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5. Skjult migrasjon

Em Affonso (2002), o SIG tem como conceito de maior difusão a coleção organizada de softwares, hardwares, dados geográficos e equipe técnica, projetado para levantar, armazenar, manipular e analisar tais dados. E de acordo com Davis Júnior (1997), sempre que o fator localização aparece, dentre as questões e problemas que precisam ser resolvidos por um sistema informatizado, haverá uma oportunidade para considerar a adoção de um SIG. Ou seja, um SIG pode ser utilizado para designar um sistema de informação, no qual esta seja georreferenciada (MATOS, 2013).

Basicamente, um SIG pode ser composto por uma variada estrutura de dados, modelos de bancos e estrutura de análise. Mais alguns módulos são comuns na maioria de sistemas que trabalham com essa roupagem (CÂMARA & MEDEIROS, 1998):

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 Banco de Dados Espaciais e Atributos;

 Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD);  Sistema de Análise Geográfica;

 Sistema de Processamento de Imagens;  Sistema de Modelagem Digital de Terreno;  Sistema de Análise Estatística;

 Sistema de Apresentação Cartográfica.

Sob esta perspectiva, os Sistemas de Informação Geográfica destacam-se por possibilitarem a análise e a simulação de dados comumente dispersos e independentes oriundo de diversas fontes, se mostrando um hábil instrumento de apoio à tomada de decisão (SILVEIRA & FILHO, 2006).

Matos (2013) informa também a amplitude desse Sistema quando para incorporação de conceitos para resolução de problemas de inúmeros domínios de aplicação, consagrando a modelagem geográfica em várias áreas do conhecimento, como engenharia civil, planejamento, biologia, economia, demografia, entre outros.

Ainda falando sobre essa dinamicidade e aprofundando um pouco mais na questão de modelagem geográfica, o mesmo autor esclarece que esta resulta de um compromisso de sintetizar conhecimento a partir de um conjunto de dados e simultaneamente providenciar a informação com conteúdo tão completo quanto possível, no qual o georreferenciamento acrescenta associação às entidades, num contexto de relacionamento orientado, numa associação implícita dada as suas posições no espaço, dando início, assim, à análise espacial.

Em um Sistema de Informação Geográfico, a análise parte de um modelo conceitual, estes podem ser observados no Quadro 4.

Quadro 4 – Modelos Conceituais de Representação

Modelos Descrição

1) Vetorial não topológico;

(ponto, linha ou polígono).

Representação bidimensional, possuindo domínios espaciais que são representados por conjuntos de traços, deslocamentos ou vetores, adequadamente referenciados (Rodrigues 1990).

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2) Vetorial topológico; Semelhante à representação não topológica, o que diferencia é a preocupação com o modelo matemático inserido nas feições (topologia) que podem estar associadas a questões de conectividade, contigüidade e continência.

3) Matricial bidimensional O terreno é representado por uma matriz M(i, j), composta por i colunas e j linhas, que definem células, denominadas como pixels (UFF, 2014).

4) Matricial tridimensional; Atribuição de mais uma componente, relacionada a altimetria, na qual é possível uma representação tridimensional, nesse caso o pixel é substituído por um

voxel - volume element (Buchanam, 1996).

5) Vetorial orientado por

objeto;

(Caracterizada pela forma complexa de organização de classes e subclasses compostas por um algoritmo Câmara & Medeiros, 1998).

6) Difuso Esse tipo de representação vem a atender a

representação de modelos nos quais não é possível uma delimitação física completa, como o caso de temperatura e altimetria, sendo assim, utilizado modelos estatísticos para auxiliar a composição da feição de forma mais generalizada do traço (Matos, 2013).

7) Temporal São os dados coletados de forma contínua no terreno,

em geral remotamente, ou seja, sem contato direto com objeto, como é o caso do sensoriamento remoto, e fornecem a expressão espacial e a categoria do atributo, em relação ao tempo, podendo assim formar uma rede de monitoramento (UFF, 2014).

8) Vetorial tridimensional Uso de funções topológicas específicas, que permitem essa representação (Matos, 2013).

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Ainda referenciando Matos (2013), o SIG tem como principais aplicações típicas a de Projeto e a de Gestão. A parte de projeto envolve a confecção de produtos cartográficos, tais como cartogramas, mapas e plantas. Já a parte de Gestão tem um ciclo operacional que abrange as seguintes fases, indicadas na Figura 19, a seguir.

Figura 19 – Fluxograma de fases do ciclo de vida de um SIG.

É necessário ter em mente a finalidade de um Sistema de Informação Geográfica, a suas diversas formas de representação e suas principais aplicações no campo de projetos (cartografia digital) e gestão de dados. Também se faz necessário o conhecimento de alguns métodos de análise. Aqui destaca-se os de interpolação, devido à gama de funcionalidades adiquiridas a partir deste tipo análise.

Os métodos de interpolação abrangem os Determinísticos, Geoestatísticos e Análise Exploratória de Dados Espaciais (Figura 20).

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Figura 20 – Apresentação de métodos de interpolação. Matos, 2013.

A parte de Análise Exploratória de Dados envolve o conhecimento da distribuição espacial de uma dada variável por meio de técnicas que permitam a identificação de tendências, anisotropias, valores anômalos e de correlação espacial. Um bom exemplo é a geração de histogramas.

O uso integrado de dados de sensoriamento remoto em SIG torna-se um ferramental poderoso para oferecer suporte à tomada de decisão.

Dentre os dados que podem ser trabalhados em um Sitema desses, destaca-se o uso do Modelo Digital de Terreno (MDT), obtido dos dados da Shuttle Radar

Topography Mission – SRTM (NASA, 2004). A integração do MDT com SIG pode

originar diversas aplicações em áreas tradicionais como engenharia civil, arquitetura, hidrologia e, as mais recentes, planejamento e análise dos impactos ambientais dos projetos.

Outra técnica que pode ser desenpenhada em um Sistema de Informação Geográfica é o de Overlay, que implica na sobreposição de feições de mapas temáticos em função de um modelo matemático (RIBEIRO et al. 2012).

Um trabalho interessante produzido por SADR et al. (2014) apresenta um exemplo interessante da integração entre uma ferramenta de ponderação overlay como auxílio à tomada de decisão. Neste trabalho, o uso de Sensoriamento Remoto e SIG foi utilizado para avaliar o potencial de instabilidade do terreno na cidade de Khorramabad,

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no Irã (Linha Férrea Doroud), que é conhecida como uma área propensa à deslizamento de terra. Foi realizada a preparação da base de dados geográficos com várias camadas temáticas. Em seguida, foi feita a ponderação em ordem de importância numa escala de 1 a 6. Um mapa de risco foi produzido, dividindo a área em cinco zonas diferentes de suscetibilidade à deslizamento de terra.