3. Optimization of internal standard addition
3.1.5 Selection of the design
Avaliando este trabalho que concluo, é preciso ter a humildade para dizer que, como aprendi durante o curso (nesse quatro anos e meio), a História é constituída de interpretações. Não existe uma História pronta e acabada, é um movimento incessante onde todos os indivíduos, são sujeitos históricos que constróem a História diariamente.
Nesse sentido é preciso dizer que esta é minha interpretação sobre o trabalho de rua na cidade de Uberlândia e, que não tenho a pretensão de afirmar que está tudo
148 Este “papelzinho” é um comprovante entregue ao usuário, para que este possa sair da área interna(plataformas de embarque e desembarque) e, se dirigir a lojas, lanchonetes no piso superior do terminal, sendo que deve retornar com o “papelzinho” carimbado no verso, no máximo em 15 minutos, caso contrário pagará nova passagem. Citei isto porque é tempo suficiente para se descer até a Av. João Pessoa comprar passes e retornar.
correto (que esta é a verdade pronta e acabada), que foi isto "que aconteceu”. É um trabalho que com certeza tem falhas, mas como disse o professor Doutor Paulo Roberto de Almeida no seminário de pesquisa, nenhuma pesquisa está totalmente concluída ( não é a pesquisa de nossa vida), se agora eu retornar a ler esta monografia tenho certeza de encontrar pontos onde poderia aprofundar, mexer aqui, ali. Como afirmei no capítulo I, este é um pontapé inicial, pois até então nunca tinha tido a oportunidade de pesquisar e refletir sobre um tema específico. Além disso, continuo a afirmar que tanto meu trabalho como a da Kaita, podem e devem ser aperfeiçoados, cabe ainda dar-lhes continuidade, novas discussões devem surgir para o amadurecimento das reflexões.
Isto posto, as dificuldades encontradas na elaboração desta monografia foram várias. Desde o tempo que gasta em pesquisas de jornal, até problemas para digitar o trabalho (que foi digitado por mim (uma tartaruga) e na dependência dos computadores da UFU que são muito concorridos). Mas as principais que cito foram as seguintes: 1ª) por trabalhar, fica difícil conciliar horários para me dedicar à pesquisa; 2ª) o espaço de tempo para a coleta de dados na fonte e a passagem reflexiva dos mesmos para o papel (aliás passar para o papel é penoso) é extremamente curto, digo isto pois efetivamente comecei a pesquisar (com todas limitações) há um ano, e ao final para apresentar este trabalho “pronto”, foi bastante corrido; 3ª) pelas limitações já citadas, não tive tempo hábil para realizar todas as entrevistas, entretanto tive acesso ao acervo de entrevistas de trabalhos anteriores, com os quais pude manter um diálogo; 4ª) a falta de experiência (da minha pessoa) para coletar, examinar e refletir sobre as informações colhidas nas fontes.
Minha principal preocupação foi a de realizar uma reflexão sobre o cotidiano e as experiências dos trabalhadores ambulantes na Praça Tubal Vilela. Por vezes para uma melhor compreensão das estratégias de sobrevivência desses trabalhadores, tive que sair do espaço determinado, principalmente por utilizar como fonte o jornal Correio, que aborda os ambulantes de forma geral na cidade (Terminal Central, semáforos) e, não se detém apenas a Praça Tubal Vilela. Mas como disse isto foi importante para compreender como esses sujeitos ocupam o meio urbano, se acomodam a ele e às vezes o modificam.
Isto vai de encontro ao que a professora Doutora Célia Rocha Calvo disse no seminário de pesquisa, sobre o que ela denomina de “sobrantes”. Como estes buscam
novas estratégias, como estão se reorganizando, como estes sujeitos (no caso os ambulantes) buscam estratégias de resistência, transformação e modificação do meio urbano.
Concluo tendo a consciência de que pelo menos tive a boa intenção, em refletir sobre os trabalhadores ambulantes e, que nesse momento este trabalho está no limite da minha capacidade(com isso não estou querendo justificar ou me desculpar pelas falhas que podem ter ocorrido, mas simplesmente dizer que pelas circunstâncias do dia a dia(dificuldades), neste momento me sinto realizado pelo que produzi). Trouxe à tona a legislação que procura coibir a atividade, a pressão da CDL, à necessidade de se trabalhar para “ganhar a vida" (falta de opções), enfim as expectativas, trajetórias desses sujeitos sociais na cidade de Uberlândia.
Fontes
Imprensa:
Jornal Correio do Triângulo setembro/1990 a agosto/1995 Jornal Correio agosto/1995 a 2003
Internet:
Site do Portal da Prefeitura www.uberlandia.mg.gov.br
Fontes orais:
Sr. Alcindo Batista dos Santos, 71 anos, amasiado, pai de 5 filhos, atualmente aposentado. Mora em Uberlândia há 23 anos. Mesmo aposentado continuou na atividade de vendedor ambulante e, parou recentemente, no início de 2000, devido a problemas de saúde. Entrevista realizada o 1º semestre de 2001. Acervo de entrevistas de Antunes.
Sr. Django Alves da Silva, 30 anos, casado, 4 filhos. Natural de Currais Novos- RN. Está na cidade há 3 anos. Vendedor ambulante. Entrevista realizada no 1ºsemestre de 2001. Acervo de entrevistas de Antunes.
Sra. Durvalina dos Santos, 58 anos, reside no Bairro Planalto. É natural de Pitangueiras, Estado de São Paulo e, veio para Uberlândia em 1985. É vendedora de vales-transporte e cartões telefônicos. Entrevista realizada na própria praça no dia 14/06/2003.
Sra. Edna Aparecida Pereira, 41 anos. Nascida em Pitangueiras no Estado de São Paulo, veio para Uberlândia em 1986. Atualmente reside no Bairro Tocantins. Trabalha na Praça Tubal Vilela há dois anos, vendendo vale-transporte e Azulzinha(jogo). A entrevista foi realizada na própria praça, no dia 27/03/2002. Fita nº 05/11. Acervo de entrevistas da Kaita.
Sr. José Aguinaldo, 40anos, solteiro, 5 filhos. Natural de Itapuã. Vive há 36 anos em Uberlândia. Ambulante/camelô. Entrevista realizada no 1º semestre de 2001. Acervo de entrevistas de Antunes.
Sr. Osmar L. Silva, amasiado, 52 anos, pai de dois filhos, originário do meio rural do município de Conquista-MG, vive em Uberlândia desde 1971. Sua “opção” em se tornar ambulante se deve ao fato de ter tido um AVC(acidente cardiovascular) que, tendo
deixado seqüelas, o obrigou a aposentar-se por invalidez. Entrevista realizada no 1º semestre de 2001. Acervo de entrevistas de Antunes.
Sr. Pablo Emílio Ferreira, 23 anos, casado, pai de 3 filhos. Natural de Belo Horizonte-MG. Vende passe de ônibus na Praça Tubal Vilela. Sua esposa também exerce a mesma atividade. Entrevista realizada no 2º semestre de 2001. Acervo de entrevistas de Antunes.
Sr. Ruilon, 52 anos. É do Estado da Bahia e atualmente mora em Uberlândia. Há um ano e oito meses trabalha na Praça Tubal Vilela, como vendedor de picolé. A entrevista foi realizada na própria praça, no dia 25/05/2002. Fita n.º 06/11. Acervo de entrevistas da Kaita.
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