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Faço um balanço positivo das várias estratégias que utilizei como docente de Língua Portuguesa, nomeadamente o jogo de mímica, e perspetivo que venha a utilizá- lo no meu desempenho profissional. Não obstante, houve alguns momentos que não decorreram como o esperado, pois, tal como referi, a ânsia de responderem primeiro, no jogo de mímica, gerou algum ruído.

As estratégias utilizadas, na minha perspetiva, coadunam-se com a conceção da aprendizagem significativa. O meu papel nesta aula foi o de moderadora, sendo que procurei facilitar as aprendizagens dos alunos, promovendo o papel ativo dos mesmos, na sua própria aprendizagem, tal como preconiza a conceção construtivista, a qual assumi como meu quadro de referência.

Humildemente posso crer ter dado algum contributo para que estes alunos assumam atitudes positivas em relação à Língua Portuguesa que, tal como já referi, é uma disciplina pilar no percurso escolar e de vida de todo e cada aluno.

Asseverar que esta aula realmente possibilitou a consecução dos objetivos proposto é, acima de tudo, recorrer ao Programa de Língua Portuguesa onde constam os descritores de desempenho para o segundo ciclo.

Assim, e do ponto de vista da compreensão do oral, será de referir que:

• Os alunos prestaram atenção ao que ouviram, de modo a tornar possível:  Cumprir instruções dadas;

 Responder a perguntas acerca do que ouviu;  Explicitar o assunto, tema ou tópico;

 Fazer inferências e deduções;

• Os alunos manifestaram reação pessoal ao texto ouvido, tendo em conta a sua tipologia;

Quanto à expressão oral, os alunos foram capazes de:

• Usar da palavra de modo audível, com boa dicção e num débito regular; • Usar com precisão um repertório de termos relevantes para o assunto que

está a ser tratado;

• Respeitar princípios reguladores da atividade discursiva, designadamente na produção de enunciados de resposta e na justificação de pontos de vista; • Produzir textos orais exprimindo os conhecimentos, emitindo opiniões,

construindo uma argumentação, através de um discurso convincente e com alguma complexidade;

• Interagir com espontaneidade e à-vontade em situações informais de comunicação;

• Fornecer um contributo eficaz para o trabalho coletivo, na turma ou grupo, em situações mais formais.

No que concerne à leitura, ficou patente que os alunos conseguiram:

• Ler de modo autónomo, em diferentes suportes, as instruções de atividades ou tarefas;

• Ler em voz alta com fluência e expressividade para partilhar informações e conhecimentos;

• Distinguir diferentes “vozes” (perspetivas) no interior de um mesmo texto e valores (socioculturais, éticos, estéticos ou outros) que veiculam;

• Expressar ideias e sentimentos provocados pela leitura de um texto literário.

Quanto à escrita, os alunos conseguiram:

• Redigir com correção enunciados para responder a diferentes propostas de trabalho:

 Organizar as respostas de acordo com o foco da pergunta ou pedido;

 Usar com precisão o repertório de termos relevantes para o assunto que está a ser tratado;

 Controlar as estruturas gramaticais mais adequadas à resposta a fornecer;

 Combinar os enunciados numa organização textual com coesão e coerência.

Capítulo 8

Experiência de ensino-aprendizagem de História e Geografia de Portugal

O presente documento constitui uma reflexão crítica de uma aula da disciplina de História e Geografia de Portugal, por mim lecionada, com a cooperação da Professora Graça Calejo, com a temática – “A Península Ibérica: dos primeiros povos à formação de Portugal (século XII)”, com o subtema – “Os Muçulmanos na península Ibérica”, e onde foi utilizado um jogo denominado “Quem sabe, ganha…”.

Esta reflexão incide sobre três fases fundamentais: a planificação da aula, a condução da aula e a avaliação da mesma. Vamos, portanto, organizá-la de acordo com estes três momentos.

8.1. Planificação da Aula

Depois de termos tomado conhecimento do tema que era para ser desenvolvido na aula de HGP do dia 20 de janeiro de 2011, pensámos que seria interessante propormos aos alunos a realização de um jogo. Como afirmaram os autores de O Jogo Didático na Sala de Aula,

“O recurso ao jogo como forma de atingir os objetivos letivos e educacionais apresenta-se como uma estratégia muito viável e aceite pela maioria dos alunos. Trata-se, assim, de acomodar uma determinada matéria sem “violência cognitiva” ou imposição do docente, o aluno aprende divertindo-se” (Antunes et al. 1996, p. 1).

