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4.2 Seismic data

4.2.2 Seismic velocity, frequency and resolution

A revisão de literatura sobre os conceitos fundamentais e modelos de gestão do conhecimento contribuiu para o processo de identificação de variáveis para o modelo de pesquisa. Optou-se por desenvolver um modelo que combinasse as visões dos pesquisadores e dos praticantes de gestão do conhecimento.

Do lado acadêmico, a principal inspiração foi o modelo da organização do conhecimento (CHOO, 1998). No entanto, esse modelo ainda não havia sido operacionalizado em variáveis que pudessem ser mensuradas. Foi necessário então definir variáveis para cada uma das três dimensões do modelo da organização do conhecimento. O detalhamento de um construto em variáveis ou o agrupamento de variáveis em um construto são práticas usualmente adotadas em procedimentos de construção do modelo de pesquisa. Por exemplo, caso o construto não seja detalhado em um conjunto de variáveis, não se pode analisar a confiabilidade do mesmo através do alfa de Cronbach. Por outro lado, um modelo com um número muito elevado de variáveis torna-se incompreensível, dificultando os procedimentos de análise.

A dimensão da construção de sentido foi desdobrada em 4 variáveis: obtenção de informações externas, desenvolvimento de parcerias, análise das mudanças e comunicação de significados. A dimensão da criação do conhecimento foi desmembrada em 7 variáveis relacionadas aos seguintes aspectos: cultura de estímulo à inovação, colaboração, comunidades de prática, socialização, programas de tutorias, documentação de projetos e externalização. Já a dimensão da tomada de decisão foi detalhada em 4 variáveis: uso de informações passadas, rotinas decisórias, busca de alternativas e decisão participativa. Devido à sua complexidade, a criação do conhecimento foi a dimensão que precisou ser refinada em um maior número de variáveis. O modelo de pesquisa, que será apresentado em maiores detalhes no capítulo 6, conterá as seguintes hipóteses sobre os construtos da organização do conhecimento (CHOO, 1998):

H10: Existe uma relação linear positiva entre a Construção de Sentido e a Criação do Conhecimento.

H11: Existe uma relação linear positiva entre a Criação do Conhecimento e a Tomada de Decisão.

H12: Existe uma relação linear positiva entre a Tomada de Decisão e a Construção de Sentido.

As hipóteses estão numeradas em uma ordem seqüencial iniciada pelas hipóteses de natureza tecnológica, justificando assim a numeração mais avançada para as hipóteses de natureza organizacional.

Já do lado dos praticantes de gestão do conhecimento, optou-se por adotar o modelo Siemens-KMMM (EHMS e LANGEN, 2002) pelo fato de ser o mais abrangente e mais detalhado, apesar de não ter sido desenvolvido por um organismo independente, mas por uma empresa internacionalmente reconhecida pela sua excelência em gestão do conhecimento. O modelo da APQC seria uma alternativa, mas possui níveis sem dimensões muito detalhadas, o que dificultaria a identificação de variáveis para mensuração. Algumas áreas-chaves do modelo Siemens-KMMM se sobrepõem ao modelo da organização do conhecimento. Por exemplo, a área-chave “colaboração e cultura” é semelhante à dimensão “criação do conhecimento”. Analogamente, a dimensão “construção de sentido” está bastante relacionada à área-chave “ambiente e parcerias”.

Entretanto, existiam algumas áreas-chave do modelo Siemens-KMMM que não possuíam correspondentes no modelo da organização do conhecimento. Essas áreas-chave foram agrupadas em dois novos construtos do modelo de pesquisa em desenvolvimento: gestão de competências e maturidade em gestão do conhecimento. O construto “gestão de competências” representa a área-chave “pessoas e competências” do modelo Siemens- KMMM, tendo sido detalhado em 4 variáveis: descrição das competências, identificação de

gaps, treinamento e avaliação de pessoal. Já o construto “maturidade em gestão do conhecimento” aglutina as áreas-chave “estratégia”, “processos e papéis” e “liderança e suporte” do modelo Siemens-KMMM. Esse construto foi desmembrado em 5 variáveis: orçamento de GC, estratégia de GC, grupo responsável por GC, projetos piloto de GC e mensuração dos resultados da GC.

Percebe-se que o modelo da organização do conhecimento se concentra nos processos fundamentais de uso da informação e do conhecimento. Em função disso, esse modelo se dedica ao entendimento de aspectos mais sutis e filosóficos do tipo “como a organização toma decisões”. Por sua vez, o modelo Siemens-KMMM enfatiza aspectos mais evidentes e de fácil observação, sendo marcado pelo pragmatismo de questões do tipo “existe ou não um orçamento específico de GC”. Durante o desenvolvimento do modelo utilizado nessa pesquisa, buscou-se alcançar um equilíbrio entre as perspectivas prática e teórica. A combinação dessas visões resultou na definição de 24 variáveis que foram agrupadas em 5 construtos: construção de sentido, criação do conhecimento, tomada de decisão, gestão de competências e maturidade em gestão do conhecimento. As hipóteses relacionadas aos construtos são as seguintes:

H13: Existe uma relação linear positiva entre a Maturidade em Gestão do Conhecimento e a Construção de Sentido.

H14: Existe uma relação linear positiva entre a Maturidade em Gestão do Conhecimento e a Criação do Conhecimento.

H15: Existe uma relação linear positiva entre a Maturidade em Gestão do Conhecimento e a Tomada de Decisão.

H16: Existe uma relação linear positiva entre a Gestão de Competências e a Construção de Sentido.

H17: Existe uma relação linear positiva entre a Gestão de Competências e a Criação do Conhecimento.

H18: Existe uma relação linear positiva entre a Gestão de Competências e a Tomada de Decisão.

No próximo capítulo, a discussão adquire um enfoque mais tecnológico, sem perder de vista o contexto organizacional, já que se pretende entender as relações entre a TI (Tecnologia da Informação) e a GC (Gestão do Conhecimento).