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Slb cycle time

15. Variables explaining payment on time

15.17. Results with comments

15.17.5. Slb cycle time

No decorrer do programa, foi necessário lidarmos com questões da ordem local, no sentido de resolver possíveis problemáticas que pudessem influenciar na organização das ações. Retomamos que tais demandas podem se referir a (i) as

características do pessoal envolvido; (ii) informações sobre currículo e ensino,

incluindo os pressupostos curriculares, práticas pedagógicas e descrições de programas para grupos específicos de famílias; e (iii) colaboração, tanto externa como interna para os programas.

Em relação ao primeiro aspecto, a equipe escolar e a pesquisadora foram os principais envolvidos na orientação e no apoio do programa, os quais deveriam assegurar o seu sucesso a partir de uma parceria ativa e mútua, no sentido de compartilhar materiais, discutir ideias, aprovar planejamentos, realizar ações e sensibilizar famílias à participação. Encontrar um pessoal preparado e disposto a este trabalho pode ser um desafio.

Neste programa, entretanto, não houve resistências nesse sentido, visto que o programa já estava inserido no contexto escolar por meio do projeto maior, vinculado à universidade, por dois anos anteriores. Assim, sempre houve clareza por todos de seus papeis para as ações e, a partir da experiência colaborativa, houve o envolvimento necessário em prol do programa.

Destacamos, porém, que essas capacidades foram desenvolvidas durante o projeto e o programa, visto que o pessoal não teve formação específica anterior a eles relacionada ao letramento familiar. Apresentações, leituras de textos e discussões temáticas foram feitas, principalmente com a professora da turma atendida, a partir de reuniões quinzenais acadêmicas, gerando, inclusive, a produção de artigos na área em colaboração com a docente.

Em relação ao currículo, procuramos estabelecer relações com as tendências pedagógicas da escola, seus objetivos e conteúdos programados, ao mesmo tempo em que tivemos abertura para novas possibilidades a partir da situação que se apresentava49. O primeiro caso foi observado a partir da inserção de ações voltadas a datas comemorativas (seguindo o calendário da escola) e a necessidades da própria docente (por exemplo, ao requisitar apoio em atividades relacionadas ao incentivo e ao gosto pela literatura). Nessas ocasiões, pudemos extrapolar os muros da escola tendo a presença da família em sala de aula e em outros espaços nos quais as atividades foram realizadas. Para estabelecer tais negociações, observamos o PPP da escola, elaborado em 2006, e suas proposições.

O PPP elenca um modo de pensar a mudança na/da escola a partir da missão de formar cidadãos críticos, criativos e conscientes, capazes de agir na transformação da sociedade. Ainda, como objetivos estratégicos, propõe elevar o nível de desempenho dos alunos, modernizar a gestão escolar e estimular o envolvimento dos pais e da comunidade na escola. A relação foi estabelecida, assim, a partir dos interesses da escola, dando espaço às problemáticas situacionais da comunidade. É importante salientar que o programa se constituiu como inédito na escola, ao problematizar a interação família-escola-comunidade de forma colaborativa, tendo sido, dessa forma, frutífero para as proposições mostradas no planejamento escolar.

Em relação à colaboração externa, atentamos para as bases de financiamento, apoio e organização das ações a partir de:

1) o apoio financeiro concedido pelo CNPq, o qual contribuiu para o pagamento de hospedagens virtuais da página do jornal eletrônico bem como para impressões e compra de materiais básicos;

2) o projeto de extensão “O habitus de estudar: construtor de uma nova realidade na região metropolitana de Natal”, coordenado pelo Professor Doutor Moisés

Alberto Calle Aguirre, integrado ao Programa do Observatório da Educação (UFRN) e financiado pela CAPES, responsável pelas reuniões acadêmicas quinzenais, o aluguel de ônibus (2), compra de camisetas e materiais para os alunos, impressão dos jornais, editoração do livro, além de participação nas ações;

3) o grupo “Letramento e Etnografia”, do PPGEL-UFRN, contribuinte na divulgação do correio eletrônico do nosso jornal e no fórum acadêmico de nosso

site;

4) o programa de extensão do MEC “Letramentos e políticas públicas: a família na escola”, coordenado pela Professora Doutora Maria do Socorro Oliveira, o qual possibilitou a realização de reuniões em eventos de letramento para discussão de aportes teóricos da área, bem como contribuiu para a divulgação das ações;

E de colaborações individuais:

1) o Professor Doutor Marcone de Oliveira Maffezzolli, coordenador da TV Universitária, o qual aceitou nossa visitação ao prédio e cedeu subsídios aos colaboradores para uma formação mais sólida em relação às mídias;

2) os responsáveis pelo Museu de Ciências Morfológicas da UFRN e seus bolsistas, os quais receberam nossa equipe de colaboradores para uma visita; 3) a direção e as professoras da Escola Municipal José Horácio de Góes, situada na comunidade de Guanduba, em São Gonçalo do Amarante, os quais convidaram e receberam nosso projeto, nossos alunos e nossas famílias em seu contexto;

4) a Teresa Paula de C. Leôncio, coordenadora e idealizadora do projeto “Divulgando leituras, conquistando leitores”, a qual participou de uma de nossas ações literárias com seu projeto;

5) a Milena de Macedo Barbosa Nascimento, na feitura da ficha catalográfica do

e-book resultante do nosso programa.

6) a Professora Doutora Maria do Socorro Oliveira, orientadora desse trabalho e de seu planejamento.

A partir dessas parcerias externas, o nosso trabalho foi possível e a colaboração interna completa essa estrutura engajada, especialmente no sentido do envolvimento das famílias com o programa, essencial para que nossas ações fossem efetivadas.

Quadro 38 –Recorte da fala do Prof. Dr. Moisés Alberto Calle Aguirre

“Ao visitarem esta escola, outra escola e prestigiar a inauguração de uma biblioteca de outra escola, essa outra escola que faz parte de nosso projeto e que nos estamos trabalhando 3 anos e que há uma duas semanas conseguimos concretizar, mas um trabalho bem colaborativo, com participação das mães, com participação dos alunos, com participação da comunidade acadêmica onde destacam se lideranças como as diretoras dessas escolas que possibilitaram todo esse diálogo e apoiaram esse processo. E em parceria sempre com a universidade. Isso que é bom.” (Anexo 6 – Recorte da fala do Prof. Dr. Moisés Alberto Calle Aguirre)

Fonte: Dados do Programa “Engajando famílias na escola”

Conforme o Quadro 4 apresentado nesta dissertação (Relação de alunos e familiares), a colaboração foi realizada por 12 (doze) alunos e 37 (trinta e sete) de seus familiares, o que representa, proporcionalmente, que cada aluno tenha tido a colaboração de pelo menos três familiares durante a realização do programa.

Esses números representam uma rede de relações possibilitadas pelo engajamento dos colaboradores assim como pactos estabelecidos para a continuidade das participações, tais como: compreender nossos colaboradores (suas histórias de vida, sua disponibilidade, sua rotina diária e suas dificuldades); informar o cronograma de atividades, suas justificativas e seus objetivos; incentivar a participação a partir de apresentações e rodas de conversa; estabelecer vínculos afetivos entre todos os envolvidos na rede de colaboração e valorizar os conhecimentos, as histórias e os relatos trazidos por esses colaboradores. Com esse encaminhamento, obtivemos um percurso bem sucedido.