5. HELHETLIG TILNÆRMING KONTRA ANSVARSPRINSIPP
5.2 A RGUMENT 1): I NGEN ENIGHET OM RAMMENE FOR EN HELHETLIG TILNÆRMING
5.2.1 Akse 1: Sektor kontra helhetlig ansvar
Um dos pioneiros na tentativa de desenvolver um planejamento de curso sistemático foi Tyler, em 1949. Os elementos que constituem seu modelo de planejamento são: 1) objetivos, 2) seleção e organização de conteúdo e 3) avaliação. Uma das críticas relacionadas a esse modelo refere-se a sua linearidade. A avaliação serve apenas para determinar se os objetivos do curso foram alcançados. Não podemos nos esquecer de que estes estão vinculados à concepção de língua como domínio das estruturas linguísticas. Dessa forma, temos um modelo de planejamento fixo, cujo ponto de partida é o conteúdo, ou seja, a gramática da língua, não sendo levado em consideração o contexto de sua implementação, assim como as necessidades daqueles nele inseridos (NUNAN, 1988).
A tentativa de tornar o planejamento menos inflexível deu-se com o modelo proposto por Wheeler, em 1967, cujos elementos são: 1) objetivos, 2) seleção das
integração das experiências de aprendizagem e 5) a avaliação. Esta serve de base para a
modificação dos objetivos do planejamento. Porém, isso se dá ao término dos cursos, visando a uma melhora em próximas implementações. Vale ressaltar que o conteúdo (gramática) é subordinado às experiências de aprendizagem (atividades). Trata-se de um planejamento linear, cujo objetivo maior é o domínio das estruturas gramaticais.
O modelo de Kerr, de 1968, também contempla a visão de avaliação proposta por Wheeler. Os elementos que constituem esse modelo são: 1) objetivos, 2) avaliação, 3)
conhecimento e 4) experiências de aprendizagem escolar. Esses quatro elementos interagem
na situação de ensino-aprendizagem, sendo que uma mudança em um elemento leva a mudanças nos outros (planejamento interativo). Ainda percebemos em Kerr um planejamento linear, sendo a gramática da língua o ponto de partida na sua elaboração (NUNAN, 1988).
Stenhouse, em 1975, sugere um modelo de planejamento constituído por três
elementos: 1) planejamento, 2) estudo empírico e 3) justificativa. O planejamento refere-se ao que/como aprender e ensinar, à sequência do conteúdo e à individualidade dos alunos. O
estudo empírico refere-se à avaliação do progresso dos alunos e do professor durante o curso,
à implementação do planejamento em contextos escolares diversos e ao entendimento da variabilidade de resultados. A justificativa refere-se à intenção ou objetivo do planejamento. O modelo proposto por Stenhouse mostra indícios de uma tentativa de se criar um planejamento processual, com foco em como ensinar e como aprender. Todavia, ele ainda é centrado no produto (gramática) (NUNAN, 1988).
Clark , em 1985, apresenta um modelo de planejamento de curso bem parecido
com o de Stenhouse. Seu modelo, chamado de currículo renovado, é constituído por três elementos-chave: 1) objetivos, 2) conteúdo e 3) metodologia. Nele há a preocupação de se levar em consideração as necessidades dos alunos , assim como avaliar o progresso destes e o próprio planejamento, favorecendo o desenvolvimento de estratégias para o professor renová- lo de acordo com a realidade de sua sala de aula. Em Clark, vemos a preocupação com a metodologia de ensino, com a compreensão do processo de ensino-aprendizagem de línguas. A avaliação processual tem a sua origem nesse modelo (NUNAN, 1988).
Richards, em 1984, sugere, como ponto de partida para o planejamento, a
análise das necessidades dos alunos ao invés da análise linguística. Os elementos de seu modelo são: 1) a análise das necessidades dos alunos, 2) o estabelecimento dos objetivos, 3)
o conteúdo e a metodologia (teoria de aprendizagem e ensino) e 4) a avaliação. O propósito
desta é o mesmo defendido por Stenhouse e Clark. Ela serve para determinar se os objetivos do curso foram alcançados, podendo servir de indicador para mudanças no planejamento.
