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2. Theoretical foundation

2.1 Social media in the media management and marketing literature

Variedade Hamlin – 1ª Safra e 2ª Safra

A massa do material podado (ramos e folhas) e a produção perdida (massa de frutos verdes, ou seja, caídos com a poda) das plantas de ‘Hamlin’ mostram o efeito significativo entre as épocas, sendo que com o passar dos meses poda-se mais material, devido ao crescimento vegetativo da planta, observados na Tabela 1.

Na Tabela 1, a poda de Agosto derrubou muitos frutos, pois foi logo depois da florada, visto que eram frutos com 1,3 gramas em média, antes da queda fisiológica dos frutos.

Tabela 1. Valores de matéria verde total, de folhas, de ramos, de frutos e número de frutos do material podado na variedade Hamlin, safra 2011/2012. Jaboticabal-SP, 2014.

Tratamentos vegetal Massa Massa de folhas Massa de ramos Massa de frutos Número de frutos Massa média dos frutos --- gramas --- --- gramas --- 1 Junho 272,9 a 197,3 ab 75,7 a 260,8 a 1,6 a 163,0 b 2 Agosto 256,3 a 180,7 ab 75,6 a 73,8 a 55,2 b 1,3 a 3 Outubro 208,4 a 148,5 ab 59,9 a 79,5 a 6,3 a 12,6 a 4 Dezembro 264,6 a 189,0 ab 75,6 a 275,1 a 3,7 a 74,4 ab 5 Fevereiro 188,2 a 138,1 a 50,1 a 121,4 a 1,0 a 121,4 ab 6 Abril 493,7 a 351,1 b 142,6 a 933,9 a 8,6 a 108,6 ab teste F 2,554 ns 2,806 * 2,043 ns 2,608 ns 16,317 ** 7,992 ** Coef. Var. 48,87 45,93 56,83 139,34 81,64 51,73 DMS (5%) 315,21 211,92 104,36 931,05 23,90 84,48 ns

= efeito não significativa; * = efeito significativo a 5% de probabilidade de erro; ** efeito significativo a 1%; médias seguidas das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

Essa perda de frutos com as podas, já foi considerada por Silva et al. (2004) que aconselhou para evitar esse dano, que sejam definidas cultivares com maior eficiência produtiva por volume de copa. Esperando que a poda funcionasse como um raleio de frutos, de modo que os frutos remanescentes se desenvolveriam mais.

Quanto à quantidade de material podado, foi aumentando com o passar do tempo, porém só mostrou-se significativamente maior na poda de ‘Abril’, praticamente um ano depois da primeira poda realizada, mostrando que o produtor deve estar atento à hora de iniciar esse trato cultural, não esperando muito tempo, pois as plantas exigiriam uma poda mais drástica, que poderia influenciar na produtividade.

O que foi observado por Fallahi & Kilby (1997) em dados para limoeiro ‘Lisboa’, no qual as plantas apresentaram baixa produtividade nos anos subsequentes à realização de podas severas e frequentes, justificando a poda realizada neste trabalho, no qual não foi observado a queda de produtividade.

Na primeira safra da ‘Hamlin’ os tratamentos não influenciaram nenhuma característica de produtividade ou de qualidade dos frutos (Tabelas 2 e 3).

Tabela 2. Qualidade dos frutos na variedade Hamlin por ocasião da colheita em função das diferentes épocas de aplicação da poda, safra 2011/2012. Jaboticabal-SP, 2014.

Tratamentos Rendimento de suco solúveis (SS) Acidez titulável Sólidos Ratio

% ºBrix % 1 Junho 55,5 a 10,0 a 0,8 a 13,6 a 2 Agosto 58,9 a 10,5 a 0,7 a 14,2 a 3 Outubro 39,5 a 10,1 a 0,8 a 13,3 a 4 Dezembro 37,3 a 10,0 a 0,7 a 14,0 a 5 Fevereiro 38,0 a 10,4 a 0,7 a 14,6 a 6 Abril 42,5 a 10,3 a 0,7 a 14,3 a 7 Testemunha 38,7 a 10,2 a 0,8 a 13,3 a teste F 1,13 ns 0,128 ns 0,061 ns 0,354 ns Coef. Var. 38,14 10,32 16,83 12,3 DMS (5%) 39,52 2,46 0,29 3,99

ns = efeito não significativa; * = efeito significativo a 5% de probabilidade de erro; ** efeito significativo a

1%; médias seguidas das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

Tabela 3. Características de produção de frutos da variedade Hamlin em função da época de realização da poda mecanizada, safra 2011/2012. Jaboticabal-SP, 2014.

