4 HPAC model results
4.2 Simulation results
Para você o que é ensinar?
Ensinar é mais do que transmitir conhecimento. Ensinar para mim é você permitir uma situação para que o aluno possa se apropriar de informações e transformar essas informações em conhecimento. É aquele momento em que você dá a ferramenta, você dá o caminho para que esse aluno possa pegar essa informação e transformar em conhecimento.
Como é o seu fazer, o seu ensinar dentro dessa concepção?
Ao contrário de me ver como um transmissor do conhecimento, me coloco como sendo um moderador, um tutor. Dentro de ciências eu costumo fazer muitas perguntas. Eu tiro o foco de mim e eu coloco o foco no aluno (coloca várias perguntas do seu componente curricular para exemplificar). Deixo aluno chegar ao objetivo que eu queria, coloco na construção do aluno. Tiro deles o conhecimento prévio e vou acrescentando informações para que ele junte as duas Deixo que o aluno construa sua linha de raciocínio. A gente não pode ignorar que o aluno não conheça nada. Ele conhece muita coisa, ele tem muita coisa que aconteceu na vida dele e que nesse momento vai fazendo os links. Não que a ciência vá combater o senso comum, mas muitas vezes a ciência explica o senso comum e traz aquilo como sentido, muita coisa você dá sentido para uma coisa que ele já conhece do que você trazer uma coisa nova e esse aluno não conectar com nada. Tem alguns conteúdos, lógico, que não dá para você trazer senso comum o tempo todo. Você insere o conteúdo novo e deixa vir o senso comum depois, deixa vir a informação e em cima disso você constrói o conhecimento com seu aluno. Eles vão construindo o caminho dele.
Como você vê a tecnologia na sala de aula, como você faz uso dela?
Vejo a tecnologia de duas formas: passiva e ativa. O que eu chamo de passiva: aquela que o aluno simplesmente vai comprovar alguma coisa que o professor quer. Entra no Google para ver tal coisa. A coisa já tá lá, construída; só vai usar aquilo para uma busca, trazer uma informação nova para aula. Tecnologia pela tecnologia. Ela ajuda a conectar o link, de repente a informação não tem no livro, na biblioteca ali na hora. A tecnologia te ajuda nesse momento, mas é uma coisa muito passiva, porque a informação já está construída, já está lá. Muitas vezes o conhecimento já está construído, então quando você fala: entra no Google e vê o que é fotossíntese. Ah professor, fotossíntese é isso, isso, isso... ponto final. Acabou, definiu! Para alguns momentos ela é importante, para lembrar uma data, o nome de uma pessoa, na hora que surja um assunto novo. Ela vai me ajudar. É um apoio.
4 Ativa é aquela que o aluno, usando a tecnologia vai construir um conhecimento. Então, ele vai juntar as informações que ele pesquisou no Google para construir um mapa mental on line que se conecte com uma wiki, por exemplo. Você coloca os termos que são conectados com uma wiki que são conectados com outros termos. Ele (o aluno) já está trabalhando em cima daquelas informações e construindo um conhecimento em cima daquilo. Ele passa de expectador que fica lá só puxando, baixando informações da internet. No que eu chamo de ativa, ele vai construindo. Como? De maneira colaborativa ou sozinho, são os dois viés que você tem. É importante, ter um momento em que constrói sozinho? É. É importante! É um momento em que ele vai fazer uma síntese, um mapa mental, onde ele vai construir, sei lá, um Prezi para fazer um sumário das aulas, vai fazer o resumo do caderno. Tem alunos que se organizam muito bem assim. Ele pergunta “posso fazer esse resumo no Prezi?” Respondo: claro que pode. Fique a vontade!
