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in te rnal social conditions for the proeessing of the opportunities and restrictions which the world market offered to the development process of

A apropriação das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) no ambiente de trabalho e como forma de qualificação profissional revela que não é somente incorporação, mas engloba utilização, aplicação e avaliação dos processos educacionais.

O profissional de saúde deve buscar, permanentemente, atualizar suas competências técnicas, tecnológicas, sociais e culturais. Manter-se atualizado é um grande

desafio mediante elevado número de novas publicações anuais e da disponibilidade das muitas bases de dados e outras fontes de informação na área da saúde.

O Ministério da Saúde entende como necessário que o setor saúde esteja aberto para as mudanças sociais e cumpra de maneira mais ampla o seu papel de educador e promotor da saúde ( BRASIL,2003). Nessa conjetura, Largura (2000) vem ressaltar que entre as diferentes formas de realização do trabalho educativo, destacam-se as discussões em grupos, as dramatizações e outras dinâmicas que facilitam a fala e a troca de experiências.

A socialização e a troca de experiências (69,0%) foram apontadas pelos profissionais da ESF como principal estímulo na utilização das TDIC, seguidos gradativamente: aprofundamento no assunto (66,4%),desenvolvimento pessoal (55,2%) e inserção científica e tecnológica(30,2%) (Figura 06).

Fonte: Elaborada pela autora

Figura 06: Distribuição dos estímulos em utilizar as TDIC de acordo com profissionais da ESF da 11a CRES, 2012.

Nesta visão, para Sathler & Fleith (2010), a comunicação e a troca de informação entre os alunos deve sempre ser estimulada de modo a consolidar a aprendizagem por meio de

atividades individuais ou grupais. Dessa forma o aluno deixa de ser aquele a quem se ensina, e passa a ser um sujeito que aprende a aprender, e no caso da educação em serviço, aprende a fazer e a fazer aprendendo. As TDIC possibilitam infinita troca e compartilhamento de conhecimento, ampliando as possibilidades de interação. (DUPRET, 2011)

Pode-se perceber que, para além de barreiras geográficas, as propostas pedagógicas com TDIC não se limitam a transmitir conhecimentos, mas apoiarem o aluno/profissional a aprender a aprender e aprender a fazer, de forma flexível, driblando sua autonomia em relação ao tempo, espaço, ritmo e método de aprendizagem. Almeida (2003) corrobora essa ideia, ao mencionar as TDIC como estratégias educacionais que não devem ser utilizadas tão somente para pôr o aluno diante de informações, problemas e objetos de conhecimento, mas para envolver e despertar motivações e estímulos pela aprendizagem, levando-o ao interesse de organizar o próprio tempo para estudos e participação das atividades, independente do local ou horário.

As TDIC manifestam-se como nova perspectiva educacional para os profissionais, pois flexibilizam a questão geográfica no acesso a cursos e aperfeiçoamentos, ou seja, com as TDIC é possível que o profissional esteja geograficamente distante de onde o curso é ofertado e tenha acesso aos conteúdos através de mídias pela internet, que proporciona socialização, troca de experiências e intensa interação com o instrutor e com os colegas do curso, rompendo barreiras de tempo e espaço.

Para Arieira et al (2009), a educação é responsável por formar o profissional de seu tempo, proporcionando condições para que ele possa desenvolver-se plenamente como pessoa e como cidadão. Nesses conhecimentos de responsabilidade da educação encontram-se hoje, no mundo moderno, os conhecimentos tecnológicos. Nesta visão, Kenski (2001, p. 32), afirmam que:

O tempo, o espaço, a memória, a história, a noção de progresso, a realidade, a virtualidade e a ficção são algumas das muitas categorias que são consideradas em novas concepções baseadas nos impactos que, na atualidade, as tecnologias eletrônicas têm em nossas vidas.

Assim, verifica-se que o processo educacional é pressionado a utilizar as ferramentas tecnológicas como instrumentos de ensino, tornando as pessoas e os espaços formadores ainda mais dependentes da tecnologia.

