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5. DRØFTING OG OPPSUMMERING

5.2 Skriving som ”lærerstyrt elevaktivitet”

Darwin propôs a evolução pela seleção natural e, no seu livro The origin of species, abordou centralmente o fenômeno da adaptação e menos o da origem das espécies, como o nome nos induz a pensar. À época não se conheciam os mecanismos de hereditariedade, ou seja, da passagem de características de pais para filhos, pelo DNA ou cromossomos, que seriam a chave para a teoria de Darwin (2003). Ele assumiu a hereditariedade em sua teoria de forma dogmática e especulativa, ignorando os mecanismos que subjazem à transmissão de características, para poder prosseguir com seus achados.

A palavra evolução significa mudança ao longo do tempo e pode ser aplicada em relação a tudo que tenha uma história. A evolução biológica se refere ao fato de que muitos organismos vivos que habitam o planeta hoje sejam diferentes dos que existiram no passado. Vários foram os processos que modificaram os organismos vivos e um deles é a seleção natural.

O livro "A Origem da Espécies" foi lançado em 1859, nele, Darwin (2003) apresentou diversas hipóteses sobre os motivos que explicassem uma diversidade tão grande de seres vivos na natureza. Entretanto, Darwin tinha que construir uma narrativa convincente para transpor o paradigma dogmático que assolava a comunidade científica e logo no início de seu livro ele começa discutindo a capacidade produtiva dos criadores domésticos de animais e plantas conseguem gerar. A constatação de Darwin (2003) é que o homem através da seleção artificial é capaz de produzir variações que resultam em propriedades mais interessantes e atraentes para o homem do que propriamente para as plantas e animais. Ele entendeu que um estudo

cuidadoso dos animais domésticos e das plantas cultivadas, por mais imperfeito que pudesse ser, considerando que sabemos muito pouco sobre a história dessas raças, traria alternativas de esclarecimentos para o obscuro tema da variação. Entretanto Darwin não possuía conhecimentos em genética que lhe permitissem explicar e entender as variações e as heranças de características.

Antes de Darwin fazer a extrapolação de sua analogia da seleção doméstica, na qual ele mesmo realizou uma análise cuidadosa e detalhada em cães, cavalos, gado e galinhas, ele concluiu que estes pertenciam apenas a diferentes raças. Ele acreditava que para constatar o acumulo de ligeiras variações sucessivas por meio da seleção seria necessário estudar um grupo especial e se focou nos pombos domésticos. Para tanto, comprou e ganhou todas as raças existentes e se relacionou com diversos criadores de Londres. Sua constatação foi que as adaptações provocadas pela seleção artificial visavam mais o capricho do homem, do que o bem estar do organismo animal ou vegetal.

O momento exato da especiação não pode ser identificado na natureza, o que tornou difícil provar a seleção natural por simples observação. Explicando a origem da diversidade de raças de cães, pombos e plantas, feitas a partir de critérios seletivos humanos, com inúmeros cruzamentos para selecionar características vantajosas ao longo do tempo, entendia-se que era possível criar uma nova espécie. Darwin constatou que o homem tem a capacidade de conduzir a seleção acumulativa da forma que mais lhe convier, entretanto, a Natureza promove variações sucessivas aleatórias para o benefício do organismo e da espécie.

Sobre as diferenças entre variedades e espécies Darwin encontrou uma dificuldade de consenso, mas levantou as seguintes conjecturas: similaridades de características e capacidade de reprodução definem as espécies, entretanto, com relação às variedades permanece numa disputa tipológica entre os naturalistas.

Ao avançar em sua argumentação, ele conclui que a seleção natural é um resultado da luta pela sobrevivência que afeta não apenas a vida do organismo, mas também sua capacidade de reprodução (Darwin, 2003).

O que chamou a atenção de Darwin durante sua viagem de cinco anos a bordo do navio Beagle foi a observação da biodiversidade e as relações geológicas que existem entre os seres que habitam ou habitaram o continente sul americano. Ao retornar, Darwin leu a teoria de Thomas Malthus, que sugeria que a principal causa da miséria humana era o descompasso entre o crescimento das populações, não

apenas humanas, que seguiam uma progressão geométrica, e a produção de alimentos, que seguia uma progressão aritmética.

De acordo com Blackburn (1997), a teoria da seleção natural partiu da observação que Darwin fez ao ler a teoria de Thomas Malthus. Darwin concluiu que, dentro de uma determinada espécie, mais indivíduos são produzidos por reprodução do que podem sobreviver com as restrições impostas pelo meio que habitam. Esta teoria despertou o interesse científico de Darwin, que decidiu aplicá-la aos elefantes, exemplo de espécie animal de gestação lenta e na qual se poderia concluir facilmente os resultados.

