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4. DATA ANALYSES

4.4 C ASE S TUDIES

4.4.1 Company Introductions

4.4.1.2 Sinopec

O fósforo é distribuído no solo da seguinte forma: 98 a 99% são associadas a minerais primários ou secundários e a matéria orgânica, 1 a 2% aos tecidos dos microrganismos e somente 0,01% existente como a forma solúvel, assimilável às planta (NYLE, 2001).

Isto se deve, a adsorção de P no solo, que ocorre através de ligações eletrostáticas e/ou covalentes, e de precipitação, com formação de compostos pouco solúveis ou insolúveis fixando o P ao entrarem em contato com a fase sólida do solo, não o disponibilizando às plantas (ALCARDE et al., 1991; AQUINO, 2004).

Muitos são os fatores que podem influenciar a adsorção de P, principalmente os que se relacionam com o comportamento físico-químico dos colóides como: (i) teor e mineralogia da fração argila dos solos; (ii) concentração hidrogeniônica (pH); (iii) alumínio trocável; (iv) cátions associados com o fosfato e matéria orgânica (CAMPBELL; EDWARDS, 2001; ABDALLA; PROCHNOW, 2008).

As reações do P no solo, que levam a maior ou menor disponibilidade do elemento, estão diretamente associadas às inter-relações que ocorrem entre os fatores intensidade (I), quantidade (Q) e capacidade (C), em que, I corresponde ao P em solução, Q ao

P-lábil e C a capacidade tampão de P (NOVAIS; SMYTH, 1999). Logo, a disponibilidade de P para as plantas depende da concentração de P na solução do solo e, principalmente, da capacidade do solo em manter teores adequados de P em solução para suprir a necessidade da planta durante o ciclo da cultura. Assim, o equilíbrio entre o P -lábil e o P em solução definirá a disponibilidade deste nutriente para uma cultura qualquer. Sabendo-se que os três fatores (I,Q e C) atuam seguindo equilíbrios químicos, a alteração em um fator ou compartimento irá apresentar reflexos em outro até que se estabeleça um novo equilíbrio (LARSEN, 1967).

A liberação de fósforo orgânico para a solução do solo é controlada pela taxa de mineralízação da matéria orgânica e depende da atividade microbiana (BARBER, 1995). Entretanto, o fósforo orgânico liberado na solução do solo, mediante a mineralização do fósforo orgânico, poderá ser adsorvido pela fase mineral do solo e tornar-se indisponível para as plantas (NOVAIS; SMYTH, 1999).

O fósforo adicionado ao solo através dos adubos fosfatados provoca reações que tendem ao equílibrio entre as fases sólida e líquida do solo. As plantas absorvem fósforo da solução do solo e a fase sólida passa a ser fonte potencial de fósforo. O fósforo é liberado da fase sólida, predominantemente, através de reações de dessorção que ocorrem na superfície das partículas de solo, mas também pela dissolução de minerais primários e scundários e pela decomposição da matéria orgânica (MARCOLAN, 2006).

Dessorção é um processo fundamental para definir a biodisponibilidade de P no solo. A liberação de fósforo inorgânico no solo ocorre devido ao equilíbrio dinâmico criado pela remoção de P da solução do solo ou em resposta a ação de troca de ligantes com o fosfato ou pela dissolução de compostos que contém fosfato em sua estrutura (SATO; COMERFORD, 2006b).

Este ao equilíbrio dinâmico pode ser gerado pela absorção de P da solução do solo pelas raízes das plantas, lixiviação do elemento, precipitação de minerais fosfatados secundários, mudança de pH da rizosfera que mudam as carga de superfície e solubilidade, ou durante a imobilização pela microbiota do solo. Ou seja, à medida que a concentração de P na solução diminui, o P é reposto através de dessorção pelo P sorvido à superfície do solo na troca com outros ânions na solução, ou por dissolução de compostos relativamente solúveis (WOLF; LONDON, 1994).

A escolha da metodologia de análise para dessorção deve ser a mais próxima possível a biodisponibilização natural do P no solo. O reservatório mais comum de P está relacionado à porção extraível de P lábil presentes na reserva de Pi por extratores como Bray 1, Mehlich 1 ou 3, solução de Olsen (BRAY; KURTZ, 1945; MEHLICH, 1953, 1984; OLSEN et al. 1954). Entretanto, essas análises são somente interpretadas quando combinadas com dados contendo plantações em experimentos de campo ou casa de vegetação (KLEINMAN et al., 2001). Pois, não medem o reservatório de P biodisponível; agem somente como índice de P biodisponível no solo. Não existe interpretação para a quantidade de P extraído por nenhum desses métodos, pois eles não definem um padrão de P disponível nem a influência da dessorção de P na concentração do elemento na solução do solo. Essas técnicas são limitadas pelo mecanismo modelo de biodisponibilidade de P no solo e sua absorção pelas plantas (SATO; COMERFORD, 2006b).

O processo de adsorção/precipitação são comumente combinados dentro do termo sorção porque é difícil distinguir um do outro. Dessorção/dissolução apresentam a mesma dificuldade, mas não há um termo comparável para esses processos. Então, nesse trabalho foi usado o termo dessorção para representar ambas reações de troca e dissolução que envolvem dessorção/dissolução.

5. MATERIAL E MÉTODOS

ƒ Caracterização do solo

Os três primeiros experimentos foram instalados em ambiente de cultivo protegido sem controle de temperatura, junto ao prédio do Departamento de Recursos Naturais – Ciência do Solo, da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), UNESP, Campus de Botucatu.

Nos cinco experimentos foi utilizada uma porção de solo agrícola coletada de 0 a 20 cm de profundidade de um LATOSSOLO VERMELHO escuro (CARVALHO et al., 1983), de textura média, coletado na unidade Patrulha, Fazenda Experimental Lageado, em Botucatu – SP. As características desse solo se assemelham ao denominado LATOSSOLO VERMELHO distrófico na classificação da EMBRAPA (1999). A porção de solo coletada para montagem do experimento foi seca ao ar e passada em peneira de 4mm. Em seguida, foram coletadas amostras, de maneira aleatória, que foram encaminhadas para caracterização de atributos químicos do solo. Os resultados da análise química do solo antes da instalação do experimento foi realizada no Laboratório de Fertilidade

do Solo da FCA, do Departamento de Solos e Recursos Ambientais, da FCA/UNESP - Botucatu, de acordo com a metodologia de análises descrita por Raij et al. (2001) (Tabela 1).

Tabela 1. Resultados da análise química da porção de solo coletada para realização do

experimento antes da correção da acidez. FCA, Botucatu, 2010.

pH M.O. Presina H+Al K Ca Mg SB CTC V B Cu Fe Mn Zn Si

CaCl2 g dm -3

mg dm-3 _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ mmolc dm-3_ _ _ _ _ _ _ _ _ (%) __ _ _ _ __ _ _ _ mg dm-3_ _ _ _ _ _ _ 4,2 26 2 72 0,5 3 1 5 77 6 0,35 0,6 62 0,5 0,2 1,9