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Ship, Sonars, and Self Noise

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7.2 Ship, Sonars, and Self Noise

Há mais de uma década, vários estudos vêm apontando que o elevado número de alarmes de equipamentos médicos hospitalares aumenta o risco do paciente grave na terapia intensiva. As principais evidên- cias dessas pesquisas indicam problemas com os sistemas de alarmes, equipamentos de monitorização, recursos humanos das unidades de terapia intensiva, bem como discutem a “fadiga de alarmes”. Tal fadiga ocorre quando grande número de alarmes encobre alarmes de relevân- cia clínica, possibilitando que sejam ignorados, silenciados ou desabili- tados pela equipe. O elevado número de alarmes acarreta sobrecarga sensorial e dessensibilização da equipe, reduz seu estado de alerta e confiança no sentido de urgência dos alarmes. Isso leva à falta de resposta da equipe a alarmes relevantes, o que pode trazer graves consequências aos pacientes, pois alterações clínicas não detectadas impedem a adoção de medidas terapêuticas cabíveis e oportunas.

Dentre os fatores contribuintes à fadiga de alarmes podemos citar: Kelevada incidência de falsos alarmes, de baixa relevância clínica em

razão de sistemas de monitorização com alta sensibilidade e baixa especificidade;

Kfalta de padronização sonora e visual das variáveis em alarme dos monitores;

Kcomplexidade da programação dos sistemas de alarmes;

Kfalta de treinamento dos profissionais para o manuseio correto dos equipamentos;

Kdéficit de recursos humanos nas unidades e falta de aderência das equipes para programação e configuração dos alarmes.

As plantas físicas das unidades são, muitas vezes, inadequadas ao aten- dimento dos alarmes, há falta de manutenção dos equipamentos e de envolvimento entre a equipe de saúde e a engenharia clínica.

Entre 2005 e 2008, a Food and Drug Administration (FDA) e a Manufac-

turer and User Facility Device Experience (MAUDE) receberam 566 relatos

de mortes de pacientes relacionadas com alarmes de monitorização em hospitais dos Estados Unidos. Entre março e junho de 2010, houve registro na MAUDE de mais 73 mortes relacionadas com alarmes, sendo

O Emergency Care Research Institute (ECRI), organização especializada em segurança do paciente e uso de equipamentos médicos hospitalares, elegeu, em 2012, 2013 e 2014, os alarmes em primeiro lugar dentre os dez maiores riscos no uso da tecnologia da saúde. A Association for

the advancement of Medical Instrumentation (AAMI), a American College of Clinical Engineering (ACCE), a Healthcare Technology Foundation (HTF)

também têm divulgado estudos sobre o assunto. Incidentes com dano envolvendo alarmes de equipamentos médicos e pacientes em unida- des de terapia intensiva levaram a Joint Commission a apresentar, como proposta para 2014, o gerenciamento/gestão de alarmes clínicos aos hospitais com programas de acreditação, objetivando melhorar a segu- rança do paciente no uso desses sistemas.

No Quadro 1, listamos as recomendações práticas para minimizar a fadiga de alarmes nas unidades de terapia intensiva, baseadas em evidências.

Atender prontamente aos alarmes, de forma resolutiva, não silenciá-los.

Avaliar clinicamente os pacientes e ajustar os parâmetros de alarme de forma regular.

Buscar, na unidade, a melhor audibilidade dos alarmes, ajustando tons, volume e parâmetros para prioridade de alarme.

Conhecer como definir, configurar, programar e ajustar os parâmetros de alarmes e os níveis de prioridade.

Contar com uma equipe interdisciplinar, inclusive engenheiros clínicos.

Desenvolver processos de melhoria contínua junto à equipe, para melhor utilização dos sistemas de alarme, lançando mão de protocolos para programações e configurações, níveis de prioridade, definição dos parâmetros a serem monitorizados nos pacientes, frequência (níveis de volume e tons) dos alarmes, considerando as necessidades da unidade e a criticidade dos pacientes. Disponibilizar recursos humanos necessários nas unidades de terapia intensiva considerando a complexidade dos pacientes e dos recursos tecnológicos utilizados.

Documentar os parâmetros de alarme adotados no prontuário/processo clínico. Familiarizar-se com os equipamentos disponíveis na unidade.

Notificar os eventos adversos relacionados ao uso dos equipamentos. Gerenciar as tecnologias disponíveis na unidade, conservação e manutenção.

Individualizar e ajustar os limites e níveis dos parâmetros de alarme pelas necessidades do paciente.

Minimizar os ruídos extras no ambiente.

Monitorar apenas os pacientes e os parâmetros fisiológicos com real necessidade de monitorização.

Preparação adequada da pele e troca dos eletrodos rotineiramente.

Treinar constantemente a equipe para lidar com os diferentes equipamentos e seus sistemas de alarmes.

Utilizar corretamente acessórios, cabos, sensores, eletrodos, sistemas de transdução elétrica evitando interferências e falsos alarmes.

Verificar as configurações de alarme (volume e parâmetros) a cada turno. Fonte: AAMI (2013), Sendelbach, Jepsen (2013).

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Anexo I – Interrupções do trabalho da

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