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Skatter og avgifter

In document Økonomiske aspekter ved Haukelibanen (sider 58-62)

7 Verdsettelse av miljøgoder og eksterne virkninger

7.3 Skatter og avgifter

Como vimos na seção anterior, alguns mecanismos, como a metáfora e a metonímia, habilitam a mudança. Alguns pesquisadores, dependendo do que desejam destacar no processo de GR, tentam formular esquemas que retratem o caminho da mudança. Nessa seção, trataremos de alguns modelos que esquematizam esse tipo de mudança.

Heine et al. (1991a) trazem alguns modelos, de vários pesquisadores, que tentam representar a trajetória da mudança. Como, por exemplo, o “modelo do bleaching”:

conteúdo lexical

conteúdo conceito

abstrato abstrato

Figura 6: “Modelo de bleaching”

Esse modelo representa uma interpretação comum da GR, em que um dispositivo de “filtragem” desbota todo o conteúdo lexical da palavra e retém apenas o conteúdo gramatical. Esse modelo pode ter relação com as considerações de Lehmann (1995) e Bybee e Pagliuca (1985) (cf. HEINE, et al. 1991a, p.109), que entendem o processo como “generalização ou debilitação do conteúdo semântico”, pelo qual “significados são esvaziados de suas especificidades”.

No entanto, há modelos que mostram não apenas o que é perdido, mas também o que é ganho no processo de GR: significado lexical estrutura estrutura topológica topológica significado do domínio alvo

Figura 7: “Modelo da perda e ganho”

(SWEETSER, 1988 apud HEINE et al., 1991a, p.110) Esse é o modelo “loss-and-gain” proposto por Sweetser (1988). Essa autora faz uma distinção entre “generalização de significado” e “troca de significado metafórico”. No primeiro caso, um morfema alarga sua classe de referentes. Por exemplo, por “abstração”, aspectos centrais do significado de um morfema são ampliados para que o morfema cubra todos os referentes envolvidos nesse aspecto central. No outro caso, o esquema abstraído do significado do morfema é mapeado dentro de um outro domínio de significado. Nesse sentido há um balanceamento entre perda e ganho, pois, apesar da perda lexical, quando há o mapeamento de um domínio de origem para um domínio de meta, novas características são aderidas ao item.

conceito conceito anterior posterior

Fig. 8: “Modelo do overlapping”

(HEINE et al., 1991a, p.111) Esse modelo registra que a mudança, de um conceito prévio, ou original, para um conceito meta, tem uma fase em que os dois conceitos sobrepõem lado-a-lado, o que proporciona um estágio de ambigüidade.

Um outro modelo, proposto por Givón (1989), é chamado de “prototype extension”:

categoria prototípica

extensão ESSÊNCIA

categoria nova

Fig. 9: “Modelo da extensão prototípica”

(GIVÓN, 1989 apud HEINE et al., 1991a, p.112) Esse modelo, diferentemente dos que vimos até agora, que distinguem duas categorias (menos ou mais gramatical), faz referência a uma mesma entidade, mostrando um processo de extensão feito por analogia ou metáfora.

Todos esses modelos, de modo geral, tratam de algum aspecto da mudança: ou da perda, ou do ganho, ou da sobreposição de significado, ou da extensão do significado de uma mesma categoria. Apesar de não desconsiderarem todas essas representações, Heine et al. (1991a) acreditam que as duas forças que agem na GR devem ser representadas pelos esquemas da mudança. Por isso, eles também tentam elaborar um modelo para representar a mudança. Esses autores entendem que um modelo de mudança deve representar duas partes: (i) a rede conceitual de ramificações, simbolizados por B, C, D, etc – na figura 10 -, que possuem os diferentes sentidos comuns a um item que sofreu GR; todos esses sentidos são derivados de um item de origem A; e (ii) a transição de um sentido para o outro, por exemplo, o que acontece quando um sentido A dá origem ao sentido B:

