yrkesopplæringen som skjer i bedrift
6. Resultater fra Lærlingundersøkelsen 2013
6.12 Skolen som forberedelse (Tilfredshet)
De acordo com os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos no campo de pesquisa e o desenvolvimento dos modelos cenceituais de deficiência; mudanças em relação à forma de propor avaliações ou intervenções clínicas para crianças com PC também foram ocorrendo [4]. Após o surgimento da CIF, os pesquisadores passaram a desenvolver estudos sobre a funcionalidade e a incapacidade, bem como sobre a influência de fatores contextuais sobre as condições de saúde de crianças com PC.
O domínio de funcionalidade e incapacidade mais estudado e descrito em crianças com PC é o de “estruturas e funções do corpo" [15]. Este é definido como as funções fisiológicas dos sistemas corporais e as partes anatômicas do corpo. As
alterações neste domínio são chamadas de deficiências, ou seja, são caracterizadas com um desvio significativo ou perda em relação ao padrão normativo [2,8,12].
Estudos têm relatado que crianças com PC apresentam deficiências em vários sistemas do corpo, incluindo os sistemas nervoso, respiratório, cardiovascular e músculo-esquelético. O principal fator limitante em crianças com PC é a falta de coordenação da ativação muscular; caracterizada por diminuição no recrutamento de unidades motoras e menores taxas de disparo [16,17]; assim como a presença de co- contração dos músculos agonistas e antagonistas em torno das articulações [18]. Portanto, a presença de espasticidade, fraqueza [19,21] e encurtamento muscular [22,23], assim como déficits na coordenação [24,25] e no equilíbrio [26,27] têm sido relatados nesta população.
Todas essas deficiências modificam as propriedades morfológicas e estruturais do músculo [28]. Estudos com técnicas imunohistoquímicas revelaram aumento do tecido adiposo intramuscular [17], acúmulo de colágeno tipo I no músculo espástico [18,29], e hipotrofia de fibras musculares tipo I e II em crianças com PC [17,30,31,32]. Além disso, estudos com ressonância magnética e ultrassonografia têm evidenciado redução no tamanho muscular caracterizada por alterações no volume, no comprimento, na área de secção transversa e na espessura muscular [16,23,24].
O segundo domínio mais estudado foi o de "atividade". De acordo com a CIF, este domínio é definido como a execução de uma tarefa ou ação por um indivíduo. Dificuldades no domínio de atividade são referidos como limitações funcionais [2,8,11,12].
Estudos têm relatado que crianças com PC possuem limitações na realização de diversas atividades funcionais. Essas crianças geralmente apresentam alterações em padrões de movimento e possuem maior duração para executar atividades funcionais,
comoa marcha [34,35], a atividade ST-DP [36,37] e o alcance manual [38,39]. Além disso, apresentam menores pontuações em escalas de avaliação da função motora grossa e da função motora fina [40,41].
Apesar do amplo conhecimento acerca dos domínios de estruturas e funções do corpo e de atividade em crianças com PC; o domínio de participação tem sido o menos estudado. De acordo com a CIF, a participação é descrita como o envolvimento de um indivíduo em uma situação de vida. Alterações na maneira de engajar-se em atividades da vida diária são definidas como restrições na participação [2,8,12,42].
Diversas escalas de avaliação têm sido utilizadas para o estudo do domínio de participação em crianças com PC. No entanto, não há instrumento que abranja de forma específica o domínio de participação conforme definido pela CIF [42,43,44,45,46]. De acordo com estudos anteriores, crianças com PC obtêm menores escores de participação do que seus pares típicos [14,47,48]; usualmente estão engajadas em atividades restritas ao ambiente interno e sedentárias [42,48,49]. Assim, crianças com PC também apresentam tanto limitação na execução de atividades como restrições na participação.
O conhecimento sobre como cada domínio da funcionalidade e da incapacidade é caracterizado em crianças com PC evidenciaram que esta engloba uma série de condições com vários níveis de gravidade [15]. Embora os estudos sobre como cada domínio é caracterizado seja relevante para a compreensão de como fatores específicos são apresentados na PC; as relações entre os domínios da CIF devem ser investigadas.
No entanto, poucos estudos focaram essas relações. As relações mais frequentemente estudadas têm sido entre espasticidade e força muscular com o desempenho em atividades da função motora grossa e a análise da marcha [20,50]. Estudos sugeriram que a força muscular e a espasticidade parecem afetar o desempenho funcional [20,51,52]. Além disso, diminuições na amplitude de movimento articular e
no controle motor seletivo também tem sido relacionadas com a limitação de atividades (Ostensjø et al., 2004; Ballaz et al., 2010).
Quanto às interações entre os domínios de participação e os outros; os estudos presentes na literatura pesquisada são mais escassos. Dentre estes, foi relatado uma complexa inter-relação na qual a limitação na execução de atividades, como menores pontuações na Medida da Função Motora Grossa (GMFM), e o comprometimento em estruturas e funções do corpo, tais como a espasticidade, foram relacionadas à restrição na participação social [14,55,56].
Além da inter-relação entre os domínios de funcionalidade e incapacidade; os fatores contextuais que podem influciá-los também devem ser considerados. De acordo com a CIF, os fatores ambientais consistem das condições físicas, sociais e ambientais nas quais as pessoas vivem e conduzem suas vidas [10].
Estudos relataram que os fatores ambientais influenciam a participação de crianças com PC. Hammal et al. [57] demonstrou que houve variação no nível de participação conforme o bairro no qual a criança com PC vivia. Os autores sugeriram que a especificidade do ambiente poderia facilitar ou restringir a participação. Outro estudo relatou que as habilidades funcionais, a assistência do cuidador e as modificações ambientais estão relacionados com o desempenho em atividades da vida diária ([58].
Além disso, tem sido demonstrado que a participação de crianças com PC é influenciada por fatores ambientais (por exemplo, transporte, acessibilidade e orientação educacional), bem como por deficiências intrínsecas ao indivíduo, tais como o nível GMFCS [59,60], a idade e a gravidade das deficiências motoras grossa e fina [58].
Estes estudos permite-nos observar que tanto os domínios de funcionalidade e incapacidade como os fatores ambientais podem influenciar a condição de saúde em
crianças com PC. Isto destaca a importância de considerar-se os aspectos ambientais além dos fatores intrínsecos durante a avaliação e a intervenção de crianças com PC. Além disso, estudos que enfoquem as relações entre os componentes da CIF devem ser incentivados.