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Sivilt-militært samarbeid

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3.5 Sivilt-militært samarbeid

3.2.1. Tipo de estudo

Trata-se de um estudo exploratório, transversal, observacional e analítico, qualitativo e quantitativo, e de caso-controlo no qual os indivíduos centenários (casos) foram comparados com indivíduos de idade inferior (controlos).

O estudo decorreu entre os anos de 2012 a 2015.

Este estudo foi aprovado pelo Comité Científico e pelo Comité de Ética da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e Hospital de Santa Maria, e pela Comissão Nacional de Proteção de Dados.

Este estudo foi realizado em concordância com a Declaração de Helsínquia (World Medical Association, 2013).

3.2.2. Determinação do Tamanho da Amostra

A amostra estudada foi constituída por 253 Centenários portugueses, residentes em Portugal Continental com idades de 100,261,98 anos, de ambos os sexos, representando todas as regiões de Portugal.

O grupo de controlo foi constituído por uma amostra de 268 indivíduos, com idades de 67,513,25 anos. O grupo controlo incluiu pacientes selecionados no Departamento de Coração e Vasos do Hospital de Santa Maria e de um Centro de Saúde de Lisboa.

O cálculo do tamanho da amostra (com margem de erro de 5,6 %, nível de confiança de 95 %) resultou numa amostra mínima de 247 indivíduos centenários, correspondendo a cerca de 20% de centenários em Portugal.

O tamanho da amostra para abordar os aspetos genéticos, foi calculado para um OR de 2,0 considerando a frequência do alelo de suscetibilidade para cada gene, nos controlos da população portuguesa com idades inferiores a 90 anos, para um poder da amostra de 90 % e valor de p =0,001, tendo-se obtido o número médio de 230 indivíduos centenários a estudar (Ebrahim & Davey Smith, 2008).

A seleção das idades do grupo de controlo foi baseada nas projeções do INE, considerando que, a esperança de vida aos 65 anos e mais, entre os anos de 2004 e 2010 não excede 19,89 anos para mulheres e 16,64 anos para homens, não atingindo, pois, os cem anos, sendo escassa esta probabilidade, não afetando, assim, o poder da amostra (INE, 2011b).

A esperança de vida aos 65 e mais anos (PORDATA, 2017) a partir de 2011 tem vindo a aumentar. As projeções para 2013 são de mais 19,1 anos de vida, sendo mais 17,2 anos para os homens e mais 20,6 anos para as mulheres, não atingindo, do mesmo modo, como nos anos anteriores, e em qualquer dos casos, os 100 anos. A mesma tendência verifica-se nos anos subsequentes (Quadro 4).

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Quadro 4 - Esperança de vida aos 65 e mais anos: total e por sexo (base: triénio a partir de 2004), atualizada à data de 30-3-2017.

Total Homens Mulheres

2004 17,6 15,7 19,1 2005 17,9 16,0 19,4 2006 18,1 16,2 19,6 2007 18,2 16,4 19,7 2008 18,3 16,5 19,7 2009 18,6 16,7 20,0 2010 18,8 16,9 20,2 2011 18,8 16,9 20,3 2012 19,0 17,1 20,4 2013 19,1 17,2 20,6 2014 19,2 17,3 20,7 2015 19,3 17,4 20,7

3.2.3. Arrolamento dos Indivíduos da Amostra

De acordo com o Censo de 2011, 264 homens e 1210 mulheres foram identificadas como tendo 100 anos de idade ou mais (Quadro 1).

A identificação de centenários foi feita consultando várias edições do Jornal de Autarquias e recolha de elementos de todos os distritos do País.

Os contatos dos indivíduos centenários foram obtidos através dos Presidentes das Juntas de Freguesia, ou seja, telefone, e-mail ou endereços de Lares Sociais e Centros Paroquiais e Santas Casas de Misericórdia.

Através de contactos com Autarquias, Instituições de Terceira Idade, Lares da Misericórdia e Centros de Saúde, Instituições Particulares de Solidariedade Social, bem como estabelecimentos privados, foram identificados os indivíduos da amostra potencialmente elegíveis, solicitadas as autorizações e, programadas as visitas domiciliárias.

