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5 Erfaringer med bruk av redningsrom

5.2 Selvredning i ett løps tunneler

Os procedimentos de substituição constam da sétima operação do modelo de Marcuschi (2003a). Nessa operação é previsto o tratamento estilístico com seleção de novas estruturas sintáticas e novas opções léxicas.

Devido aos objetivos a que se destina a retextualização dos textos em análise, as estratégias de substituição deveriam ser usadas apenas para trocas de itens funcionais e outros destinados à adequação gramatical, porém, ocorreram substituições no corpus que envolvem outros elementos, como seqüências textuais e itens que refletem preferências do retextualizador ou falhas de entendimento. Há substituições que envolvem conjunções, preposições, pronomes, verbos e seqüências textuais.

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A substituição de conjunções no corpus pode ser exemplificada pelo segmento mas nós estamos votando um projeto” (Texto 4, linhas 6-7TT), no qual a conjunção “mas” foi substituída pela conjunção “agora”. Essa substituição é uma escolha lexical do retextualizador que afeta o texto do ponto de vista argumentativo, pois apesar de as duas aparecerem nos dicionários como conjunções, elas não carregam a mesma carga de argumentação.

O

corpus apresenta substituição de preposições nos Textos 1, 2, 3 e 4.

Destacamos o segmento “trouxe aqui nesta Casa por diVERsas vezes várias pessoas com cadeiras de rodas” (Texto 3, linhas 15-17TT), em que as preposições “em” e “com” foram substituídas por “a” e “em” respectivamente. Essas substituições atendem a normas gramaticais. Vale apontar para a relevância do contexto e do conhecimento partilhado nessas substituições, como se constata especialmente no segundo caso, em que as pessoas citadas pelo orador poderiam realmente estar com cadeiras de rodas se fossem, por exemplo, representantes desses produtos.

Ainda com relação a preposições encontramos, no Texto 2, substituição das contrações da preposição “a” mais o artigo “as” e da preposição “a” mais o artigo “os” pelos pronomes “minhas” e “meus”, onde o segmento “e eu quero informar a vossa excelência e aos senhores vereadores e às senhoras e aos senhores...” (linhas 8-10TT) resultou em “Eu quero, então, informar a Vossa Excelência e aos Senhores Vereadores, minhas Senhoras e meus Senhores” (linhas 10-12TR). No texto transcrito, o orador dirige-se ao presidente da sessão (a vossa excelência), aos vereadores (aos senhores vereadores) e ao público (às senhoras e aos senhores); no texto derivado não se constata a inclusão do público, pois “minhas senhoras e meus senhores” está empregado como vocativo. Além disso, essas duas substituições mais a inclusão do marcador discursivo “então” na linha 10TR dão ao texto retextualizado um aspecto de maior polidez que o demonstrado no texto transcrito. Atribuímos essas trocas à pronúncia do orador, pois se verifica, no áudio, dificuldade na identificação dessas duas palavras.

No tocante aos verbos, encontramos, nos textos em análise, substituições de

v

erbos no presente do indicativo pelos mesmos verbos no pretérito perfeito e no futuro do pretérito. A respeito dessas trocas, lembramos que os verbos no presente do indicativo têm aspecto de comentário, ao passo que no pretérito perfeito a idéia é de relato. (Cf. KOCH, 2002, p. 35,41). A mesma autora salienta ainda: “o uso do imperfeito, do passado simples, do condicional, etc. em situações comentadoras exprime matiz de validez limitada, trazendo ao

contexto comentador o que é peculiar ao mundo narrado, como relaxamento e falta de compromisso”. Exemplos de substituições relacionadas a verbos estão no Texto 1: “basta um pedido de esclarecimentos...” (linhas 17-18TT) por “bastaria” (linha 15TR). Essa substituição, acrescida da exclusão da seqüência “não é necessária uma CEI” (linha 17TT), confere à fala da oradora um aspecto menos incisivo que o apresentado no texto transcrito, em que a oradora mostra certeza daquilo que está dizendo.

Ainda no que tange aos verbos, a locução “ter que” do segmento “as pessoas têm que observar que há tempos atrás a vereadora A” (Texto 3, linhas 12-13TT) foi substituída por “devem” (linha 10TR). Os dois verbos exprimem valores de necessidade (Cf. VILELA & KOCH, 2001, p. 72), porém é válido lembrar a afirmação de Koch (2002, p. 154) de que a escolha de um determinado termo pode servir de índice de distinção, de familiaridade e de simplicidade ou pode estar a serviço da argumentação, situando melhor o objeto do discurso em determinada categoria que um sinônimo.

No Texto 4, a locução verbal “ter que” do segmento “teríamos que realmen::te vereador A” (linhas 9-10TT) foi substituída por “teríamos de” (linha 9TR). Essa mudança mostra resistência do retextualizador à dinamicidade da língua, bem representada pelo seguinte trecho de Possenti:

Cada vez menos se dizem formas como lerá, comerei, dormiremos, e cada vez mais se diz vai ler, vou comer, vamos dormir.

São fatos, simples fatos lingüísticos, que as escolas e as gramáticas teimam em não ver, que os colunistas que cuidam da língua teimam em corrigir. Não só não adianta insistir nas formas antigas como não há nenhuma razão para não aceitar as novas. Aliás, as antigas já foram novas. (POSSENTI, 2007) (grifo do autor).

Mudanças desse gênero são recomendadas por alguns manuais, como o Manual de procedimentos, conforme se verifica no seguinte recorte: “Devemos retirar do discurso palavras supérfluas. Cuidado, porém, para não descaracterizar o pensamento ou o estilo do orador. Ex.: ‘A mesa vai fazer constar da ata’ (fará constar)”. Nota-se que, mesmo recomendando respeito ao pensamento ou ao estilo do orador, o Manual de procedimentos orienta para a rejeição de formas como “vai fazer”, correntes no uso.

As substituições relacionadas a seqüências textuais encontram-se principlamente no Texto 1, em que o segmento “que está sendo pedida” (linha 3TT) foi substituído por “que se está pretendendo aprovar” (linha 3TR). No segmento transcrito está implícito o pedido da instauração de uma CEI, enquanto no segmento substituinte o leitor ficaria propenso a acreditar que a CEI estaria na fase de votação do relatório, com possibilidade de aprovação ou não. Ainda no mesmo Texto, houve a reescrita do bloco compreendido pelas linhas 27-33 TT,

de onde destacamos a mudança da seqüência “diante da vereadora A” (linhas 28-29TT), que significa ter a oradora como testemunha, por “diante do que está colocando a nobre Vereadora A” (linhas 19-20TR), que tem as palavras da oradora como motivo do requerimento.