Results and discussion
4.1. SIMULATION OF BUOYANT JET
O questionário é um instrumento de coleta de dados formado por uma seqüência ordenada de perguntas. É uma técnica de baixo custo, que propicia uniformidade ao apresentar as mesmas questões para todas as pessoas, garante o anonimato e pode conter questionamentos para atender a finalidades específicas de uma pesquisa. Sua aplicação permite medir a satisfação do usuário, sendo um bom indicador de qualidade e, se aplicado criteriosamente, tem elevada confiabilidade (Barbosa, 1998).
Apesar dos pontos fortes, como a padronização das questões e a facilidade na conversão dos dados para o computador, o emprego do questionário também pode levar a erros. Deve-se ter cuidado com as respostas incorretas ou com a indução dessas em função de perguntas ambíguas ou da influência do pesquisador. Muitas vezes uma resposta é dada por medo de provocar um julgamento negativo. A sugestão pode ocorrer de forma direta, por meio de possíveis explicações das questões, ou mesmo indiretamente ainda que sem palavras, apenas com gestos, atitude ou tom de voz.
Para evitar esse tipo de erro é preciso investir na formação e treinamento do entrevistador. O processo de treinamento tem por objetivo capacitar os responsáveis pela coleta dos dados para que apliquem os conceitos de forma homogênea. Visa ainda a consolidação dos conhecimentos sobre o objetivo da pesquisa, metodologia, classificação de atividades, critério de aplicação dos questionários e procedimentos em casos de não-coleta. Nessa
etapa deve-se fornecer aos entrevistadores instruções claras de como proceder no campo, como abordar os respondentes e como preencher o questionário. Além disso, eles devem ser treinados para responder aos questionamentos formulados pelos moradores, sem induzi-los. O pesquisador deve ser treinado não apenas para a simples aplicação do questionário, mas também para confirmar as respostas dadas pelo usuário por meio de observação direta.
A apresentação inicial é fundamental para garantir uma relação de confiança entre o usuário e o entrevistador. Para isso, é necessário que ele se identifique, informe quem está promovendo a pesquisa, o porquê da realização da mesma e o motivo pelo qual o entrevistado deve responder ao questionário. A qualidade dos resultados depende da forma como o questionário for aplicado. O entrevistador deve mostrar-se imparcial, nunca mostrar surpresa ou desaprovar as opiniões de quem responde; deve ser educado e amistoso; deve apresentar todas as perguntas de maneira exata, com as palavras que foram propostas, registrando fielmente as respostas.
A montagem de um questionário deve passar pelas etapas de definição clara do objeto de estudo e dos meios materiais necessários (orçamento e tempo), pela escolha de técnicas e redação, por uma aplicação prévia para corrigir erros e distorções, promovendo melhorias e aprimoramentos necessários, para então chegar a uma versão definitiva. O questionário deve ser limitado em extensão e finalidade. Deve conter de 20 a 30 perguntas e demorar no máximo 30 minutos para ser respondido (Rampazzo, 2002).
Existem vários tipos de questionário, sendo o pré-codificado um dos mais aplicados em pesquisas. Um questionário pré-codificado é um conjunto de questões fechadas já identificadas com um número ou código. As vantagens desse tipo de questionário são: a análise dos resultados de forma mais fácil e rápida e a simplicidade de resposta para o entrevistado.
No contexto desse trabalho, o questionário tem a função principal de obter informações socioeconômicas e relativas ao comportamento das pessoas frente ao uso da água na residência, para posteriormente associá-las aos dados medidos de consumo per capita. Para compatibilizar as informações levantadas com os dados secundários que se pretende
utilizar, propõe-se que o questionário empregue o mesmo código de identificação dos municípios usado pelo IBGE nos censos.
Com essa finalidade propõe-se um questionário simples, rápido e de fácil compreensão. As questões são fechadas, diretas e voltadas à obtenção das informações demandadas. É dividido em três partes, sendo a primeira relativa à identificação do domicílio de acordo com o código do IBGE e pelo nome da rua. Os dados serão tratados estatisticamente e não haverá divulgação de informações individuais.
No preenchimento dos campos propostos pelo IBGE para a identificação do domicílio pode-se recorrer ao documento chamado Divisão Territorial do Brasil, que é um relatório no qual se apresenta a classificação das unidades da federação bem como o código de registro dos municípios, distritos e subdistritos (IBGE, 2003).
O corpo do questionário consta de 16 questões, sendo sete relacionadas a aspectos sócio- econômicos e as demais ao abastecimento de água na residência, conforme Figura 5.3. A segunda parte trata exclusivamente dos dados sócio-econômicos, buscando identificar o número de moradores, o tipo de domicílio, escolaridade e faixa de renda da família. A terceira, e última parte aborda os dados específicos sobre o abastecimento que poderão informar sobre o uso da água no domicílio.
A aplicação do questionário terá outra função muito importante associada que é o convite formal ao morador para que participe da pesquisa, assumindo a responsabilidade conjunta com os pesquisadores de efetuar a medida em nível básico, monitorando o tempo de uso em cada aparelho sanitário da residência. O argumento mais forte para a participação voluntária dos usuários é que o conhecimento da quantidade de água necessária ao atendimento de suas necessidades básicas fornecerá subsídios para o controle social dos sistemas de abastecimento.
QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA