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Observou a composição química média de uma fibra de coco, com ampliação de 180x e 500x respectivamente. (Celulose = 53,0), ( cinzas = 1,2), ( lignina = 0,8). Perda das hidroli ses: (Alfa =10,6), ( Beta = 15,3); (perda de purificação ácida = 1,4 )

fibra de coco madura bruta e seus dados relevantes: a) Peso médio da casca de coco: 1,840kg; b) Casca de coco coletada no período: 767un; c) Total de resíduos (mês): 1,2 tonela das;d)Mesocarpo: 79% a 81% dos resíduos do coco; e) Dos 80 a 85% do coco verde torna se resíduo após o consumo da água Savastano junior, (1996).

O diâmetro da fibra está numa faixa de 0,2 a 1,2mm, sendo o diâmetro médio de 0,3mm. Nas tabelas 5 e 6 seguem analises de fibra de coco em comparação com a fibra de juta quanto a resistência a tração e elongação, sendo as fibras testadas em diferentes estados. São feitos ensaios em seu estado natural seco, imersa em meio alcalino ( solução de hidróxido de sódio – ph=11) por 7 e 28 dias e retirada de uma peça rompida de concreto de seis meses de idade, com uma média de 20 corpos de prova para cada umas das situações descritas acima. A Ta bela 4 apresenta a massa especifica real de algumas fibras vegetais no estado seco.

Tabela 4. Massa especifica real de algumas fibras vegetais no estado seco.

Massa especifica real de algumas fibras vegetais no estado seco

Fibra Massa específica real (por picnômetro)

(g/cm³) Coco (Cocos nucifera L) 1,0765 Sisal (Agave sinsalana) 1,2700 Bambu (Bambusavulgaris) 1,0542 Piaçava (Attaleafunifera) 1,1585 Cana de açúcar (Saccaharumofficinarum L) 0,7509

Esse enfraquecimento seria devido à transferência para as fibras de água capilar alcali na existente no concreto. As fibras de coco também aumentam sua fragilidade quando sujeitas a situações alternadas de umedecimento e secagem. Esse enfraquecimento, no entanto, é bas tante inferior que o sofrido por fibras de sisal em compósitos com argamassa de cimento

A composição química e propriedades morfológicas das fibras de coco certamente conferem maior proteção contra sua decomposição. É ainda importante ressaltar que tempera turas elevadas (por volta de 50°) aceleram o enfraquecimento das fibras, pois o processo quí mico torna se mais rápido. No entanto pode se dizer pelos resultados expostos nas tabelas 5, 6,7 e 8, que, para uma aplicação de fibras de coco em compósitos com matriz de argamassa de cimento para fins não estruturais, não se torna necessário qualquer método de tratamento da fibra ou diminuição da alcalinidade da matriz, já que o enfraquecimento da fibra é pequeno no tempo.

A fibra vegetal tem suas características físicas e mecânicas bastantes susceptíveis a va riabilidades de acordo de acordo com o clima, qualidade do solo onde são produzidas e época do ano em que são colhidas. Mesmo os processos de obtenção de fibra em si, se mais sofisti cado ou rudimentar, utilizando processamentos químicos ou não, influem na qualidade final da fibra.

Assim comparando caracterizações feitas sobre fibras de coco brasileiras e de outros países, chega se a discrepâncias que podem ultrapassar 50%. Mesmo fibras de coco proveni entes de diferentes regiões brasileiras certamente apresentarão variações em suas característi cas físicas e mecânicas. A Tabela 5 apresenta o comprimento critico determinado para algu mas fibras vegetais

Tabela 5. Comprimento critico determinado para algumas fibras vegetais

Pela tabela 6 averiguam se as perdas da resistência das fibras de coco em meios alcali nos (ensaio tido como bastante rigoroso) não ultrapassam 5%, comportamento bem melhor que o registrado para fibras de juta, e que, no caso das fibras retiradas de uma peça quebrada de concreto de seis meses de idade, a queda das tensões não atinge 1,5%, permanecendo bas tante elevada.

Nas tabelas 6 e 7 seguem as análises de fibra de coco em comparação com a fibra de juta quanto à resistência a tração e elongação, sendo as fibras testadas em diferentes estados. São feitos ensaios em seu estado natural seco, imersa em meio alcalino (solução de hidróxido de sódio com ph=11) por 7 e 28 dias e retirada de uma peça rompida de concreto de seis me ses de idade, com uma média de 20 corpos de prova para todas as umas das situações descri tas acima. A Tabela 6 apresenta à resistência a tração das fibras de coco.

Comprimento critico determinado para algumas fibras vegetais

Fibra Matriz Comprimento crítico*

(mm)

Sisal Gesso 55

Coco 43

Coco Pasta Cimento 37

Bagaço Cana “ “ 26

Capim Elefante “ “ 25

Sisal “ “ 20

Tabela 6. Resistencia a tração das fibras de coco.

Quanto à elongação das fibras quando tracionadas, nota se que a perda de dutibilidade nas situações de imersão em solução alcalina e retiradas de peças de concreto é bastante pe quena, sempre inferior a 1%, vê se, ainda, que a elongação das fibras de coco caracteriza se como bastante superior a das fibras de juta. Conclui se, assim, que as fibras de coco têm uma tendência insignificante de se enfraquecerem em um ambiente constantemente seco Savastano junior, (1996). A Tabela 7 apresenta a elongação na tração das fibras.

Fibras de coco resistência à tração . Fibra: Coco

Estado em que a fibra é testada Carga média de ruptura (g) Tensão (Mpa) % de redução na tensão

1. Estado natural seco 558 140,0 _

2. Imersão em meio alca lino por 7 dias

538 134,5 3,58

3. Imersão em meio alca lino em 28 dias

530 132,5 5,00

4. Fibra retirada de uma peça rompida de concreto

(6 meses de idade)

550 137,5 1,43

Fibra: JUTA Estado em que a fibra é

testada Carga média de ruptura (g) Tensão (Mpa) % de redução na tensão

1. Estado natural seco 105,5 226,0 _

2. Imersão em meio alca lino por 7 dias

88,0 188,5 17,0

3. Imersão em meio alca lino por 28 dias

72,0 154,2 32,00

4. Fibra retirada de uma peça rompida de concerto

(6 meses de idade)

Tabela 7. Elongação na tração das fibras.

Elongação na tração das fibras. Fibra: Coco

Estado em que a fibra é testada Elongação (cm) Elongação % Redução %

1. Estado natural seco 1,57 26,25 _

2. Imersão em meio alcalino por 7 dias

1,57 26,25 _

3. Imersão em meio alcalino por 28 dias

1,53 25,60 0,65

4. Fibra retirada em meio alcalino (6 meses

de idade)

1,56 26,00 0,25

Fibra: JUTA Estado em que a fibra é

testada

Elongação (cm)

% Elongação % Redução

1. Estado natural seco 0,077 1,28 _

2. Imersão em meio alcalino por 7 dias

0,063 1,05 0,23

3. Imersão em meio alcalino por 28 dias

0,058 0,97 0,31

4. Fibra retirada em meio alcalino (6 meses

de idade)