6 Forhandlingsordningen i staten
7.1 Sentrale bestemmelser .1 Innledning.1 Innledning
Os rendimentos nominais foram deflacionados pelo Índice de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA). Como a PNAD Contínua tem abrangência nacional, o
IBGE definiu índices para todas as UFs. Para as que já têm levantamento de índice
de preços, esse foi estendido para todos os municípios desse estado. Para as áreas
em que não é feito o levantamento, foram definidos índices ponderados de preços.
Nesse trabalho foi usado o mesmo deflator para o Brasil e para São Paulo
(deflator Brasil – IPCA Brasil). Os rendimentos analisados foram os rendimentos
reais (a preços de 2016) de todos os trabalhos na semana de referência da
pesquisa.
Analisando os rendimentos no setor do agronegócio brasileiro no período
de 2012 a 2015, observa-se que a renda média do setor cresceu. Em valores reais,
o salário médio no agronegócio brasileiro em 2012 era de aproximadamente R$
1.415,00, e no primeiro trimestre de 2016, de cerca de R$ 1.458,00
8. Porém, de
acordo com aTabela 8, nota-se que esse crescimento veio desacelerando ao longo
do período analisado, apresentando uma pequena queda no primeiro trimestre de
2016. No último trimestre de 2013 a renda do agronegócio brasileiro cresceu 3,1%
8
em relação aos quatro trimestres anteriores, e dois anos depois, esse crescimento
foi de 0,3%.
Tabela 8 - Taxa de crescimento do rendimento médio nos setores do agronegócio no
Brasil (Média móvel de 4 trimestres – 2012 a 2016)
Fonte: PNAD Contínua, IBGE (2016).
Dentre os segmentos do agronegócio brasileiro, a agricultura apresentou
taxas de crescimento da renda positiva durante todo o período de 2012 a 2015
(Tabela 8), mas foi também, junto com a pecuária, o segmento que teve os menores
salários de todo o agronegócio nacional. O segmento de insumos foi o que
apresentou os maiores salários, mas teve uma queda no período entre o segundo
trimestre de 2014 e o segundo trimestre de 2015.
No Estado de São Paulo, a renda média do agronegócio também cresceu
no período analisado. Enquanto no Brasil os rendimentos do agronegócio
aumentaram 3% no acumulado do período, em São Paulo esse aumento foi de 10%.
Esse elevado crescimento da renda no agronegócio paulista foi puxado
principalmente por um aumento dos salários na pecuária em 2015 (Tabela 9).
Trimestre Agricultura Pecuária Agroindústria Insumos Serviços Agronegócio Brasil 4T 2013 3,6% 4,9% 5,3% 1,4% 2,4% 3,1% 1T 2014 3,0% 8,2% 6,4% 1,9% 2,5% 3,6% 2T 2014 2,9% 8,6% 4,7% -10,9% 1,9% 3,3% 3T 2014 1,6% 7,3% 1,8% -14,2% 0,8% 2,4% 4T 2014 3,3% 3,6% -1,0% -11,4% 0,2% 2,3% 1T 2015 3,0% 2,3% -1,6% -11,3% -0,6% 1,6% 2T 2015 2,9% 0,6% -2,4% -1,2% -0,7% 1,0% 3T 2015 2,6% 0,0% -0,9% 2,8% -0,3% 1,0% 4T 2015 0,2% -0,7% 1,5% 3,1% -1,0% 0,3% 1T 2016 -0,1% -1,4% 1,0% 4,7% -1,7% -0,7%
Tabela 9 - Taxa de crescimento do rendimento médio nos setores do agronegócio no
Estado de São Paulo (Média móvel de 4 trimestres – 2012 a 2016)
Fonte: PNAD Contínua, IBGE
.
Nesse ano, a pecuária apresentou taxas de crescimento contínuas e
bastante elevadas da renda, e mais que dobrou o valor do salário no terceiro
trimestre de 2015 em relação aos 4 trimestres anteriores. Esse segmento tinha, ao
lado da agricultura, a menor renda entre todos os setores do agronegócio brasileiro
em 2012 (R$ 1.682,00). Entretanto, no último trimestre de 2015, a pecuária teve o
maior rendimento médio entre os segmentos (R$ 3.480,00). A razão desse
crescimento acelerado não está clara, mas chama a atenção esse aumento tão
elevado da renda na pecuária paulista em 2015
9.
