2 .6.3 Identitet og personlig uttrykk
4. Resultater fra undersøkelsen
4.1 Introduksjon og elevenes forventninger
4.3.1 Sjanger, repertoar og identitet
Nesta seção constam alguns exemplos de trabalhos que podem servir como material de apoio para os professores desenvolverem as práticas em sala de aula. Foi apresentado pelo Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) um livro com o título "Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais", o qual apresenta um direcionamento dos conteúdos que podem ser trabalhados nas
diferentes modalidades de ensino da educação básica. Conforme SECAD (2006, p. 24),
Após a sistematização e revisão dos Conteúdos, especialistas e cada nível de ensino, bem como professores e professoras que estão atuando em sala de aula elaboraram pareceres e sugestões, colaborando para que os textos apresentassem uma linguagem acessível a todos os (as) educadores/as.
Outro material produzido pelo MEC/SECADI, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) foi o livro ―História e cultura africana e afro-brasileira na educação infantil‖. Além de ter como objetivo ―contribuir com os sistemas de ensino para a inserção de conteúdos que relacionem a história e a cultura da África e dos afro-brasileiros no currículo da educação básica‖. (MEC/SECADI, 2014, p.7), a obra apresenta propostas de trabalho por meio de dois projetos pedagógicos que selecionam duas práticas culturais.
Os projetos apresentados são intitulados de Projeto Espaço Griô e Projeto Capoeira. Os alunos da educação infantil têm a possibilidade de ―explorar vários sentidos da sua corporeidade, a conhecer cores, palavras, canções, texturas e histórias, a produzir desenhos, a participar de conversas informais e a estabelecer relações entre si e com os adultos.‖ Afirma-se que nesse trabalho, sobre a questão afro-brasileira e africana, não podem ocorrer práticas pedagógicas sem o devido planejamento, sendo necessário,―ter objetivos claros, preparar o espaço físico de forma confortável, informar a família, explicar claramente às crianças o que será feito (de acordo com a sua faixa etária), registrar e avaliar a atividade desenvolvida.‖(MEC/SECADI, 2014,p. 20).
O livro do MEC/UFT, Universidade Federal do Tocantins, com parceria com a UNIAFRO- Políticas de Promoção da Igualdade Racial na Escola, no módulo V chamado – ―O Negro: artes, língua e literatura, aborda os valores civilizatórios afro- brasileiros deixado pelos africanos no Brasil, afirmando que ―a arte tem grande influência do pensar africano: música, dança, literatura, performance, artes visuais. A língua brasileira tem várias palavras e expressões que são negras.‖ (MEC/UFT, 2014, p. 5).
Em seu capítulo 5 (MEC/UFT, 2014, P. 27), coloca-se que a ―arte africana tem estreita ligação com o cotidiano‖ e nas diferentes formas de expressão
artísticas afro-brasileira podem ser vistas as ―pinturas corporais, as máscaras, as vestimentas, a estética das oferendas às divindades‖. A partir do texto "Arte Afro- Brasileira para quê?", de Alexandre Araújo Bispo e Renata Felinto, são realizados direcionamentos para o trabalho de arte que vai do período barroco, colonial, até a arte contemporânea, com esculturas africanas, pinturas, referenciando diferentes artistas afro-brasileiros.
Bispo e Felinto (2014, p. 32), escrevem que ―a arte afro-brasileira sinaliza para importância da diversificação histórica da produção de artes visuais no Brasil.‖ São descritas algumas atividades artísticas de artistas negros e também é listado no final alguns nomes das artes visuais afro-brasileiras, como Arthur Timótheo (1882-1922), Benedito José Tobias (1894-1963) entre outros. E para finalizar, uma sugestão de atividade para ser desenvolvida em sala de aula com alguma releitura de uma obra a partir dos artistas negros apresentados.
O livro "Cultura Afro-Brasileira na escola - O Congado em Sala de Aula", do historiador e pesquisador Jeremias Brasileiro, contou com a contribuição do trabalho realizado pela professora de Artes Teresa Cristina Melo Da Silveira (Teca) da cidade de Uberlândia. Nesse trabalho, segundo Brasileiro (2009, p. 11), foi discutido o tema das ―identidades culturais dos Ternos de Congado, sob a ótica de Uberlândia e de várias outras regiões de Minas Gerais.‖ A proposta desse projeto foi desenvolvida no ensino fundamental e no ensino médio, sendo realizada de forma interdisciplinar nas disciplinas de Matemática, Português, Artes entre outras.
Vale ressaltar que nesse contexto a professora de Artes Teresa Cristina desenvolveu o projeto "A Cor da Gente", no qual trabalhou artes visuais com alunos do ensino fundamental, tendo como o importante objetivo ―promover, na disciplina de Educação Artística, estudos e discussões étnico-raciais ligadas à cultura Afro-Brasileira, em atenção à Lei 10.639/03, reconhecendo a importância das lutas antirracistas dos movimentos sociais negros." (2009, p. 47).
