Enquanto uma Ordem Universal, iniciática, filosófica, a Loja Cavaleiros de Salomão é formada por aproximadamente 40 obreiros, nela, os elementos são acolhidos por suas diversas qualidades com a finalidade de evoluírem, física e espiritualmente. A loja fica situada no conjunto habitacional Geisel, mas especificamente na comunidade dos Colibris, num templo construído com a finalidade dos maçons se reunirem semanalmente, funcionando no mesmo tempo outras lojas.
Ali a Franco-Maçonaria e sua simbologia são mencionadas no mundo dos maçons, onde se destacam os verbetes mais gerais sobre a acácia, a coluna, o compasso, o triângulo, Hirão e outros, colocados na loja, que também é chamada oficina. Os quadros reproduzidos permitem resumir, de modo sintético, a simbologia da corporação. No centro da loja, encontra-se um pavimento mosaico, com quadrados brancos e pretos, que significa: apesar da diversidade e do antagonismo de todas as coisas da natureza, em tudo reside a mais perfeita harmonia.
De acordo com os manuais da maçonaria, isso representa uma espécie de lição para que não se olhe para as diversidades de cores e de raças e o antagonismo das religiões e dos princípios que regem os diferentes povos, senão e apenas com uma exterioridade de manifestação. Segundo a tradição, toda a humanidade foi criada para viver na mais perfeita harmonia e na mais íntima fraternidade.
Figura 12 – Pavimento Mosaico
No início dos trabalhos, observa-se um painel13, existindo um por cada grau da denominada Maçonaria Azul: o da Loja de Aprendiz, o da Loja de Companheiro e o da Loja do Mestre. Nos graus filosóficos, normalmente não se usa a denominação painel, mas sim, emblema ou escudo. O seu conceito simbólico encontra-se relacionado a todos os elementos da Natureza, que nele estão desenhados. Então, iremos comparar o desenho do templo e as suas duas colunas, acrescidas das romãs, dos lírios e das correntes, ao Templo Maçônico e ao Templo de Salomão.
13 No painel estão desenhados todos os símbolos maçônicos, necessários ao desenvolvimento dos trabalhos do
respectivo grau. A sua colocação na loja indica que continua viva toda a simbologia que orienta os trabalhos; indica, também, que nenhum trabalho seja iniciado sem que antes tenha havido um planeamento das atividades. Por outro lado, todos os participantes, ao entrarem no templo e ao olharem para o painel, estarão cientes do grau em que os trabalhos estão a ser realizados.
Figura 13 – Painel de aprendiz
Em obediência ao que eles chamam de regras basilares, as normas se materializam quando o relógio marca as 20 horas, e os pedreiros adentram o átrio14, formando fileiras, ordenadas, paralelamente, conforme o grau, começando os trabalhos ritualísticos. No encerramento dos trabalhos, o painel é retirado com um ritual semelhante ao da abertura. Disciplina, pontualidade e companheirismo são atributos naturais daquela oficina.
Vislumbramos a presença de vários homens com suas vestimentas talares e devidas insígnias, ternos a rigor exigidos pela ordem maçônica. O ambiente é alegre, descontraído. Observamos, nesse espaço de tempo, que são colhidas assinaturas dos presentes, vistoriadas carteiras de identidade, emitidosrecibos de suas pecúnias com a loja.
14 Lugar de entrada que antecede aos momentos do início da reunião, é o local onde se reencontram os maçons,
depois de algum tempo sem se avistarem. Também é usado para dar e receber notícias referentes aos mais variados assuntos.
Figura 14 - Vista interna de uma Loja Maçônica
O passo seguinte é adentrar a antecâmara da Sala dos Passos Perdidos, onde se faz uma reflexão com a finalidade da preparação para a Egrégora. No passo seguinte, notamos que o Mestre de Cerimônia, paramentado, verifica se os maçons também se encontram devidamente paramentados com suas insígnias. Observa-se, nesse instante, um silêncio, enquanto cada um eleva seus pensamentos, dirigindo suas preces à divindade que eles chamam de Grande Arquiteto do Universo, rogando-Lhe proteção para os trabalhos que serão realizados.