No Brasil, identifica-se a capacidade para inovação tecnológica e aquisição de novos conhecimentos por meio das fontes de informação. Todavia, também é identificada deficiência para incorporação desta inovação e conhecimento para responder às necessidades e demandas do SUS (BIRUEL et al, 2011).

No Brasil, os profissionais da saúde têm grandes dificuldades em prover assistência à saúde de bom nível e em manterem-se atualizados nos mais diversos assuntos e inovações pertinentes à sua área de atuação, já que a luta pela sobrevivência e por melhores condições de vida , os levam a uma desenfreada sobrecarga de trabalho e consequentemente à falta de disponibilidade de tempo, dificultando o acesso as novas tecnologias de informação para sua atualização (BARRETO,2003).

Entre as principais dificuldades em utilizar as TDIC, foram mencionados pela população em estudo: o conhecimento de acesso - local de informações disponíveis (74,1%) e a disponibilidade de tempo (66,4%) (Figura 07).

Fonte: Elaborada pela autora

Figura 07: Distribuição das dificuldades encontradas em utilizar as TDIC de acordo com profissionais da ESF da 11a CRES, 2012.

Em consonância com os dados obtidos, Oliveira (2007) ressalva que o ideal seria a utilização plena dos aparatos tecnológicos no processo de educação permanente, entretanto encontram-se algumas dificuldades a serem enfrentadas. Entre essas dificuldades, destacam- se: dificuldade de acesso às tecnologias da comunicação e informação por parte de alguns profissionais de saúde; dificuldade em utilizar as ferramentas, escassez de tempo para desenvolver as atividades do curso em vista do duplo emprego; dificuldade de comunicação com os tutores e colegas de curso por morar em locais muito distantes, a questão da família, entre outros.

Importante saber, a partir dos resultados acerca das dificuldades é que a principal dificuldade não está no acesso à internet, nem no conhecimento tecnológico, divergindo do pensamento de Oliveira (2007), que aponta como destacadas dificuldades e limitações inerentes à EAD, os entraves da modalidade, a falta de acesso à tecnologia e o despreparo das pessoas para lidar com a mesma.

Hoje, o acesso a um computador e à internet encontra-se a cada dia mais fácil. Valente (2011) aponta que mediante progresso e propagação das TDIC e gradativo barateamento dos equipamentos tecnológicos, as instituições podem elaborar seus cursos baseadas não só em material impresso, como também em material sonoro, visual, audiovisual, contendo recursos telemáticos e eletrônicos. Praticidade, facilidade de acesso, credibilidade e integração entre os vários formatos de tecnologia são pontos que Almeida (2003) destaca como elementos-chave para o sucesso na implantação de TDIC como estratégias nos processos de aprendizagem.

De acordo com resultados encontrados, torna-se clara a necessidade de desenvolver atividades e meios de divulgação da informação, afim de que os profissionais possam ter acesso às devidas informações de cursos de aperfeiçoamento e capacitação profissional.

Faz-se importante e necessário cultivar e preservar as TDIC como estratégia para a educação permanente em serviço, favorecendo aos profissionais da saúde um caminho real de socialização de conhecimentos, de democratização de informação e de qualificação profissional constante e permanente.

Dentre as limitações dos profissionais destacam-se a falta de tempo, dificuldades de deslocamento e maior acesso a computadores e internet justificando assim a incorporação das TDIC e da metodologia EAD como importante ferramenta de formação. (VALENTE, 2011)

A discussão sobre TDIC enquanto estratégia de educação permanente em saúde aborda importantes aspectos como: aumento de oportunidades de acesso a uma educação de qualidade, mediante exigência de um mercado moderno, competitivo e globalizado; estabilização como resolução de problemas e dificuldades colocadas pela falta de disponibilidade de tempo dos profissionais e o valor das novas tecnologias de informação e comunicação como veículo eficaz de renovação e mudança de paradigmas pedagógicos (ORTIZ, RIBEIRO, GARANHANI, 2008).