Kapittel 5 – Klubben som sted og produsent av identitet
5.2 Sogndal ILs forutsetninger
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A vulnerabilidade externa da economia brasileira advinda dos fluxos financeiros foi estudada neste capítulo a partir das principais categorias de investimentos financeiros que compõe o Balanço de Pagamentos e o Passivo Externo líquido nacional: Investimento Direto, Investimento em Carteira e Outros Investimentos. Cada uma dessas rubricas foi analisada do ponto vista da Conta Financeira, da Transação Corrente e do Passivo Externo líquido.
A primeira constatação importante é a de que todas as categorias de capital ganham importância ao longo dos anos estudados, indicando, pela definição apresentada no primeiro capítulo, que o Brasil tem aumentado seu potencial de vulnerabilidade externa. Tanto é verdade que os resultados indicam para um aumento na instabilidade dos fluxos (Conta Financeira) à medida que o peso dos capitais crescem; podendo ser este um indicador de que a economia brasileira tem aumentado seu grau de afetação em relação a fenômenos exógenos. Dado que o país apresenta, para o período estudado, bons indicadores domésticos, não são as condições nacionais as causadoras da volatilidade.
Outro apontamento relevante é que, de forma geral, os capitais internacionais chegam ao Brasil principalmente na forma de Investimento Direto. Exceções para esta generalização acontece somente nos períodos ‘atípicos’, de ‘surto de recursos’ (2006Q4-2008Q2 e 2009Q3- 2010Q2) ou de turbulência financeira (2008Q4-2009Q2). Nesses casos excepcionais, é o Investimento em Carteira, pelo próprio perfil curto prazista da rubrica, o investimento de maior força para entrada (nos momentos dos ‘surtos de recursos’) e para saída (na instabilidade).
Os estudos mais pormenorizados mostraram que, se por um lado, o Investimento Direto tem a ‘vantagem’ de sustentar o superávit da Conta Financeira, por outro, possui dois grandes inconvenientes. Primeiro, esta categoria de capital tem um peso enorme na formação do passivo externo brasileiro, principalmente depois que aumenta sua participação no pós 2010. Segundo, essa rubrica é, desde 2006, a maior responsável pela geração do déficit da conta Rendas, constituindo-se, assim, em uma causadora fulcral do excessivo déficit da Transação Corrente brasileira. A análise detalhada dos dados é explícita, os gritantes saldos negativos da Transação Corrente são gerados por fatores financeiros, especificamente pelo Investimento Direto através do envio de lucros e dividendos ao exterior.
Ainda em relação ao Investimento Direto, mais um resultado importante é a identificação de sua principal subconta: participação de estrangeiros no capital de companhias brasileiras, sendo essa classe a autora central dos déficits da Transação Corrente e uma das
principais na constituição dos passivos externos. Ademais, a análise detalhada das contas começa a corroborar a hipótese de que parte dos Investimentos Diretos especialmente no pós 2010 são aplicações de portfólio. A maior presença dos investimentos estrangeiros no capital de empresas nacionais a partir do momento de elevação do IOF para fluxos de portfólio, é um indicativo da veracidade do argumento. A similaridade entre o PEL dos Investimentos Diretos participação no capital e Investimentos em Carteira em ações é outro indicador.
Em relação à categoria de capital por último mencionada – Investimentos em Carteira – a investigação das contas também assinala algumas considerações. Estes fluxos não fundamentam os déficits da Transação Corrente. Os lucros e dividendos enviados ao exterior por esta rubrica são bem menores que os remetidos pelos Investimentos Diretos. No entanto, eles colaboram bastante para a ampliação do potencial de vulnerabilidade externa pelos canais da Conta Financeira e do PEL. A análise dos fluxos realizada no estudo da Conta Financeira mostra o quão sensível estes investimentos são em relação a fenômenos externos, particularmente ao VIX e à taxa de juros norte-americana. Além disso, a questão da instabilidade dos fluxos tem o agravante de os Investimentos em Carteira serem, juntamente com os Investimentos Diretos, os principais ocasionadores do passivo externo brasileiro. As adversidades geradas pelas aplicações de portfólio de estrangeiros são causadas por suas duas subcontas constituintes: i- ações e ii- títulos de renda fixa. Ademais, outra constatação encontrada é que os investidores internacionais tem aumentado as aplicações em papéis brasileiros negociados na própria economia doméstica. Nos dois casos, ações e títulos de renda fixa, o passivo externo de papéis negociados domesticamente, que era ínfimo no início dos anos 2000, chega em 2009 superior àquele advindo de títulos brasileiros negociados no exterior.
No caso dos Outros Investimentos, a geração de potencial de vulnerabilidade externa pelas vias do PEL e das Transações Correntes é relativamente pequena. No caso destes fluxos, problema maior é o decorrente da instabilidade dos fluxos, que é alta. Ademais, destaca-se que os principais fluxos83 desta rubrica decorrem dos empréstimos e financiamentos (de estrangeiros e residentes). No entanto, no caso desta categoria, deve-se ter em mente que ela envolve características específicas de datas de pagamentos de amortizações, o que dificulta a identificação de movimentos com causas particulares, daquelas ligadas às condições do mercado geral.
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Assim sendo, conclui-se que embora todos os capitais financeiros colaborem para aumentar o potencial de vulnerabilidade externa da economia brasileira, duas categorias possuem um peso ainda maior nessa relação, são elas: Investimentos Diretos de Estrangeiros Participação no Capital e Investimentos em Carteira de Estrangeiros em Ações e em Títulos de Renda Fixa. No caso do IDE participação no capital, o efeito transmissão acontece pela geração dos déficits nas Transações Correntes e do elevado passivo externo por ele criado. Nos ICE em ações e títulos de renda fixa, além da colaboração na criação dos passivos externos, há também as consequências maléficas da instabilidade dos fluxos nas suas movimentações da Conta Financeira.
Por fim, cabe destacar que o principal canal de transmissão da vulnerabilidade externa brasileira advinda dos fluxos de capitais para a economia real ocorre pela taxa de câmbio, que tem se tornado cada vez mais dependente da performance da esfera financeira.