Figura 15 – Sala dos Passos Perdidos
Em seguida, o mestre de cerimônia, uma espécie de guardião dos rituais, determina que se forme a procissão de entrada no templo, obedecendo a uma hierarquia, do menor grau para o maior, até a entrada do Venerável Mestre e outras autoridades, devidamente paramentadas, ou seja, vestidas com trajes maçônicos. Com toques regulamentares, é solicitada a entrada ao templo. Nesse instante, o Guarda Interno da Loja15 responde com os toques, de acordo com o grau que a oficina vai funcionar, conforme solicitação do mestre de cerimônia; ato e palavra, o guarda interno entreabre a porta e pergunta: “Quem é?”. O mestre de cerimônia responde com as batidas relativas ao grau. Em ato seguinte, o guarda interno abre a porta, permitindo que os irmãos, em procissão, transponham o pórtico da entrada do ambiente mais sagrado da Maçonaria, o interior do templo.
Guarnecendo a entrada do templo, estão fincadas duas colunas, onde estão gravadas duas letras sobrescritas, “J” e “B” . Na parte superior destas colunas vemos a romã. Na abóbada, ornada com afrescos que lembram o firmamento e, em suas arestas superiores existe uma corda com oitenta e um nós, que simbolizam a união que deve existir entre os maçons.
Na parte oposta à porta de entrada, encontramos uma mesa em forma de altar, que os maçons chamam de Trono de Salomão. Ocupa aquela mesa o dirigente material e espiritual, que é denominado de Venerável. O formato quadrilongo do templo permite uma visualização instantânea da disposição da cadeia hierárquica das autoridades que comandarão aquela solenidade.
Figura 16 – Visão parcial de uma loja maçônica ao fundo o trono de Salomão
Observa-se que tudo naquele ambiente reflete o Rito e o Ritual, como se desenvolverão os trabalhos. É deveras importante dizer que o Templo é dividido em duas partes, havendo uma divisão física entre o Trono de Salomão, e a sala do meio. No primeiro, acomoda-se, além do Venerável, o secretário que o assessora. Os trabalhos são desenvolvidos segundo os atos e palavras proferidos durante o oficio, pelo orador oficial, responsável pela fiscalização dos trabalhos, denominado de fiscal da lei. Posteriormente, são chamadas as autoridades convidadas, de acordo com sua hierarquia, ocasião em poderão ter assento
naquele Oriente16. Na parte oposta ao altar, ficam o primeiro e o segundo vigilantes, para guarnecer as colunas do Norte e do Sul.
4.1 - DESCRIÇÃO DO TEMPLO SEGUNDO O RITUAL DA LOJA
O ritual da loja, assim se refere a Salomão “foi o rei de Israel no século X a.C. e também o sábio dos sábios, capaz de controlar os espíritos do mundo visível. E mais, diz a Bíblia que ele sucedeu Davi, organizou muito bem Israel, projetou e construiu seu Templo, juntamente com Hiram, rei de Tiro, e auxiliado por Hiram Abiff, o grande arquiteto- construtor”.
É bíblica a saga do rei Salomão. Esta sabedoria foi introduzida na Maçonaria para que os seus componentes compreendessem quão difíceis são a arte e a nobreza que um maçom tem que adquirir na sua longa caminhada, até alcançar uma sabedoria que o acompanhará em toda a sua trajetória como membro da instituição.
Do mito ao rito, do ritual ao símbolo, da ritualística como forma de conduzir as solenidades que passará do conhecimento do aprendiz ao companheiro e deste ao mestre, todos têm a obrigação de apreender, em seus mínimos detalhes, o cerimonial, tendo como pano de fundo todo o entendimento de como se fundamenta a história, a geografia, pois o quadro da loja traz o conhecimento das cerimônias mais antigas das sociedades secretas de que a humanidade tem conhecimento.