Os maiores salários estavam no segmento de insumos, tanto no Brasil
como em São Paulo, com picos observados no segundo semestre do ano, quando
há aumento das atividades nesse ramo devido a maior entrega de fertilizantes e
defensivos. Entretanto, na safra 2014/15, isso não aconteceu e a renda nesse setor
caiu tanto no Brasil como e São Paulo. Uma hipótese que pode explicar isso é que
essa redução do rendimento tenha sido um reflexo da crise e da desvalorização do
real em relação à moeda americana.
Como a maioria dos defensivos e dos fertilizantes é importada, o dólar
mais caro aumenta o custo da produção. Além disso, o clima provocou uma quebra
nessa safra, deixando os produtores mais descapitalizados, que possivelmente
reduziram a demanda por defensivos, fertilizantes, e máquinas e implementos
agrícolas.
9
Essas elevadas taxas de crescimento no rendimento da pecuária paulista no ano de 2015 pode ainda ser um problema nos dados do IBGE.
Trimestre Agricultura Pecuária Agroindústria Insumos Serviços Agronegócio São Paulo 4T 2013 -0,2% 12,5% 9,9% 1,1% 2,2% 5,3% 1T 2014 5,5% 0,5% 13,8% 9,9% 1,3% 6,5% 2T 2014 0,5% -3,7% 11,9% -2,4% 1,3% 5,1% 3T 2014 -4,0% -11,3% 4,4% -2,1% 1,8% 2,3% 4T 2014 -7,1% -14,4% -1,5% -2,8% 3,0% 0,6% 1T 2015 -12,4% 14,6% -2,6% -9,2% 2,9% -0,1% 2T 2015 -6,3% 36,2% -6,5% -1,3% 2,4% -0,4% 3T 2015 -0,7% 75,0% -3,8% -1,0% 1,2% 1,5% 4T 2015 7,2% 104,4% 3,6% 2,0% -1,4% 4,2% 1T 2016 9,0% 57,1% 2,8% 0,4% -1,6% 3,0%
Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA),
em 2014 foram entregues 32,2 milhões de toneladas de fertilizantes no país, e em
2015, essa quantidade caiu para 30,2 milhões de toneladas. As vendas de máquinas
agrícolas também tiveram o mesmo comportamento dos fertilizantes. Dados da
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA)
mostram que no período de janeiro a outubro de 2014 foram vendidas 59,2 mil
unidades de máquinas agrícolas e rodoviárias, valor que caiu para 40,5 mil em 2015
e 35,2 mil em 2016, no mesmo período. Ainda de acordo com a entidade, o emprego
no setor de máquinas agrícolas caiu 7% de 2015 para 2016 (janeiro a outubro).
Ao analisar os rendimentos do agronegócio no interior e nas regiões
metropolitanas do país, observa-se que o crescimento da renda no interior foi de
0,1%, menor que a do Brasil, que cresceu 3% no acumulado do período, e bem
menor que nas RMs, que chegou a crescer 8%. Apesar dos rendimentos nas RMs
terem aumentado mais que no interior, após 2015 esse crescimento apresenta uma
desaceleração maior nas regiões metropolitanas quando comparadas com o interior
(Gráfico 15).
Gráfico 15. Taxa de crescimento do rendimento médio no agronegócio no Brasil.
(Média móvel de 4 trimestres – 2012 a 2016)
Fonte: PNAD Contínua, IBGE (2016).
Essa queda mais acentuada nas regiões metropolitanas no ano de 2015
pode ser um reflexo da desaceleração no crescimento da renda nos setores de
insumos e serviços, que são mais representativos nessas regiões do que no interior
do país.
-2% -1% 0% 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 4T 2013 1T 2014 2T 2014 3T 2014 4T 2014 1T 2015 2T 2015 3T 2015 4T 2015 1T 2016 T ax a c res c im en to ren d. (%)De acordo com os dados da PNAD Contínua, esses foram os setores que
tiveram as menores taxas de crescimento da renda nas RMs do Brasil. Os maiores
crescimentos da renda ficaram com na pecuária (25%) e na agroindústria (17%).
Além disso, pode ter ocorrido um ajuste nos salários do agronegócio nas regiões
metropolitanas do país, que estavam altos comparados a média do setor, e que com
a crise, começaram a voltar a normalidade.