Outro trabalho realizado em Uberlândia foi o livro da pedagoga Eulia Rejane Silva em seu livro "Relações etnicorraciais aulas sobre cultura para superar preconceitos", no qual ela descreve uma proposta de trabalho desenvolvida na rede Municipal de Uberlândia no ano de 2015, com estudantes do 5º ano do ensino fundamental de um distrito, com o Projeto "A Música brasileira e suas raízes na África". Nesse projeto, segundo Silva (2016, p. 35), estavam incluídas as disciplinas de História, Geografia, Matemática, Educação Física, Arte e
Matemática, sendo utilizados os seguintes métodos: ―leitura, Roda de Conversa (momentos de debate), Apresentação Oral, Produção Escrita, Exposição (Mostras de trabalho em sala e Mostra Pedagógica), Apresentação Cultural (dança).‖
No livro, as aulas são detalhadas em um cronograma de atividades que foram realizadas com a descrição das atividades, dos objetivos, data ou período e a disciplina que tiveram início em 11/02/2015 e terminaram em 03/12/2015. Com o fim do Projeto, Silva (2016, p.70), verificou que ―os estudantes conseguiam contar um pouco da formação cultural e social do Brasil, identificar elementos da história em imagens e localizar lugares conhecidos.‖ Além disso, Silva (2016, p.70) desejava contribuir com as ações afirmativas já realizadas, aspirando assim, ―à construção de propostas pedagógicas que possibilitem reflexões sobre o cerceamento sofrido pelos negros e indígenas nesse país ao longo de sua história e também apresentar ações efetivas de promoção da igualdade humana.‖
Nesse sentido, não podemos deixar de abordar as possibilidades de materiais que encontramos no ambiente virtual que podem ser utilizados como atividades pedagógicas. Para tanto, Vasconcelos, ressalta a relevância de diferenciarmos
[...] espaços virtuais onde se encontre informações válidas e potencializadoras sobre os países africanos, sua história e cultura, mas faz-se necessário que se construa novos espaços que sejam coadjuvantes no desafio de construir uma educação intercultural, oferecendo para isso conteúdos sobre a arte, história e cultura desses países. (2014, np)
Vasconcelos (2014) cita três sites em que são divulgadas a arte, a história e a cultura dos países africanos, sendo eles: Centro Cultural Africano (CCA), disponível em http://www.centroculturalafricano.org.br/. Nesse site, o que me possibilitou fazer analogias e reflexões sobre o tema foi uma mostra itinerante denominada ―Arte Africana – Exposição de Mascaras e Esculturas‖; Centro de Estudos Afro-orientais (CEAO) com o endereço virtual http://www.ceao.ufba.br, o qual traz informações, publicações e vídeos de palestras que podem ser baixadas para estudo, não deixando de ser fonte de pesquisa e de informações sobre a temática, e por fim, o site ―A cor da Cultura‖, com o acesso em
textos, vídeos e imagens, com um vasto material e links que apresentam vários e diversos recursos para promover o estudo/aprendizagem.
Dessa forma, Vasconcelos (2014) acredita que apesar de ainda terem falhas, esses sites são um suporte digital para promover um novo olhar sobre a cultura africana e afro-brasileira, mais ainda, infere que é preciso esclarecer ―que se construam novos espaços virtuais que contenham esta dinâmica, mas que apresentem links e estudos mais específicos sobre a arte, história e cultura da África, que ainda são pouco conhecidas por nós.‖
Outra fonte de pesquisa que podemos considerar é o canal do youtube, que além das discussões sobre a questão do racismo, dos vídeos com entrevistas, filmes, livros infantis com personagens negros, traz relatos de escolas que trabalham com a temática da cultura africana e afro brasileira, servindo de exemplos e material de pesquisa para a prática em sala de aula. Em uns dos vídeos com o endereço https://www.youtube.com/watch?v=ecGAul4Vg58, a diretora do Colégio Estadual Abdias do Nascimento, Selma Batista dos Reis, ressalta que ela é uma mulher negra, diz no vídeo que o projeto desenvolvido parte de temas gerados que são discutidos ao longo do ano, sendo que naquele momento foi trabalhado a temática denominada de "A cara que queremos ver", em que são desenvolvidas ações que promovam a igualdade dentro do projeto de africanidade.
Portanto, pode-se inferir que diante das afirmações aqui apresentadas, por meio dos sites e dos materiais impressos, apesar do lento processo de implementação da Lei 10.639/2003, diversas ações educacionais têm sido realizadas em prol de uma educação das relações étnico-raciais nas escolas. Foi possível perceber que para desenvolvermos trabalhos com a obrigatoriedade da legislação, nós, como professores, precisamos assumir uma postura ética e crítica diante do processo de ensino-aprendizado em relação aos conteúdos africanos e afro-brasileiros, sendo necessário, assim, utilizar metodologias adequadas que atendam às especificidades de cada conteúdo e disciplinas, em especial a de Artes.
CAPÍTULO 3
Práticas docentes e desafios do ensino da Cultura Africana e Afro-brasileira das professoras de Artes da rede municipal de Uberlândia.