Esse conhecimento se fundamenta na antropologia, quando estuda os primeiros passos do homem na busca de sua identidade com o seu imaginário religioso; caminha em direção de sua forma de interação com seus semelhantes, cumprindo todas as fases da evolução social.
Esta simbologia está contida, com toda a sua força, na abertura dos trabalhos de uma loja maçônica, quando se estende no chão – no local do piso em xadrez – um tapete retangular denominado quadro, que simboliza as diversas comunhões de raças e credos. Vê-se ainda, o símbolo da Estrela Flamejante, que tem, no centro, a letra G. As três janelas dão para o exterior. E há a presença também da pedra cúbica pontuda e a atividade maçônica: as ferramentas, graças às quais, operando iniciaticamente sobre si mesmo, o maçom se torna capaz de converter-se numa pedra, não mais bruta, mas apta a inserir-se no grande edifício humano e cósmico que se trata de construir aqui na Terra.
Percebem-se as seguintes conotações: o malhete (maço) e o cinzel, ferramentas do aprendiz; o esquadro e compasso; o fio de prumo e a régua. Quanto à pedra bruta de ponta, seu simbolismo de construção se aplicaria à própria arquitetura da realidade, é o quaternário (os quatro elementos tradicionais): Ar, Água, Fogo e Terra que se sobrepõe.
No alto do quadro vêem o Sol e a Lua. O observador reencontra, nesse passo, mas no nível superior, a complementaridade cósmica dos dois princípios. Pode-se refletir também sobre o papel na Maçonaria dos ciclos solar e lunar, que comandam, cá embaixo, toda a vida terrestre, com predominância operativa do primeiro: a Franco-Maçonaria poderia ser classificada entre as iniciações polares masculina. Donde as dificuldades encontradas pelo problema, resolvido de diferentes maneiras segundo as obediências, da admissão das mulheres aos mistérios maçônicos.
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lembrado de que, em muitas tradições, o Ocidente é a direção dos pais dos mortos. A cruz é, evidentemente, um símbolo de sacrifícios. A presença de um galho de acácia, posto no meio do ataúde, lembra a lenda de Hirão. Que é o próprio tipo dessas lendas iniciáticas, nas quais os símbolos de vida nova, ressurreição, sucedem-se aos da morte. Hirão é o herói, o iniciado, o qual, aceitando os completos sacrifícios da sua personalidade, alcança o estado de liberado, no qual poderá agir em prol da causa suprapessoal a que se dedicou.
A cruz não é apenas um símbolo funéreo: é, também, tradicionalmente, um símbolo de libertação humana total, do duplo desenvolvimento ou desabrochar do ser na sua forma horizontalmente e verticalmente e, segundo os quatro pontos cardeais de uma parte, e, outra parte, segundo o eixo, zênite E nadir. Analogamente, o templo maçônico é posto em correspondência com o mundo no seu conjunto e com as seis direções espaciais.
As tíbias postas debaixo das caveiras desenham uma Cruz de Santo André17, um símbolo de vida e perfeição. Quanto aos losangos do solo, não mais do que combinação de dois triângulos em posição opostas18, indicam a soberania do Ressuscitado sobre o domínio superior e inferior da realidade.
Com relação ao ternário divino, poder-se-ia ver também aí uma das figurações da quintessência, esse quinto elemento dos alquimistas, que faz a síntese dos quatro. Mas ao simbolismo arquitetônico se alia a herança bíblica: o Templo para onde conduzem os degraus que cumpre escalar, é o de Salomão. As duas colunas, J. (Joaquim) e B. (Boaz), masculina e feminina, são as que, segundo a tradição, encontravam-se à entrada do Templo de Salomão. Estão representadas, em todo templo maçônico, no Ocidente; aparecem como uma simbolização palpável das duas polaridades masculina e feminina, positiva e negativa, e outros, que se afrontam incessantemente no mundo. Essa dualidade é transformada numa
17 Em diagonal. 18 O divino terrestre.
unidade, representada pelo piso em xadrez, o qual assinala o caráter indissociável da confrontação perpétua das duas oralidades cósmicas.