No Estado de São Paulo, o crescimento da renda no agronegócio no
período de 2012 a 2016 foi puxado principalmente pelo aumento da renda na região
metropolitana (RM). Enquanto a renda do agronegócio no interior de São Paulo
cresceu apenas 1% no acumulado do período, na região metropolitanacresceu 26%
(Gráfico16).
Gráfico 16. Taxa de crescimento do rendimento médio no agronegócio no Estado de
São Paulo (Média móvel de 4 trimestres – 2012 a 2016)
Fonte: PNAD Contínua, IBGE (2016).
O baixo crescimento da renda observado no agronegócio no interior de
São Paulo só não foi pior pelo bom desempenho da pecuária, que apresentou um
crescimento de 45% nos salários, passando de R$ 1.688,00 em 2012 para R$
2.440,00 em 2016. No mesmo período, a renda no setor de insumos também
aumentou (5%), mas houve queda na agricultura (-0,5%), na agroindústria (-3%) e
no setor de serviços (-7%).
Se os rendimentos nos segmentos do agronegócio no interior de São
Paulo tiveram queda, exceto pecuária e insumos, na RM todos os segmentos
-8% -6% -4% -2% 0% 2% 4% 6% 8% 10% 4T 2013 1T 2014 2T 2014 3T 2014 4T 2014 1T 2015 2T 2015 3T 2015 4T 2015 1T 2016 T ax a c res c im en to ren d. (%)
apresentaram crescimento da renda no período analisado, sendo a pecuária o
destaque, com um aumentode 82% na renda, chegando a quase dobrar o valor do
seu rendimento médio no período.
Apesar do alto crescimento da renda na pecuária em 2015, foi nesse
setor, juntamente com a agricultura onde se encontravam os salários mais baixos de
todo o segmento do agronegócio paulista. Os baixos salários na agricultura e
pecuária decorrem, provavelmente, do alto grau de informalidade nesses setores
aliado a uma mão de obra com baixa qualificação.
Os setores de insumos e serviços foram os que tiveram os maiores
rendimentos médios em valores reais de todo o agronegócio, em todo o período,
tanto no Brasil quanto em São Paulo, e tanto nas RMs quanto no interior. No Brasil,
enquanto a renda média no setor de serviços foi de R$ 2.173,00 (segmento com
maior renda), na agricultura foi de R$ 833,00 (segmento com a menor renda) no
primeiro trimestre de 2016.
Na mesma base de comparação, o setor de insumos em São Paulo teve
uma remuneração média de R$ 2.995,00, enquanto na agricultura, a renda foi R$
1.512,00. Esses valores mostram a grande diferença entre o rendimento médio nos
setores do agronegócio, tanto no Brasil como em São Paulo.
Nas regiões metropolitanas os rendimentos são mais elevados quando
comparados com o interior, exceto no para a agricultura e pecuária paulistas. No
Brasil, a agricultura teve um rendimento médio nas RMs 31% maior do que no
interior no primeiro trimestre de 2016. Para a pecuária, a renda média foi 69% maior
nas RMs, na agroindústria 32%, insumos 53%, e serviços, 45%. Em São Paulo,
agricultura e pecuária tiveram rendimentos menores na metropolitana, de 8% e 24%
respectivamente. Já a agroindústria (63%), insumos (71%) e serviços (47%) tiveram
rendimento médio maior na RM quando comparadas com o interior do Estado de
São Paulo.
Em síntese, nota-se que o rendimento médio no agronegócio cresceu no
período analisado, tanto no Brasil como em São Paulo. No Brasil os segmentos que
apresentaram crescimento da renda foram agricultura, pecuária e agroindústria. Em
São Paulo, o rendimento médio aumentou na pecuária, agroindústria e serviços. As
faixas de salários na agricultura e pecuária foram menores que em todos os outros
segmentos, para todo o período, tanto no Brasil como em São Paulo, e tanto nas
RMs como no interior.
3.3. População em Idade Ativa (PIA)
Ao analisar o contingente de pessoas aptas a trabalhar, nota-se que entre
2012 e 2016, houve um crescimento de 6% da população em idade ativa (PIA), que
saiu de 156,4 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2012 para 165,5 milhões
no primeiro trimestre de 2016. No Estado de São Paulo, a PIA passou de 35,3
milhões de pessoas para 36,8 milhões no mesmo período, um aumento de 4%. O
interior do estado apresentou um crescimento de 4% da PIA e a região
metropolitana (RM) uma expansão de 5%, enquanto no Brasil, tanto as regiões
metropolitanas como o interior apresentaram uma expansão de 6% para o mesmo
período.
