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Skal bestemmelsene om universell utforming og individuell tilrettelegging utvides til

A categoria referente à importância das sondagens contempla quatro perguntas e foca-se exclusivamente na importância das sondagens a nível geral.

Perante a questão Considera que as sondagens publicadas não assumem um papel claramente positivo?, é bastante claro que o Diretor Distrital de Campanha de Sampaio da Nóvoa e Ricardo Gonçalves consideram que as sondagens publicadas assumem um papel positivo, ao contrário de Laura Magalhães que refere que as sondagens publicadas tanto podem ter um efeito positivo, como um efeito negativo.

Tabela 7 - Opinião dos Agentes/Atores Políticos em relação ao Papel Positivo que as Sondagens Publicadas podem Assumir: “Considera que as sondagens publicadas não assumem necessariamente um papel positivo no quadro da comunicação política, na medida em que se

podem, por exemplo, em alguns contextos/momentos revelar inúteis e/ou prejudiciais?” Diretor Distrital de Campanha de Sampaio da Nóvoa

“Eu acho que têm um papel positivo. O problema é que as pessoas face a um determinado resultado podem achar que o seu voto já não é assim tão significativo. Mas é apenas uma suposição, porque não temos dados concretos sobre isso”.

Ricardo Gonçalves

“Claro que sim. As sondagens têm mais influência nas máquinas partidárias do que na população. Por exemplo nas últimas europeias o BE não disse nada de chocante durante a campanha, limitou-se a gerir o tempo para não estragar as sondagens”.

Laura Magalhães

“As sondagens muitas vezes têm um efeito de contágio na opinião pública e acabam por influenciar a perceção/leitura política que fazem de uma determinada ação. O ser considerado inútil e/ou prejudicial depende sempre da situação, porque há sempre os dois lados de uma moeda”.

Relativamente à perspetiva dos agentes/atores políticos entrevistados, tanto o Diretor de Campanha de Sampaio da Nóvoa como Ricardo Gonçalves tiveram a oportunidade de se

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pronunciar em relação à importância das sondagens face à campanha do Professor Sampaio da Nóvoa (no caso do Diretor Distrital de Campanha de Sampaio da Nóvoa) e da candidatura de Maria de Belém Roseira (no caso de Ricardo Gonçalves).

Para o Diretor Distrital de Campanha de Sampaio da Nóvoa, independentemente dos seus resultados positivos ou negativos, as sondagens são sempre importantes, pois permitem

ajustar a estratégia da campanha, procurando novas formas de ação política, porque independentemente do resultado ser mais ou menos positivo, o objetivo é sempre melhorar o desempenho a nível da campanha. Mas quando se vê que pode ser menos confortável, procura-se fazer esse ajustamento no sentido de ver onde se está a falhar, quais são as áreas que eventualmente possam estar a ser mais frágeis, do ponto de vista da campanha, para se tentar exatamente desenvolver estratégias que consigam melhorar esses resultados.

Acerca da importância das sondagens para o delineamento das estratégias de campanha, o Diretor Distrital de Campanha de Sampaio da Nóvoa refere que as campanhas têm sempre uma estratégia definida, contudo, as sondagens contribuem para o ajustamento da estratégia:

As campanhas têm sempre uma estratégia definida ‘a priori’. Depois vão ajustando essa estratégia em função exatamente dos resultados das sondagens e também do tomar o pulso da população quando se faz uma campanha de proximidade com as pessoas. No caso da campanha do Professor Sampaio da Nóvoa, foi uma campanha de enorme proximidade. Também se ia aferindo esse pulsar do próprio desenvolvimento da campanha através do ‘feedback’ que se ia tendo da população com quem se ia contactando.

Por sua vez, Ricardo Gonçalves, tendo por base a candidatura de Maria de Belém Roseira, refere que não só as sondagens, bem como as notícias publicadas, influenciaram os resultados eleitorais, realçando a estratégia, que por sinal deu frutos positivos à campanha e eleição de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República, impedindo que fosse a uma segunda volta com esta candidata. Este entrevistado advoga que

