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A realização desta pesquisa sobre as praças Marechal Deodoro e Saraiva permitiu um estudo mais detalhado sobre suas morfologias, tanto dos seus elementos formadores como da sua totalidade tridimensional, e a análise relacionada à percepção de seus ambientes e apropriação dos mesmos. Assim, obtiveram-se as informações necessárias que permitiram a elaboração de um Diagnóstico, no qual serão feitas considerações acerca do estado de conservação das praças, dos elementos constituintes desses espaços livres públicos, suas articulações e barreiras com o tecido urbano, as transformações funcionais e os meios de fruição e apropriação desses espaços, a fim de orientar e fundamentar futuros projetos de intervenções urbanas para este setor.

É importante ressaltar aqui que este diagnóstico recorta o problema, definindo o nível de prioridades e a natureza da ação, identificando as particularidades locais e embasando as propostas de intervenção no sentido de preservar ou reafirmar essas mesmas especificidades e garantir soluções heterogêneas para as intervenções futuras.

Assim, para compreender ainda melhor o desempenho das praças, e fundamentar este capítulo, é importante lembrar o exemplo da Filadélfia, citado por Jacobs (2007). Quando foi projetada, a cidade possuía em seu centro uma praça, hoje ocupada pela prefeitura e, eqüidistante do centro, quatro praças construídas na mesma época, com o mesmo tamanho e a mesma dimensão. A autora verificou que o destino de cada uma delas foi muito diferente ao longo do tempo. A primeira delas, Rittenhouse, localizada em um bairro elegante, é local adorado pela população e muito bem freqüentado. Esta praça tem sempre um movimento contínuo pela diversidade física funcional de usos do seu entorno. Por isso, a variedade de usuários dos edifícios ao redor da praça faz com que esta seja visitada freqüentemente em horários diferentes. A segunda, Franklin Square, que inicialmente era um parque em área residencial que possuía uma boa relação com sua vizinhança, hoje fica no meio de cortiços, pensões e lojas de roupas usadas e é muito freqüentada por sem-teto,

mendigos e desempregados. Não é um local violento, porém seus freqüentadores e seu entorno têm má-fama. Por isso, planeja-se desocupar toda sua vizinhança.

A terceira delas, Washington Square, fica no meio de uma área de escritórios. Por não haver diversidade de uso em seu entorno, transformou-se em um local tão violento que os funcionários dos escritórios evitam passar por ela no horário do almoço. A última das quatro praças, Logan Circle, por ser localizada na confluência de rodovias, foi transformada em uma ilha de tráfego, sendo um local mais contemplado por quem passa de carro do que visitado. De tudo isto, de acordo com Jacobs (2007), conclui-se que a melhor maneira de revitalizar qualquer tipo de projeto isolado, antes de ele ser efetivamente construído, é refletir melhor sobre ele.

Portanto, este trabalho considera que a primeira ação a fazer para a revitalização de uma área é diagnosticar as condições em que ela se encontra para ajudar na realização de futuros projetos que representem o desenvolvimento da arquitetura do espaço público, dando ênfase às praças. Para chegar a este diagnóstico, primeiramente, foi estudado o espaço público praça e, depois, especificamente, analisadas as Praças Marechal Deodoro e Saraiva, quanto as suas estruturas físicas em um estudo de sua morfologia, e quanto à percepção, apropriação e acessibilidade dos espaços livres públicos por meio de uma leitura projetual. Considerando-se, segundo demonstrou a análise acima citada, que as praças apresentaram grandes semelhanças, conforme ficou evidenciado ao longo deste trabalho, pode-se concluir que ambas se assemelham também em seus pontos fortes, que devem ser potencializados, e os pontos fracos, que devem ser melhorados, como será demonstrado a seguir.