Concordando com esta afirmação, consultei o manual de História do 5º ano da Editora Santillana, no qual consta o jogo “Quem sabe, ganha…”. Este jogo pareceu-me uma atividade pertinente na medida em que, não só geraria motivação possibilitando uma participação mais ativa do grupo de alunos, como também permitiria consolidar os conteúdos, designadamente a herança muçulmana na Península Ibérica. O facto de esta proposta constar de um manual do 5.º ano deu-me alguma segurança no que se refere à adequação e à aplicabilidade deste jogo em relação a esta faixa etária e que os conteúdos nele referenciados se enquadravam no currículo, ou seja, os muçulmanos na Península Ibérica: Herança Muçulmana.

Com a integração do jogo como estratégia de ensino-aprendizagem, procurei ensinar os conteúdos referentes ao tema em estudo de uma forma não expositiva. Foi minha intenção problematizar as questões referentes à abordagem deste tema, acreditando que dessa forma não só contribuo para o desenvolvimento das competências sociais e instrumentais dos discentes, como os dotarei de recursos imprescindíveis à resolução dos seus problemas ao longo de toda a sua vida. Pretendia também motivar os alunos para as aulas de história ao utilizar uma estratégia diferente das habituais.

Eram ainda meus objetivos desenvolver um espírito de equipa entre os alunos, incrementar o espírito criativo, desenvolver e avaliar os conhecimentos dos alunos, permitir o diagnóstico de lacunas em termos de conhecimentos, desenvolver as capacidades de comunicação dos alunos, desenvolver o seu sentido crítico e capacidade de expressão de opiniões próprias, e relacionar factos políticos, económicos e sociais.

Focalizando-me no tema da aula, e nas competências especificas que pretendia atingidas, foram ainda meus objetivos, que fossem os alunos capazes de, no âmbito do tratamento de informação/utilização de fontes: identificar conceitos e palavras-chave: herança, língua, matemática, agricultura, ciências, arquitetura, medicina, navegação e astronomia; interpretar informação histórica diversa: informação iconográfica, documentos, imagens, friso cronológico e mapa; no âmbito da compreensão histórica- geográfica, e designadamente a temporalidade, referir o período que os muçulmanos permaneceram na Península Ibérica; e em termos de espacialidade, indicar algumas

cidades Portuguesas, que revelem fortes marcas de influência muçulmana; no que concerne à contextualização, que consigam compreender que as inovações importantes que os muçulmanos trouxeram para a Península Ibérica revelaram-se fortes marcas; que sejam capazes de perceber que a influência muçulmana revelou-se mais forte nas terras mais a sul; que consigam referir os principais conhecimentos da civilização muçulmana; e que possam identificar vestígios histórico-culturais relativamente à herança muçulmana. Em relação à comunicação em História e Geografia, foram também meus objetivos, que os alunos fossem capazes de: aplicar vocabulário específico da História e Geografia referente aos “Muçulmanos na Península Ibérica”; usar a língua portuguesa de forma adequada num contexto histórico-geográfico referente ais “Muçulmanos na Península Ibérica”.

Aquando do planeamento da aula, e designadamente na preparação do jogo, antecipei desde logo algumas potenciais dificuldades, tais como a duração variável do jogo, que requer uma gestão rigorosa do tempo por parte do professor. Preocupei-me especialmente com a planificação das estratégias a utilizar antes do jogo, reconhecendo o quão importante é garantir, desde o início, que os alunos compreendem as várias regras e procedimentos do jogo. Tive igualmente uma enorme preocupação em preparar a supervisão de todo o processo. Até porque a turma ia ser dividida em grupos. Eu sabia que, tendo cinco grupos, cada um com um dado e com um tabuleiro, eu teria de ter uma intervenção muito ativa.