Tratamentos Massa transversal Diâmetro longitudinal Diâmetro Produção Rendimento industrial --- g --- --- cm --- kg frutos/planta kg SS/cx kg SS/ha 1 Junho 165,9 a 7,3 a 7,6 a 85,2 a 2,2 a 3538,6 a 2 Agosto 162,1 a 6,8 a 7,2 a 96,8 a 2,5 a 5183,0 a 3 Outubro 193,5 a 7,2 a 7,3 a 98,1 a 1,6 a 3204,5 a 4 Dezembro 197,8 a 7,2 a 7,6 a 111,5 a 1,5 a 3450,6 a 5 Fevereiro 184,7 a 7,1 a 7,4 a 90,4 a 1,6 a 2937,3 a 6 Abril 181,2 a 6,9 a 7,4 a 103,5 a 1,8 a 3750,4 a 7 Testemunha 212,0 a 7,4 a 7,8 a 110,7 a 1,6 a 3627,9 a teste F 1,131 ns 2,296 ns 0,923 ns 1,364 ns 0,869 ns Coef. Var. 17,91 3,94 6,12 22,04 35,1 42,12 DMS (5%) 77,57 0,65 1,06 1,50 3612,98 ns

= efeito não significativa; * = efeito significativo a 5% de probabilidade de erro; ** efeito significativo a 1%; médias seguidas das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

A poda não afetou a produtividade (Tabela 3), que não se diferenciou entre os tratamentos, ou seja, a colheita final não foi influenciada pela poda na época em que foi realizada.

Assim como em estudos de Bevington e Bacon (1976), que verificaram que a poda lateral moderada não afetou o rendimento de laranjeiras ‘Valência’, no presente trabalho também não houve diferença estatística no rendimento industrial para ‘Hamlin’.

Os dados deste trabalho são similares aos encontrados por Wheaton et al. (1984), que não observaram redução significativa da produtividade, nos primeiros anos, após terem submetido laranjeiras ‘Valência’, de apenas sete anos de idade, a fracas podas laterais anuais. Porém, cabe salientar que o sistema de manejo utilizado pelos referidos autores, foi convencional e a poda foi mecanizada.

Estes resultados também estão em conformidade com os obtidos por Mendonça et al.(2006), em que os diferentes tipos de poda não prejudicaram a qualidade de frutos de tangerineira ‘Ponkan’. Wheaton et al., (1984), também verificaram que o teor de SS e o Ratio, a relação SS/AT, não foram influenciados pelos tratamentos de poda lateral, embora o teor de AT tenha sido afetado significativamente.

A poda poderia ser utilizada segundo Sartori et al.(2007) para tangerineiras, com o objetivo de melhorar a luminosidade e aeração da copa, além de melhorar a sanidade do pomar pela retirada de ramos secos e facilitar tratos culturais como tratamentos fitossanitários e a colheita, sem prejudicar a produtividade.

Na segunda safra o mesmo comportamento da safra anterior foi observado para a quantidade de material podado, que foi aumentando com o passar dos meses, mostrando que o produtor, mesmo já tendo iniciado o manejo de poda no pomar, deve ficar atendo para a planta não crescer tanto, de maneira que fosse necessário realizar uma poda drástica (Tabela 4).

Em outubro a poda derrubou uma maior quantidade de frutos 121,4 frutos em média por planta (Tabela 4), importante evitar a poda logo após a floração.