E tem aquele momento em que ele vai construir com seu colega e os dois vão trabalhar em cima de um mesmo assunto, p.ex.: um está buscando uma coisa, o outro outra e constroem um conhecimento em cima daquilo. É como se fosse assim: imagina um Lego: você pode baixar o mapa do Lego completo ou você vai comprar um Lego montado e brincar com o Lego, ou você pode pegar as pecinhas do lego e junto com o seu colega você constrói o brinquedo, entendeu, mais ou menos isso. Você pode comprar várias peças, de Legos diferentes e criar coisas novas. Eu posso pegar o Lego da Barbie e do Star Wars e juntar os dois e fazer, sei lá, o Lego do Shrek. São peças diferentes que se conectam e formam um conhecimento novo, diferente.
Você consegue usar a tecnologia nessa concepção que você define como ativa?
Consigo, mas não em todos os conteúdos. Depende do momento. Tem certos conteúdos que você não pode jogar a tecnologia e esperar que o aluno construa a partir do nada. Porque, lógico, na internet você tem informação “a rodo” e tem coisas que são absurdamente erradas. Nesse momento você tem que ficar lá como curador, como tutor, enfim. Você vai centrar essas informações e vai ensinar esse aluno assim: aqui você pesquisa assim. Você quer procurar um vídeo? Então não vai nesse buscador, vai nesse aqui que é mais específico para vídeos. Você vai guiando esse trabalho para que o aluno possa criar uma autonomia de escolher o que ele vai fazer. Não adianta esperar que esse aluno tenha autonomia que ele não vai ter. O papel acho que do professor é estimular essa autonomia e deixar o aluno entender o que é essa autonomia.
Tem momentos em que dá para deixar o aluno caminhar sozinho?
Dá no momento em que você introduz o assunto, que você explica como deve acontecer, qual é o caminho. Muitas vezes ele já sabe como funciona não precisa você trabalhar com isso na internet. Não adianta você ficar muito tempo explicando. Depois que você explicou o caminho, que ele sabe qual é e onde você quer chegar ai ele trabalha tranquilamente. Claro que depende da idade. Tem uma certa idade que ele não tem autonomia pra ficar sozinho na frente do computador e saber o que tem que fazer. Eu tenho que entrar em um site agora? O que eu faço com isso? Eu jogo no Word, ou não jogo no Word? Eu jogo na wiki, ou não jogo na wiki? Eu vou discutir ou não vou discutir? Então, se você não guiar as etapas desse trabalho, dependendo da idade ele não sabe o
5 que fazer, mas lógico se você chega em um aluno da 3ª série do médio, você fala: eu quero que você crie uma wiki com cenas assim, o cara já sabe, ele vai chegar, entrar na internet. Mas nem nesse momento eu vou deixá-lo sozinho.
Você acha que a tecnologia exige então uma nova competência do professor?
Exige, é como o professor vai usar e ensinar esse aluno a usar essa tecnologia. Não adianta eu falar para os alunos: entra ai na internet, busca lá no Google informação.
A tecnologia, então, por si só não ajuda o aluno a descobrir, a conceituar, a relacionar...
Não até porque o processo de construção da autonomia depende muito como o professor vai deixar esse aluno se organizar para fazer uma pesquisa, uma busca, enfim construir um trabalho. Não dá para deixar na mão do aluno. Ele sabe entrar em um Facebook, num chat, mas na hora de transformar isso em conhecimento... Por isso eu acho que o professor nunca será substituído. Você pode mudar o jeito de dar aula, pode ser um professor virtual, à distância, mas é aquela pessoa que está lá para ser mesmo o curador. Eu gosto dessa ideia: é aquele que organiza a exposição, que planeja qual é o fluxo da coisa, não dá para ser substituído. Eu acho muito difícil. O profissional professor tem na mão muita coisa. Eu não estou falando de conhecimento, estou falando de organização.
Você tem uma experiência com o uso de tecnologia para me contar?