Observou-se que, apesar das modificações sofridas, a Praça Marechal Deodoro ainda conserva a essência do seu traçado original, nucleando importantes equipamentos, como o monumento principal e a igreja, os elementos mais significativos que estão junto a praça desde a sua origem. A igreja não é apenas referência religiosa e simbólica(uma marca de outra época), mas também um importante referencial paisagistico e artístico da cidade, sendo um ponto de

afluência de muitos transeuntes. Porém, devido às modificações ocorridas, muitos elementos da praça encontram-se desconfigurados, sem seguir um padrão e em mau estado de conservação.E mesmo aos marcos e monumentos conservados falta uma identificação e valorização dos mesmos, pois eles não possuem uma boa visibilidade na paisagem urbana, comprometendo sua função de referência histórica e paisagística. A igreja , por exemplo, está comprometida pelas construções e instalações próximas. Portanto, a praça e os elementos históricos ali situados (marcos e monumentos) não possuem o destaque urbanístico adequado, não cumprindo plenamente sua função institucional de difusão da história e formação da identidade local.

Quanto à massa de arborização na Praça Marechal Deodoro, formada essencialmente por árvores de copa horizontal e de grande porte, como se viu no capitulo 2, é densa proporcionando um conforto térmico aos transeuentes que ali circulam e aos edifícios próximos à praça. Nota-se, no entanto, uma ausência de projeto paisagístico mais eleborado, que criasse novos recantos na praça, e uma falta de planejamento do plantio das árvores no decorrer das mudanças que a praça sofreu, causando uma barreira visual que dificulta a visibildade da praça , dos marcos e referências. Não existe,pois, uma vegetação planejada para integrar a praça ao seu entorno e nem as usam para servir de direção aos monumentos da praça, enfatizando-os.Por sua vez, a falta de espaço para o crescimento de algumas espécies e o excesso para outras provocam desarmonia no conjunto, segregando o espaço e dificultando a circulação.

Na Praça Marechal Deodoro foram analisados os bancos, as lixeiras, as luminárias e o piso. No que se refere aos bancos, nota-se um aspecto positivo quanto à disposição da maioria deles em lugares aprazíveis, abaixo das sombras feitas pelas copas das árvores. Todavia,foram registrados três modelos, sem a preocupação com a integração no desenho dos mesmos, fragmentando a paisagem da praça e dificultando sua manutenção causando depredação. Alguns dele são pouco confortáveis, sem um desenho adequado ergonomicamente.

Quanto às lixeiras não se registrou nenhum aspecto positivo, pois existem em pouca quantidade, não atendendo à demanda da praça e, também, não houve uma preocupação com o desenho tanto no que favoreça a estética como a praticidade do seu manuseio e manutenção.Já as luminárias estão alocadas em postes altos, usados na iluminação pública das cidades, em boa quantidade na praça, mas faz falta uma iluminação mais aguda, direcionada para os pedestres e para valorização dos pontos focais, sejam de vegetação, sejam de elementos arquitetônicos. Com isso, o que se observa é a falta do sentido de escala, com a instalação somente de postes grandes para o recinto, deixando a praça com uma iluminação inadequada. Nota-se, também, que a altura dos postes confunde-se no meio das copas das árvores, prejudicando ainda mais a iluminação da praça. Constatou-se, então, que os mesmos estão subdimencionados e mal localizados. Além disso, a quantidade de postes registrados é insuficiente para atender à demanda necessária da área total da praça.

Em relação à pavimentação, foi registrada a disposição da pedra portuguesa e sua utilização de desenho no piso. Esta, entretanto, é formada por diferentes tipos de materiais, não havendo a preocupação na conexão dos mesmos, especialmente no seu desenho, proporcionando uma descontinuidade visual e formal no piso. Assim, outros tipos de piso poderiam ser propostos para valorizar as diferenças no percurso, atraindo pedestres e enfatizando as direcionalidades da praça.

Constatou-se, ainda, que o entorno da Praça Marechal Deodoro conserva seu caráter de centro cívico, pois reúne à sua volta significativas edificações públicas. Estes edifícios são considerados patrimônio histórico da cidade devido à importância da sua arquitetura (neoclássica e moderna) e os graus de conservação e de uso destes edifícios estão acima da média da região central. No entanto, no entorno não há uma diversidade de uso, pois predomina o uso comercial, provocando uma concentração insuficiente de pessoas, principalmente no período noturno, causando o esvaziamento da

praça e da área que a circunda. O programa que abriga esses edifícios, todavia, poderia ser repensado em função de novos usuários.

