7. Disksusjon
7.4 Hva med den ulike effekten av sentralitet mellom lavinntektsgrupper og
A análise dos dados permite constatar que de um modo geral os professores de Ciências Naturais (CN) e os alunos valorizam a realização de visitas de estudo. Quanto aos professores
68% atribuem muita importância a esta actividade e 32% atribuem alguma importância (Tabela 6).
Tabela 6: Importância atribuída pelos professores à realização de visitas de estudo
(NP=123)
Importância atribuída pelos professores f %
Alguma 39 32
Muita 84 68
Quanto aos alunos, todos eles reconhecem vantagens na realização de visitas de estudo, sendo assinalado por estes que as visitas de estudo poderão constituir uma oportunidade para aprender melhor os assuntos da aula (53%), ou poderão constituir uma oportunidade para enriquecer as suas vivências, quer porque podem constituir uma possibilidade de visitar sítios que não conhecem (40%), quer porque podem constituir uma oportunidade de conhecer coisas novas (64%), as quais poderão eventualmente estimular o interesse por assuntos relacionados com as ciências. Embora em percentagem reduzida, 24% dos alunos consideram que as visitas de estudo podem constituir uma oportunidade de sair da escola e divertirem-se (Tabela 7).
Tabela 7: Percepções dos alunos relativamente à importância das visitas de estudo
(NA=274)
Percepções dos alunos f %
Como uma oportunidade de conhecer coisas novas 176 64
Como uma oportunidade de aprender melhor os assuntos das aulas 144 53
Como uma oportunidade de sair da escola e divertir-me 65 24
Como uma possibilidade de visitar sítios que não conheço 109 40
Outra 4 2
Sem interesse 0 0
Quanto aos professores, constata-se que para a maioria a importância das visitas de estudo relaciona-se com o facto de estas se poderem relacionar com os assuntos da sala de aula (Tabela 8). Para 111 professores, as visitas de estudo podem proporcionar aos alunos experiências de natureza cognitiva por permitir a aprendizagem de conteúdos ou a sua consolidação (88% dos professores) a qual pode ser concretizada estabelecendo ligações com situações do quotidiano. Exemplos de resposta nos quais a aprendizagem de conteúdos é referida são:
“[As visitas de estudo permitem] alargar o conhecimento dos alunos sobre determinadas temáticas.” (P30)
“Aprende-se mais se pudermos mexer e ver ao vivo.” (P33)
“Por vezes constituem uma óptima introdução a um novo conteúdo programático.” (P41)
Exemplos de resposta nos quais a consolidação de conteúdos é enfatizada são:
“[As visitas de estudo] permitem ao aluno ver, na prática, os conteúdos leccionados no decorrer das aulas e desta forma consolidarem os seus conhecimentos.” (P113)
“[As visitas de estudo dão a] possibilidade de os alunos observarem in loco matérias abordadas na sala de aula.” (P149)
“As visitas de estudo podem contribuir para estabelecer a ligação dos conteúdos científicos ao quotidiano dos alunos.” (P1)
“[As visitas de estudo] permitem contextualizar muitos dos conteúdos leccionados no real.” (P17)
Ainda em termos cognitivos, alguns professores (19%) mencionam que as visitas de estudo podem promover a compreensão dos processos de construção do conhecimento científico. Contudo, como se pode constatar pelos exemplos de respostas a seguir apresentados, alguns destes professores possuem concepções alternativas sobre este assunto:
“Desenvolvimento do método científico, do raciocínio lógico, bem como da pratica experimental.” (P112)
“Permite, ainda, desenvolver a curiosidade científica, mostrando aos alunos que o conhecimento científico não é um dado adquirido, mas construído a partir de hipóteses que podem ser, um dia, refutadas.” (P106)
“Consciencializar os alunos para a construção do conhecimento científico, nas suas várias vertentes.” (P39)
Embora em número reduzido, 2% dos professores consideram que as visitas de estudo podem constituir uma oportunidade para promover a interdisciplinaridade e 6% dos professores
referem que as visitas de estudo são importantes para desenvolver atitudes e valores face ao ambiente. Exemplos de resposta são respectivamente:
“[As visitas de estudo permitem] promover a articulação interdisciplinar.” (P1)
“[As visitas de estudo permitem] maior sensibilização para questões relacionadas com a natureza e com o ambiente.” (P105)
Tabela 8: Percepção dos professores sobre a importância das visitas de estudo
(NP=123)
Percepção dos professores f* %
Aprender ou consolidar conteúdos 108 88
Compreender os processos de construção do conhecimento científico 23 19
Desenvolver atitudes e valores face ao ambiente 7 6
Despertar o interesse pelas ciências 23 19
Enriquecer as vivências dos alunos 13 11
Promover a interdisciplinaridade 2 2
Promover o convívio 18 15
Quebrar a rotina 17 14
*Nota: Alguns professores apresentam mais de uma percepção sobre a importância das visitas de estudo.
