4. Resultater
5.5 Sikkerhetsansvar, beredskapsplaner og øvelser
As motivações primordiais apontadas pelos entrevistados para que se inscrevessem no curso podem ser resumidas em três tipos. A primeira está relacionada com a possibilidade de aprimorar os conhecimentos, declarada por quase todos entrevistados, exceto ALS5. A segunda, a proposta metodológica do curso, “baseada na práxis e em oficinas”, foi a principal motivação para um dos agentes, ALS4. A terceira é que, como se tratava de um curso de especialização, os aprovados teriam esse título em seus currículos, motivação apontada por ALS1 e ALS5.
Eu procurei o curso, primeiro por acreditar que a gente precisa fazer alguma coisa prá melhorar o jeito da nossa vida. [...] Sendo bem egoísta, a expectativa era ter um curso de especialização (ALS1, entrevista 1).
As últimas avaliações de desempenho realizadas pelo Departamento de Recursos Humanos da USP consideravam positiva a participação dos funcionários em cursos, palestras, eventos técnico-científicos etc. Essa parecia ser uma tendência que se confirmou no Programa de Acesso à Carreira dos funcionários da USP de 2005. Esse processo preconizava que os funcionários participantes poderiam concorrer às vagas de faixas salariais superiores, dentro de cada um dos três grupos de enquadramento (básico, técnico e superior) e atribuía pontos à assistência/participação em atividades formativas (PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO, 2005)
Desta forma, o título de “especialista” poderia acrescentar pontos no concorrido processo de acesso à carreira, o que de fato ocorreu. Durante o “I
Seminário do USP Recicla”, ocorrido no campus de São Paulo, em 20062933, diversos ex-participantes do curso relataram que o fato de terem um título de especialista influenciou fortemente (ou determinou) que eles conseguissem a vaga desejada.
No questionário aplicado aos participantes do curso, Gama4, por exemplo, refere-se a esse fato: “Tivemos um resultado muito positivo na avaliação para carreira onde todos os agentes obtiveram uma pontuação expressiva ajudada pela conclusão do curso de especialização ALS” (Gama4, questionário).
Desta forma, as motivações dos funcionários para participarem de um curso de especialização estão relacionadas tanto ao tema e à proposta metodológica do curso, como à possibilidade de obter benefícios com o título de especialista.
Lançando um olhar retrospectivo ao nascimento da idéia de oferecer um curso dessa natureza, considerou-se que um curso de especialização poderia despertar maior interesse, motivando os funcionários a participar. Além disso, a carga horária mínima de 360 horas permitira desenvolver conteúdos e práticas desejadas.
Com relação às expectativas dos entrevistados sobre o que seria o curso de formação de educadores ambientais e sobre como seria a atuação deles na prática durante e após o curso, de modo geral, podem ser consideradas superficiais e distantes dos objetivos do curso, exceto para ALS3. Ele aponta que tinha como expectativas aprimorar seus conhecimentos na área ambiental, pois já atuava na comissão do USP Recicla e sentia a necessidade de ter um maior embasamento teórico na sua ação nesse contexto. Além disso, já realizava atividades ambientais fora do seu meio profissional, junto a uma associação de preservação ambiental e de moradores de bairro e acreditava que o curso lhe traria mais subsídios.
Procurei porque eu já pertencia ao USP Recicla, e eu achava um absurdo eu não ter embasamento necessário, essa sede de saber incomoda, né? [...] Você tem que ter uma resposta imediata para algumas situações, eu tinha um pensamento muito confuso. Esse curso [...] abriu bastante a visão da gente do mundo (ALS3, entrevista).
ALS3 tinha claro que durante e após o encerramento do curso atuaria como
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Relato dos ex-participantes do curso de especialização “Formação de Agentes Locais de Sustentabilidade Sócio-Ambiental”, durante o I Simpósio do USP Recicla, ocorrido no campus da Cidade Universitária, da Universidade de São Paulo, em São Paulo, em 01/dez/2006.
“divulgador” de idéias e executor de ações ambientais dentro da universidade.
ALS2, por sua vez, relata que convivia num local de trabalho3034em que a temática ambiental fazia parte do cotidiano dos professores e estudantes. Embora sua função estivesse ligada à área administrativa, esperava que o curso agregasse noções básicas sobre meio ambiente para que ela pudesse atuar diretamente na melhoria ambiental local, do departamento. Entretanto, não imaginava que, findo o curso de especialização, integraria uma comissão de assuntos ambientais na universidade.
[...] então essa comissão foi algo que eu não esperava. Prá mim, eu esperava poder estar fazendo algumas ações, mas não dessa forma como a gente tá atuando que eu acho que essa comissão, tá dando chance prá gente estar trabalhando um pouquinho mais, né? (ALS2, entrevista).