Em relação à Praça Saraiva, observou-se que o monumento principal, junto com a igreja e seu bosque de árvores, são os elementos mais significativos que estão junto à praça desde a sua origem, e assinalam que esta praça mantem seu projeto original contemplativo, sofrendo poucas modificações em seus equipamentos. No entanto, na estrutura espacial da praça foi feita uma intervenção marcante com a abertura de uma avenida dentro do seu perímetro, que funciona como corredor de ônibus e toma parte da sua estrutura física, tendo sido cortadas algumas árvores centenárias da mesma. Como acontece na Praça Mal. Deodoro, os marcos e monumentos desta praça também estão conservados, mas falta uma identificação e valorização dos mesmos.

Assim como foi dito da Praça Mal. Deodoro, a massa de arborização da Praça Saraiva também é densa, proporcionando um conforto térmico às pessoas que ali transintam e aos edificios próximos a ela. Observou-se que houve aqui, como na Praça Marechal Deodoro, uma falta de planejamento do plantio das árvores no decorrer das mudanças que a praça sofreu, causando uma barreira visual que dificulta a visibilidade da praça, dos marcos e referências. Também não existe uma vegetação planejada para integrar a praça ao seu entorno e nem são usadas para servir de direção aos seus monumentos, não enfatizando o efeito paisagístico.

Quantos aos bancos, com um único tipo de desenho, nota-se que estão alocados abaixo das copas de árvores, em áreas de sombreamento, muitos dispostos em linhas, outros de maneira agrupada, não se notando, em nenhum deles, obstáculo para o fluxo de pedestres. Porém, foram registrados bancos de concreto, sem encosto, pouco confortáveis que, provavelmente, existam desde o projeto original da praça. Mas hoje, muitos se encontram deteriorados.

Quanto às lixeiras, tal como acontece na Praça Mal. Deodoro, não foi resgistrado nenhum aspecto positivo, pois são em pouca quantidade, não atendendo à demanda da praça e também não houve preocupação com o desenho, tanto no que favoreça a estética como na praticidade do seu manuseio e manutenção.

No que diz respeito às luminárias, foram encontrados postes de altura média, sendo estes os mais adequados para os pedestres. Mas em relação à quantidade e à disposição dos postes no recinto, estas foram mal planejadas, pois como na Praça Marechal Deodoro, observa-se uma quantidade insuficiente desse equipamento para a área e uma boa parte fica localizada em lugares indevidos, como aqueles que ficam ocultos sob as copas das árvores, tornando a praça mal iluminada no período noturno. O modelo de poste tubular da praça foi reformado há pouco tempo e tenta remeter ao modelo original da mesma, mas o resultado destoa na composição da paisagem urbana da mesma.

Observa-se no piso uma preocupação na composição do desenho no caminho principal da praça (pedras portuguesas), que liga seus dois principais elementos, o monumento e a igreja. Na pavimentação,assim como foi constatado na Praça Marechal Deodoro, foi observada uma ruptura visual e formal do piso, pois este é formado por materiais diversos, não havendo a preocupação na conexão entre eles, provocando um desconforto visual do mesmo.

No entorno da Praça Saraiva destacam-se algumas edificações importantes em termos de referências arquitetônicas da cidade: a Casa da Cultura de Teresina, antiga casa do Barão de Gurguéia – o responsável pela construção da igreja da praça- e o colégio Diocesano. Ambos possuem uma arquitetura eclética e foram construídos na segunda metade do séc. XIX. Porém, como acontece no entorno da Praça Marechal Deodoro, observou-se a não diversidade de usos dos edifícios e da vizinhança. Pelo predomínio de edifícios comerciais, há uma falta de variedade de usuários na praça em horários diferentes, provocando uma concentração insuficiente e esvaziamento, principalmente no período noturno.

