3. Fra sensor til beslutningsstøtte
4.1 Sensorer
Com este tema buscamos identificar como a teoria e a prática museológica se comportam; como são observadas as características da Museologia Tradicional e da Nova Museologia nas organizações museais.
Também foi nossa preocupação verificar de que forma estas noções mais contemporâneas ou mais antigas influem nas atividades, na missão e política de atuação dos museus.
Há uma ampla gama de respostas que considera o museu uma organização tradicional.
Mais tradicional, [...] mas acho que a gente pode misturar um pouco, manter uma estrutura tradicional e qualificar, modernizar, com a evolução [...]. Quanto aos padrões, a gente tem que ir se modernizando, mas sem perder as características do museu. Acho que tem que ter certo cuidado e não virar uma coisa, qualificar, melhorar, sempre. Idéias boas que venham ao encontro do museu. (OM 1.1.15).
Já traçamos algumas parcerias, esta guaribada no pátio, toda feita através de parceria, tanto material, quanto humano. [...] 99,9% das crianças nunca tinham vindo num museu, 30% delas não sabiam o que é um museu... É triste saber disso, que Porto Alegre, capital do Estado, mergulhada em intenso turbilhão cultural – claro não se compara ao eixo cultural do Rio e São Paulo, mas para o nosso porte temos uma capital com muita atividade cultural – e a pessoa desconhece a palavra museu, o conceito museu. Lembro aquele estudo antropológico fantástico sobre certas populações que não possuem certas palavras no seu vocabulário. Imagina isso em longo prazo? (OM2.1.16).
O museu é mais tradicional, [...] mas eu acho que basicamente os museus modernos estão se preocupando com a museografia, porque ela traduz melhor [...]. A museografia é uma coisa cara [...]. É tradicional, mas a gente sempre está em contato com outras coisas, as pessoas viajam, as exposições que vêm estão prontas. (OM1.2.15).
Estamos no meio termo, porque ninguém consegue fazer uma coisa ou outra, né? Então, já que é um museu tradicional, às vezes a gente tem um certo ranço, até pelos próprios objetos que a gente tem. Então, a gente tenta fazer um trabalho mais voltado para a comunidade, visando atender a um público mais diversificado [...]. A gente já pensou muito em fazer oficinas com as escolas que vêm, mas também o que acontece é que não temos espaço, nem pessoal e nem dinheiro para comprar os materiais. A gente gostaria de fazer algo. Às vezes o pessoal olha e diz: ‘ah os museus estão tudo igual’, mas é por falta de recursos de pessoal e técnico. (OM2.2.15).
Outros, apesar de entenderem que o museu ainda é tradicional, demonstram modos de agir que contêm aspectos na Nova Museologia. Isto aparece nas falas de OM2.2 e OM3.3 e também nas falas abaixo descritas.
Pois é, [...] a gente teria que ter uma atividade mais de divulgação do acervo, é uma mistura, na realidade. Eu acho que a gente teria que estar mais ligado à comunidade [...]. (OM3.2.15).
O museu está se adaptando a todas as ações da Nova Museologia, nós não estamos mais querendo ver o museu como a parte estática, velha, guardada. Nós estamos fazendo com que esta ação museológica moderna leve o museu a ter uma interatividade com o público. (OM3.1.15).
[...] Como não temos um orçamento próprio, tudo isto de venda de ingressos poderia ser revertido pra própria instituição [...]. Isto já é uma coisa da Nova Museologia, de tu entender o museu de uma outra forma, o museu tem que ser auto-sustentável. [...] Me parece que um dos objetivos da atual administração é que as instituições se auto-sustentem [...]. Há comissões que fazem os serviços. [...] Nós temos um banco de projetos, que são sete já aprovados e temos dois em confecção. (OM3.1.16).
Não tem um padrão [...] nosso para a Nova Museologia. Quando eu estava na direção acho que 2000... Tu podes apresentar de uma maneira mais leve a história, o próprio texto; tijolaço ninguém lê aquilo; a visita da hora do almoço de um público eclético, heterogêneo, tem que mostrar para poderem entender meio termo; uma criança e uma pessoa. (OM4.3.15).
Quanto à missão, às políticas de atuação e à organização interna, notamos que apesar de serem características da Nova Museologia, aparecem nos museus, mas a estrutura tem comportamento clássico, habitual e trouxe poucas atualizações ao longo do tempo.
Os planos diretores anteriores eram independentes, cada instituição tinha o seu pensamento e era engraçado que tu sentias que as pessoas eram concorrentes uma da outra [...]. Tu és de uma secretaria que tem a mesma chefe e a mesma diretora geral; são diretores de departamento que concorriam entre si, destruíam o outro. (OM 1.1.16).
O que teria que acontecer para buscar novos parceiros. Eu gostaria muito de visitar novas exposições fora e lá buscar o parceiro, como levar isto, fazer projeto. Mas isto tudo tem que ter um apoio. Esta política é versátil. Procura-se que as exposições sejam contextualizadas. Eu gostaria muito de trazer coisas de fora. Promover o turismo cultural. Esta é minha proposta pro novo governo, como uma política. Falamos com a Secretária e falamos sobre os projetos que tínhamos em andamento. Eu não sei como vai
funcionar neste governo, mas anteriormente não era interesse dar apoio a este museu. O que eu quero tentar nesta nova administração é dar mais visibilidade pro museu. Não adianta lutar sozinha. (OM3.3.16).
[...] Então, quer dizer, se estava empolgado com aquele projeto, para entrar recursos para o museu e não tem continuidade. Acho que o ideal seria ter um diretor que tivesse penetração no meio empresarial, que buscasse o recurso. E um diretor técnico, que daria os rumos. Não haveria só o interesse político e nem só o interesse pessoal. Funcionária ser uma gestora não funciona, é super delicado, complicado. Não tínhamos direção e tínhamos que dar garantias de que iríamos dar continuidade a um projeto onde captamos. Minha função, além da programação visual, é a captação, que não deveria ser minha função. (OM3.3.12).
[...] Tem que ter conselho consultivo, tem que ter um conselho para dar o aval da administração, acho que é importante. [...] fazer conselho de mantenedores, acho que tem que ter um grande padrinho. Acho que tem que ter um apoio, via projetos de Lei Rouanet, para ajudar as instituições a sobreviverem e navegarem independente de SEDAC, um padrinho que adote o museu como estrutura e dar um apoio. (OM 1.19).
Há também entrevistados que apontam descontinuidades, situações de permanente recomeço, o que termina por emperrar o desenvolvimento das instituições museais.
Qualificar, através dos projetos, tem surgido a forma de contratação, de terceiros, é uma forma. Só que sempre é passageiro, planejamento é uma forma, mas sempre é algo passageiro. Planejamento, levar a cabo metas de longo prazo, que passam de gestão para gestão. Eu ouvia o antigo diretor falar nisso, ele estava interessado em fazer uma coisa que pudesse passar a gestão dele e o legal foi a comissão de acervos, que continuou. (OM 3.2.16).
Sempre há quebra (ruptura), a direção é uma e têm diretrizes assim, assim, assim, aí muda [...]. Nunca existe uma política pré-existente que vai se seguir. Vai depender muito, muito da direção [...]. Nós temos uma realidade, a realidade é esta que está aí e o fato de não termos dinheiro e trabalharmos por projetos – e trabalhando por projetos tu tens de inovar, procurar coisas novas. Com todos os problemas se ela [a instituição] é de ponta como estarão os outros? (OM1.2.16).