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8. Conclusion

10.2 Signal detection theory

Na 14.ª semana de intervenção individual, desempenhei o papel de aluno interveniente e a minha colega de aluna observante.

Esta foi a última semana de intervenção, e iniciou com o estudo de um texto poético presente no manual, “Balada da neve”. Para estudar este texto, optei por adotar uma estratégia diferente das que tinha usado anteriormente. Assim, e sendo um tipo de texto com algumas particularidades, procurei despertar nos alunos o sentido estético deste texto. Desta forma, iniciei a aula pedindo aos alunos que fechassem os olhos e apenas ouvissem e leitura do poema, efetuada por mim. Adotei esta estratégia, com o objetivo de perceber as sensações dos alunos ao ouvirem o poema. Aquando da planificação desta atividade, não tive consciência da complexidade desta atividade, pois, exprimir as nossas emoções não é algo muito fácil, e tendo em conta as idades dos alunos, este revelou-se um exercício um pouco complexo para os mesmos. No entanto, considero que a estratégia foi adequada, tendo os alunos participado na partilha das suas ideias.

Posteriormente, e depois da análise da estrutura do poema, atribuí a cada dois alunos uma estrofe, que teriam de memorizar em casa para apresentar à turma no dia seguinte aos colegas. O objetivo desta atividade foi tentar que os alunos percebessem a particularidade deste tipo de texto e sentirem de uma forma diferente as estrofes que teriam de memorizar. Os alunos mostraram entusiamo e interesse quando foram solicitados para a memorização, no entanto, no dia seguinte, alguns não tinham memorizado a sua estrofe. Na apresentação aos colegas, alguns alunos mostraram alguma vergonha por terem de falar perante a turma, considero importante que os alunos tenham oportunidade de falar perante a turma, e ao longo da prática realizei duas atividades em que os alunos teriam de falar para a turma. É importante que os alunos desenvolvam a capacidade de falar para um público, tendo em conta o seu futuro profissional, em que poderão ter que falar em público, assim e caso o estágio tivesse continuidade, esta seria uma área que procuraria trabalhar com os alunos, para que estes fossem tendo mais à vontade para se expressar para um público.

Assim, poderia trabalhar com os alunos alguns jogos exploratórios que proporcionam a desinibição e possibilitam que os alunos comecem a ver as potencialidades do seu trabalho acabando por dar valor às mesmas, e consequentemente a si mesmos.

Para finalizar o estudo deste poema, dividi os alunos pelos grupos de trabalho e solicitei que fossem poetas, e a partir de um exercício presente no manual, propus aos alunos a construção de um poema. Ao trabalharem em grupo, os alunos tiveram oportunidade de partilhar as suas ideias, tendo, posteriormente, que chegar a um consenso acerca do que iriam escrever e puderam também ajudar-se mutuamente. Depois de construírem e ilustrarem os seus poemas, os grupos

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apresentaram, à turma, as suas produções. Com esta atividade, os alunos perceberam que também eles poderiam ser poetas e passar, aos outros, uma mensagem ou algo que sentissem.

Para esta semana, decidi levar um fantoche, para contar uma parte da História de Portugal, a expansão marítima. A presença deste personagem despertou grande interesse e curiosidade nos alunos, tendo os mesmos questionado se iriam construir um e como é que se construía um. Desta forma, revelou-se muito fácil captar a atenção dos alunos para o conteúdo a ser trabalhado na aula, uma vez que o fantoche interagia com os alunos. Esta interação decorreu porque a personagem apenas sabia aquela parte da história, e foi solicitando aos alunos que lhe contassem factos importantes que já tivessem estudado, de forma a saber um pouco mais de história. Assim, os alunos ao interagirem e relatarem factos que já tinham estudado, tiveram de mobilizar os seus conhecimentos para poderem responder as questões colocadas pelo fantoche.

No final da aula, alguns alunos vieram ter comigo e perguntaram: “O Jacaré vem o resto da semana?” ou “Podemos ficar aqui a brincar com o Jacaré?” com estas pude perceber o interesse despertado pela presença de um fantoche na sala de aula, pois, os alunos mostraram interesse em saber como se fazia, questionaram se iriam ter oportunidade para construir um e mostraram também vontade que o personagem marcasse presença durante a semana. Assim, considero que a utilização deste indutor, para abordar um conteúdo a ser trabalhado foi adequado, pois, além de captar a atenção dos alunos durante a aula, houve também interesse pelo próprio personagem. E, tal como referem Pereira e Lopes (2007, p. 44) “os fantoches aplicados na sala de aula podem servir para envolver os alunos em aprendizagens diversas através de um método activo e lúdico que vai levar o aluno a uma melhor e mais eficaz compreensão”.

Na área de matemática, foram trabalhadas com os alunos as unidades de medida de comprimento, para isso foram realizados alguns exercícios, em grande grupo, acerca deste tema, nomeadamente transformações de unidades de medida. Este conteúdo, potencia a realização de atividades práticas para a aquisição de novas aprendizagens, mas não foi possível realizar atividades mais práticas, uma vez que a planificação inicial contemplava o estudo da divisão. No entanto, e de forma a dar continuidade ao que estava a ser trabalhado pela professora cooperante, dei continuidade a esse trabalho, realizando por isso exercícios sobre unidades de medida de comprimento.

Por fim, sendo esta a última semana de intervenção, reservei para a última aula da semana, a visualização de um filme, que despertou grande entusiamo nos alunos. Após a visualização do filme, no final da aula, a forma como os alunos se despediram de nós revelou que a nossa presença tinha sido muito significativa para todos eles, o que me fez refletir sobre a importância do papel do professor na vida dos alunos, pois, estes vêm o professor como um modelo, e cabe ao professor ser o melhor modelo para os seus alunos.

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Referências bibliográficas:

Pereira, J. & Lopes, M. (2007). Fantoches e outras formas animadas no contexto educativo. Amarante: Intervenção.

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