Pode-se ressaltar ainda que em ambas as praças há uma grande presença humana durante o dia, o que faz com que estes espaços preservem, embora por meios diversos,o que sempre caracterizou uma praça: um espaço para convivência humana. Esta presença humana impede que elas se tornem grandes museus a céu aberto a testemunhar que ali já funcionou uma praça. Outro fator importante é o abrigo natural formado pela sombra das árvores e os bancos das praças, visto que Teresina apresenta elevadas temperaturas praticamente o ano inteiro. Estes abrigos oferecem aos transeuntes um aprazível refúgio da elevada sensação térmica e um espaço para contemplação e descanso.

Outro item observado foram as barreiras criadas pelas grades que circundam os perímetros das duas praças estudadas. Ao lado destas grades ficam os estacionamentos de carros que terminam reforçando esta barreira com uma dupla camada, veículos e grades. Além disso, no caso da Praça Marechal Deodoro, o recém construído Shopping Cidadão criou mais uma barreira no lado Oeste da praça, impedindo a integração desta com o rio Parnaíba - que é lindeiro à praça - além de tomar parte de sua área. Já na Praça Saraiva, os estacionamentos que a circundam e o corredor de ônibus que tomaram parcialmente seu perímetro, constituem uma barreiras físicas, que dificultam a mobilidade e o acesso de pedestres entre a praça e as atividades em interface, como comércio e serviços.

Portanto, os próximos exemplos, baseados em estudos de casos retirados do livro Novos Espaços Urbanos, de Jan Gehl e Lars Gemzoe (2001) demonstram possíveis propostas que viabilizam a melhoria das praças em estudo. Primeiramente, o exemplo da cidade de Lyon, França, que, assim como Teresina, o centro da cidade fica entre dois rios, Rhône e Saône, a terceira maior cidade da França com 1,3 milhões de habitantes. A política dos espaços públicos em Lyon engloba renovações em toda a cidade, embora enfatize as áreas centrais, com o objetivo de formular uma cidade melhor para todos.

Em Lyon, em menos de uma década, centenas de projetos de melhoria urbana foram conduzidos para renovar áreas ao ar livre entre grandes blocos residenciais dos subúrbios, englobando também a renovação das principais ruas e praças urbanas. Foram criados estacionamentos sob as praças renovadas, os carros foram retirados do centro urbano, os bancos e postes de iluminação de materiais definidos e de alta qualidade foram dispostos em áreas residenciais, no centro e nos subúrbios da cidade, simplificando a manutenção e atendendo igualmente as diversas partes da cidade.

Figuras 129 e 130: Imagens do centro da cidade entre os rios Rhône e Saône. No mapa as ruas de prioridade ao pedestre e as praças são assinaladas. Fonte: (GEHL E GEMZOE, 2001, PG.34).

De forma semelhante, Estrasburgo conduziu um extenso projeto de renovação urbana, no qual, também, a mudança no transporte público e tráfego de veículos inspiraram a requalificação de praças, ruas e caminhos ao longo da sua rota. A Place Kléber localizada na área central da cidade, considerada a praça principal rica em tradição, foi renovada em1993. Durante muito tempo a praça foi utilizada como campo de treinamento militar, mercado e espaço central da cidade. Em

Figura 131: Place de La Bourse. Mobiliário renovado encontrados tanto no centro

da cidade como nos subúrbios. Fonte: (GEHL E GEMZOE, 2001, PG.38).

Figura 132: Place Antonin Poncet, com suas fontes que conectam cidade e

água ao longo de uma avenida de tráfego pesado na margem do rio. Fonte: (GEHL E GEMZOE, 2001, PG.39).

conexão com o grande programa de renovação urbana, dois temas principais foram contemplados: o mercado e a área de sombra. O espaço de mercado é definido pela pavimentação central em pedra, onde diversas atividades acontecem. A área de sombra sofreu uma intervenção, e nela passou a localizar-se a maioria dos equipamentos da praça: quiosques, escadarias, elevadores, bancos e postes de iluminação. A variedade dos equipamentos urbanos proporciona o ritmo dinâmico, que enfatiza a posição da praça como o ativo centro da cidade.