Tabela 4. Valores de matéria verde total, de folhas, de ramos, de frutos e número de frutos do material podado na variedade Hamlin, safra de 2012/2013. Jaboticabal-SP, 2014.

Tratamentos

Massa

vegetal Massa de folhas Massa de ramos Massa de frutos Número de frutos Massa média dos frutos --- gramas --- --- gramas --- 1 Junho 117,8 a 46,6 a 71,2 a 50,7 a 30,8 a 1,6 a 2 Agosto 85,0 a 33,0 a 52,1 a 64,0 a 37,0 a 1,7 a 3 Outubro 112,4 a 44,5 a 67,9 a 1731,9 a 121,4 b 14,3 a 4 Dezembro 124,0 a 48,1 a 75,9 a 7970,0 b 79,2 ab 100,6 b 5 Fevereiro 159,0 a 62,9 a 96,1 a 2618,9 a 19,2 a 136,4 b 6 Abril 324,6 b 125,8 b 198,8 b 730,2 a 5,3 a 137,8 b teste F 18,669 ** 17,23 ** 19,085 ** 11,074 ** 2,918 * 28,681 ** Coef. Var. 26,17 26,89 26,1 32,2 20,2 37,95 DMS (5%) 92,50 37,15 56,19 4144,89 42,20 78,73 ns

= efeito não significativa; * = efeito significativo a 5% de probabilidade de erro; ** efeito significativo a 1%; médias seguidas das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

Tabela 5. Qualidade dos frutos na variedade Hamlin por ocasião da colheita em função das diferentes épocas de aplicação da poda, safra 2012/2013. Jaboticabal-SP, 2014.

Tratamentos Rendimento de suco solúveis (SS) Acidez titulável Sólidos Ratio

% ºBrix % 1 Junho 43,2 a 10,4 a 0,8 a 13,4 ab 2 Agosto 56,4 a 9,7 a 0,7 a 14,2 ab 3 Outubro 56,8 a 10,5 a 0,8 a 13,5 ab 4 Dezembro 37,4 a 9,8 a 0,7 a 14,1 ab 5 Fevereiro 37,5 a 10,7 a 0,8 a 13,1 a 6 Abril 39,3 a 10,4 a 0,7 a 16,1 b 7 Testemunha 39,9 a 10,0 a 0,8 a 12,8 a teste F 1,002 ns 0,54 ns 1,449 ns 3,081 * Coef. Var. 38,74 9,7 13,96 9,13 DMS (5%) 40,15 2,31 0,24 2,96

ns = efeito não significativa; * = efeito significativo a 5% de probabilidade de erro; ** efeito significativo a

1%; médias seguidas das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

Com relação a qualidade dos frutos na variedade Hamlin por ocasião da colheita em função das diferentes épocas de aplicação da poda, o Tratamento 6 (Poda de Abril) induziu aos frutos um valor de Ratio mais elevado, porém, todos os demais tratamentos também apresentaram na colheita um valor de Ratio dentro do normal para a variedade, mostrando que a poda não prejudicou a qualidade dos frutos (Tabela 5).

Ao final de dois anos de poda na ‘Hamlin’, nota-se, na Tabela 6, que as características de produtividade como massa dos frutos, produção total por planta e rendimento de sólidos solúveis, diâmetro transversal e diâmetro longitudinal por caixa e hectare não foram influenciados.

Essa informação é fundamental, visto que o produtor pode escalonar esse trato cultural durante todo o ano, não sendo necessário uma sobrecarga de serviços no pomar em determinada época do ano, como ocorre com a maioria das fruteiras, tais como manga, goiaba e uva, por exemplo (IDE, 2001).

Tabela 6. Características de produção de frutos da variedade Hamlin em função da época de realização da poda mecanizada, safra 2012/2013. Jaboticabal-SP, 2014.