Tenho! Com a turma de 6º e 7º ano bilíngue a gente construiu um fórum na internet onde a gente discutia o relatório de aula prática. Os alunos saiam da aula prática e faziam todas as etapas da aula prática até chegar em um dos últimos itens que era a discussão e fechavam com as considerações finais. Eles faziam tudo na escola até a hora da discussão. Ai iam para casa e no fórum eles socializavam todos os resultados que cada um chegou e discutiam isso on line, no fórum. Eu mediava, não que eu estava ativamente participando: ah isso tá errado, isso tá certo. Eles discutiam entre eles. Diziam: “achei isso na internet”, “achei isso bacana”, “não, isso tá errado, não foi isso que eu achei”. Tinham momentos em que eu tinha que interferir não para corrigir ou para dizer não muda de assunto e tal, mas eu interferia às vezes para dar uma instigada, para dizer “olha, tem certeza que foi isso mesmo que aconteceu?”. “lembra tal coisa?” Meio que dar uma cutucada para a coisa não fugir do foco, porque no virtual a coisa muda de foco muito mais rápido que na sala de aula. Meu papel no fórum era, lógico, para verificar como estava o andamento, para ver se estava funcionado, se estavam trabalhando em cima do assunto e para de vez em quando dar uma cutucadinha, uma instigadinha. Olha, pensa um pouquinho nisso, naquilo. Eles traziam essa informação e discutiam entre eles e construíam isso on line. A partir disso, na hora de fazer as construções finais eles faziam isso em dois momentos: no on line, uma apresentação no Prezi, para socializar entre eles e ai sim individual, partindo do coletivo para o individual, ou faziam no papel para entregar. Seria uma extensão da sala de aula num momento fórum. Mas isso eu não achei que funcionou muito legal. No momento em que você colocou para fora, foi para o virtual, fica no virtual. Não deu certo porque, quando eu pedi para trazer do virtual para o papel de novo, fica chato. Se foi para o virtual, fica no virtual. Foi uma ideia, foi tentativa.
6 Eu fiz uma vez só e percebi que não foi muito bem aceito. No virtual fica muito mais fácil de você montar as coisas, tem a possibilidade de você conversar com o outro.
Você tentou fazer sem voltar para o papel, só no virtual?
Tentei. Eles foram para a wiki, para o blog, para fazer suas considerações. Na wiki eles colocavam os termos que apareciam. Foi legal! Na internet funcionou muito bem. Usaram o Prezi também. O problema do Prezi é que ele usa flash. Então na hora que você vai trabalhar na sala de aula a grande maioria dos alunos têm tablet e celular e o Prezi não funciona. Só para aquele que trouxer o notebook. Aplicativo para o Iphone ele é horroroso! Ele trava o tempo todo. Mas o Prezi é legal porque ele parte da discussão coletiva e você pode continuar no coletivo. Eles podiam construir juntos ou podiam construir cada um o seu e todos lincados. Cada um teve seu resultado diferente, você agrupa os semelhantes e dá um resultado bacana. Isso fica bem legal!
Nesse momento eles podiam usar qualquer dispositivo que tivessem ou você desenvolveu a atividade no laboratório de informática?
Não fui para o laboratório de informática. Eu estava com eles nas bancadas do laboratório de biologia. Eles podiam trazer o que tivessem. O meu maior problema era isso. Ai meu Deus o dele é Android o dele é IOS e ai? Eu sei que vai funcionar nesse, mas não naquele. Então você não usa nenhum dos dois, muda a ferramenta. Você sabe que não funcionar o Prezi, tira o Prezi e vai para uma wiki. Se o Wordpress não funciona no Iphone fica no blogger.
Mas isso você só consegue perceber porque você é um usuário de tecnologias.
Eu conheço muito as plataformas porque eu tive um celular de cada tipo, tive um celular de cada plataforma, tenho meu tablet, Ipad, tenho PC, enfim. Eu sei onde as coisas funcionam. E antes de fazer uma aula dessas você tem que testar. O professor tem que testar. Se você não pediu eu quero tablet tal, com tal sistema operacional porque o software só roda nele, tem que ter jogo de cintura para trabalhar com todos, porque vai aparecer coisa ai que você nunca viu, sistema operacional que você não vai saber quem criou. Ai é complicado.
