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11. Identitetsavklaring – biometri

11.6 Sletting av fingeravtrykk mv

A história da indústria manufatureira no Brasil remonta ao período colonial, com a produção de panos grossos e instrumentos necessários à manutenção da indústria açucareira. Durante esta época, a coroa portuguesa impedia propositalmente o desenvolvimento de manufaturas em suas colônias para que não houvesse prejuízo aos comerciantes localizados em Lisboa. Todavia, este cenário não mudaria de forma perceptível com a conquista da independência política, pois devido a acordos comerciais com a Inglaterra, em troca do seu reconhecimento, a concorrência dos produtos ingleses era extremamente desleal com as mercadorias produzidas no Brasil.

Antes de qualquer análise mais apurada, sobre os empecilhos ao desenvolvimento das manufaturas no Brasil, deve-se considerar que a Inglaterra era o centro dinâmico da revolução industrial. Desse modo, os ganhos de economia de escala e introdução de inovações tecnológicas propiciavam uma produção de custo reduzido e de qualidade superior, as mercadorias produzidas nas antigas colônias portuguesas e espanholas. Em 1844, as tarifas de importação foram elevadas pelo Ministro da Fazenda, Manuel Alves Branco, de 15% para 30%, e nos casos de haver produção semelhante, a alíquota era até 60%. Tal ação ficou conhecida com tarifa Alves Branco, que resultou em forte estímulo à produção de manufaturas nacionais.

As manufaturas que são introduzidas no país, a partir da segunda metade do século XIX, empregavam maquinaria considerada antiquada, quando comparada com as utilizadas nas fábricas de tecido na Inglaterra. Esta adversidade poderia ser amplamente compensada com o emprego de mão de obra barata e abundante nas linhas de produção. Contudo, a realidade era bem diferente, pois já havia escassez de trabalhadores no campo e o emprego de trabalhadores escravos não era eficiente.

Em linhas gerais, a principal atividade econômica do Brasil estava relacionada a três produtos básicos, café, açúcar e borracha. Desse pequeno universo de mercadorias, a produção e comercialização do café era a mercadoria que apresentava maior rentabilidade. A partir da década de 1860, várias manufaturas de algodão começaram a produzir tecidos para o mercado interno.

Todavia, em uma análise mais apurada, constata-se que a maior parte destes estabelecimentos estava nas mãos de comerciantes ligados à importação.

Uma explicação para isto esta em Versiani e Versiani (1978). Segundo os autores, as oscilações nas taxas de câmbio propiciavam um ambiente de incerteza para os negócios ligados a importação. Assim, quando a moeda nacional na época, o mil réis, estava valorizado frente à libra esterlina, as importações eram beneficiadas. Por outro lado, quando se sucedia o contrário, as importações eram prejudicadas. Entre 1871 a 1914, a cotação média da libra esterlina oscilou de 9 a 30 mil réis. Outro fator também que poderia ter beneficiado a produção interna seria a proteção tarifária.

Em termos comparativos, o mercado brasileiro era extremamente protegido da concorrência externa. Entre 1900 e 1914, a tarifa média brasileira era de 42% um pouco abaixo das tarifas praticadas pelos Estados Unidos, em 1913. Porém, superiores a Argentina com 26% e México com 33,7% no mesmo período133. Todavia, a proteção tarifária, não havia contribuído de forma decisiva sobre a expansão da indústria de tecidos antes da Primeira Grande Guerra134. Seguindo essa linha de pensamento, o principal incentivo estaria na desvalorização cambial e no forte aumento de crédito ocorrido na primeira década republicana, fruto do encilhamento135.

Segundo Versiani (1980:23):

O sistema tarifário, na época destinava-se basicamente a proporcionar receita mais do que proteção; na verdade, seria de esperar que prevalecessem políticas de livre-comércio numa sociedade em que os interesses da elite de proprietários rurais exportadores eram claramente preponderantes.

Nesta perspectiva, a indústria manufatureira nacional crescia mesmo sem haver uma proteção de caráter proposital. Por um lado, a proteção tarifária não estimulava a melhoria da qualidade dos bens manufaturados, pelo contrário, com uma concorrência externa atenuada produzia-se mercadorias grosseiras e com 133 Ver Amsden (2009). 134 Ver Fislow (1972). 135

O encilhamento foi um evento ocorrido após a Proclamação da República, onde verificou uma grande expansão na abertura de bancos e no desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro. Segundo Goldsmith (1986) havia três condições básicas se manifestavam neste processo: a) uma grande quantidade de empresas que abriram suas atividades em 1889 e 1890 que abriram seu capital na bolsa de valores e que, posteriormente, reconhecerem falência; b) uma grande especulação sobre o valor das ações das empresas cotadas em bolsa; c) um grande aumento no volume de transações.

péssimo acabamento136. Por outro, a necessidade de diversificação esbarrou na incapacidade da mão-de-obra local em conseguir operar máquinas e equipamentos. Além disso, a pouca experiência de gerenciamento dos comerciantes associado a pouca qualificação da mão de obra, proporcionaram a baixa produtividade ao setor. Outro fator que poderia corroborar era a excessiva diversificação das atividades de seus proprietários137.

Antes da Primeira Guerra Mundial, a maior parte dos industriais brasileiros havia começado como fazendeiros ou importadores ou até mesmo ambas as atividades. Os importadores entram na atividade produtiva como forma de reduzir os riscos inerentes, das oscilações na taxa de câmbio ocorridas neste período. Já os produtores rurais, entraram na produção como forma de diversificar suas atividades e aproveitando oportunidades.

Um bom exemplo disso estava nos efeitos do fim da guerra de secessão norte americana, que conduziram os produtores de algodão a importar máquinas e equipamentos para a confecção de tecidos. O governo também fez a sua parte, de forma consciente ou não, quando os produtores de café passaram a formar companhias para administrar as concessões das ferrovias138. Todavia, não importava a origem, mas a grande maioria dos industriais continuava a manter suas atividades originais.

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