8.2. Condução da Aula

Iniciei a aula fazendo uma breve abordagem dos conteúdos previamente abordados nas aulas precedentes. Neste sentido, fizemos a correção coletiva do trabalho de casa, usando como recurso o manual do aluno. Para esta correção solicitei voluntários, contudo apenas três alunos se ofereceram para ler, em voz alta, o que haviam redigido. No fim, questionei a turma sobre eventuais formas alternativas de resposta, sendo que nenhum dos alunos revelou estratégias de resolução diferentes, predominando nesta fase algum silêncio entre os elementos da turma. A parca participação dos alunos poderá ter-se devido ao facto de, nas interpelações diretas, em que as dinâmicas estão ausentes, recearem serem postos em causa, acabando por adotar atitudes de proteção, o que, na minha opinião, suscitou alguma resistência, sobretudo na fase inicial da aula.

Efetuados os registos no caderno diário, prossegui com o desenvolvimento dos conteúdos constantes no plano de aula – “Os muçulmanos na Península Ibérica – a herança muçulmana”. Enfatizei a necessidade de estarem atentos e participarem na aula, porque a parte final da mesma, contemplava um jogo que iria requerer a participação de todos, e no qual seriam colocados à prova os conhecimentos adquiridos.

Alguns alunos questionaram de imediato que tipo de jogo iria ser concretizado, demonstrando interesse pela atividade. Como não pretendia alimentar em demasia esta euforia pelo jogo, optei por revelar apenas o nome do jogo – “Quem sabe…ganha”. Esta minha revelação gerou algumas conversas paralelas entre os elementos da turma, e o Miguel questionou-me sobre um eventual prémio no fim do jogo. Achei então proveitoso revelar o prémio, o qual foi o jogo didático SupertMatik Quis – História de Portugal (um jogo por cada elemento do grupo vencedor). Escolhi um jogo didático de prémio, a fim de incrementar o gosto pela História de Portugal.

Procurando cercear o foco de distração que nesse momento se instalou na sala de aula, com um marcado entusiasmo em relação ao jogo, voltei a solicitar a atenção dos alunos e pedi que abrissem o manual na página 58. Pedi ao Miguel que fizesse a leitura do texto em voz alta. Entrecortei os parágrafos, solicitando a participação dos alunos na interpretação do texto, assim como das figuras. Procurei que os alunos fossem identificando conceitos e palavras-chave, que foram registados pelos mesmos nos respetivos glossários do caderno diário.

Os conceitos que este exercício possibilitou identificar foram: herança, língua, matemática, agricultura, ciências, arquitetura, medicina, navegação e astronomia. De um modo global não se evidenciaram dificuldades na identificação dos conceitos. Destaco contudo que os alunos se mostraram surpreendidos pela evolução do povo muçulmano, sobretudo pelos contributos em termos científicos que estes legaram na Península Ibérica.

Posteriormente, projetei um acetato por mim elaborado com a imagem da Igreja de Mértola e questionei os alunos a fim de perscrutar se reconheciam o monumento. A Gabriela e o Filipe disseram que conheciam e que já o haviam visitado com os pais. Pedi-lhes que enumerassem características particulares da imagem e conduzi os alunos na associação entre os elementos arquitetónicos e decorativos que mantêm-se nos dias de hoje, constituindo, deste modo, uma herança do povo muçulmano.

Os alunos revelaram alguma dificuldade, sendo que a maioria dos aspetos caracteristicamente mouriscos foi por mim assinaladas. Os alunos revelaram dificuldade

em associar as mesquitas à herança muçulmana, contudo, explicando-lhes a sua forte caracterização religiosa, pelos seus hábitos de oração diários, conseguiram compreender a existência das mesmas, na qualidade de recintos de caráter comunitário e religioso. A dificuldade por eles demonstrada poderá dever-se ao facto de não serem espaços comuns na área de residência dos alunos. Por outro lado, também lhes foi difícil associar os arcos em ferradura como característicos da arte moçárabe, porque muitos não conseguiam detetar as diferenças entre estes arcos mais peraltados e outros característicos de outros povos, tais como os visigóticos.

Neste momento da aula, optei pela utilização conjunta da ficha informativa, que eu havia planeado usar num momento posterior, servindo de suporte à identificação de determinados aspetos que revelavam fortes marcas de influência muçulmana.

