6 Forhandlingsordningen i staten
6.4 Arbeidskonflikter/tvister
Diferentemente do que aconteceu na agropecuária, a população ocupada
no agronegócio brasileiro, que além da agropecuária propriamente dita, envolve o
segmento de insumos, a agroindústria e os serviços, teve um leve crescimento
durante o período analisado. No primeiro trimestre de 2012, o agronegócio no país
empregava 20,8% de todos os trabalhadores brasileiros, e 21% no primeiro trimestre
de 2016.
Em São Paulo, a participação do agronegócio na população ocupada total
do estado caiu de 15,2% em 2012 para 14,4% em 2016 (Gráfico 12). Como São
Paulo é o maior parque fabril do país, a participação da população ocupada no
agronegócio é inferior à do Brasil.
Gráfico 12. Participação do agronegócio na população ocupada do Brasil e do
Estado de São Paulo, por trimestre, de 2012 a 2016
Fonte: PNAD Contínua, IBGE (2016).
De 2012 a 2016, o agronegócio brasileiro acompanhou o crescimento da
população ocupada no país. Enquanto o número de ocupados aumentou 3% no
Brasil, no setor do agronegócio cresceu 4%. Movimento oposto ocorreu em São
Paulo, onde a população ocupada teve um aumento de 3%, e o agronegócio, uma
perda de 2,3% do total de ocupados no mesmo período.
Analisando os diferentes setores da cadeia do agronegócio (insumos,
agricultura, pecuária, agroindústria e serviços), nota-se que durante o período
analisado, pecuária e insumos foram os setores que apresentaram os maiores
crescimentos no número de ocupados no Brasil, com aumento de 13% em ambos os
casos. Em seguida vem a agricultura
7que cresceu 5%, e serviços com 4%, sendo a
agroindústria o único setor que teve uma redução no número de empregos de 4%
(Gráfico 13).
Durante o quarto trimestre de 2014 e o quarto trimestre de 2015 houve
uma queda no número de trabalhadores na agricultura. No mesmo período, o setor
de insumos, agroindústria e serviços apresentaram um aumento no número de
ocupados. Pode ser que esses segmentos tenham absorvido parte dessa mão de
obra liberada pela agricultura.
7
O fato das atividades agropecuárias terem apresentado redução na população ocupada, como descrito na subseção 3.2.1, e da agricultura e pecuária, analisadas separadamente como segmentos da cadeia do agronegócio (nessa subseção), terem apresentado crescimento da população ocupada, deve-se provavelmente a diferença entre os códigos CNAEs considerados no IBGE para o setor econômico “agropecuária” e na tabela usada nesse trabalho para o calculo da PO do agronegócio do CEPEA/ESALQ/USP para os segmentos “agricultura” e “pecuária”.
0% 5% 10% 15% 20% P arti c ipa ç ão do A groneg óc io (%) Brasil SP
Gráfico 13. Taxa de crescimento da população ocupada nos setores do agronegócio
no Brasil. (Média móvel de 4 trimestres – 2012 a 2016)
Fonte: PNAD Contínua, IBGE (2016).
Uma possível explicação para esse crescimento da população ocupada
no setor de insumos e agroindústria nesse intervalo de tempo pode ser a alta do
dólar que teve início em 2014 e que se estendeu até o final de 2015, já que a
maioria dos insumos é importada, e, portanto, tem cotações em dólar. Além disso, a
participação dos insumos (fertilizantes, defensivos e sementes) no custo de
produção de culturas como cana-de-açúcar, milho e soja é elevada, podendo a
chegar a 60%, segundo dados do Imea e Agrianual (2015).
Considerando todo o período analisado, de 2012 a 2016, apenas a
agroindústria reduziu sua participação na população ocupada do agronegócio
(Tabela 6), possivelmente já sentindo os efeitos da crise que afetou a indústria no
Brasil em 2015. A agricultura foi o setor que concentrou a maior parte da mão de
obra do agronegócio (31%) no primeiro trimestre de 2016, seguida pelo setor de
serviços (28,9%).
-10% -5% 0% 5% 10% 15% 20% 25%Tabela 6 - Evolução da participação da população ocupada nos setores do
agronegócio no Brasil (2012 a 2016, em %)
Fonte: PNAD Contínua, IBGE (2016).
O segmento de insumos é pouco relevante quanto ao número de
ocupados quando comparado aos outros segmentos. Durante todo o período,
concentrou entre 0,9% e 1,2% dos empregados do agronegócio nacional (Tabela 6).
No Estado de São Paulo, diferente do que aconteceu no agronegócio brasileiro,
todos os segmentos tiveram queda na população ocupada. O setor de serviços foi o
único que apresentou um crescimentode 5% no período analisado. A agricultura (-
15%), pecuária (-6%), agroindústria (-4%) e insumos (-10%) reduziram o número de
trabalhadores. Uma hipótese para explicar o aumento no número de ocupados
apenas no setor de serviços no agronegócio paulista pode ser a metodologia
utilizada, que considera 14,5% dos ocupados nesse setor como pertencentes ao
agronegócio.
Durante o período pré-crise (até 2014), a agricultura e a pecuária tiveram
as maiores reduções no número de empregados. Esse movimento sofreu uma
inversão a partir do terceiro trimestre de 2015, principalmente no caso da agricultura
(Gráfico 14).