Será que é por isso que os professores utilizam tão pouco? Por que eles não conhecem?
Sim. Eles não conhecem, tem medo. Voltam muito para o uso passivo que eu falei. De repente ao invés de você entregar um texto impresso, você pede para baixar um pdf. O que você substituiu? Você faz mais rápido. Eu adoro pdf. Adoro colocar on line porque e muito mais rápido. O tempo que você demora para mandar rodar, distribuir para os alunos você já avisa: entra em tal site, tal endereço que já vamos começar a aula com isso. Fica mais dinâmico. Mas não inova, só substitui.
Uma coisa que eu fiz foi dentro do fórum foi fechar os grupos (nessa hora ele explica detalhadamente as possibilidades de trabalho com grupos no fórum e a possibilidade de trabalhar com tópicos e subtópicos onde você abre e fecha os grupos de acordo com o objetivo do professor). Eu adoro fórum, ela é uma ferramenta muito boa! Você tem uma
7 construção, até o momento, coletiva, você fecha, faz uma construção dentro do grupo, pode fechar ainda mais, tornar isso individual, cada um pode só ver o seu. Você tem a avaliação individual do processo total, mas não só daquela etapa individual, do processo total. Agora o interessante é que você pode fechar e cada grupo ter a sua discussão, depois desse momento esse grupo posta seu resultado e ai você abre. Todos os grupos veem todos os resultados e ai você cria mais um momento coletivo.
Você está me dizendo, então, que o fórum como outros instrumentos virtuais permitem aprendizagens individuais e coletivas importantes?
Sim, e ai vai muito do que você pretende e de qual é o seu foco. Se você tem que fazer uma coisa, sei lá, para avaliação pode ser em grupo ou individual. O bacana do on line é que você vê se o aluno postou, quando ele postou, quantas vezes.
Eu não precisei de ajuda para criar todas as atividades no fórum. Eu já tinha trabalhado antes com fórum e é super tranquilo. Ele é baseado em banco de dados (e aqui novamente ele dá uma explicação técnica sobre banco de dados).
Teve outro momento em que a gente usou a wiki com outro projeto e outra turma de 6º ano. Eles começaram trabalhando com fórum, gostaram da ideia, mas eles tinham muita coisa nova no bilíngue, termos novos, palavras novas. Eles tinham que dar conta de conteúdos que não trabalhavam no curricular então tudo era muito novo. A gente foi construindo aquele conhecimento juntos, só que aí chegou um momento em que tinha muita coisa nova que se conectava. Então agora é a hora de você usar uma ferramenta diferente e o fórum é ótimo para discutir. Ele é péssimo para você pesquisar uma coisa, por exemplo, porque ele te dá o resultado lincado, um tópico enorme, você se perde porque não segue uma linha de raciocínio, uma linha lógica, reta. Ele é anárquico, é confuso. Por isso optei pela wiki nesse momento. A partir dessa organização, você pode fazer as conexões, colocar os verbetes que se conectam. Ai eu fiz duas coisas dentro da wiki: larguei na mão deles, dei os tópicos e falei: esse é o tema, trabalhem em cima disso. Estava trabalhando com fases da lua, estações do ano e movimentos de rotação, translação. Eu dei essas palavras chaves, dei o nome de cada sessão, eu criei os tópicos e falei: agora vocês entrem na wiki, tem uma página especifica que é o sumário e aparece todos os termos que tem na wiki, com ou sem postagem para você editar. Façam o seu glossário só que um glossário que se conecta. Surgiu uma palavra nova, nem tem a ver com os temas que eu dei, por exemplo, Galileu, nada a ver, mas tudo bem, linca Galileu e cria uma página nova sobre Galileu. Então isso acabou virando um monstro. Ai é a hora que você tem que mediar. A wiki é boa nesse sentido porque ela segue como o pensamento da gente. A cabeça da gente funciona assim. Ai você como professor fecha isso e ai você tem que entrar e falar: não pera um pouquinho, agora eu não estou falando em chiclete. Chiclete não tem a ver com esse assunto. Você quer falar de chiclete, deixa o verbete chiclete em aberto. Volta, vamos falar da lua.