Partindo do facto de que já haviam sido identificados alguns conceitos e palavras- chave, pedi à turma que realizasse individualmente a atividade “Noções Essenciais” da página 60 do manual. Nessa altura, alguns alunos interromperam questionando sobre o jogo, tendo eu referido que seria realizado de seguida. Enquanto os alunos faziam o exercício, circulei pela sala de aula, esclarecendo algumas dúvidas, verificando também se apresentavam dificuldades na realização do exercício. A primeira parte da aula ficou concluída com uma correção coletiva do exercício.

Será então profícuo referir que aquisições ou dificuldades apresentaram os alunos neste momento da aula. Assim, foram capazes de identificar conceitos e palavras-chave, tendo assimilado que este povo apresentava-se evoluído quer em termos de ciências, quer em termos de técnicas, designadamente na agricultura, e que a importância destas era tal, que permanecem até aos dias de hoje. Ficaram assim com a noção de que os muçulmanos deixaram um legado, que perdurou até aos dias de hoje e perdurará indefinidamente. Demonstraram alguma dificuldade em identificar em imagens elementos arquitetónicos moçárabes, mas com ajuda foram apreendendo alguns dos principais, tais como mesquitas, abóbadas e arcos em ferradura. Com tudo isto, foram apreendendo o vocabulário específico referente a esta temática dos Muçulmanos na Península Ibérica.

Após um intervalo, retomei a aula com o jogo “Quem sabe, ganha…”. Distribuí por cada aluno uma ficha explicativa do jogo e li em voz alta as regras do mesmo. Dividi a turma em cinco grupos, os quais eu já havia determinado previamente, tendo em conta os lugares ocupados na sala. Esta organização prévia dos grupos permitiu

otimizar o tempo de preparação do jogo, pois bastou que os dois elementos da carteira da frente virassem as cadeiras para ficarem frente a frente com os dois colegas de trás.

Assim, cada grupo compunha-se de quatro alunos, exceto um grupo que era composto por cinco elementos, em virtude de ser uma turma com 21 alunos no total. Solicitei que cada grupo elegesse um porta-voz e ao entregar o material necessário para o jogo (tabuleiro, dados, marcas, papel e lápis), anotei o nome do porta-voz entretanto eleito. Alguns grupos tiveram dificuldade na escolha, sendo que, nesses casos, selecionei um aluno aleatoriamente. Assim, os grupos distinguiam-se pelo nome do porta-voz: grupo do Miguel, grupo da Joana, grupo do Tiago, grupo do Filipe e grupo do Afonso. (anexo 5)

Assumi o papel de supervisora, certificando-me de que nenhum grupo infringia as regras ou a pontuação, e os grupos iniciaram o jogo de imediato. Eu dava a indicação de lançar os dados, e sempre que o número da casa do tabuleiro possibilitava a colocação de uma questão ao grupo, dirigia-me a esse grupo com o saco escuro onde constavam as questões. O porta-voz do grupo retirava uma questão. Selecionado o papel com a questão, eu lia a mesma em voz alta, solicitando uma resposta aos elementos do grupo, num período máximo de 30 segundos (contabilizados por mim). Cada resposta correta correspondia a 5 pontos e as respostas erradas a 0 pontos. Um número no dado, que no tabuleiro não correspondesse a uma questão, possibilitava o seguimento das instruções mencionadas nas casas do tabuleiro. De salientar que o grupo vencedor seria o que obtivesse mais pontos e não aquele que chegava à última casa do tabuleiro mais cedo. O registo das pontuações era efetuado pelo porta-voz numa folha preparada para o efeito.

Esclarecidas as regras, propus que fizéssemos uma simulação do jogo, para garantir que outras dúvidas que surgissem na prática pudessem ser convenientemente esclarecidas, antes do início do jogo. Optei por esta simulação para que os alunos pudessem experienciar as regras e manipular os materiais. Constatei que isso foi profícuo, porque alguns ainda tinham dificuldade em compreender as regras, e à necessidade de rapidez nas respostas. Como exemplo, o grupo da Joana revelou dificuldade em compreender que a soma da pontuação prevalecia sobre a chegada ao final das casas do tabuleiro. Optei por pedir ao Vasco, cujo grupo não havia revelado dúvidas, para explicar aos colegas:

Vasco: Eu acho que é como o Monopoly, só que em vez de casas ou dinheiro, temos pontos, não é professora?