ALS4 destaca sua surpresa com as responsabilidades “assumidas” ao ingressar no curso. Embora os objetivos e metodologia do curso estivessem no folder de divulgação distribuído, ao inscrever-se nele não imaginava que suas obrigações com o tema e com as tarefas educativas se estenderiam por mais tempo.
Não lembro certo [...] o que estava escrito no documento (de divulgação do curso) que a gente recebeu, mas eu me identifiquei com a proposta, com o tipo de abordagem, ela falava que a gente teria oficinas, que eu vou me adiantar quanto às expectativas do curso, mas eu não esperava que fosse cobrado algo de mim, eu esperava, tinha uma visão que eu ia aprender algumas coisas, mas não esperava que eu devia dar retorno disso depois (ALS4, entrevista).
ALS4 atribui o “empoderamento” trabalhado durante o curso como um dos fatores que contribuíram para que ele assumisse essa responsabilidade.
Durante o curso eu fui “empoderada”. Realmente eu me senti capaz de transmitir o que eu aprendi para outras pessoas, e depois eu fico com aquele... como se diz? Não tem como voltar atrás... É como se [eu tivesse que] fazer uma função a mais, que eu incorporei [...]. (ALS4, entrevista).
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O departamento onde trabalha ALS2 possui docentes e alunos de pós-graduação ligados à área de engenharia ambiental, saneamento e recursos hídricos.
Resgatando as expectativas anunciadas pelos entrevistados durante o primeiro dia de aula do curso, é possível identificar que ASL2 e ASL4 esperavam aprender como colocar em prática ideais e mudanças de hábitos relacionados à temática da sustentabilidade sócio-ambiental.
ALS1, ALS2, ALS3 e ALS4 destacam que esperavam dominar conteúdos ambientais específicos, até então desconhecidos, para poder mudar situações e fazer valer seus ideais, principalmente no ambiente universitário.
Vejo o curso como uma porta de entrada para a aplicação prática dos ideais há tempos guardados no meu interior. Sonho com um mundo diferente do que vemos atualmente, porém até agora fiquei apenas no idealismo... Daí surgiu no meu caminho o curso de formação de agentes. É tempo, portanto, de realizar o “trabalho de campo” e espero que o curso me mostre as maneiras mais adequadas para realizá-lo (ALS4, ficha do agente).
Estou bastante animada, apesar de um tanto assustada com o peso da responsabilidade. Entretanto, acredito que é possível mudar costumes errôneos partindo de decisões coerentes; por isso estou aqui, para aprender como fazer isso (ALS1, ficha do agente).
Minhas expectativas são as de aprimorar conhecimentos na área sócio-ambiental, é de trazer alguma contribuição à comunidade da USP (ALS2, ficha do agente).
Os entrevistados tinham como expectativa incrementar o domínio de conteúdos na área ambiental e pedagógica. Dominar esses conteúdos de certa maneira legitimava a defesa de ações que julgavam adequadas e os instrumentalizava em duplo sentido: no suporte de conteúdos e no reconhecimento pelos pares de que têm uma formação ambiental que lhes dá certa autoridade para propor e realizar mudanças.
ALS5, por fim, esperava aprender conteúdos para poder transmiti-los. De um modo geral, ALS5 era mais concisa em suas respostas, principalmente no que se refere a aspectos como sua história de vida, suas motivações e expectativas com relação ao curso, diferentemente dos demais entrevistados. Desta forma, suas falas raramente são preenchidas com exemplos, relações do assunto inquirido com outros fatos ou verbalizações mais detalhadas sobre o tema investigado.
Em resumo, vemos que foram múltiplas os motivos que levaram os funcionários a integrar o campo ambiental, assim como suas expectativas sobre como seria o processo formativo e sua atuação como agentes locais de
sustentabilidade. Os fatores apontados por eles foram: a) o interesse pela área educativo-ambiental; b) a possibilidade de compartilhar os conhecimentos adquiridos no curso e c) a probabilidade de progredir na carreira profissional, ainda que o tema do curso não se ajustasse completamente à área de trabalho.
Assim, as motivações plurais para unir-se ao curso não necessariamente inter-seccionam-se com o ideário e valores ecologistas. Demonstrando o que afirma Carvalho (2005), partilhar da identidade ecológica não é necessariamente um pré- requisito para tornar-se um educador ambiental. De modo similar, o fato de terem experiências como docentes no ensino formal tampouco parece manter relações estreitas com a opção pelo ingresso no curso ALS.
4.3 Ser educador ambiental: valores, habilidades e conhecimentos na visão