Tratamentos Massa transversal Diâmetro longitudinal Diâmetro Produção Rendimento industrial --- g --- --- cm --- kg frutos/planta kg SS/cx kg SS/ha 1 Junho 191,7 a 7,2 a 7,4 a 132,3 a 1,8 a 4985,7 a 2 Agosto 148,4 a 7,0 a 7,5 a 120,6 a 2,2 a 5354,3 a 3 Outubro 173,8 a 7,0 a 7,2 a 133,7 a 2,4 a 6260,4 a 4 Dezembro 204,1 a 7,2 a 7,6 a 154,6 a 1,5 a 4731,3 a 5 Fevereiro 185,4 a 7,1 a 7,4 a 127,8 a 1,6 a 4275,8 a 6 Abril 187,2 a 7,0 a 7,4 a 147,2 a 1,6 a 4964,1 a 7 Testemunha 206,9 a 7,3 a 7,8 a 145,0 a 1,6 a 4879,3 a teste F 1,586 ns 0,54 ns 0,801 ns 1,004 ns 0,484 ns Coef. Var. 17 4,82 6,21 17,33 36,64 35,14 DMS (5%) 73,61 0,80 1,08 1,57 4159,88 ns

= efeito não significativa; * = efeito significativo a 5% de probabilidade de erro; ** efeito significativo a 1%; médias seguidas das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

Variedade Pera – 1ª Safra e 2ª Safra

Para a variedade Pera, as avaliações mostraram resultados diferentes aos da ‘Hamlin’, principalmente por apresentar duas floradas, de modo que em todas as épocas, apresentava-se com frutos (Tabela 7 e 8).

No caso dessa variedade, sempre haverá perda de frutos com a realização da poda, porém os tratamentos 1 e 2 (correspondente a junho e abril, respectivamente) mostraram-se menos danosos quanto ao número de frutos retirados com a poda.

Em ambos os anos, no intervalo dos meses de agosto até fevereiro não houve diferença significativa entre o número de frutos caídos, mas foi maior que nos outros meses de poda (abril à junho) (Tabela 7).

Tabela 7. Valores de matéria verde total, de folhas, de ramos, de frutos e número de frutos do material podado na variedade Pera, safra 2011/2012. Jaboticabal-SP, 2014.

Tratamentos

Massa

vegetal Massa de folhas Massa de ramos Massa de frutos Número de frutos Massa média dos frutos --- gramas --- --- gramas --- 1 Junho 28,0 a 22,5 a 5,5 a 81,6 a 0,5 a 163,2 c 2 Agosto 38,1 a 29,4 a 8,7 a 88,7 a 13,5 b 6,6 a 3 Outubro 55,0 a 42,1 a 13,0 a 116,3 a 5,1 ab 22,8 a 4 Dezembro 59,4 a 39,8 a 19,7 a 241,6 a 3,2 ab 75,5 b 5 Fevereiro 80,7 a 59,9 a 20,8 a 382,6 a 7,4 ab 51,7 b 6 Abril 63,8 a 37,4 a 26,4 a 168,8 a 1,3 a 129,8 c teste F 0,392 ns 0,318 ns 0,918 ns 1,754 ns 3,593 * 55,9 ** Coef. Var. 94,31 102,87 90,73 88,87 86,32 20,27 DMS (5%) 135,13 104,16 38,14 425,30 12,17 35,59 ns

= efeito não significativa; * = efeito significativo a 5% de probabilidade de erro; ** efeito significativo a 1%; médias seguidas das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

Em geral, a segunda florada da ‘Pera’ proporciona uma colheita temporã com frutos mais valorizados o que traz melhor renda para o produtor. Assim é importante definir a poda para uma época onde se perca menos frutos, e na segunda safra (Tabela 8) ocorreu nos meses de junho a agosto, época próxima da nova florada.

Segundo dados de Santarosa (2009), uma consideração importante é que as podas influenciaram a produção de frutos de ‘Valência’ somente nos dois últimos anos de quatro anos de avaliação, isto é, a partir da terceira colheita após o início da execução dos tratamentos. Existe a possibilidade de o efeito da poda se tornar mais pronunciado ao longo do tempo, quando as plantas apresentarem maior desenvolvimento e volume de copa, visto que Wheaton et al. (1984) verificaram que a poda lateral e poda de topo, executadas anualmente, resultaram em diminuição da produtividade em laranjeiras ‘Valência’ de idade avançada (mais de 25 anos de idade).