Professora: Exato Vasco! Tal como nesse jogo, existe um tabuleiro, dados e um conjunto de questões.

Por outro lado, também verifiquei que houve alguma desorientação com a necessidade da rapidez de resposta, e atribuí uma tolerância de mais trinta segundos para as respostas, para todos os grupos. Posto isto, os alunos iniciaram o jogo de modo animado e entusiasta.

No decorrer do jogo que contém questões fechadas e questões abertas, verificou- se que, nas questões abertas, alguns grupos gostavam de completar as respostas que haviam sido dadas, ou tinham formas diferentes de responder, tendo eu dado a oportunidade de partilharem essas respostas. Transcreve-se, de seguida, um

Professora: Explica o que foi a Reconquista Cristã?

Afonso: Foi quando os cristãos foram conquistar de novo as terras que os muçulmanos tiraram.

Professora: A resposta está correta. Cinco pontos. Algum outro grupo quer dizer mais alguma coisa?

Miguel: Professora… mas isso demorou muito tempo… e só aos poucos é que eles foram ganhando de volta as terras.

Professora: Sim… e quanto tempo durou então essa reconquista? Alguém sabe? Tiago: Oito séculos.

Professora: Todos concordam?

Ressalta aqui o domínio da temporalidade, tendo o Tiago sido capaz de utilizar a unidade temporal século, situando adequadamente no tempo a Reconquista Cristã, tal como preconizam o programa oficial do 5º ano de Historia e Geografia de Portugal.

Geraram-se assim algumas discussões intra e inter grupos, que permitiram fazer a exploração de outras questões, sem que os alunos tivessem receio em apresentar as suas opiniões e em avançar com hipotéticas respostas porque essas questões extra não eram contabilizadas na pontuação.

Houve também uma constante ligação entre estes acontecimentos históricos e a atualidade, tal como exponho de seguida:

Professora: Dá o exemplo de duas cidades portuguesas, onde possamos encontrar vestígios da presença muçulmana

Joana: Mértola que é a da Igreja que vimos e… hum… Beja. Professora: E em Beja, dá um exemplo de um monumento. Joana: A torre.

Professora: Mais alguém quer acrescentar algum exemplo?

Miguel: Já fui ver o Castelo de Silves e a minha mãe diz que a muralha era desse tempo.

Professora: Correto, portanto Silves é também um exemplo. E mais exemplos? Filipe: A Sé de Évora.

Vasco: E os Arraiolos, os tapetes, não é, professora, também é e é o nome de uma terra…

Professora: Sim, essa técnica característica é um legado e também podemos considerar um exemplo.

As questões no âmbito da agricultura, também surgiram e constituíram oportunidade de diversificar as respostas:

Professora: Na agricultura, os muçulmanos introduziram novos processos de rega. Refere dois deles.

Filipe: Nora e picota.

Professora: E esses processos serviam para quê?

André: Um para obter água e outro para a levar a sítios mais altos, professora. Professora: E mais técnicas?

Vasco: Tanque e azenha.

Também as plantas que ainda hoje são utilizadas, constituíram um bom exemplo neste jogo:

Professora: Os muçulmanos introduziram novas plantas. Quais? Joana: Laranjeira, limoeiro e figueira.

Professora: Alguém tem mais exemplos? Inês: Amendoeira.

Sofia: Oliveira e Alfarrobeira.

Foi também importante verificar como foram capazes de estabelecer alguns raciocínios e inter-relações:

Professora: Qual foi a direção da Reconquista Cristã: Sul/Norte ou Norte/Sul? Miguel: Foi Norte/Sul.

Vasco: Professora, por isso é que são as cidades do Sul de Portugal que têm mais herança, não é? Ficaram mais tempo no Sul e deixaram mais vestígios, que ainda podemos encontrar.

A realidade dos conflitos atuais no mundo, designadamente acontecimentos como o 11 de setembro, também foi referida pelos alunos:

Miguel: E por exemplo, as torres que caíram, do 11 de setembro, também foram Muçulmanos?

Professora: Alguém quer responder ao Miguel?

Vasco: Não é a mesma coisa… porque não tem a ver com as reconquistas…