Esta analogia com a teoria de Malthus inspirou Darwin a explicar a luta pela vida através da seleção natural, mecanismo que preserva as características que proporcionam melhores chances de sobrevivência aos descendentes. Esse mecanismo de seleção é uma força da Natureza pronta para a ação que é incomensuravelmente superior aos fracos esforços empreendidos pelo homem na manipulação seletiva de características, mesmo que ela seja intencional e metódica. A seleção feita pelo homem mostra como nossas raças domésticas manifestam sua adaptação, que ocorre em sua estrutura e nos seus hábitos, entretanto, muito pouco se sabe sobre a origem de nossas raças domésticas.

Outra conclusão a que o naturalista chegou é que a seleção sexual é menos rigorosa que a seleção natural e não depende de uma luta pela existência em relação ao meio ou a outro organismo vivo, mas sim à luta entre indivíduos do mesmo sexo para a posse de uma fêmea a fim de se reproduzirem.

Dentro da rede de evidencias montada por Darwin (2003), o isolamento é outro elemento que contribui para a modificação das espécies por meio da seleção natural, pois viabiliza o tempo para que a variedade seja aperfeiçoada num ritmo lento, o que pode explicar os ambientes favoráveis proporcionados pelas ilhas oceânicas.

Ainda sobre a distribuição geográfica dos seres vivos, o naturalista realizou diversos experimentos para explicar os intensos efeitos das mudanças do clima e dos níveis da Terra que ocasionaram a migração e dispersão de varias espécies. No caso da formação de ilhas como acidentes geográficos, Darwin elaborou simulações com plantas para entender a resistência de sementes com relação à água do mar que o levaram a supor diversas hipóteses de transporte por meios acidentais ou ocasionais de animais, plantas e sementes por via aérea, aquática ou terrestre. O mecanismo da seleção natural está sempre buscando economia e eficiência nos organismos vivos

para prepará-los para os problemas que deverão enfrentar ou para eliminá-los, o que explica a extinção de muitas espécies.

Ao longo do livro, Darwin tenta elencar todos os pontos frágeis e as dificuldades de sua teoria, numa atitude extremamente corajosa de um cientista em busca de uma grande aceitação de sua descoberta. Um exemplo é relativo a atuação da seleção natural na preservação dos instintos dos organismos para aumentar as suas chances de sobrevivência. Darwin (2003) mostra o exemplo do acumulo de pequenas variações que ocorrem no instinto das abelhas, uma aptidão inata, uma tendência natural, enfim uma atividade automática e espontânea, ao construirem os favos de suas colmeias em formatos e dimensões impecavelmente corretas que permitem o armazenamento do máximo de mel com o menor gasto de energia possível. Com alguns exemplos adicionais constatados no instinto escravizador de algumas formigas ele conclui que tanto os órgãos quanto os instintos dos organismos vivos são variáveis.

Com relação à sucessão geológica de organismos Darwin fez a importante observação que os organismos extintos não têm nenhuma chance de retornarem a aparecer no planeta de forma natural. É fato que novas variedades substituem continuamente suas espécies-origem. Além disso, o número de variedades intermediárias que pode ter existido é incalculável. A geologia não releva essa cadeia de rastros orgânicos que evidenciariam os elos de transição, devido à extrema imperfeição dos registros geológicos. Darwin (2003) nos relembra que, ao olharmos para os museus, percebemos o insignificante número de amostras disponíveis nas exposições, pois apenas uma pequena parte da superfície do planeta foi geologicamente explorada, sem a atenção requerida. Neste argumento, através do qual Darwin esclarece que os fósseis impressos nas rochas apresentam uma sucessão geológica clara, que comprova a modificação incremental, lenta e progressiva por via da descendência e da seleção natural, ele refuta definitivamente a imutabilidade das espécies.

A homologia já era utilizada antes de Darwin, entretanto era uma explicação sobre caracteres compartilhados como parte de um plano divino de criação. Darwin explicou as homologias com uma abordagem científica e coerente, para explicar a presença de órgãos com padrões semelhantes em vários membros da mesma classe, principalmente nos membros que têm hábitos de vida muito diferentes que o levou à

descendência por herança de um ancestral comum, e, no caso, à ausência de alguns dos membros devido ao desuso ou à seleção natural.

A essência da teoria de Darwin é que a seleção natural ocorrerá sob 3 condições, que são; a luta pela existência, a variação e a hereditariedade. Estas são as condições necessárias e suficientes para que a seleção natural ocorra. Para serem necessárias significa que as 3 precisam ocorrer, senão não há seleção natural. Para serem suficientes significa que, se as 3 condições ocorrerem, a seleção natural ocorrerá inevitavelmente, e, isto pode levar à mudança nas características de uma população de uma geração para a seguinte.