Del 2: Evaluation of Smart Grid Use Cases – Principles and methodology
4 Smart Grid economics
De acordo com a Convenção Europeia da Paisagem, a paisagem designa uma parte do território, tal como é apreendida ou percepcionada pelas populações. A paisagem compreende, assim, não só o espaço físico que resulta da ação e interação dos fact ores naturais e humanos, mas sobretudo refere-se à percepção da população sobre determinado território.
Deste modo, o conhecimento sobre a percepção da paisagem concretizou-se, nesta fase, através da análise visual da paisagem de Paredes de Coura que teve como objectivo cartografar as bacias visuais a partir de pontos de observação privilegiada e através da análise que realizámos a partir das respostas obtidas nos inquéritos realizados pela população.
Efetivamente, a imagem individual e colectiva que se concebe sobre uma paisagem depende, em grande medida, da capacidade que determinado t erritório possui para ser percepcionado. De entre outras variáveis, a acessibilidade de uma dada paisagem e a frequência com que as populações a visitam assumem particular importância, podendo-se afirmar que quanto melhor for a acessibilidade, maior será a frequência da população a um determinado local, maior será o tempo de observação e conhecimento relativo a esse local, e maior será a probabilidade de assimilação e de percepção da paisagem. É importante referir neste context o, que a percepção da paisagem depende principalmente do seu uso, e que esta está muito relacionada com a acessibilidade a essa paisagem.
Consequentemente sabemos que uma maior acessibilidade e frequência têm, potencialmente, uma relação muito forte com a construção de imagens e percepções colectivas e representativas dos lugares, sendo que lugares menos acessíveis e frequentados tendem a ser mais difíceis de serem percepcionados de forma idêntica.
Não obstante a importância que a acessibilidade e a frequência assumem na construção de uma imagem, existem muitos outros factores que influenciam a percepção da paisagem, como sendo alguns atributos patrimoniais, materiais e imateriais, as características naturais e,
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evidentemente, também a própria subjetividade associada ao indivíduo na forma de apreender e vivenciar a paisagem.
Por estas razões, este Plano de Paisagem das Terras do Coura, delimitou um plano de participação pública, o qual pretende auxiliar, nesta fase, a delimitação de uma percepção representativa das paisagens de Paredes de Coura, incluindo a emoção associada, o estado da paisagem e as atividades mais frequentes, e a importância atribuída a alguns impactes na qualidade da paisagem. Complementarmente ao Plano de Participação Pública, têm vindo a desenvolver-se várias ações de sensibilização e de divulgação e partilha do Plano de Paisagem de Terras do Coura.
Na fase anterior (2ª Fase), o Plano de Participação Pública, esteve focado na sensibilização e envolvimento, no Plano de Paisagem, dos atores representativos do município. Teve assim como objectivo principal, divulgar o processo, envolver, sensibilizar e contribuir para a reflexão individual dos agentes e da população em geral para o tema da paisagem e recolher informações de modo sistematizado sobre a percepção e interpretação existente da paisagem de Paredes de Coura. Foi intenção que o processo de participação passasse pelo envolvimento da população numa fase inicial do Plano, estimulando a vontade da população em acompanhar as restantes fases do Plano de Paisagem das Terras do Coura, criando oportunidades para o debate e reflexão sobre as paisagens.
As ações de participação englobaram seis sessões de participação pública, dedicadas a públicos- alvo distintos: Juntas de Freguesia, Agentes de Turismo, Funcionários da Câmara M unicipal e População Escolar, num total de 162 participantes. As sessões públicas realizadas entre Novembro e Dezembro de 2016, foram lideradas pela equipa técnica, que apresentou os trabalhos em curso em sessão plenária, e introduziu os objectivos da sessão, reforçando o papel da participação da população neste processo.
Neste enquadramento, nesta fase de participação pública, os resultados permitem aferir uma percepção sobre as paisagens, a qual traduz a interpretação individual de cada participante, numa visão representativa da população, das suas utilizações e dos principais problemas.
5 - CONCLUSÕES
Como colorário das análises efectuadas, foi realizada na 2ª fase, a identificação das subunidades de paisagem das Terras de Coura. Na metodologia desenvolvida, a equipa recorreu à conjugação de dimensões que incluem identidade, coerência de usos, riqueza biológica, raridade dos
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elementos e a sensação provocada no observador, definindo a nível nacional grupos de unidades de paisagem.
A delimitação das dez subunidades de Paisagem definidas na fase anterior do Plano e que serão apresentadas à população para efeitos de discussão pública relativamente aos seus limites, foram realizadas tendo por base a análise de diversos factores, elementos ou componentes da paisagem, apresentando uma evolução constante, no decorrer do projeto, e que continuará nessa dinâmica.
Efetivamente, para a sua delimitação tivemos por base os estudos abióticos, no que se refere fundamentalmente à fisiografia do território, tais como declives, exposições solares ou hipsometria. Para o efeito, tendo por base a cart ografia referida, foram analisados ainda a litologia, os solos, a altitude, o relevo, a zona climática homogénea, a rede hidrográfica, a ocupação atual dos solos, a dimensão da unidade e os recursos ecológicos presentes. Estes elementos, de origem natural ou antrópica, contribuem em conjunto para um padrão que caracteriza uma subunidade de paisagem e a distingue das envolventes. Aos elementos analisados foi ainda adicionado um factor com três graus de valoração e que designámos como
determinante, importante e complementar. Com estas graduações tornam-se objectivas as características intrínsecas identitárias de cada subunidade, diferenciando-as entre si.
Naturalmente que algumas das subunidades paisagísticas aqui definidas têm uma continuidade espacial para além dos limites municipais, mas que aqui não serão apresentadas.
Deste modo, as dez subunidades de paisagem identificadas, têm um padrão comum e traços distintivos entre si, incluindo, no entanto, pequenas áreas que podendo ser consideradas de transição, foram incluídas nas subunidades definidas. Na fase seguinte do plano serão desenvolvidos, do ponto de vista da caracterização, elementos que distinguem cada uma das subunidades, tais como os recursos culturais, os valores patrimoniais e etnográficos existentes, os recursos naturais da fauna e da flora, entre outros.
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