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5 METHODOLOGY

5.2 Seismic Interpretation Methodology

As adições são materiais finamente divididos, com capacidade de conferir algumas propriedades à argamassa. Na maioria das vezes, não possuem poder aglomerante, atuando como agregados, e, de modo geral, possuem poder aglutinante (promovem a liga).

PAES et al (1999) afirmam que, os materiais finos, sejam eles provenientes dos aglomerantes (cimento e cal), dos argilominerais (presentes nos saibros) ou de outros materiais inertes (por exemplo, pó calcário) têm, em função de sua elevada área específica, papel plastificante nas argamassas.

PAES et al (1999) afirma ainda que, a medida que se aumentam os finos inertes nas argamassas ganha-se em trabalhabilidade e perde-se pelo aumento da pulverulência e da fissuração dos revestimentos, sendo portanto, necessária a definição do teor ideal desse tipo de material nas argamassas.

Além disso, TEZUKA et al (1993), em estudo sobre a influência na cinética da hidratação do cimento Portland com adição de filler calcário, afirmaram que a adição de calcário finamente moído ao cimento Portland tem despertado o interesse do meio técnico por razões tecnológicas e econômicas. Como razões tecnológicas citam-se, entre outros, o aumento da consistência do concreto no estado fresco, a capacidade de retenção d’água, o aumento da compactação do concreto pelo enchimento do seu volume de vazios pelo calcário e aumento da resistência ao sulfato. Do ponto de vista econômico é interessante, principalmente, como medida na conservação de energia e redução do impacto ambiental.

Outras adições que merecem hoje a atenção e estudos de pesquisadores da área de argamassas são os rejeitos industriais e as fibras poliméricas. AGUILAR et al (2002) avaliaram o desempenho de argamassas com adições de rejeitos industriais, no caso, sílica ativa (sílica no estado amorfo obtida como subproduto da fabricação de ferro- silício ou silício metálico) e escória de alto-forno granulada finamente moída, adicionando também fibras poliméricas. Neste trabalho, AGUILAR et al (2002) concluíram que as fibras poliméricas são de grande efetividade quando se deseja diminuir o módulo de elasticidade dinâmico das argamassas (situação desejável no sentido da redução da fissuração por secagem dos revestimentos). Porém, caso este seja o objetivo, não se deve proceder ao uso conjunto de fibras e sílica ativa, pois os efeitos destas duas adições no módulo de elasticidade parecem se anularem (a indicação conjunta de fibras e sílica ativa seria recomendada quando o objetivo fosse o aumento da resistência mecânica). O uso da sílica ativa foi capaz de diminuir a permeabilidade da mistura. Os efeitos da adição de sílica ativa juntamente com escória finamente moída indicaram que a escória contribuiu pouco no desempenho, culminando com a sugestão dos autores para uma avaliação do efeito da escória como única adição mineral para que se possa ter uma visão mais clara de sua atuação.

Segundo MARCIANO JR. & KIHARA (1993) o uso de escórias não convencionais para fins pozolânicos tem sido discutido em vários países como: Japão, Canadá, França e Estados Unidos. Eles dizem que a utilização desse material (essencialmente de Ni, Cu e Pb) no concreto ou como adição para cimento, fundamenta-se na limitação de fontes naturais de agregados, na disponibilidade local de adições ativas e no gerenciamento de rejeitos industriais. Através da realização de ensaios em diversas amostras de escória de níquel, concluíram que esse material apresenta uma hidraulicidade latente. Os resultados foram promissores quanto à viabilidade do uso das escórias mais vítreas como adições ativas ao cimento. No entanto, devido a uma cinética de reação mais lenta, deve-se utilizar uma moagem mais fina (acima de 400m2. kg-1) e limitar seu uso a baixos teores.

Por razões ecológicas e econômicas, têm-se aumentado gradativamente a quantidade de subprodutos pozolânicos e cimentícios adicionados ao cimento Portland durante sua fabricação. Esses materiais, normalmente, reduzem a velocidade de desenvolvimento de resistência do cimento Portland resultante. Por outro lado, as reações entre as adições e os produtos de hidratação do cimento produzem redução significativa da porosidade da matriz e da zona de transição, melhorando a resistência final e a estanqueidade (MEHTA & MONTEIRO, 1994).

SILVA et al (1997) estudaram a possibilidade de produção de argamassa inorgânica com o emprego de entulho reciclado, oriundo do material proveniente da moagem de argamassas endurecidas, blocos cerâmicos, blocos de concreto e tijolos dos canteiros de obras. Através da caracterização dessas argamassas, concluíram que a introdução do entulho reciclado (proveniente de restos de concreto, argamassas e blocos cerâmicos, como parte de agregado miúdo) não provocou alterações desfavoráveis no comportamento quanto a resistência mecânica à compressão das argamassas em estudo.

Segundo LEVY et al (1997), as argamassas produzidas com adição de entulho reciclado apresentam, em média, uma redução de 30% no consumo de cimento em relação aos resultados existentes na literatura para argamassas mistas equivalentes, além de um incremento na resistência à compressão. Explicam, ainda, que essa alteração pode ser devido ao desenvolvimento do potencial aglomerante do material cerâmico presente no entulho, devido a uma reação pozolânica combinada com efeito filler.

SILVA & LIBÓRIO (2003) avaliaram o efeito da adição da sílica extraída da casca de arroz na aderência de argamassas e chapisos sobre substratos de estrutura de concreto. Para avaliar a aderência, o autor realizou ensaios para a determinação da resistência de aderência à tração segundo o método prescrito pela norma ABNT NBR13528:1995. Os resultados mostraram que os tipos de preparo de base avaliados permitiram ligações mais efetivas com os substratos de concreto. Desta forma, a implementação de chapisco e pasta com adição da sílica ativa extraída da casca de arroz pôde proporcionar, além de uma alta coesão, minimizando o efeito parede (figura 1), também o desenvolvimento, através da reação pozolânica, de um C-S-H com excelentes características de aderência, diferente e melhor inclusive do C-S-H obtido com a hidratação do cimento Portland (SILVA 2003).

Um outro exemplo de traço de argamassa com adição foi estudado por CALMON et al (1997), em trabalho de pesquisa que investigou o aproveitamento do resíduo de corte de granito para a produção de argamassas de assentamento. Porém, em vista da semelhança das características do resíduo de granito com o filler, concluíram que pode- se utilizar esse tipo de resíduo não só em argamassas de assentamento, mas também para a melhoria das propriedades de outros tipos de argamassas, como a de chapisco por exemplo.