Quanto à Estrela Flamejante, ou pentagrama, ela tem cinco pontas. Tal símbolo remonta talvez aos pitagóricos, cujo número sagrado (como o da corporação maçônica) era cinco. Observe-se que a estrela está posta face ao Ocidente. Não seria o caso de considerá-la como a representação de um elemento andrógino? Com efeito, a Estrela Flamejante, que pôde ser aplicada, em diversas tradições religiosas, seja ao aspecto masculino da Divindade19 seja à Feminilidade divina20, representaria como que o termo ideal da conjunção perfeita das duas polaridades opostas: a oposição convertida em fusão, unidade. A Letra G tem diversos significados: Gnose (conhecimento), God (Deus, em inglês), Gravitação, Geometria. Esta última, possibilitada – em todos os planos – pela conjunção do positivo e do negativo, das Colunas J. e B.
19 Simbolismo solar.
CAPITULO V - OS PEDREIROS LIVRES DA LOJA CALAVALEIROS DE SALOMÃO
5 – A SIMBOLOGIA DA LOJA CAVALEIROS DE SALOMÃO
Para subtrair seus segredos e mistérios aos olhos profanos, a Maçonaria ministra seu ensinamento e filosofia por meio de símbolos e alegorias, pelos quais ocultam as suas verdades, só as revelando àqueles que foram iniciados na ordem. Os pedreiros livre da Loja Cavaleiros de Salomão, que também são chamados maçons, obreiros e outras denominações congênere, começam o seu trabalho, depois de iniciado, como aprendiz, cuja finalidade simbólica seria desbastar a pedra bruta.
Para isso eles usam um conjunto de instrumentos necessários para a execução de cada etapa da obra. Significando que eles se preparam para atingir os diversos graus que nela existem. Cada grau representa, na ordem, todo um conjunto de conhecimentos que são necessários ao aperfeiçoamento e ao crescimento moral e ético dos maçons.
Procuramos dentro da metodologia apresentada, saber como os obreiros da loja se relacionam com alguns símbolos apresentados, cuja caracterização e definição, encontra-se em seus manuais de instrução, rituais, regulamentos, landmarks, livros e sites ligados ao tema. Para o estudo apresentamos um símbolo, previamente escolhido e pedimos que o maçom entrevistado relacionasse o seu significado a uma das instruções recebidas, sempre no grau inicial (aprendiz)
Inicialmente relacionamos os seguintes símbolos: Selo de Salomão, Delta luminoso, Círculo com um ponto central e o Tau, que foi comparado com as respostas inseridas nos seus
instrumentos de estudos, as respostas eram abertas e foi apresentado mais de um símbolo, aos entrevistas, obtivemos 100 (cem) respostas, dos 30 sujeitos e apresentou o seguinte resultado.
Tabela 8 – Relacionando os símbolos com as instruções recebidas
SIMBOLOS N %
Selo de Salomão 15 15
Delta luminoso 20 20
Círculo com um ponto central 10 10
Tau 15 15
Não relacionou 40 40
TOTAL 100 100
Figura 18 – Selo de Salomão
Segundo a literatura maçônica, O Selo de Salomão21, assim como a escudo de Davi, é considerado um símbolo místicos/religioso, existindo na sua significação uma relação direita com o Deus da criação e da perfeição, tendo a maçonaria buscado no judaísmo, a sua significação. É conhecido como Maguen David (Escudo de David, em hebraico), é composto por dois triângulos: um, com seu vértice para cima, e o outro, com o vértice para baixo. Sua
21 Era utilizado como amuleto contra o mal, e esse significado se perpetuou, como atestam os nomes "selo"
e "escudo", do hebraico. No Kabbalah, vemos que os dois triângulos representam as dicotomias inerentes ao homem: o bem e o mal, o espiritual e o físico. É mais um aspecto do positivo/negativo que se unem, como no símbolo do Yin/Yang.
origem, desconhecida para a maioria, remonta à Índia, onde tem o nome de Signo de Vishnu, que é o Deus mantenedor na trindade hindu.
