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Skille mellom myndighetsutøving og tjenesteproduksjon

In document Faglig grunnlag for pilot-studier (sider 32-35)

6 Nye organisatoriske tilnærminger

6.3 Skille mellom myndighetsutøving og tjenesteproduksjon

Para delimitar as questões veri- ficou-se cuidadosamente seu conteúdo, pois, de acordo com Rumel (1972 apud Marcato 2009) a técnica do questionário, apesar de ser um instrumento popular de pesquisa, tem sido muito mal usada, com inclusão de perguntas que o respon- dente pode considerar não apropriada, inclusão de questões, as quais sugerem as respostas e de perguntas ambíguas.

Segundo Marconi e Lakatos (2009) o processo de elaboração é longo e complexo: exige cuidado na seleção das questões, levando em consideração a sua importância, isto é, se oferece condições para obtenção de informações válidas.

Para não causar fadiga e desin- teresse, foi elaborado um questionário contendo 7 perguntas, com o objetivo de encontrar as características mais importantes em um brinquedo para crianças deficientes visuais.

O questionário foi redigido e a princípio continha 26 questões que foram aplicadas num pré-teste com alguns pais, professores, profissionais e deficientes

nadas as questões ambíguas, repetitivas e supérfluas.

Verificadas estas falhas, o ques- tionário foi reformulado, conservando seus objetivos, resultando em 7 questões, perguntadas de forma aberta, pois não limita as respostas, permitindo ao in- formante responder livremente, usando linguagem própria, possibilitando in- vestigações mais profundas e precisas. Segue abaixo a análise do foco de cada questão:

- A primeira questão visou esta- belecer um parâmetro entre as dificul- dades e facilidades que as crianças não videntes têm em aprender a geometria, para saber se existe uma boa percepção das formas, do espaço e das proporções.

- A segunda e a sexta questão bus- caram saber se existem brinquedos vol- tados para esta área e quais seriam estas empresas fabricantes.

- A terceira e quarta questão focou nas preferências dos profissionais em relação ao brinquedo e ao tipo de mate- rial que eram feitos.

- A quinta questão levou em conta

as adaptações que muitos profissionais fazem em brinquedos e o foco destas al- terações.

- A sétima questão buscou saber se as crianças videntes entram em contato com as não videntes durante as brinca- deiras e se utilizam o mesmo brinquedo.

Os questionários foram enviados por correio eletrônico (e-mail) para al- gumas instituições que atende crianças deficientes visuais e para professores de educação especial. Na abordagem da mensagem enviada aos informantes, ten- tou explanar os fins e a importância da pesquisa, foram enviados em anexo: o questionário e o termo de consentimento livre e esclarecido.

Algumas instituições e profis- sionais se opuseram a responder os ques- tionários por e-mail, tendo como justifi- cativas a questão da indisponibilidade de tempo para responder e, a norma interna das instituições, por isso, optou-se, tam- bém, pela realização de entrevistas com estes profissionais.

Segundo Marconi e Lakatos (2009)

ada face a face, de maneira metódica, proporciona ao entrevistado, verbalmente a informação necessária. Para Lüdke & André (1986 apud Marcato 2009) a entre- vista na pesquisa qualitativa representa um dos instrumentos básicos de coleta. Esta é, aliás, uma das principais técnicas de quase todos os tipos de pesquisas em Ciências Sociais, por isso acredita-se que está técnica é adequada para este estudo, pois, o Design é uma área que se esta- belece nas Ciências Sociais Aplicadas.

O tipo de entrevista escolhido para este trabalho foi o despadronizado ou não estruturado, onde o entrevistado, segundo Marconi e Lakatos (2009), tem liberdade para desenvolver cada situa- ção em qualquer direção que considere adequada, permitindo explorar mais am- plamente uma questão. Geralmente são perguntas abertas e podem ser respondi- das de maneira informal.

As entrevistas foram focalizadas, utilizando se como um roteiro os tópicos de cada pergunta do questionário apre- sentado acima, com a finalidade de facili- tar as análises dos objetivos, que são os

mesmos tanto para o questionário como para as entrevistas.

As entrevistas foram todas feitas por meio de gravação de voz, logo no ini- cio da entrevista, após as identificações, o entrevistado foi informado sobre a grava- ção e questionado em relação ao consen- timento, foi apresentado o Termo de Con- sentimento Livre e Esclarecido e a carta de apresentação do orientador da pesquisa. Optou-se pela gravação de voz, por ser um meio mais eficaz de obtenção de arquivos para as futuras análises e por proporcionar mais liberdade durante a entrevista, dando a atenção necessária ao entrevistado.

As entrevistas foram agendadas com antecedência por meio eletrônico (e- mail) e pelo telefone. Foram entrevistados profissionais de Instituições (pedagogos e psicólogos) e professores de educação especial que atendem portadores de defi- ciência visuais, ou seja, com profissionais que de fato são responsáveis pela elabo- ração de brinquedos para estas crianças.

As entrevistas foram realizadas em instituições e escolas que atendem

seguintes características:

•Escolas que possuem salas de re- cursos que são espaços educacionais in- tegrados aos demais ambientes da escola destinados a complementar ou suplemen- tar as atividades escolares dos alunos ma- triculados em classe comuns, favorecendo a inclusão escolar de alunos portadores de necessidades especiais, com oferta de serviço de apoio pedagógico especializa- do, sempre que necessários.

•Instituições brasileiras sem fins lucrativos que promovem o desenvolvi- mento humano e a inclusão educacional e social das pessoas com deficiência vi- sual, através de ações, recursos e serviços numa atuação transdisciplinar em parce- ria com as famílias, escolas, empresas e comunidade em geral.

•Centros de atendimentos locais que fornecem assistência ao deficiente visual.

As entrevistas se concentraram em três instituições de referencias brasileiras, uma instituição local e uma escola, totali- zando seis profissionais. Este grupo foi considerado pequeno, e deve-se ao fato de não haver muitos profissionais volta-

dos para a área.

As respostas das entrevistas e questionários passaram por uma análise temática (analisando conforme o foco de cada questão), Severino (2002 apud Mar- cato 2009) pontua que esta prática serve para coletar dados, aprender com eles, sem intervir no que nos é oferecido. Em seguida, os pontos indicados foram con- frontados com as referencias bibliográfi- cas feitas anteriormente, recorrendo, para isso a uma análise interpretativa.

Por fim, confrontaram-se os da- dos encontrados nas entrevistas e ques- tionários com as referências bibliográfi- cas e os trabalhos encontrados durante o levantamento de dados nos cursos de pós-graduação, para serem interpretados sob o olhar do design. Concluindo-se, o trabalho com sugestões que entendam as necessidades do público alvo e forneçam aos designers as características que de- vem ser levadas em consideração na elaboração de brinquedos para a criança portadora da deficiência visual, propor- cionando, assim, parâmetros para futur-

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