Fig. 10: Cadeia conceitual da GR

Subjaz a isso o que Heine et al. (1991a) chamam de “macroestrutura” e “microestrutura”. A macroestrutura, que é principalmente de natureza psicológica, está relacionada aos domínios cognitivos e às relações existentes entre eles. A metáfora é a principal estratégia para “atravessar” esses domínios. A microestrutura, que é de base pragmática, está relacionada essencialmente ao contexto e sua manipulação; portanto, é de natureza metonímica, entendendo que a reinterpretação induzida pelo contexto faz com que inferências conversacionais se convencionalizem em novos sentidos. Os autores sumarizam esses preceitos na seguinte tabela:

Macroestrutura Microestrutura

Domínio conceitual Contexto

“Similaridade”, “analogia” Implicaturas conversacionais

Transferência entre Reinterpretação

domínios conceituais induzida pelo contexto

Metáfora Metonímia

Quadro 7: Macroestrutura e Microestrutura em GR

A rede conceitual está relacionada à microestrutura e a transição de sentido à macroestrutura. Considerando essa perspectiva, podemos pensar que B, do diagrama 10, pode ser interpretado como uma convencionalização de implicatura de A.

No entanto, Heine et al. (1991a) admitem que esse modelo ainda não dá conta de representar o processo de GR, visto que alguns fatores foram ignorados. Por exemplo, esse modelo diz respeito à troca de A para B, como se fossem categorias discretas, ignorando, portanto, a motivação pragmática envolvida no desenvolvimento das estruturas. Por isso uma melhor representação seria:

(25) xAb > aBc > bCd

A

B C

Em que as letras maiúsculas significam o sentido focal, mais saliente, e as minúsculas o sentido não-focal. Um exemplo é o nome vi ‘criança’ em Ewe, que passa a ser usado como um sufixo (–vi) diminutivo, desenvolvendo as seguintes acepções:

(26) a) koklô, ‘galinha’ koklô-ví, ‘pintinho’

b) kpé, ‘pedra’ kpé-ví, ‘pequena pedra’

O sufixo –ví tem o sentido focal quando se refere a jovem (26.a) e não-focal com sentido de pequeno (26.b). Nesse sentido, a focalidade deve ser tratada sob uma perspectiva entre a oposição dos dois significados: significado primário vs. secundário, significado denotativo vs. conotativo, propriedade central vs. periférica. Portanto, o significado de uma entidade gramatical é determinado não apenas pelo sentido focal, mas também pelo sentido não-focal: significados “prévios” têm sido considerados na descrição de significados gramaticais. Significados “posteriores”, ou seja, sentidos não-focais que são colocados em evidência em certos contextos, são provavelmente desenvolvidos dentro de novo sentido focal, em um estágio posterior da GR.

Outra característica ignorada é a rede conceitual envolvida no processo. Para isso, os autores propõem outro modelo em árvore:

Fig. 11: Macroestrutura conceitual da GR Esse modelo é mais cuidadoso na descrição da macroestrutura cognitiva.

No entanto, esse modelo ainda não representa as duas principais forças envolvidas no processo de GR. Por isso, Heine et al. (1991a) propõem um outro esquema, que não é contraditório com a figura 10, mas a completa. Eles o chamam de modelo “metonímico- metafórico”:

xAb xYz

aBc yXa

X xa Ł A ab Ł B bc Ł C

Domínio I Domínio II

Ł reinterpretação induzida pelo contexto

transferência metafórica

Fig. 12: “Modelo da metonimia-metáfora”

(HEINE et al., 1991a, p.114) Nesse modelo, estão retratadas as duas forças que agem na GR: (i) a transferência conceitual, “que é de natureza metafórica e relaciona diferentes domínios cognitivos”; e (ii) motivação pragmática, que envolve a reinterpretação induzida pelo contexto e metonímia, o que leva à sobreposição de sentidos.

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