Richards propõe um modelo de planejamento cíclico, com retornos a unidades de curso já estruturadas no intuito de integrar e consolidar elementos já aprendidos (NUNAN, 1988).
Nunan, em 1985, propõe um modelo de planejamento bem parecido com o de
Richards. Os elementos constituintes de seu modelo são: 1) a análise das necessidades dos
alunos, 2) a identificação da meta, 3) o estabelecimento dos objetivos, 4) o desenvolvimento dos materiais, 5) as atividades de aprendizagem, 6) o modo de aprendizagem e o ambiente e 7) a avaliação. Esse modelo de planejamento, como o de Richards, permite um papel mais
ativo do professor em relação a sua prática. Trata-se, também, de um planejamento cíclico. Uma diferença entre os modelos de Richards e Nunan se dá pelo fato de as atividades no segundo serem elaboradas durante o processo de ensino-aprendizagem, ou seja, elas estão subordinadas ao contexto de ensino, à realidade dos alunos (NUNAN, 1988).
Consideramos que o modelo renovado e o cíclico de planejamento podem gerar boas experiências para o ensino-aprendizagem de LEs, uma vez que neles o ponto de partida são os interesses e necessidades dos alunos, o que influencia na escolha da metodologia, na seleção e na gradação de conteúdo. Esses planejamentos contribuem para uma atitude mais ativa e reflexiva do professor no que se refere a sua prática.
A seguir apresentamos um quadro-síntese das principais características dos modelos de planejamento de cursos aqui descritos, o qual contribuirá para a análise desta pesquisa, visto que nos propomos a investigar a constituição do planejamento subjacente aos CPs e CAs.
HUMANISMO
Tyler (1949)
ponto de partida: o conteúdo (gramática);
elementos do planejamento: objetivos, seleção e organização de conteúdo e avaliação (produto);
planejamento linear.
Wheeler (1967)
ponto de partida: o conteúdo (gramática);
elementos do planejamento: objetivos, seleção das experiências de aprendizagem (atividades), seleção do conteúdo, organização e integração das experiências de aprendizagem e a avaliação (esta permite mudanças nos objetivos do planejamento);
as atividades alteram o conteúdo; planejamento linear.
Kerr (1968) ponto de partida: o conteúdo (gramática);
elementos do planejamento: objetivos, avaliação (produto), conhecimento e experiências de aprendizagem (atividades); planejamento linear, porém interativo (uma mudança em um
elemento do planejamento leva a mudanças nos outros elementos).
Stenhouse (1975) ponto de partida: o conteúdo (gramática);
elementos do planejamento: planejamento, estudo empírico e justificativa;
avaliação de produto;
avaliação reflexiva da prática do professor;
planejamento processual, porém centrado no conteúdo.
ABORDAGEM COMUNICATIVA + PROGRESSIVISMO
Clark (1985)
problematização das necessidades dos alunos;
elementos do planejamento: objetivos, conteúdo e metodologia;
avaliação processual;
avaliação reflexiva da prática do professor;
planejamento renovado (o professor é capaz de renovar seu planejamento de acordo com a realidade da sala de aula).
Richards (1984)
ponto de partida: interesse e necessidade dos alunos;
elementos do planejamento: estabelecimento dos objetivos, conteúdo e metodologia, e avaliação (processual);
avaliação reflexiva da prática do professor;
planejamento cíclico (retorno a unidades de curso já estruturadas com o intuito de integrar e consolidar elementos já aprendidos).
Nunan (1985)
ponto de partida: interesse e necessidade dos alunos;
elementos do planejamento: identificação da meta, estabelecimento dos objetivos, desenvolvimento de materiais, atividades de aprendizagem, modo de aprendizagem e
ambiente, e avaliação (processual);
avaliação reflexiva da prática do professor; planejamento cíclico.
Fonte: MASSAROTTO, 2012.7