• No results found

Considerando a relevância da auto-avaliação no ambiente da pós-graduação e pesquisa da UCB, bem como a necessidade de aperfeiçoar as estratégias e práticas institucionais no sentido da criação e manutenção de grupos de alto desempenho, foi possível identificar critérios e fatores de sucesso para essas finalidades. Os resultados desta pesquisa se relacionam fortemente com os de outras dissertações do MGCTI, reunindo importantes contribuições à gestão da UCB.

Além disso, conforme pode ser inferido da análise dos resultados o Modelo Evolutivo (ME) modificado mostra que há importante dinâmica entre os ativos – Inteligência (competências) e Meios (financeiros e infra-estrutura) – movimentados em sinergia por uma gestão positiva, segundo as variáveis do MA.

Nesta pesquisa, embora no questionário aplicado tenham sido explorados os fatores explicativos das variáveis do espaço emocional (eu/outro e indagação/persuasão) – 15 itens da segunda parte do questionário – estes itens não precisaram ser considerados, tendo em vista que as variáveis P/N, Meios e Inteligência explicaram a dinâmica complexa.

Cabe aos gestores cuidar do equilíbrio entre tais ativos, atuando no sentido de repor o que se avaliar como mais restritivo no tempo. No momento, conforme claramente mostrado na avaliação realizada para os programas de pós-graduação, há que repor docentes nos cursos que perderam quadros e não os substituíram tempestivamente.

A variável relativa aos meios, para os programas de pós-graduação não se revelou tão crucial neste momento. Por outro lado, para os grupos de pesquisa, se mostrou mais relevante nesta fase, sendo importante, sobretudo, manter as horas de pesquisa dos docentes, principalmente para os envolvidos com os programas de pós- graduação. Para ambos é preciso cuidar do clima emocional, no sentido da criação de um ambiente mais positivo.

• Esforço para ampliar os orçamentos e os investimentos pela captação de recursos ou realização de novas atividades que ensejem retorno financeiro (política financeira);

• Elevação do potencial do pessoal, mediante programas de qualificação – política de contratação e capacitação;

• Criação de ambientes de elevada auto/estima e estímulo aos colaboradores, com base na confiança e responsabilidade (política de desenvolvimento de pessoal); e

• Escolha de prioridades é necessária, para não esgotar os meios disponíveis e evitar que o processo se torne errático.

Observações qualitativas e quantitativas mostraram que equipes de alto desempenho são caracterizadas por ambientes organizacionais inspiradores e estimulantes, que ampliam os espaços emocionais. Ambientes baseados no controle e na desconfiança restringem os espaços emocionais, conduzindo a baixos desempenhos ou a desempenhos medíocres. Aí se encontra um dos maiores desafios para os líderes das organizações – a criação de ambientes favoráveis às instituições e aos profissionais que nelas trabalham.

Há necessidade de adotar estratégias organizacionais que ensejem ambientes criativos e mais livres à produção de inovações essenciais à sobrevivência das instituições, principalmente nos segmentos cujos produtos sejam altamente dependentes do conhecimento. Certamente a gestão do conhecimento tem papel importante neste cenário.

Finalmente, as estratégias recomendadas são as seguintes:

• Manter equilibradas as dinâmicas entre os ativos Inteligência e Meios, mediante gestão positiva no âmbito de cada grupo; para isto se propõe a criação de um Grupo de Estudos Estratégicos para estimular e monitorar os grupos, combinando gestão do conhecimento e aprendizagem organizacional, com inteligência competitiva (inclui estudos prospectivos);

• Melhorar a conectividade dos grupos estimulando que as pessoas convivam socialmente mais próximas e para produzir mais projetos e outros trabalhos

em equipe, ou seja, melhorar a relação positividade/negatividade e a conectividade dos grupos;

• Melhorar o grau de satisfação dos protagonistas para expandir o espaço emocional dos grupos e melhorar suas chances de sucesso;

• Promover o intercâmbio com grupos similares do País e do exterior; esta é uma exigência da CAPES para os programas de pós-graduação e foi apontada pelos diretores como carência para melhorar desempenho; não há possibilidades de atingir níveis 6 e 7, sem forte internacionalização. Também para melhorar a conectividade externa;

• Buscar espaços de menor concorrência no ambiente regional e a criação de novos programas mais criativos, voltados à inovação;

• Buscar maior integração com a sociedade local mediante cooperação com empresas e com governo, melhorando a conectividade com o meio exterior, inclusive como estratégia para ampliação dos meios; e,

• Por último, uma importante recomendação a ser feita, é quanto à necessidade de retomar o desenvolvimento do SIGEP tornando-o mais amigável

para que outras avaliações possam ser feitas e aprofundadas. O mesmo se refere ao LATTES institucional.

Com relação à continuidade das pesquisas, será preciso incluir nas próximas avaliações o grau de satisfação dos demais grupos de interesse (estudantes, alta direção da UCB e mantenedora).

A UCB e as organizações em geral necessitam mudar suas formas de pensar estrategicamente de forma complexa e de agir tempestivamente, obtendo sinergias e fazendo com que o todo seja maior que a soma das partes, segundo os princípios do pensamento complexo. Há necessidade de aceitar riscos e de neutralizar o desconforto das ameaças, no sentido de promover inovações.

As organizações devem priorizar práticas sociais de interação entre seus indivíduos, pois comunicação e interação são fatores que influenciam fortemente o desempenho dos grupos. As interações precisam ser baseadas em princípios coletivamente construídos (auto-organização). Importante harmonizar os sonhos individuais com as aspirações institucionais.

Neste cenário, faz-se fundamental, estratégias que considerem as relações de interdependência entre os indivíduos e o coletivo para obtenção de resultados e a construção de melhores condições de competitividade fundadas na confiança e na responsabilidade, fortalecidas por lideranças que coerentemente atuam sob princípios éticos e positivos.