Figura 133: A diversidade dos equipamentos urbanos da Praça Kléber. Fonte:

Antes da requalificação, os carros circulavam nos quatro lados da Place Kléber. Em 1992, 50.000 carros atravessavam a praça diariamente. Depois da renovação de 1993, exceto as bicicletas e as novas linhas de bonde, a praça inteira foi liberada do tráfego.

Outro exemplo aconteceu em Copenhague, na Dinamarca, na conversão da Praça Sankt Hans Torv, que passa de antiga função de cruzamento tumultuado à praça para atividades recreativas. A maioria do tráfego que a ocupava foi desviada, criando um novo espaço urbano. O espaço ainda possui um tráfego intenso ao longo do seu lado sudeste, mas uma vida urbana desenvolveu-se ao redor dos cafés e fontes no lado ensolarado da praça. Os limites da superfície ao

Figuras134 e 135: Antes da renovação os carros circulavam nos quatro lados da Place Kléber. Após a renovação, 1993, com exceção das bicicletas e das

longo das ruas foram também suavizados. Faixas de pedra assentadas no piso, que interagem com a escultura, adicionam um aspecto dinâmico à aparência retraída da praça. A requalificação de Sankt Hans Torv é um exemplo de como um espaço público bem desenhado pode servir de catalisador para a renovação de todo bairro. O desenho da praça marca uma transformação no caráter do bairro e simboliza a revitalização do quarteirão, através do seu uso intenso como praça recreativa e lugar de encontro (ver figura 136).

Igualmente Rathausplatz St. Polten, Áustria, é uma praça principal localizada no centro da cidade que se destaca por ser espaçosa e retangular ao meio das ruas sinuosas do tecido urbano do centro. Funcionalmente a praça da prefeitura abriga mercado, festivais, cerimônias e diversos eventos diários. Os amplos lados leste e oeste são formados por casas do séc. XIX com lojas e residências. Dois edifícios monumentais compõem os dois lados menores: o edifício da prefeitura, do séc. XVI, ao sul, e a igreja

Figura 136: Sankt Hans Torv é uma praça repleta de cafés, um ponto de

encontro para a população mais da cidade. Fonte: (GEHL E GEMZOE, 2001, PG.99).

barroca franciscana ao norte com um monumento de arenito situado no meio da praça. Até 1995 a praça servia como um grande estacionamento, sendo com a requalificação um estacionamento subterrâneo foi construído. A iluminação da praça é um elemento importante na composição arquitetônica do conjunto. O pavimento da praça e as fachadas são iluminados para enfatizar as superfícies do espaço durante a noite.

Vale lembrar, ainda, a revitalização de Barcelona, grande cidade européia, que, nas últimas duas décadas, tem sido

a fonte de inspiração mais importante para os arquitetos, paisagistas, planejadores urbanos e políticos que trabalham com os espaços públicos. (Gemzoe e Gehl, 2001).

Figuras 137 e 138: Como tantas outras praças na Europa, antes da renovação a praça era usada como estacionamento de veículos, os veículos agora estão

Segundo Gemzoe e Gehl (2001, p.26):

“Em nenhum outro lugar do mundo é possível ver, na mesma cidade, tantos exemplos diferentes de novas praças e parques, além de tanta exuberância e experimentação nos seus projetos. (...) Em apenas uma década, centenas de parques novos, praças e passeios públicos foram criados pela demolição de edifícios, armazéns e fábricas em ruínas, assim como pela renovação de praças existentes e regulamentação do tráfego para beneficiar os pedestres. (...) O desenho do espaço, desde o aspecto geral até o detalhe mais precioso que formavam a base das grandes idéias e soluções específicas, foi a contribuição especial de Barcelona ao planejamento do espaço público na década de 80. (...) ”

Logo, a elaboração do diagnóstico da Praça Marechal Deodoro e Praça Saraiva devem, além de apontar a situação em que se encontram hoje esses espaços, apresentar subsídios, conforme exemplos citados anteriormente, de maneira clara e objetiva, que possam ajudar a nortear possíveis propostas para projetos de intervenções da área, assim como: revelar e valorizar os referenciais históricos existentes e criar novos elementos que fortaleçam os espaços das praças,