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Shipping of ammonia

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16 Project economy

16.17 Shipping of ammonia

Muitos factores, individualmente ou em conjunto, apresentam um efeito importante na cicatrização das fracturas. Estes factores podem ser biológicos, mecânicos ou clínicos. Dentro dos factores biológicos, factores metabólicos como espécie, raça, idade, estado nutricional e a presença de doenças podem afectar a cicatrização do osso. Animais mais jovens apresentam um periósteo mais activo e um maior número de células mesenquimatosas, e por consequência, uma regeneração óssea mais rápida. Animais mais pesados, submetem os aparelhos de fixação a cargas maiores, apresentando uma maior dificuldade na cicatrização. Algumas alterações como hiperparatiroidismo, diabetes mellitus, hiperadrenocorticismo, hipo e hipertiroidismo, deficiência na hormona do crescimento, alterações renais, hepáticas ou de má absorção intestinal, podem retardar a cicatrização (Johnson et al., 2005; Henry, 2010). Afecções neoplásicas, nutricionais e alterações no equilíbrio dos valores de cálcio e fósforo, assim como a falta de vitamina A, D, K e cobre estão associadas com distúrbios na produção de osso (Johnson et al., 2005).

A localização da fractura é outro factor biológico na cicatrização óssea. Determinadas fracturas diafisárias, como no rádio e tíbia, possuem uma menor quantidade de tecidos moles envolventes, quando comparadas com, por exemplo, úmero e fémur. Nesses casos, a união óssea é mais demorada e apresenta maior probabilidade de complicações (Fossum, 2008). A localização dentro do osso também influencia a cicatrização. Fracturas metafisárias apresentam maior área de contacto e cicatrizam mais rapidamente, para além do maior aporte sanguíneo que apresentam.

A integridade dos tecidos moles e da vascularização é fundamental neste tipo de processos. Tecido mole fornece protecção para os fragmentos ósseos e actua como fonte de aporte

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sanguíneo extra-ósseo. Uma interrupção desse mesmo fornecimento, vai inibir o processo de reparação. Danos ou perda de tecidos moles nas áreas lesionadas diminuem a taxa de reparação (Henry, 2010). Fragmentos ósseos desprovidos de tecidos moles, podem ser utilizados na reconstrução morfológica do osso, desde que, adequadamente estabilizados, a fim de promover uma rápida revascularização. Casos de fracturas fechadas representam um menor dano nos tecidos moles, e uma união óssea mais rápida. O contrário acontece quando uma fractura necessita de uma redução aberta. Nestes casos, ocorre dano nos tecidos e nos vasos, com origem iatrogénica (Fossum, 2008).

Por fim, a infecção do osso ou dos tecidos adjacentes, pode inibir, directa ou indirectamente, o processo de cicatrização no foco da fractura, diminuindo a fixação dos dispositivos utilizados, e por conseguinte a estabilidade da lesão (Henry, 2010).

Nos factores mecânicos, a redução anatómica, a estabilidade e o dispositivo de fixação utilizado, assumem um papel importante na cicatrização (Henry, 2010). Fracturas com duas partes ou com poucos fragmentos mas grandes, geralmente são redutíveis, permitindo que o córtex após a redução compartilhe com os implantes o peso da carga. Fracturas com múltiplos fragmentos organizados ou múltiplos fragmentos pequenos que não podem ser imobilizados com implantes, denominam-se irredutíveis, sendo os implantes a suportar o total da carga até à formação de calo (Fossum, 2008). Focos de fractura maiores ou esquírolas ósseas exigem a formação de um calo maior e um período de cicatrização mais demorado. De igual modo, a redução anatómica, assume um papel importante em fracturas articulares, de modo a prevenir danos e alterações a longo prazo na cartilagem (Henry, 2010).

A estabilidade define-se, na clínica, como o grau de deslocamento nas superfícies da fractura, dependente de cargas. Ao aplicar-se compressão, no local da fractura não se observa deslocamento, indicando estabilidade absoluta. Pelo contrário, sem essa compressão, ocorre um deslocamento relativo, o qual é proporcional à carga aplicada e inversamente proporcional à rigidez do implante usado. O deslocamento na interface entre implante e osso ou entre osso e osso induz reabsorção óssea. Por este facto, fracturas reduzidas sob compressão que apresentem alguma instabilidade e por consequência, deslocamento dos fragmentos, originam necrose dos tecidos (Perren, 2002). A falta de estabilidade numa fractura é uma das causas mais comuns no atraso da cicatrização óssea. Cães e gatos devem apoiar o seu peso em, pelo menos, três membros. Em casos que outros órgãos estão afectados ou existe uma claudicação noutro membro, o suporte do peso através do conjunto do osso com o implante não é o apropriado, gerando instabilidade (Fossum, 2008). Por outro lado, uma falha na fixação ou excessivo movimento do paciente pode romper os tecidos e afectar a vascularização que se está a formar. A mobilidade persistente promove a formação de um calo fibrocartilagíneo

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maior, na tentativa de obter estabilidade, e uma maior duração no restabelecimento vascular. Se essa mobilidade persistir, podem surgir complicações como atrasos na união ou, até mesmo, não união óssea (Henry, 2010).

No momento que se selecciona e aplica o dispositivo de fixação, deve-se ter em atenção a estabilização correcta da fractura e não interferir no ambiente tecidual que está envolvido no processo. Problemas como tamanho inadequado do material de fixação, assim como a sua aplicação ou número insuficiente de parafusos associados à placa, promovem instabilidade, alterações nos tecidos envolventes e possíveis complicações a longo prazo na cicatrização (Henry, 2010).

Factores clínicos são características do paciente e do proprietário que afectam a cicatrização óssea. O primeiro desses factores é a capacidade do proprietário em corresponder às necessidades pós-operatórias do animal. Sistemas de fixação externos exigem uma manutenção mais atenta e rigorosa, por parte do proprietário. No mesmo sentido, apresenta-se o factor da cooperação do paciente após a cirurgia. Pacientes mais activos e incontroláveis não são bons para sistemas de fixação externos, pois a actividade em excesso aumenta a probabilidade de complicações. Estes sistemas, facilmente colidem com objectos do meio envolvente ao animal e perdem a coaptação desejada. Animais mais activos ou cujas lesões requeiram um nível de conforto maior, aconselha-se o uso de placas ósseas (Fossum, 2008).

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