A tecnologia foi importante para uma aula como essa? Ela melhorou sua forma de dar aula? Você faria uma aula como essa sem a tecnologia? Sua aula seria tão interessante sem esses recursos?
Não, não seria! Pensa assim: pensei em uma aula toda usando a tecnologia. Cheguei à escola não tinha luz. O que eu faria. Você tem que partir do papel, tem que ter uma
8 dinâmica diferente. (aqui ele dá um exemplo de aula usando linhas e papeis que se conectam, usando livros, dicionários). Vai demorar muito mais tempo. Vai. A tecnologia otimiza isso. Dá pra fazer de outro jeito? Dá! Eu tive aula assim. Cada um sentado, esticava um barbante. O meu assunto se conectava com o seu. Mas é aquela coisa. Eu não gosto da substituição. Inova. Se vai substituir, faz diferente.
Você disse que nessas aulas, os alunos trouxeram diversos tipos de dispositivos todos conectados à internet e você permitia que durante a sua aula todos acessassem para buscar informações. Isso trouxe algum incômodo, alguma dispersão, algum ponto negativo?
Traz. Você está falando, o aluno não entendeu ai ele vai procurar na internet. Pra ele aquele momento ele pode até ter buscado e encontrado a informação. Pode até ter feito algum sentido na cabeça dele, mas a aula continua se ele não se organizar naquele tempo e naquele espaço para fazer aquela busca daquele termo e não perceber que a aula continua, na hora que ele voltar para a aula, eu vou estar em outro tópico, a aula já rolou. Então, tem muitas turmas que você tem que ter o momento certo: pessoal, para, dá uma olhadinha na internet agora e pesquisa tal coisa assim, assim, assim. Não dá para deixar o tempo todo solto senão surge um monte de coisa. Professor encontrei essa, essa, essa e esse. O que é isso? O que que é isso?
Como fica o seu papel de professor na medida em que o aluno tem a informação a sua disposição quando você permite que esteja conectado?
Às vezes o aluno tem mais informação do que eu. Isso não me incomoda e eu até gosto porque ao mesmo tempo em que atrapalha você mostrar para o aluno onde é que está a autonomia dele para ele mexer nisso. É um momento em que você pela coisa ruim, no momento em que ele atrapalhou você mostra onde ele onde ele pode onde ele não pode atrapalhar. Porque esse aluno do 6º e 7º ano ele levanta a mão o tempo inteiro. Ele passa a aula toda com a mão levantada se você deixar.
Não te incomoda quando ele confronta uma informação que você deu com a que ele acabou de encontrar na internet?
Vou te contar uma experiência. Dentro de ciências isso acontece muito. Ciências muda de ano a ano. Eu tinha dentro da sala de aula o livro do ano retrasado, do ano passado e deste ano. Tinha três edições rodando na sala de aula, já que os alunos aproveitavam o livro dos irmãos. Eles acham que muda só a capa. Mas muda muita coisa. (Aqui ele dá um exemplo sobre regras de classificação de algas e como elas são classificadas em cada livro). Isso é supernormal de acontecer. O que eu aprendi na faculdade já era! Na hora eu não conhecia a edição do ano retrasado, eu sabia que do ano passado para esse ano tinha mudado muito coisa. Mas a edição do ano retrasado era totalmente discrepante. O que aconteceu: na sala de aula quando comecei a falar do assunto, os alunos começaram a levantar a mão e dizer “professor, mas aqui no meu livro...” o outro dizia “não, mas no meu tá diferente”. O que eu fiz na hora? Quem tem celular, entra na internet,