Para além da contribuição das visitas de estudo para os assuntos abordados na sala de aula, os professores reconhecem outras potencialidades na realização de visitas de estudo. Contudo, nenhuma destas potencialidades é referida por mais de 20% dos professores e em 95% dos casos estas são referidas em simultâneo com a relevância das visitas de estudo para os assuntos abordados na sala de aula. Estas potencialidades tem a ver com:
a) a possibilidade das visitas de estudo promoverem o convívio entre os alunos e entre estes e os professores (15% dos professores):
“[As visitas de estudo] fomentam a convivência cívica dos alunos.” (P19)
b) o facto de as visitas de estudo poderem despertar o interesse dos alunos pelas ciências (19% dos professores), contribuindo para promover uma atitude positiva face às ciências ou para estimular o desejo de saber mais, tendo por isso uma natureza afectiva:
“[As visitas de estudo vão] despertando nos alunos o interesse pela disciplina e a vontade de querer saber sempre mais.” (P43)
“[As visitas de estudo permitem] promover uma atitude positiva face às ciências.” (P1)
c) a potencialidade das visitas de estudo em enriquecerem as vivências dos alunos conduzindo ao aumento da sua cultura geral (11% dos professores):
“A maioria destes alunos só saem da sua área de residência quando podem ir a visitas de estudo.” (P098)
“[As visitas de estudo permitem] levar os alunos a locais onde de outra forma nunca iriam.” (P135)
d) e, a possibilidade das visitas de estudo permitirem a aplicação de formas de trabalho diferentes das habituais, contribuindo para quebrar a rotina da sala de aula (14% dos professores):
“[As visitas de estudo permitem] contribuem para uma forma de ensino mais informal.” (P40)
“[As visitas de estudo permitem] quebra a "rotina" da escola.” (P128)
Para além das potencialidades associadas à realização de visitas de estudo, 37 professores e 18 alunos referem constrangimentos na sua implementação (Tabela 9). O principal constrangimento referido quer por professores quer por alunos relaciona-se com aspectos de índole logística e financeira, designadamente:
a) a distância ao local a visitar:
“A oportunidade de realização de visitas de estudo depende muito da localização geográfica de cada escola. … é difícil concretiza-las por vários motivos, começando pela distância a que se encontram a maioria dos locais de interesse.” (P31)
“Ocupar o mínimo de tempo nos transportes para ter mais tempo para o resto da visita.” (A156)
b) a natureza dos conteúdos leccionados e a sua articulação com a visita de estudo:
“Os programas de alguns anos lectivos não se propiciam a visitas de estudo.” (P70)
“Acho que as visitas de estudos deviam também ter a ver com matérias que se dão nas aulas, ou pelo menos os professores falarem delas na perspectiva da sua disciplina.” (A95)
“Uma visita de estudo de um dia implica não ter aulas nesse dia às outras disciplinas.” (P109)
“Por vezes, no dia das visitas de estudo também há aulas, o que na minha opinião está errado, pois as visitas de estudo por vezes são cansativas.” (A166)
d) e, o custo associado à visita de estudo:
“O preço elevado das visitas faz com que, por exemplo, os alunos numa fase inicial dizem- se interessados e depois não vão por o preço ser demasiado elevado (já me aconteceu, tive de anular tudo - autocarro e entradas!).” (P146)
“Uma vez que as visitas de estudo são uma actividade pedagógica obrigatória, deveriam ser de graça ou então os preços mais acessíveis aos alunos, visto que alguns alunos não tem possibilidades económicas para poderem participar nelas.” (A166)
Tabela 9: Constrangimentos associados às visitas de estudo
Professores
(nP=37) (nA=18) Alunos
Constrangimentos
f* f*
Agenda dos alunos/encarregados de educação 13 2
Atitudes dos professores acompanhantes 5 4
Intrínsecos aos professores 8 2
Logísticos e financeiros 25 17
*Nota: Alguns professores e alguns alunos referem mais de um constrangimento.