(...) Marcelo montou uma estratégia que achou sempre que o poderia levar à vitória logo na primeira volta. Por isso é que ele inclusive foi à Festa do Avante. (...) Acabou por ter sorte porque poderia ter que disputar uma segunda volta se a Maria de Belém mantivesse as sondagens que tinha, porque chegou a ter 10% e 15% nas sondagens. Na última semana houve a pressão do voto útil, porque nas presidenciais o voto útil é muito mais significativo do que nas outras eleições. A Maria de Belém podia, eventualmente, disputar uma segunda volta, porque a divulgação na última semana do documento que ela assinou em que ela, em conjunto com outros deputados, defendeu a subvenção vitalícia, que tinha acabo. (...) A Maria de Belém, com a divulgação dessa notícia na última semana, e quem

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divulgou isso tinha interesse em afundar a candidatura da Maria de Belém, de um dia para o outro passou de 10 para 3 ou 4%, o que impediu Marcelo de disputar uma segunda volta. Havia muito eleitorado da Belém ligado aos setores católico e social, à ala mais moderada do PS, que passaram o voto para o Marcelo. Não foram para o Sampaio da Nóvoa .

No âmbito desta matéria, o Diretor Distrital de Campanha de Sampaio da Nóvoa também teve a possibilidade de responder à seguinte questão: Tem ideia dos índices das sondagens que mereceram maior atenção por parte da campanha de Sampaio da Nóvoa? Na sua opinião, foi dada maior atenção e importância ao contacto com as pessoas (como se verificou com Marcelo Rebelo de Sousa), do que às sondagens e aos seus resultados, explicando que:

O Professor Sampaio da Nóvoa era uma pessoa extremamente conhecida no meio académico, porque teve um papel relevantíssimo e incontornável nas universidades e nomeadamente como Reitor da Universidade de Lisboa, mas era desconhecido, digamos assim, da globalidade da população, por comparação com o principal candidato, (...) o Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Porque ele tinha anos e anos de “campanha” no meio de comunicação social com mais impacto, que é a televisão, como comentador político. (...) Apesar de o percurso na vida política anterior não ter sido bem sucedido. É através do comentário político que ele chega à população e com estratégias de cativar, de criar uma relação empática com o telespetador, nomeadamente através da criação de determinadas expressões, determinadas ofertas às pessoas que o entrevistavam. (...) Marcelo é inteligente e sabia que o seu comentário político era importante para a classe média e média alta, que era quem percebia melhor o conteúdo desse comentário político. Mas depois havia outro tipo de intervenções e outro tipo de palavras, outro tipo de discurso, outro tipo de mensagens que ele passava e que eram para captar a generalidade da população, englobando aqui as pessoas que tendo um baixo nível de formação académica não conseguiam perceber a mensagem política, mas conseguiam perceber as outras mensagens, o que fez com que praticamente não precisasse de fazer campanha. Fez uma campanha isolada a comer os pastéis de nata nas pastelarias e com os beijinhos na rua, porque ele já tinha toda a campanha feita no principal meio de comunicação social, que é aquele que entra todos os dias na vida das pessoas.

Tendo em vista os objetivos do presente estudo, também se questionaram os agentes/atores políticos acerca da sua opinião sobre se os eleitores confiam mais nas sondagens que são publicadas ou na expectativa dos discursos dos políticos.

Na opinião do Diretor Distrital de Campnha de Sampaio da Nóvoa, os eleitores entendem que uma coisa leva à outra, mas atribuem grande importância às sondagens. Ou seja, na sua perspetiva os eleitores confiam nas sondagens, mas também têm em linha de conta os

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discursos políticos, entendendo que os resultados das sondagens são os resultados da prestação do candidato naquele preciso momento.

Já na perspetiva de Ricardo Gonçalves, os eleitores confiam nas previsões das sondagens quando estas e os discursos políticos convergem, entendendo que as sondagens exercem maior influência no voto útil do que no voto ideológico.

Seguindo uma linha de pensamento semelhante à de Ricardo Gonçalves, também Laura Magalhães defende que a confiança nas previsões das sondagens eleitorais e nas previsões/expectativas do discurso/narrativa dos candidatos varia em função do público-alvo, no entanto, a nível geral, os eleitores confiam mais nas previsões das sondagens eleitorais.

Tabela 8 - Opinião dos Agentes/Atores Políticos em relação à Confiança dos Eleitores nas Previsões das Sondagens Eleitorais ou nas Previsões/Expectativas do Discurso/Narrativa dos Candidatos: “Na sua opinião, os eleitores confiam mais nas sondagens eleitorais, publicadas nos

meios de comunicação social, ou nas previsões/expectativas do discurso/narrativa dos candidatos?”

Diretor Distrital de Campanha de Sampaio da Nóvoa

“Eu acho que as pessoas pensam que uma coisa é coincidente com a outra. (...) o relativizar da sondagem também é uma mensagem que é percebida por uma parte da população, mas não é percebida por outra parte da população. Eu acho que as pessoas entendem que os resultados das sondagens são os resultados da prestação do candidato, naquele momento. Na minha perspetiva, a perceção que as pessoas têm é essa. Embora as perceções depois acabem por fazer com que as pessoas tenham uma atuação em conformidade com elas. Porque as pessoas pensam que as perceções são perceções que se confundem com a realidade. As perceções não são a realidade, mas tornam-se a realidade quando as pessoas agem em conformidade com essas perceções, porque se concretizam”.

Ricardo Gonçalves

“Se houver uma coincidência entre as duas coisas valorizam, se não não têm grande valor. O problema aqui é saber se as pessoas quando vão votar votam segundo os seus interesses, ou segundo o seu partido político… A sondagem tinha mais valor quando havia maiorias absolutas e se disputava isso com outra força. Por exemplo, com Cavaco Silva que dizia, até às últimas consequências, que se não tivesse maioria absoluta não governava. Tal como Sá Carneiro tinha dito que se Soares Carneiro ganhasse as presidenciais, ele não aceitava ser primeiro-ministro. As sondagens nesses casos têm alguma influência. Se as pessoas estão indecisas, obviamente que a sondagem aí tem um efeito mais direto. Eu acho que a

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sondagem tem mais influência no voto útil do que no voto ideológico. (...) Para o bem e para o mal, a sondagem tem mais interesse em caso de voto útil e da existência de maiorias absolutas”.

Laura Magalhães

“Depende do público alvo. Há uma franja de eleitores, por norma os militantes e simpatizantes ativos de um determinado partido, que acreditam mais nas previsões/expetativas do discurso/narrativa do candidato que apoiam. Por outro lado, há outros eleitores que acreditam mais nas previsões publicadas nos meios de comunicação. Há ainda os que fazem uma análise mais global e fazem uma avaliação conjunta. Mas acredito que em grosso modo a maioria dos eleitores confiam mais nas previsões das sondagens eleitorais publicadas pelos meios de comunicação porque pressupõe-se que os meios de comunicação são isentos e imparciais”.

Visando aferir a importância das sondagens eleitorais, também se perguntou aos participantes deste estudo se consideravam as sondagens como um instrumento medidor, um instrumento influenciador da opinião pública ou ambos.

Tendo em conta que o guião da entrevista serve para orientar a mesma, é preciso referir que algumas entrevistas foram realizadas contemplando menos itens (como é o caso de Ricardo Gonçalves). Em relação a este aspeto em concreto, apraz referir que além do Diretor Distrital de Campanha de Sampaio da Nóvoa, também Laura Magalhães se pronunciou, e ambos defendem que as sondagens são um instrumento medidor e, concomitantemente, um influenciador da opinião pública.

Tabela 9 - Opinião dos Agentes/Atores Políticos em relação à Importância das Sondagens Eleitorais como Instrumento Medidor, Influenciador da Opinião Pública, ou Ambos: “Entende as

sondagens como instrumento medidor da opinião pública ou como arma de influência dessa opinião? Ou, no seu ponto de vista, as sondagens eleitorais acumula essas duas

características?”

Diretor Distrital de Campanha de Sampaio da Nóvoa

“As duas coisas”.

Ricardo Gonçalves

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Laura Magalhães

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opinião pública e como arma de influência dessa mesma opinião. Mas o seu principal objetivo é ser um instrumento medidor de opinião pública. Tudo o resto acaba por ser um efeito colateral”.

Para terminar, e ainda em relação à importância das sondagens eleitorais, perguntou-se se as sondagens eleitorais publicadas eram determinantes na definição dos resultados eleitorais.

Na perspetiva do Diretor Distrital de Campanha de Sampaio da Nóvoa, as sondagens publicadas não são determinantes, mas influenciam os resultados, principalmente, quando estas são fidedígnas, existindo outros fatores que podem ser determinantes, como por exemplo: uma segunda forma de campanha, que não é a do candidato, mas é a da pessoa que defende o candidato e que vai “passando” a palavra no sentido de refletir, no seu discurso, uma tentativa de convencer o outro, ainda que de forma não consciente, das vantagens de votar naquele candidato.

