3 – METODOLOGI A EXPERI MENTAL 3.1 – Local de colet a
O presente estudo foi desenvolvido na Fazenda Galé, sit uada na localidade de Livram ent o, dist rit o de Sant a Rita, no Est ado da Paraíba, onde estão situados tanques de cultivo de cam arão m arinho da espécie Lit openaeus vannam ei esta espécie é adotada, por ser a m ais adaptada às condições de cult ivo.
O am bient e est udado foi o rio da Ribeira afluent e do rio Paraíba, o rio não possui classificação oficial, então, um a avaliação do uso da água foi feita, e definida a classe 2 para águas salobras com o referência, com base em dados de salinidade e de est udo no local.
A fazenda possui set e viveiros e um t ot al de 17 ha de área alagada, ut iliza o sist em a de recirculação parcial de água, com um a m édia de povoam ento de 15 cam arões/ m2, o que const it ui um cult ivo sem i- int ensivo. A alim ent ação é feit a com ração com ercial pelo sist em a de bandej as ( Figura 4) , onde a quant idade de ração recom endada é adicionada diariam ente de acordo com a necessidade, para evitar o desperdício, visto que este é o insum o m ais caro. A localização no m apa e um a fot ografia aérea do local são apresent ados nas figuras 5 e 6, respect ivam ent e.
Figura 4 - Bandej a com ração para cam arão.
METODOLOGIA EXPERIMENTAL
Figura 5 – Localização do Rio da Ribeira no m apa. ( Fonte: DNI T – Mapa Rodoviário do Estado da Paraíba.
V M
J Figura 6 – Fotografia aérea do local de am ostragem .
METODOLOGIA EXPERIMENTAL
O sistem a de troca das águas por recirculação parcial é dependent e da alt ura da m aré. Quando a m aré está baixa, as com portas dos tanques são abertas para escoam ento de aproxim adam ente 30% da água, após isso são novam ente fechadas; conform e a m aré vai subindo e ocorre a elevação do nível da água do rio, as com port as são novam ent e abert as e a água passa pelas com port as com plet ando o volum e dos tanques. Com este sistem a, cerca de 1/ 3 da água dos viveiros é renovada diariam ente, garantindo a aeração necessária para a sobrevivência dos cam arões e a diluição dos nut rient es acum ulados, dim inuindo, assim o im pact o causado ao leito do rio.
3.2 – Parâm et ros Monit orados
Foram m edidos os seguintes parâm etros de qualidade de água indicados para a carcinicult ura: Am ônia, Nitrito, Nitrato, Fosfato ( Espect rofot ôm etro UV- VI S HP 8453) , OD, DBO, Tem perat ura ( Oxím et ro WTW DurOx 325) , Coliform es Term otolerant es ( Subst rat o Crom ogênico ONPG- MUG - COLI LERT®) , pH ( pHm etro Tecnal TEC3MP) , Condut ividade, Salinidade ( Condut ivím et ro SCHOTT CG853) , Turbidez ( Turbidím et ro Policont rol AP2000I R) , Sólidos Tot ais ( Gravim etria) . Os m étodos utilizados para as análises das am ostras são as recom endadas pelo St andard Met hods of Wat er and Wastewater. ( APHA,1998)
3.3 – Plano de Am ost ragem
As am ostras de água superficial foram coletadas no Rio da Ribeira, sem pre no período da m anhã e em dois pont os: a 100 m a m ont ant e do ponto de lançam ento dos efluentes ( M) ( Figura 7) , a 100 m a j usante ( J) ( Figura 8) . Um t erceiro pont o, dent ro de um dos viveiros ( V) ( Figura 9) t am bém foi invest igado.
26 Os pontos de coleta do rio foram escolhidos por indicação da Superint endência de Adm inist ração do Meio Am bient e ( SUDEMA) , o pont o
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m ont ant e é na m argem esquerda do rio ao lado do viveiro ( Jaqueira) ; o j usant e foi escolhido por receber o efluente de 5 dos 7 viveiros da fazenda,localizado ao lado do viveiro São José; o viveiro ( Brit o) foi escolhido pela facilidade de acesso e por ser o m aior viveiro da fazenda.
Foram realizadas 35 colet as em t riplicat a, no período de Set em bro de 2004 a Maio de 2009, dentre elas duas coletas ( 18 am ostras) foram utilizadas para a adaptação das m etodologias de análise, visto que o St andard Met hods define m ét odos para águas doces e nossa m atriz é salobra. Então foram consideradas 33 coletas ( 288 am ost ras) .
As am ostras foram coletadas em frascos específicos para cada grupo de análise. Para sólidos t otais, pH, condutividade e turbidez foram utilizados frascos PET de 2 litros de capacidade; para coliform es um frasco de vidro de 100 m L esterilizado foi usado; para os nut rient es um frasco de vidro âm bar de 1 lit ro previam ent e lavado com ácido clorídrico 10% e ainda para DBO um frasco específico est éril de volum e aproxim ado de 300 m L.
As variáveis OD e tem peratura foram m edidas in situ; DBO, coliform es, pH, condut ividade, t urbidez foram m edidos no m esm o dia e sólidos t ot ais no dia seguint e. As alíquotas reservadas para análises dos nutrientes foram filtradas e congeladas até a data da análise. O congelam ento das am ostras para estas análises seguiu recom endação do St andard Met hods for Exam ination of Wat er and Wastewat er. ( APHA,1998)
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Figura 7 – Foto do ponto de colet a m ont ant e ( M) .
Figura 8 – Foto do ponto de coleta j usante ( J) .
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Figura 9 – Foto do ponto de coleta no viveiro ( v) .
3.4 – Trat am ento Quim iom étrico
Os tratam entos quim iom étricos aplicados aos dados foram Análise Hierárquica de Agrupam entos ( HCA) , Análise de Com ponent es Principais ( PCA) e técnicas de classificação com o Análise Discrim inante ( DA) e Modelagem I ndependent e por Analogia de Classes ( SI MCA) . Todo o trat am ent o quim iom ét rico foi realizado utilizando os pacot es com put acionais STATI STI CA 8 ( Stat Soft ,I nc) , e UNSCRAMBLER 9.1 ( CAMO) .
Num a análise quim iom étrica, espera- se observar grupos bem definidos de obj etos que perm ita inferir as suas características, ou m esm o associá- los a det erm inadas causas. Portanto, neste estudo um a separação m arcante dos grupos de am ostras de Mont ant e e Jusant e evidenciaria um im pacto significativo do viveiro no am biente estudado, enquanto um a pequena separação ent re as am ost ras indicaria sim ilaridade ent re os pont os de colet a e um im pact o não significativo no m eio.