Um outro constrangimento referido por 13 professores e dois alunos diz respeito às agendas dos alunos e encarregados de educação para as visitas de estudo, as quais, muitas vezes, apenas contemplam aspectos de carácter lúdico:
“Os alunos e encarregados de educação geralmente encaram-nas como passeios.” (P38) “Acho que há uma necessidade muito grande de mentalizar os alunos para o facto de uma visita de estudo não ser uma excursão que se traduz pura e simplesmente por passeio e pouca aprendizagem.” (P159)
“Os alunos têm de perceber que uma visita não é só um simples passeio.” (A164)
Professores e alunos também referem como constrangimento as atitudes dos professores acompanhantes durante a visita de estudo e aspectos de natureza intrínseca aos professores.
Em relação ao primeiro constrangimento, foi referido por cinco professores organizadores que os professores acompanhantes demonstram falta de disponibilidade para participar nas visitas de estudo e são demasiado permissivos, relativamente ao comportamento dos alunos, durante a visita de estudo:
“Muitas vezes é difícil encontrar professores disponíveis a acompanhar os alunos.” (P38) “Ao organizar uma visita é necessário muitos colegas que não estão dispostos a acompanhar os seus alunos, indo voluntariamente obrigados e com muita má vontade, deixando os alunos demasiado à vontade, sem grande controlo.” (P146)
Quatro alunos, por seu lado, consideram que os professores que participam nas visitas de estudo são pouco tolerantes em relação aos comportamentos dos alunos e que se socializam pouco com eles:
“Acho que as visitas deviam ser um pouco melhores porque os professores não nos dão liberdade para fazermos o que queremos.” (A134)
“O que era óptimo era os professores serem mais divertidos porque nas visitas de estudo podiam-se aproximar mais dos alunos porque nós gostamos que isso aconteça!” (A185) “Gostávamos que os professores fossem mais divertidos e interagissem mais com os alunos.” (A192)
Em relação aos aspectos intrínsecos ao professor, oito professores consideram que as visitas de estudo acarretam um aumento da responsabilidade em relação à segurança dos alunos e antevêem potenciais prejuízos na progressão na carreira docente. Este último aspecto foi também referido por dois alunos. Exemplos de resposta são respectivamente:
“Em caso de acidente ou outro problema com os alunos o professor está muito desprotegido, quer pelas leis, quer pela falta de responsabilidade dos pais.” (P78)
“Não pretendo realizar mais visitas de estudo uma vez que receio que as faltas ao abrigo do serviço oficial prejudiquem a minha progressão na carreira.” (P17)
“Acho que a Ministra faz mal em marcar falta aos professores se eles fizerem um visita de estudo com alunos de uma turma e faltarem a uma aula de outra turma.” (A61)
Apresentadas as potencialidades e os constrangimentos, reconhecidos por professores e alunos para a realização das visitas de estudo, procurou-se analisar se estes professores têm implementado e se estes alunos têm participado em visitas de estudo. E em caso afirmativo, qual a frequência dessas visitas, quais os locais mais visitados e os principais motivos apontados pelos professores para a implementação dessas visitas.