No primeiro trimestre de 2016 a PIA em São Paulo era formada por 36,8
milhões de pessoas, representando 22% da PIA total do Brasil. A maior parte dessas
pessoas em idade ativa concentrava-se no interior. No Brasil, 59% da PIA estava no
interior, enquanto em São Paulo, 52%. Essa concentração maior da PIA no interior
ficou constante de 2012 a 2016.
3.4.
População
na
Força
de
Trabalho
(antiga
PEA
– População
Economicamente Ativa)
De acordo com os dados analisados, a população na força de trabalho
(antiga PEA) no Brasil apresentou crescimento no período de 2012 ao primeiro
trimestre de 2016, saindo de 95,6 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2012
para 101,7 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2016, um aumento de 6,1
milhões de pessoas (6%). Esse aumento da PEA aconteceu de forma diferente no
interior e nas RMs, como mostra o Gráfico 17.
No interior do país a PEA aumentou continuamente até o terceiro
trimestre de 2015, e depois disso começou a desacelerar. Já nas RMs brasileiras a
taxa de crescimento da PEA veio desacelerando desde 2012 até o segundo
trimestre de 2015, e depois disso começa a apresentar taxas de crescimento
maiores. Nota-se que, no interior, até meados de 2015, as pessoas estavam
ingressando no mercado de trabalho com maior intensidade, enquanto nas RMs
esse movimento foi menos acentuado.
Gráfico 17. Taxa de crescimento da população na força de trabalho (PEA) no Brasil,
regiões metropolitanas (RMs) e interior. (Média móvel de 4 trimestres – 2012 a 2016)
Fonte: PNAD Contínua, IBGE (2016).
Assim como no Brasil, no Estado de São Paulo a força de trabalho
aumentou no período analisado, saindo de 22,3 milhões de pessoas no trimestre de
2012 para 24,1 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2016. No ano de 2015
esse crescimento foi puxado pelo interior do estado (Gráfico 18).
Observa-se que na região metropolitana a taxa de crescimento veio
desacelerando em maior intensidade que no interior, e chegou a apresentar taxas
negativas de crescimento no último trimestre de 2014 e primeiro trimestre de 2015.
Porém logo após esse período, a PEA na região metropolitana de São Paulo
começou a recuperar o crescimento.
0,0% 0,5% 1,0% 1,5% 2,0% 2,5% T ax a c res c im en to P E A ( %)
Gráfico 18. Taxa de crescimento da população na força de trabalho (PEA) no Estado
de São Paulo, região metropolitana (RM) e interior. (Média móvel de 4 trimestres –
2012 a 2016
Fonte: PNAD Contínua, IBGE (2016).
Tanto no Brasil como em São Paulo observa-se que as taxas de
crescimento da PEA vieram desacelerando desde 2013, e partir do final de 2014
esse movimento se inverte, e mais pessoas passam a ingressar no mercado de
trabalho, possivelmente reflexo da crise que já estava começando a se instalar no
país. Durante todo o período analisado, a taxa média de crescimento da PEA no
Brasil foi de 1,4% ao ano, enquanto a da população ocupada (PO) foi de 1% a.a. e
da população desocupada (PD), de 7% a.a.
Como a PEA é formada pelas pessoas ocupadas e desocupadas, se ela
cresce a uma taxa maior que a população ocupada, então o número de
desocupados é que está impulsionando esse aumento de pessoas na força de
trabalho. Ao analisar a PIA na seção anterior, nota-se que o contingente de pessoas
nesse grupo aumenta a uma taxa média de 1,5% ao ano.
Há duas conclusões importantes. Em primeiro lugar, que o aumento da
PEA no período de 2012 a 2016 ocorre principalmente pelo aumento do número de
desocupados no mercado de trabalho brasileiro, ou seja, mais pessoas começam a
ingressar no mercado de trabalho. Entre 2012 e 2016 a PIA no Brasil teve aumento
de 9,2 milhões de pessoas e a PEA de 6 milhões, enquanto a PO aumentou apenas
2,6 milhões. Em São Paulo ocorreu esse mesmo movimento, ou seja, o crescimento
da PO também não acompanhou o aumento da PEA e da PIA. Por último, que
apesar dessas variáveis terem apresentado crescimento no período analisado,
-1,0% 0,0% 1,0% 2,0% 3,0% 4,0%