Quando perguntamos a respeito da relação dos símbolos místicos e religiosos, com os seus significados, ou seja, se havia uma relação correta de Deus com a criação e perfeição, o que é representado na Maçonaria pelo Selo de Salomão ou pelo Escudo de Davi, apenas 10% (dez por cento) dos participantes do grupo fizeram a correlação correta. Quanto à idéia da evocação de Deus, representada pelo Triângulo, Delta Luminoso ou por Três Pontos, 13,3 % (treze vg três por cento) dos maçons entrevistados souberam relacionar o símbolo à sua interpretação.
O Selo de Salomão22, que, no judaísmo, é conhecido como Maguen David (Escudo de David, em hebraico), é composto por dois triângulos: um, com seu vértice para cima, e o outro, com o vértice para baixo. Sua origem, desconhecida para a maioria, remonta à Índia, onde tem o nome de Signo de Vishnu, que é o Deus mantenedor na trindade hindu.
Os manuais de instrução da loja, faz uma alusão significativa do triângulo inscrito na estrela e que apresenta uma ponta para baixo e concebe tudo o que desce, mostrando que o seu entrelaçamento com o que está com o vértice para cima, no mundo espiritual, representa a ação da divindade sobre suas criaturas; no mundo físico, corresponde à corrente involutiva que parte do sol, centro de nosso sistema planetário, até chegar ao centro da Terra.
Os dois triângulos combinados expressam, ainda, que não só a lei do equilíbrio, como também a lei da atividade eterna de Deus e do universo; representam o movimento perpétuo, a degeneração e a regeneração incessantes pela água e pelo fogo; quer dizer, mediante a
22 Era utilizado como amuleto contra o mal, e esse significado se perpetuou, como atestam os nomes "selo"
e "escudo", do hebraico. No Kabbalah, vemos que os dois triângulos representam as dicotomias inerentes ao homem: o bem e o mal, o espiritual e o físico. É mais um aspecto do positivo/negativo que se unem, como no símbolo do Yin/Yang.
Putrefação. Essa combinação representa também uma luz de equilíbrio permanente entre o espírito e a matéria
Figura 19 – Delta luminoso
O Delta Luminoso, que foi identificado por 20% (vinte por cento) dos sujeitos, conforme o estabelecido pela ordem, ou seja como, 1) a quarta letra do alfabeto grego; 2) o emblema da Tri-unidade; 3) o primeiro polígono. Alguns inclusive fizeram alusão referida no ritual da relação com as igrejas judaico-cristãs e nos templos maçônicos, como um símbolo envolvido de uma “glória”, simbolicamente está centrada pela letra G, que é o símbolo da tripla força indivisível e divina que se manifesta como vontade, amor e inteligência cósmicas, ou, ainda, os pólos positivo e negativo e o efeito de sua união. É, às vezes, figurado por três pontos, comuns na linguagem dos maçons.
Figura 20 – Relacionando o circulo com o sol
Poucos maçons entrevistados, apenas 10% (dez por cento), souberam relacionar o circulo com um ponto central como o sol, que segundo a literatura maçônica é o símbolo da luz do conhecimento, do esclarecimento mental e intelectual, os rituais falam que ele deve
estar presente na decoração do templo, situado no teto da loja, mostrando que ali a luz vem do oriente. Presente também no retábulo do Oriente, ladeando o Delta, junto com a Lua, estará do lado em que fica orador, pois, na correspondência cósmica dos cargos em loja, o orador simboliza o sol, pois dele emana a luz, como guardião da lei.
Figura 21 - Tau
Segundo os manuais de instrução da maçonaria o Tau é um símbolo atribuído àqueles que eram consagrados ou separados para um grande propósito. A mesma alusão simbólica pode ser usada no ritual do grau do real arco, designando e separando aqueles aos quais tem sido ensinado o verdadeiro nome de Deus. O significado do emblema tem sido alvo de várias interpretações. Alguns supõem serem as iniciais T. H., que pode ser de Hiram de Tiro23 ou de Templum Hyerosolymae, o Templo de Jerusalém; outros, que se pretendia tipificar o nome