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Sentralisert ledelse

4.3 L EDELSESFORM – A NALYSE OG TOLKNING

4.3.1 Sentralisert ledelse

Os elementos citados a seguir influenciam a prática pedagógica. Assim é, sem dúvida, de suma importância que o professor consiga pensar nesses elementos e usá-los para dar suporte às suas práticas pedagógicas independentemente do ano escolar que esse professor leciona. Vale ressaltar que desde as políticas públicas educacionais ou até uma simples atividade pode ser grande aliada na preparação das aulas desse professor.

Na escola, por exemplo, há como aliado o Projeto Político Pedagógico (PPP) – que auxilia e direciona os debates sobre o processo educacional dentro da unidade de ensino. Sabe-

se que a escola deve possuir um PPP, documento que é construído pela equipe escolar e comunidade, no qual é feita a caracterização da escola, bem como todos os aspectos que constituem a identidade da escola, abordando o que cada faixa etária pode trabalhar e o que pode ser feito a respeito da construção de aulas, festas comemorativas, reuniões administrativas e demais assuntos relacionados à unidade escolar. Para melhor entendimento, Veiga (2003) ressalta que o PPP é:

é uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto político pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. Na dimensão pedagógica reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos, sua intencionalidade (VEIGA, 2003, p. 13).

Assim, o PPP pode ajudar o professor nas suas tomadas de decisões referentes às suas práticas pedagógicas como, por exemplo, quando trabalhar determinados conteúdos e assuntos referentes à faixa etária, à comunidade e ao cotidiano que pertence à escola. O PPP é o documento que vai nortear e tem como intencionalidade ajudar como o professor pode trabalhar, dando uma direção a ele. O PPP deve ser pautado nas discussões da equipe escolar e comunidade acerca das dificuldades e finalidades que a unidade escolar possa enfrentar nos próximos anos escolares. Seu conteúdo pode e deve ser modificado, quando necessário, para atender os anseios de debates, sugestões e reflexões sobre o andamento da unidade escolar acerca do trabalho pedagógico.

No mais, há alguns outros elementos que, se planejados e aplicados podem fazer com que o trabalho docente seja mais eficiente e inclusivo, oferecendo aprendizagem aos alunos. Pode-se, portanto, citar: as sequências das atividades de ensino/ aprendizagem; o papel do professor e dos alunos; a organização social da sala, utilização dos espaços e do tempo, organizar os conteúdos, materiais curriculares ou recursos e avaliação. Esses tópicos serão apresentados adiante com maiores detalhes.

Primeiramente, há a importância da organização dos conteúdos (conceituais, atitudinais e procedimentais) que serve para o professor saber como e porque planejar é de suma importância,

além da necessidade de saber o que quer trabalhar e quais os conteúdos ele quer que seus alunos aprendam, e é através dessa escolha que ele pode traçar os outros elementos importantes que estão englobados no seu planejamento. Os conteúdos, segundo Zabala (1998, p.30) servem para “(...) descrever as diferenças entre diversos níveis de ensino e entender a própria posição e de nossos companheiros em relação à importância que atribuímos a cada um dos conteúdos”. Na Educação Básica Brasileira, já na Educação Infantil há o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI),(BRASIL, 1998) e PCN (BRASIL, 1999) que citam os tipos de conteúdos que o professor pode trabalhar e nortear a sua prática.

Assim, há uma tipologia que, segundo Zabala (1998), define só conteúdos e que podem ser aplicados nas aulas e assim entender melhor o processo de ensino e aprendizagem e comparar as diferenças entre dois ou mais professores e definir qual o papel que deve ter o ensino. Para Kishimoto (2008) “(...) os conteúdos culturalmente destinados à educação do homem não se descobrem, mas são transmitidos”. (KISHIMOTO, 2008, p. 672). Para tanto, os conteúdos são divididos em conceituais: fatos, conceitos e princípios; procedimentais: procedimentos, técnicas e métodos e atitudinais: valores, atitudes e normas.

Outro elemento que deve ser notado é a sequência de atividades de ensino e aprendizagem. As sequências de atividades são como o professor aplica sua didática por meio de uma referida metodologia e elas devem contemplar as práticas pedagógicas como um elemento fundamental, pois, por meio de uma ordem que o professor pode propor atividades e, segundo Zabala (1998), essa variável é mais fácil de ser reconhecida como elemento que diferencia as formas de ensinar do professor. Assim, determinada atividade tem sua sequência didática revelando uma abordagem pedagógica que o professor utiliza.

Há, também, como elemento o papel dos professores e dos alunos e as relações interativas. Nessas relações entre professores e alunos são oferecidas várias oportunidades comunicativas, mas a “chave de todo ensino” segundo Zabala (1998) são as relações que se estabelecem entre os alunos, professor e os conteúdos de aprendizagem. Nas atividades há a possibilidade da comunicação que faz do professor o mediador de todo o conhecimento até seus alunos. Essas relações permitem ao professor realizar as intervenções sempre que necessário para ajudar no processo de ensino e aprendizagem do aluno.