O Jornal das Autarquias é um órgão de informação de referência, que tem como objetivo a promoção das várias regiões do nosso País. Foram consultadas várias edições e recolhidos elementos de vários distritos. Os primeiros contactos foram obtidos no Jornal das Autarquias do Alentejo nº 55, de maio de 2012, que se conseguiu descobrir na NET.

Numa fase inicial foram enviados e-mails para todo o distrito de Évora, composto por 14 concelhos a citar, Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Portel, Vendas Novas, Viana do Alentejo, Vila Viçosa, Redondo e Reguengos Monsaraz e, que tem cerca de 100 freguesias. Vieram devolvidos, por terem sido alterados, os e-mails de 15 freguesias. Contactaram-se então telefonicamente permitindo completar toda a informação, assim como foram contactadas telefonicamente as 9 freguesias que não tinham e- mails registados e apenas apresentam contacto telefónico.

Depois foram enviados e-mails para os distritos de Beja e Portalegre, usando o mesmo Jornal, seguindo-se Setúbal, Santarém e Lisboa (excluindo a capital).

Foram sendo efetuados sucessivamente telefonemas para todas as Juntas de Freguesia, cujos endereços eletrónicos estavam errados e que vinham devolvidos, tendo sido enviadas inclusivamente segundas vias (mais de 70) só para o Alentejo.

Foram assim sendo enviados e-mails a todas as freguesias (cerca de 290) de todos os concelhos dos três distritos do Alentejo, todas as freguesias (ao todo 84) do distrito de Setúbal e também para todas as freguesias do distrito de Santarém (ao todo 198) e todas as freguesias (cerca de 153) dos 15 concelhos do distrito de Lisboa (Loures, Odivelas, Mafra, Sintra, Oeiras, Cascais, Amadora, Alenquer, Azambuja, Arrudas dos Vinhos, Sobral Monte Agraço, Vila Franca de Xira, Cadaval, Lourinhã, Torres Vedras). Depois foram contactadas as freguesias de Lisboa, a capital. Seguiu-se o distrito de Leiria, segundo a mesma metodologia, bem como os restantes de todo o País.

Através dos Presidentes das Juntas de Freguesia conseguiram-se contactos de Lares de Terceira Idade do Centro Sociais e Paroquiais, que foram de seguida contactados.

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Através das Juntas de freguesia também se obtiveram os primeiros contactos telefónicos de algumas Santas Casas de Misericórdia de várias zonas do Alentejo.

Posteriormente a se terem enviado e-mails (cerca de 15) conseguiu-se descobrir uma lista com todas a Santas Casas Misericórdia do País e por ordem

alfabética dos distritos, facilitando todo o trabalho

(http://empresite.jornaldenegocios.pt/Actividade/santa-casa-da-misericordia). Foram, deste modo, sendo recolhidas as respostas positivas e estabelecidos os contactos, sendo programadas as visitas. Construíram-se assim quadros para facilitar as deslocações, que se exemplificam em apêndice (Apêndices I, II e III).

Foram estabelecidos um total de 5930 contactos, sendo apenas 3330 efetivos, tendo sido identificados 333 centenários que se enquadravam nos objetivos do estudo e critérios de inclusão e que concordaram em participar (Apêndice IV a). As visitas foram, então, agendadas (n =272) depois da obtenção do consentimento próprio e dos cuidadores familiares ou institucionais (Apêndice IV b). Após programada a visita, 3,69 % dos indivíduos centenários recusaram-se em participar.

O trabalho de campo com os 253 indivíduos da amostra de centenários decorreu durante dois anos, implicando percorrer várias vezes o país. Este trabalho de campo, intensivo e exigente, permitiu recolher a informação pretendida.

Os indivíduos do grupo de controlo foram selecionados dos utentes da ARSLVT, pertencentes ao Centro de Saúde da Alameda, ACES III. Um subgrupo da amostra de controlo inclui pacientes selecionados no Departamento de Coração e Vasos do Hospital de Santa Maria. Em 3 dias fixos por semana, foi feita uma visita à enfermaria ou consulta de Cardiologia ou ao Centro de Saúde, sendo selecionados os utentes com idades compreendidas entre 60 e 75 anos.

A recolha de informação relativa aos dois grupos de amostra teve início em 2012 e prolongou-se até 2015.

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