Tabela 8. Valores de matéria verde total, de folhas, de ramos, de frutos e número de frutos do material podado na variedade Pera, safra de 2012/2013. Jaboticabal-SP, 2014.

Tratamentos

Massa

vegetal Massa de folhas Massa de ramos Massa de frutos Número de frutos Massa média dos frutos --- gramas --- --- gramas --- 1 Junho 52,5 a 17,6 a 34,9 a 2309,6 ab 13,9 a 166,2 b 2 Agosto 88,4 ab 19,3 a 69,2 a 783,1 a 21,3 a 36,8 a 3 Outubro 111,6 ab 36,0 a 75,7 a 5265,4 ab 141,5 bc 37,2 a 4 Dezembro 115,9 ab 25,6 a 80,9 a 5810,1 ab 81,4 ab 71,4 ab 5 Fevereiro 120,1 ab 39,3 a 90,3 a 16835,2 b 205,6 c 81,9 ab 6 Abril 168,2 b 50,8 a 117,5 a 10089,8 ab 109,8 abc 91,9 ab teste F 3,827 ** 2,885 ns 1,407 ns 3,269 * 11,221 ** 5,206 ** Coef. Var. 35,69 48,31 58,4 94,51 45,74 52,21 DMS (5%) 89,79 34,85 104,78 14875,96 100,45 96,02 ns

= efeito não significativa; * = efeito significativo a 5% de probabilidade de erro; ** efeito significativo a 1%; médias seguidas das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

Tabela 9. Qualidade dos frutos na variedade Pera por ocasião da colheita em função das diferentes épocas de aplicação da poda, safra 2011/2012. Jaboticabal-SP, 2014.

Tratamentos Rendimento de suco solúveis (SS) Acidez titulável Sólidos Ratio

% ºBrix % 1 Junho 53,3 a 10,7 a 0,6 a 18,0 a 2 Agosto 50,1 a 10,5 a 0,6 a 16,2 a 3 Outubro 53,5 a 11,4 a 0,6 a 19,8 a 4 Dezembro 70,3 a 11,2 a 0,6 a 19,2 a 5 Fevereiro 50,7 a 10,2 a 0,6 a 16,3 a 6 Abril 55,4 a 9,8 a 0,7 a 14,6 a 7 Testemunha 55,4 a 10,9 a 0,6 a 17,5 a teste F 1,866 ns 0,374 ns 0,466 ns 0,973 ns Coef. Var. 18,05 16,92 14,16 21,12 DMS (5%) 23,43 4,21 0,21 8,58 ns

= efeito não significativa; * = efeito significativo a 5% de probabilidade de erro; ** efeito significativo a 1%; médias seguidas das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

Nas Tabelas 9 e 10 são apresentados os resultados estatísticos da análise química dos frutos para cada variedade e nota-se que os tratamentos não influenciaram as variáveis SS, AT e “Ratio”, nas duas safras consecutivas (2011/12 e 2012/13).

Tabela 10. Qualidade dos frutos na variedade Pera por ocasião da colheita em função das diferentes épocas de aplicação da poda, safra 2012/2013. Jaboticabal-SP, 2014.

Tratamentos Rendimento de suco solúveis (SS) Sólidos Acidez titulável Ratio

% ºBrix % 1 Junho 54,4 a 10,8 a 0,6 a 17,4 a 2 Agosto 48,7 a 10,7 a 0,6 a 17,8 a 3 Outubro 52,4 a 10,3 a 0,7 a 15,4 a 4 Dezembro 68,8 a 11,1 a 0,6 a 20,6 a 5 Fevereiro 53,8 a 11,7 a 0,6 a 19,0 a 6 Abril 52,8 a 10,0 a 0,6 a 16,4 a 7 Testemunha 57,9 a 10,2 a 0,7 a 15,1 a teste F 1,554 ns 0,472 ns 1,205 ns 1,2 ns Coef. Var. 18,66 16,67 12,86 20,54 DMS (5%) 24,22 4,15 0,19 8,34

ns = efeito não significativa; * = efeito significativo a 5% de probabilidade de erro; ** efeito significativo a

1%; médias seguidas das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

Nas tabelas 11 e 12, observa-se que a poda não afetou a produtividade e também não diferenciou entre os tratamentos, ou seja, a poda não influenciou na colheita final em nenhuma das épocas em que foram realizadas.