As práticas inclusivas, também, são auxiliadas pela organização social da sala de aula que é mais um elemento discutido. As configurações feitas na sala de aula podem influenciar no processo de ensino e aprendizagem do aluno, sobretudo, do aluno PAEE. O agrupamento, segundo Zabala (1998), é uma boa opção para trabalhar, principalmente, com as crianças. Há diferentes formas de agrupamento que auxiliam nesse processo: grupo escola, ou seja, atividade coletiva com os colegas de outras turmas; grupo classe fixo, grupo classe móveis, grupo grande, equipe fixas, equipes móveis e individuais. Cada grupo é determinado por suas características peculiares e o professor, por meio de suas práticas pedagógicas, pode determinar diferentes sequências de atividades utilizando diversas organizações sociais.

A utilização do espaço e tempo, também, é outro elemento citado por Zabala (1998). O espaço deve também ser adequado para favorecer as aprendizagens dos alunos. Assim, o professor deve atender no ambiente de sala de aula ou qualquer outro espaço escolar, as necessidades de seus alunos, organizando o mobiliário, ajeitando e adequando quando necessário, bem como organizar o tempo em que pode ocorrer cada atividade e como adequá-la a esse tempo. Para Zabala (1998) a distribuição do tempo e espaço são duas variáveis que devem ser importantes nas práticas pedagógicas e o professor deve se preocupar com elas. Assim, a intervenção pedagógica que é feita nos espaços diz muito sobre como querem que o aluno aprenda e o que lhe é importante, como por exemplo, dividindo o espaço para as diferentes atividades rotineiras e horários ou o uso flexível ou rígido de horário para utilizar determinado espaço escolar.

Para Zabala (1998) há os materiais ou recursos, que são os materiais escolhidos e os quais dão suporte de como o professor vai realizar determinada atividade. É importante que o professor considere o ritmo de aprendizagem dos alunos e que por meio desses materiais possa ser proporcionado aos alunos diferentes experiências. Segundo Zabala (1998) o professor deve buscar referências e analisar quais os materiais que ele vai utilizar e, ainda, faz-se necessário que tenha alguns critérios para a confecção desses materiais, que podem ser de papéis à material de informática, ou seja, são os materiais concretos, os quais serão utilizados nas atividades e cabe ao professor planejar os conteúdos, objetivos e adequar os materiais necessários para cada aula. Todo material pedagógico deve ser, se necessário, adaptado ao contexto escolar e as necessidades educativas do aluno PAEE. O professor deve ter o cuidado ao escolhe-los e pensar

como serão usados e se é, por excelência, funcional para seu aluno e se o material escolhido será realmente útil.

O último elemento citado por Zabala (1998) é a avaliação. A avaliação é um instrumento que mostra se o aluno conseguiu alcançar o objetivo proposto na atividade dada a ele, porém, segundo esse autor não se considera somente os resultados dos alunos e, sim, o professor refletir o porquê de tal atividade e como foram aplicadas as atividades. Às vezes, o instrumento de avaliação ocorre durante o processo de aprendizagem e não é, necessariamente, um instrumento aplicado ao fim de determinadas atividades.

Assim, esses elementos ajudam nas práticas pedagógicas fazendo-as mais inclusivas e abrangendo todos os alunos, não somente aos PAEE. No entanto, é um desafio alcançar todos os alunos do mesmo modo e com as mesmas atividades, por isso, às vezes, os alunos PAEE necessitam de adequações em algumas atividades e na metodologia. Todas essas adequações são parte intrínseca às práticas pedagógicas, uma vez que, as práticas pedagógicas são desde o planejamento de um conteúdo ou objetivo e não necessariamente somente suas ações perante aos alunos.

Moyles (2002, p. 97) cita alguns outros fatores que podem influenciar as boas práticas pedagógicas e levam à qualidade de processo de aprendizagem dos alunos, como o envolvimento ativo dos alunos nas aprendizagens, a organização implícita da professora, oferta de um “(...) currículo amplo e equilibrado, situações de manejo da classe que garantam a independência desse aluno e diferentes oportunidades de trabalhar e brincar (...)” e ainda que o professor dê diferenciadas tarefas que estimulem seus alunos à cooperação.

Aranha (2000) também ressalta que cabe ao professor proporcionar condições físicas, ambientas e materiais para participação do aluno com deficiência, melhores condições de interação, favorecer a participação nas atividades escolares, espaço físico da sala de aula, organização de atividade e recursos didáticos. Para Blanco (2004) as adaptações em sala de aula feitas pelo professor são de extrema importância, pois é na sala de aula que ocorre a maioria dos processos de aprendizagem do aluno e, ainda, Aranha (2000) releva a importância das atividades pedagógicas não serem diferenciadas do restante da turma, mas adaptadas com outros recursos ou materiais.

As práticas pedagógicas bem elaboradas e com resultados eficientes, ou seja, que leve o aluno ao conhecimento e a aprendizagem que se objetiva, são como já dito, importantes desde os primeiros anos da Educação Básica, ainda na Educação Infantil e, por isso, na próxima seção será apresentada um pouco sobre a importância dessa etapa no desenvolvimento dos indivíduos, bem como avanços históricos significativos.