No mesmo sentido, também Laura Magalhães revela que as sondagens eleitorais publicadas não são determinantes no que respeita ao resultado eleitoral, mas exercem influência no mesmo.

Tabela 10 - Opinião dos Agentes/Atores Políticos face às Sondagens Eleitorais Publicadas enquanto Instrumento que Determina a Definição dos Resultados Eleitorais: “Considera as sondagens eleitorais publicadas, enquanto instrumento, determinantes na definição dos

resultados eleitorais?”

Diretor Distrital de Campanha de Sampaio da Nóvoa

“Não é a questão de elas serem determinantes. É se elas espelham uma determinada realidade, (...) temos tido até agora resultados que são muito próximos das sondagens que são realizadas, na medida em que espelham esses resultados. As sondagens não são determinantes, mas influenciam. Sendo bem feitas, sendo o espelho daquilo que é a realidade, do que as pessoas pensam, então influenciam. Não sei se são mais determinantes, mas são determinantes exatamente por isto: quando há um contacto de proximidade com os candidatos, há uma empatia com esses candidatos e há uma segunda forma de campanha, que não é a do candidato, mas é da pessoa que defende o candidato e que vai ‘passando’ a palavra no sentido de refletir no seu discurso uma tentativa de convencimento, mesmo não consciencializada, do outro para as vantagens de votar naquele candidato. (...) Se estou a defender um não estou propriamente a rejeitar os outros, mas estou a dizer que o outro é o melhor. Nesse sentido, há aqui quase dois tipos de campanha. Temos a campanha dos candidatos e depois temos uma campanha

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que é aquela que passa de boca em boca no diálogo entre aquelas pessoas de uma rede de ligações, influenciar o sentido de voto de outras pessoas, convencendo-as da importância do ideário do candidato que estão a defender e no qual pretendem votar. De facto, nós, nestas presidenciais de 2016, para alguém que era um desconhecido da maior parte da população, com a exceção do meio académico e pouco mais, acabar com quase o suficiente para ir a uma segunda volta, eu considero que o resultado foi histórico e isso percebeu-se muito bem na primeira e na segunda volta que Sampaio da Nóvoa fez pelo país, na adesão gradual que as pessoas iam tendo e de como numa segunda volta havia muitíssimo mais gente à volta em todas as aparições públicas e de contacto com a população. Ele tinha um discurso muito próximo. Sendo um académico e tendo um discurso erudito, conseguia ter um discurso de grande proximidade e de diálogo com as pessoas. (...) foi uma campanha cidadã e foi o único candidato que apresentou um ideário de campanha. A opinião pública teve perceção disso, agora a ler o ideário não foi a população na sua globalidade, evidentemente. Aliás, mesmo que tivesse sido a população na sua globalidade a ler o ideário, há dimensões do ideário que não chegam a toda a população, porque há termos que são usados que são conceitos que têm determinados significados teóricos. Quando nós falamos de Democracia, as pessoas têm uma definição de Democracia de senso-comum, mas têm. Mas do ponto de vista do seu significado científico, do que é uma democracia, se falar de uma democracia radical, as pessoas pensam em radicalismo e não pensam que uma democracia radical é aquela que vem da raíz, que brota de baixo para cima e que, portanto, significa a participação efetiva das pessoas nos processos de decisão. Há um significado que é o significado de senso-comum e há um significado que é científico e muitas vezes o descodificar disto não é fácil. Não se faz isso num ideário, porque tem que ter pontos, tem que ser breve, porque se não ninguém lê e as mensagens em política, nós sabemos, têm que ser curtas. Mas tem que ser através do discurso. Eu acho que a proximidade, o comprometimento que o Professor Sampaio da Nóvoa tinha com as pessoas, independentemente de elas serem eleitoras ou não, ele tinha sempre uma enorme proximidade em relação a elas. Havia uma genuína preocupação com as pessoas”.

Ricardo Gonçalves

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Laura Magalhães

“Não considero que as sondagens eleitorais publicadas definam um resultado eleitoral. Mas não deixa de ser assinalável que também tenham o seu peso de influência”.

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7.1.1.3. As Sondagens Referentes à Campanha e Eleição de Marcelo Rebelo de

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