Trimestre Agricultura Pecuária Agroindústria Insumos Serviços
2012_1T 30,7% 15,9% 23,7% 0,9% 28,9% 2012_2T 30,4% 16,9% 23,5% 1,0% 28,2% 2012_3T 30,5% 16,6% 23,5% 1,1% 28,4% 2012_4T 29,2% 17,4% 23,3% 1,0% 29,0% 2013_1T 29,5% 17,0% 23,2% 1,0% 29,4% 2013_2T 31,7% 16,4% 22,5% 1,0% 28,4% 2013_3T 31,7% 16,6% 22,1% 0,9% 28,6% 2013_4T 32,0% 16,5% 22,0% 1,0% 28,5% 2014_1T 30,2% 15,9% 23,0% 1,2% 29,6% 2014_2T 29,8% 15,9% 23,6% 1,2% 29,5% 2014_3T 29,2% 16,0% 23,8% 1,2% 29,8% 2014_4T 28,8% 16,0% 24,2% 1,2% 29,8% 2015_1T 28,8% 16,8% 23,6% 1,2% 29,6% 2015_2T 28,7% 16,6% 23,6% 1,3% 29,9% 2015_3T 28,3% 16,9% 23,6% 1,2% 30,0% 2015_4T 30,1% 17,3% 22,6% 1,1% 29,0% 2016_1T 31,0% 17,3% 21,8% 1,0% 28,9%
Gráfico 14. Taxa de crescimento da população ocupada nos setores do agronegócio
no Estado de São Paulo. (Média móvel de 4 trimestres – 2012 a 2016)
Fonte: PNAD Contínua, IBGE (2016).
Em São Paulo, a maior participação ficou com o setor de serviços, que
respondeu por 45,7% da mão de obra do agronegócio paulista. A agroindústria ficou
em segundo lugar, empregando 32,9% da população ocupada do agronegócio do
estado. Agricultura (14,7%), pecuária (5,1%) e insumos (1,6%) tiveram participações
bem menores quando comparadas aos setores pós porteira (agroindústria e
serviços) (Tabela 7). Essa grande concentração nos setores a jusante,
principalmente no setor de serviços, pode ser explicada pelo fato de São Paulo ser o
maior polo fabril do país, assim como o alto grau de urbanização do estado.
Além disso, outra hipótese para explicar essa alta concentração da
população ocupada no segmento de serviços pode ser a metodologia adotada nesse
estudo, onde o agronegócio responde por uma fração do total do número de
ocupados nos serviços, independente de qual serviço seja.
-15% -10% -5% 0% 5% 10% 15% 20%
Tabela 7 - Evolução da participação da população ocupada nos setores do
agronegócio no Estado de São Paulo (2012 a 2016, em %)
Fonte: PNAD Contínua, IBGE (2016).
O agronegócio tem forte peso e impacto no mercado de trabalho do
interior, já que é onde a maior parte de seus ocupados está inserida, tanto no Brasil
(77%) quanto no Estado de São Paulo (64%). No interior do país, enquanto o
contingente de trabalhadores cresceu 3%, no agronegócio o aumento foi de 5%,
indicando que o mercado de trabalho no interior do país estava mais aquecido no
agronegócio do que em outros setores da economia.
Entre os segmentos da cadeia do agronegócio no interior do país,
insumos (20%) e pecuária (13%) foram os que tiveram os maiores crescimentos no
número de ocupados no período analisado, seguidos por serviços (6%) e agricultura
(4%). A agroindústria apresentou uma leve queda no número de ocupados (-0,5%)
no mesmo período. A maioria dos trabalhadores do agronegócio no interior do Brasil
está empregada na agricultura (38%) e pecuária (21%), que juntas somam quase
60% do total.
Já no interior de São Paulo, o movimento foi de uma queda da
participação do agronegócio na população ocupada (-4%) no período analisado. O
agronegócio empregava 19% da mão de obra disponível no primeiro trimestre de
2012. Entretanto, foi perdendo participação e após quatro anos, respondia por
17,8% das pessoas ocupadas no interior do estado.
Trimestre Agricultura Pecuária Agroindústria Insumos Serviços
2012_1T 17,0% 5,3% 33,4% 1,7% 42,6% 2012_2T 17,5% 5,5% 33,5% 1,7% 41,8% 2012_3T 17,3% 5,8% 32,4% 1,9% 42,6% 2012_4T 16,4% 5,2% 33,0% 1,9% 43,5% 2013_1T 15,6% 5,4% 33,7% 1,8% 43,6% 2013_2T 15,9% 4,8% 34,0% 1,8% 43,5% 2013_3T 15,3% 4,8% 34,1% 1,8% 44,0% 2013_4T 14,7% 4,8% 34,1% 1,8% 44,6% 2014_1T 13,4% 4,6% 34,1% 2,1% 45,8% 2014_2T 13,5% 4,4% 35,2% 1,8% 45,0% 2014_3T 14,2% 4,8% 35,2% 2,1% 43,7% 2014_4T 13,6% 4,7% 36,1% 2,1% 43,4% 2015_1T 13,9% 4,5% 35,2% 2,1% 44,2% 2015_2T 14,5% 4,6% 34,4% 2,3% 44,3% 2015_3T 14,1% 4,1% 34,7% 2,2% 44,9% 2015_4T 14,9% 4,8% 33,4% 2,0% 44,8% 2016_1T 14,7% 5,1% 32,9% 1,6% 45,7%