Não se observou ainda diferença estatística com relação ao rendimento industrial de frutos, nas duas safras.

A poda é uma prática pouco recomendada por reduzir o crescimento da planta, segundo Koller (1994), contudo, quando se desejam frutas de boa qualidade para consumo in natura, a poda é uma prática importante (PANZENHAGEN ET AL., 1992; MIOZZO ET AL., 1992 E RODRIGUEZ & VILLALBA, 1998) e contribui para a aeração da planta, facilidade de raleio manual de frutos, colheita e execução de tratamentos fitossanitários.

Tabela 11. Características de produção de frutos da variedade Pera em função da época de realização da poda mecanizada, safras 2011/2012. Jaboticabal-SP, 2014.

Tratamentos Massa transversal Diâmetro longitudinal Diâmetro Produção Rendimento industrial --- g --- --- cm --- kg frutos/planta kg SS/cx kg SS/ha 1 Junho 165,7 a 6,6 a 7,3 a 73,8 a 2,1 a 3353,1 a 2 Agosto 187,1 a 7,0 a 7,7 a 59,9 a 2,1 a 2599,7 a 3 Outubro 193,1 a 7,1 a 7,7 a 58,1 a 2,5 a 2985,8 a 4 Dezembro 167,3 a 6,9 a 7,5 a 59,7 a 3,2 a 3858,4 a 5 Fevereiro 167,1 a 6,8 a 7,4 a 57,6 a 2,1 a 2479,7 a 6 Abril 188,7 a 7,0 a 7,7 a 59,2 a 2,2 a 2669,9 a 7 Testemunha 184,5 a 6,6 a 7,5 a 66,7 a 2,5 a 3306,5 a teste F 0,789 ns 2,143 ns 2,487 ns 2,33 ns 1,27 ns Coef. Var. 14,91 3,78 2,74 21,58 20,84 29,1 DMS (5%) 62,41 0,60 0,48 1,16 2064,82 ns

= efeito não significativa; * = efeito significativo a 5% de probabilidade de erro; ** efeito significativo a 1%; médias seguidas das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

Tabela 12. Características de produção de frutos da variedade Pera em função da época de realização da poda mecanizada, safra 2012/2013. Jaboticabal-SP, 2014.

Tratamentos Massa transversal Diâmetro longitudinal Diâmetro Produção Rendimento industrial --- g --- --- cm --- kg frutos/planta kg SS/cx kg SS/ha 1 Junho 180,3 a 6,6 a 7,5 a 86,2 a 2,4 a 4308,7 ab 2 Agosto 170,5 a 6,7 a 7,4 a 47,6 a 2,1 a 2029,2 a 3 Outubro 191,2 a 7,0 a 7,8 a 71,1 a 2,2 a 3148,8 ab 4 Dezembro 161,8 a 7,0 a 7,5 a 94,3 a 3,0 a 5677,0 b 5 Fevereiro 188,1 a 6,9 a 7,5 a 74,8 a 2,6 a 3969,5 ab 6 Abril 174,6 a 6,9 a 7,4 a 87,4 a 2,1 a 3824,1 ab 7 Testemunha 187,1 a 6,9 a 7,6 a 68,6 a 2,4 a 3421,3 ab teste F 0,61 ns 1,17 ns 1,446 ns 1,417 ns 2,434 * Coef. Var. 15,28 4,2 3,05 31,52 22,66 38,05 DMS (5%) 63,94 0,67 0,54 1,28 3351,81 ns

= efeito não significativa; * = efeito significativo a 5% de probabilidade de erro; ** efeito significativo a 1%; médias seguidas das mesmas letras nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.