outras intervenções, o uso de grupos de arte no seu tratamento (Watson & Hawkings, 2007). Alguns autores apontam para a existência de um “risco dobrado de desenvolvimento de abuso/dependência de drogas em adultos jovens com história precoce de distúrbios depressivos ou de ansiedade” (Robins e Pryzbeck, 1985; Helzer e Pryzbeck, 1988, in Lopes, 1999 citados por Amorim, 2010).

Na tabela seguinte identificam-se as competências em enfermagem de saúde mental adquiridas ao longo do ensino clínico no CHON, integradas nas intervenções relacionadas com o grupo ComunicAr´te.

Tabela 10 - Competências em Enfermagem Especializada e EESMP no Grupo ComunicAr’te

Domínios Unidades de competência

Domínio A A1.1; A1.2; A1.3; A1.4; A2.1; A2.2. Domínio B B2.1;B3.1; B3.2.

Domínio C C1.1; C1.2. C2.1; C2.2. Domínio D D1.1; D1.2; D2.1; D2.2; D2.3.

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